quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resgatando os valores do forró pé de serra, Jorge de Altinho lança o álbum ‘Nativo’


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Pernambucano da cidade Altinho, o cantor e compositor já consolidou seu nome no mercado e já foi gravado por nome de peso da música nordestina como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Alcymar Monteiro

Apesar de invasão de outros ritmos, muitos forrozeiros fazem questão de manter o legado que Luiz Gonzaga (1912- 1989) iniciou em 1945 quando lançou seu primeiro disco com a música instrumental “Vira e Mexe”. Entre estes, destaca-se o cantor e compositor pernambucano Jorge de Altinho, 63 anos, que lança agora seu 41º álbum, intitulado Nativo.

No repertório novo, apenas duas canções não são inéditas: Linda e Luiz, Sertão, Saudade. A primeira ele escolheu para homenagear as mulheres. “Gravei essa música bem acústica que, na verdade, é a proposta do disco todo”, explica. E a segunda é uma ode ao amigo e ídolo. “Eu tinha gravado um DVD e nele tinha essa música Luiz, Sertão, Saudade, que fiz em homenagem a ele. Ela estava no estilo country, tipo Bob Dylan, mas para esse disco eu disse: vou regravar com a cara dele, com os instrumentos que ele usava, a sanfona, o triângulo e a zabumba”, pontua.

Repertório tradicional
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O álbum conta ainda com as faixas Filho de Cariri, Abençoado (Minha Maria), Nativo – uma instrumental tocada pelo sanfoneiro pernambucano Luizinho, batizado por Jorge de Luizinho de Serra, por ser conterrâneo de Lampião, filho de Serra Talhada–, além de Briga à Toa, Nunca Mais, Apagando Fogo, Como eu lhe Quero, O Começo e o Final, Que Pena, Assim Sou eu e o Seu Olhar, é possível perceber o resgate do xote e do forró pé de serra, além de passear por outros ritmos como o samba. Ainda mantendo-se fiel às tradições gonzagueanas, ele não dispensa o trio de ouro do forró: o triângulo, a zabumba e a sanfona.

Parceiros e amigos
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Ao longo da sua trajetória, angariou parceiros que, mais que isso, tornaram-se seus amigos, como Luiz Gonzaga, o Trio Nordestino, Dominguinhos (1941-2013), Fagner, Alcione e Fafá de Belém e o maior compositor vivo de forrós, o filho de Caruaru, Petrúcio Amorim, de quem ele gravou, - entre muitas outras, - “Anjo Querubim”. 

Autor de inúmeros sucessos, além da fartamente gravada “Petrolina, Juazeiro”, vale lembrar de “Confidência”, “Menino de Rua”, “Devagar” e uma das mais belas canções, onde ele faz homenagem aos tios: “Fazenda Santo Antonio”. Para quem curte o verdadeiro forró e suas raízes musicais, “Nativo” é uma ótima oportunidade de mergulhar no universo da tradicional musica nordestina!

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