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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Complexo do Alemão ganha o primeiro projeto Coworking do Rio


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A Casa Brota é composta por um grupo de jovens moradores de favelas localizadas em diferentes zonas da cidade, que realizam trabalhos significativos relacionados à tecnologia, criatividade, arte e comunicação 

Eles resolveram combinar suas inspirações individuais para projetar um espaço de criação coletivo e colaborativo. Os projetos GatoMídia, Boca de Favela, Berro Inc, AmareVê, Magano e Sonata e Favelê, fazem parte da Casa.

Na sua inauguração a Casa Brota vai reunir fazedores de toda a cidade para celebrar a abertura do espaço e trocar ideia sobre como se dá os processos de criação dentro e fora das favelas. Na programação está um papo sobre inovação, tecnologia, rede e criatividade com Vitor Coffe (Kilombu), Marcelo Ramos (criador da cerveja Complexo do Alemão), Maria Chantal , Sil Bahia (Olabi) e Carol Delgado (Puxadinho).

Nas favelas tem muita gente criando através das gambiarras e da capacidade de resiliência, mas essas pessoas não se encaixam na narrativa conceitual de inovação, que em um imaginário coletivo está mais ligada aos novos modelos de negócios e startups. Para o ator e comediante Marcelo Magano coworking na favela sempre existiu só que com outro nome, “aqui a gente chama de puxadinho. Um morador faz um puxadinho e junto uma padaria o outro puxa pra cima e faz o salão e por ai vai geral trabalhando junto e misturado dividindo água, luz e cliente”.

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Segundo os dados da pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela em 2015, de cada dez moradores das favelas do país, quatro têm vontade de empreender e 55% pretendem abrir um negócio próprio nos próximos três anos. O volume de pessoas com intenção de empreender nas favelas é quase o dobro do que na população em geral (23%). A grande maioria dos moradores de favela com intenção de empreender planeja montar um negócio dentro da própria favela (63%). Essa mesma pesquisa aponta que o perfil socioeconômico dos candidatos a empreendedor em sua maioria pertence a classe C. (56%) pertencem à classe C, 38% são da classe baixa e 7% da classe alta.

Por outro lado, apesar do número alto de empreendedores em favelas, esses empreendimentos muitas vezes não dialogam entre si. Um dos objetivos da Casa Brota é fortalecer as redes dentro destes espaços populares e expandir a conexão para além da favela. “Muitos projetos criativos produzidos dentro das favelas não estão inseridos e legitimados no circuito de inovação da cidade, já que muitos desses circuitos não veem as demandas populares como fontes legítimas dentro do processo de criação. Nós acreditamos que o viver favelado pode apontar caminhos para a construção de uma cidade inteligente, sustentável e conectada”, afirma Thamyra Thâmara, idealizadora do GatoMÍDIA.

Casa Brota, coworking de favela, é uma casa colaborativa que acredita na troca, partilha e afeto como elementos importantes para o bem viver que se aprende e pratica em comunidade. A inspiração é a favela com toda sua criatividade, rataria, gambiarras, sons, cores, vibrações e energia. Tudo isso remixado com novas mídias, tecnologia, inovação social, empreendedorismo e afrofuturismo. Dessa forma, a Casa pretende ser uma incubadora fértil de novos projetos, tendo a favela como centro da discussão sobre a cidade.

Fonte: http://www.polifoniaperiferica.com.br/

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