quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estreia amanhã, 15, no Brasil o filme “Sully”, baseado na história real do piloto que pousou avião no Rio Hudson


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Em 15 de janeiro de 2009, logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião comandado por Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks), causando danos irreparáveis no avião e obrigando o piloto a fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson

A estreia do filme nos cinemas brasileiros estava prevista para duas semanas atrás mas foi suspensa em virtude da tragédia que vitimou a equipe da Chapecoense, jornalistas e dirigentes. Como o filme trata de tema semelhante, o lançamento não seria de bom alvitre e foi adiado para amanhã, 15.

Vi o filme há cerca de 15 dias e, para o espectador, ver as acusações que são insistentemente imputadas a um profissional que, pela sua perícia, salvou centenas de vidas e evitou uma tragédia, causa uma certa revolta. Passar de herói nacional a acusado, ter o direito de pilotar cassado e enfrentar problemas familiares são apenas alguns problemas enfrentados por Sully. 

Vivido por Tom Hanks, o personagem-título sequer se considera um herói. E o filme trabalha para desconstruir essa mística: carrega direção do veterano Clint Eastwood, um mestre em fazer filmes que combinam emoção, precisão, sobriedade e dramaticidade.

Sully: de herói a acusado
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Uma das nuances que salta aos olhos no filme é como Eastwood registra o “milagre” como um esforço coletivo e realizado por trabalhadores incansáveis – não heróis. Sully foi o autor da manobra que evitou o pior. Mas, em terra, a agilidade de balsas de resgate, bombeiros, médicos e da própria tripulação do voo foi fundamental para socorrer as vítimas.

Afinal, fazia muito frio: sensação térmica entre -7º C e 2º C ao longo daquela tarde. Entre os feridos, alguns poucos precisaram ser hospitalizados e internados. Se tudo deu certo, então, qual a polêmica? O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (sigla NTSB em inglês) abriu investigação para apurar se Sully poderia ter pousado com segurança em um dos dois aeroportos nas proximidades.

Os depoimentos do piloto ao conselho e as idas e vindas do caso formam a maior parte do filme. De um lado, os investigadores argumentaram com simulações: teria sido possível retornar ao LaGuardia. Sully defendeu o fator humano e o tempo necessário para tomar decisões. Por fim, o NTSB recuou de possíveis punições e valorizou o trabalho certeiro de todos os envolvidos. Do capitão aos socorristas.

Vale muito a pena ver o filme, acompanhar e analisar o drama enfrentado por Sully e pelo co-piloto.

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