quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Após turnê pelo Brasil Black Sabbath já fala na possibilidade de novos shows


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Apesar do sugestivo nome para a sua turnê de despedida, The End, Tony Iommi diz que grupo pode se apresentar esporadicamente sem especificar datas e locais

O Black Sabbath já anunciou que essa a The End Tour deve ser a última turnê do grupo. No entanto, Tony Iommi, guitarrista da banda, afirmou em entrevista recente que o show que o grupo irá realizar no dia 4 de fevereiro pode não ser o último.

De acordo com o guitarrista, em entrevista a Chris Jericho em seu podcast, o grupo poderia se apresentar em shows ocasionais, em festivais europeus. Iommi ainda destacou a possibilidade de um novo disco da banda, após o término da turnê.

Recentemente o grupo anunciou mais uma banda de abertura para seu show no Brasil, onde se apresentará em Curitiba (30/11), Rio (2/12) e São Paulo (4/12, no Morumbi).

Especificamente para os shows em São Paulo, no estádio do Morumbi, os horários são os seguintes:

Abertura dos portões – 16h
Show do Doctor Pheabes – 18h30
Show do Rival Sons – 19h20
Show do Black Sabbath – 20h30

Resgatando os valores do forró pé de serra, Jorge de Altinho lança o álbum ‘Nativo’


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Pernambucano da cidade Altinho, o cantor e compositor já consolidou seu nome no mercado e já foi gravado por nome de peso da música nordestina como Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Alcymar Monteiro

Apesar de invasão de outros ritmos, muitos forrozeiros fazem questão de manter o legado que Luiz Gonzaga (1912- 1989) iniciou em 1945 quando lançou seu primeiro disco com a música instrumental “Vira e Mexe”. Entre estes, destaca-se o cantor e compositor pernambucano Jorge de Altinho, 63 anos, que lança agora seu 41º álbum, intitulado Nativo.

No repertório novo, apenas duas canções não são inéditas: Linda e Luiz, Sertão, Saudade. A primeira ele escolheu para homenagear as mulheres. “Gravei essa música bem acústica que, na verdade, é a proposta do disco todo”, explica. E a segunda é uma ode ao amigo e ídolo. “Eu tinha gravado um DVD e nele tinha essa música Luiz, Sertão, Saudade, que fiz em homenagem a ele. Ela estava no estilo country, tipo Bob Dylan, mas para esse disco eu disse: vou regravar com a cara dele, com os instrumentos que ele usava, a sanfona, o triângulo e a zabumba”, pontua.

Repertório tradicional
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O álbum conta ainda com as faixas Filho de Cariri, Abençoado (Minha Maria), Nativo – uma instrumental tocada pelo sanfoneiro pernambucano Luizinho, batizado por Jorge de Luizinho de Serra, por ser conterrâneo de Lampião, filho de Serra Talhada–, além de Briga à Toa, Nunca Mais, Apagando Fogo, Como eu lhe Quero, O Começo e o Final, Que Pena, Assim Sou eu e o Seu Olhar, é possível perceber o resgate do xote e do forró pé de serra, além de passear por outros ritmos como o samba. Ainda mantendo-se fiel às tradições gonzagueanas, ele não dispensa o trio de ouro do forró: o triângulo, a zabumba e a sanfona.

Parceiros e amigos
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Ao longo da sua trajetória, angariou parceiros que, mais que isso, tornaram-se seus amigos, como Luiz Gonzaga, o Trio Nordestino, Dominguinhos (1941-2013), Fagner, Alcione e Fafá de Belém e o maior compositor vivo de forrós, o filho de Caruaru, Petrúcio Amorim, de quem ele gravou, - entre muitas outras, - “Anjo Querubim”. 

Autor de inúmeros sucessos, além da fartamente gravada “Petrolina, Juazeiro”, vale lembrar de “Confidência”, “Menino de Rua”, “Devagar” e uma das mais belas canções, onde ele faz homenagem aos tios: “Fazenda Santo Antonio”. Para quem curte o verdadeiro forró e suas raízes musicais, “Nativo” é uma ótima oportunidade de mergulhar no universo da tradicional musica nordestina!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A caminho do sesquicentenário, o Elevador Lacerda continua sendo uma das maiores atrações da Bahia

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O 8 de dezembro é uma data especial para Salvador, não só pelas comemorações do dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, mas por ser também aniversário do Elevador Lacerda, um dos mais significativos cartões postais da Bahia

O Elevador Lacerda é um símbolo da cidade de dois andares chamada de Salvador, um dos mais conhecidos cartões portais da Bahia. Apesar de secular, é um conjunto moderno, que recebeu várias reformas ao longo dos anos.

Foi o primeiro elevador no mundo a servir de transporte público e o mais alto desse tipo, quando foi inaugurado, em 8 de dezembro de 1873, dia de N.S. da Conceição da Praia. A receita desse primeiro dia de funcionamento (477$800) foi doada ao Asilo dos Expostos da Santa Casa da Misericórdia.

Liga a Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta, à Praça Cayru, no bairro do Comércio. Possui duas torres, quatro cabines e 73,5 metros de altura. Tem capacidade total para 128 pessoas, nas quatro cabines, e a viagem dura 22 segundos. Transporta, em média, mais de 750 mil pessoas por mês, funcionando 24 horas por dia.
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O uso de ascensores em Salvador é uma tradição secular. Já no início do século 17 usava-se uma espécie de guindaste para transportar mercadorias do porto à cidade alta. Outros elevadores e planos inclinados foram construídos na cidade posteriormente.

Século XIX
Foto Elevador Lacerda

O Elevador Lacerda foi idealizado pelo empresário Antonio de Lacerda (1834-1885), construído com a ajuda de seu irmão, o engenheiro Augusto Frederico de Lacerda e financiado por seu pai Antônio Francisco de Lacerda. Os dois irmãos, Augusto e Antônio de Lacerda estudaram engenharia no tradicional Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York, mas Antônio retornou ao Brasil antes de completar o curso.

A construção foi iniciada em 1869, sendo um grande desafio de engenharia para a época. Foi necessário a perfuração de dois túneis em rocha, um vertical, para abrigar a primeira torre, e outro horizontal, para dar acesso à rua. Foi inaugurado em 1873, com o nome de Elevador Hydraulico da Conceição da Praia, com apenas uma torre, popularmente chamado de Elevador do Parafuso. Usava equipamentos da companhia inglesa Hoisting Machinery.

Sem lucro
Bahia

O Elevador da Conceição foi um sucesso da engenharia, mas não deu lucro ao seu criador. Em 1896, o Elevador passou a se chamar Elevador Antônio de Lacerda, por indicação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Em 1906, foi reformado para adotar um sistema elétrico e sua torre tornou-se mais larga, na base.

A segunda torre (a que se projeta para a frente) foi inaugurada em 7 de setembro em 1930, juntamente com uma reforma geral, em que o conjunto arquitetônico ganhou seu estilo em art déco. Era uma condição para a concessão dos serviços a uma empresa estadunidense. As duas torres são ligadas por uma plataforma de 71 m de vão, que passa alto sobre a Ladeira da Montanha, outro grande desafio de engenharia do século 19.
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A Otis participou da ampliação de 1930 com a instalação de dois ascensores. Em 1932, a empresa estadunidense anunciou seu feito na Fortune Magazine, revelando que no primeiro dia de operação plena foram transportadas 24 mil pessoas.

Em 1955, o Elevador foi estatizado pela Prefeitura. Em 1º de julho 1961, novos elevadores da Otis foram inaugurados, mais rápidos e dobrando a capacidade por cabine de 16 para 32 pessoas. Em 2006, foi tombado pelo Iphan.

Fonte: http://www.bahia-turismo.com

Prestes a completar 30 anos, a Feira da Praça do bairro Pinheiros SP, reúne antiguidades e peças raras pra todos os gostos e bolsos



A Feira da Praça, que existe desde 1987, é hoje um ponto de referência intelectual, cultural e já faz parte da calendário turístico e de lazer de São Paulo

O evento, que se realiza todos os sábados, das 9 às 19 horas, no bairro de Pinheiros, conta com a participação de 320 expositores, com artesanato variado, obras de arte e antiguidades, além da praça de alimentação.

Conhecida como uma das melhores feiras de antiguidades e artesanato do Brasil, a Feira da Praça Benedito Calixto acontece desde 1987 e reúne em Pinheiros, todos os sábados, mais de 300 expositores.



Nela, o visitante pode comprar de tudo, desde obras de arte a brinquedos antigos, roupas seminovas, discos de vinil, louças e móveis que datam do meio do século XIX. Para quem prefere algo ainda mais exclusivo, a feirinha conta com estandes de lojas de decoração de alto nível.

A partir das 14h30, na Praça de Alimentação, os intérpretes Canário e seu Regional tocam o tradicional chorinho, enquanto quem passeia se alimenta com comidas típicas e petiscos oferecidos nas barraquinhas da feira.

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Além dessas atrações, a feirinha conta com uma barraca intitulada Museu da Voz, onde dá para encontrar vinis e fitas antigos e algumas relíquias.

No entorno da Benedito Calixto existem várias opções de restaurantes, centros culturais e lojas de roupas descoladas. Tem comida por quilo no D. Lyra, japonesa no Sushi Yá e mineira no renomado Consulado Mineiro. Para passar o tempo, vá até o Espaço Cultural Alberico Rodrigues que é, ao mesmo tempo, alfarrábio, sebo, livraria, galeria de arte, teatro, espaço para shows, saraus e palestras além de cafeteria e lanchonete. Para ir as compras conheça a Qualquer Coisa, lugar onde dá para comprar bolsas de pano estampadas, vestidos e até roupa infantil.
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Voltando para a Benedito, duas vezes por mês acontece o projeto “Autor na Praça”, que surgiu como forma de unir literatura e outras manifestações artísticas, em que autores fazem lançamentos de seus livros enquanto conversam com os visitantes da feira e artistas ligam suas obras ao livro lançado.

Serviço:

Feira da Praça Benedito Calixto
End.: Praça Benedito Calixto, s/nº - Pinheiros.
Horário de funcionamento: das 9h às 19h.
www.pracabeneditocalixto.com.br/localizacao.htm


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Após quatro escrutínios, disputa pela cadeira de nº 22 da ABL termina empatada


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Não se trata de escrutínio para escolher um Papa mas a eleição para a cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras (ABL),continua sem vencedor, já que nenhum postulante alcançou a maioria absoluta de votos, mesmo depois de quatro turnos 

Depois de quatro escrutínios, a disputa pela vaga antes ocupada pelo acadêmico Ivo Pitanguy, morto em 6 de agosto deste ano, terminou empatada entre os candidatos mais votados, o poeta e letrista da MPB Antonio Cícero, de 61 anos, e o sociólogo, cientista político e ex-ministro da Cultura Francisco Weffort, de 79 anos. Nenhum dos postulantes alcançou a maioria absoluta dos votos, exigida pelo estatuto da ABL.

Ao fim da contagem, persistido o empate, o presidente da Academia, Domício Proença Filho, declarou abertas as inscrições, pelo período de 30 dias, para novas candidaturas à cadeira 22. “O resultado atesta a alta qualidade dos candidatos e do processo eleitoral da ABL”, destacou Proença.

Além de Cícero e de Weffort, concorriam à cadeira o pesquisador e historiador da música popular brasileira Ricardo Cravo Albin, de 72 anos, que também foi bem votado, e outros seis candidatos. “Nos 30 anos que estou na Academia, nunca vi uma eleição tão acirrada”, disse outro acadêmico, Marcos Vinicius Vilaça, que presidiu a instituição por dois mandatos, 2006/2007 e 2010/2011.

Com três vagas abertas este ano, a ABL elegeu no dia 3 deste mês o poeta Geraldo Carneiro para a cadeira 24, que foi do crítico teatral Sábato Magaldi, e uma semana depois, o economista e escritor Edmar Bacha, que participou da equipe que concebeu e implantou o Plano Real, para a cadeira 40, vaga com a morte do jurista Evaristo de Moraes Filho. Como os dois ainda não tomaram posse, e com a vaga de Pitanguy não preenchida, são 37 os votantes possíveis da academia, de 40 membros.

Fonte: EBC

Edição 2016 de “O Lado B” marcou mais um evento de valia para o mercado a que se destinou


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O Lado BA é um panorama de música e mercado que presta o serviço de construção de network para profissionais e empresas do meio musical através de intercâmbios entre agentes do Brasil e do exterior

Dentre as atividades propostas em suas realizações estão mostras de artistas de destaque do cenário nacional, shows cases, intercâmbios artísticos, conferências e rodadas de negócio, traçando um panorama da nova música brasileira, com participações de artistas internacionais do Chile, México e Nigéria

A partir da construção de um ambiente de pensamento e negócios na música, o Lado BA busca consolidar uma rede de profissionais que compartilhem tecnologias desenvolvidas em suas áreas de atuação, impulsionar artistas novos e de destaque do Brasil e exterior e promover diversidade musical ao público em geral, através de shows.

Na sua quarta edição o LADO BA realizou, ao todo, 21 shows entre os dias 17 a 19 de novembro, no Pelourinho, traçando um panorama da nova música brasileira. Foram 17 showcases gratuitos nos largos Pedro Arcanjo, Quincas Berro Dágua e Arena SESC. Os shows principais acontecerão no Largo Tereza Batista.

Artistas como Jadsa Castro, Josyara, Livia Nery, MC Cdoze, Ronei Jorge, Confeitaria e Djambê, Maria Colores, do Chile, e Sonidos Satanás, do México, estiveram entre os convidados.

domingo, 27 de novembro de 2016

Revista Wired aporta no Brasil


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A publicação será apresentada ao mercado com um evento que acontecerá no Rio de Janeiro, em dezembro, trazendo o melhor da inovação e da tecnologia

A tradicional revista de inovação e tecnologia Wired está chegando ao Brasil e, diferentemente dos outros modelos, a publicação será apresentada ao mercado com um evento, feito em parceria com O Globo, que acontecerá no Rio de Janeiro no primeiro final de semana de dezembro e em junho do ano que vem terá outro em menor escala. Nessa segunda edição, a ideia é lançar a versão brasileira do “100 minds that are shaping the digital world”, um título tradicional da Wired que destaca pessoas na área de inovação.

“A Wired é um título que estava no nosso radar há muito tempo, porque não existe nada parecido no Brasil. É uma revista de inovação e combina muito com o brasileiro e seu engajamento em redes sociais, ” comenta Daniela Falcão, a nova diretora-geral da Globo Condé Nast. De acordo com a jornalista, o título da Vanity Fair chegou a ser discutido por ter um lado social e de alto luxo, além de um potencial de venda muito grande.

Pela primeira vez a editora está trazendo um título da Condé Nast para o Brasil com evento, em vez de começar com uma revista ou um site. “Como a gente tem insistido muito que um dos trunfos da Condé Nast é justamente se firmar como uma editora que leva os títulos e suas marcas para muito além do papel ou do ambiente digital, a gente fez essa aposta na Wired, começar com um evento. Estamos em uma geração de conteúdo que está diretamente atrelada a eventos, feiras e festas, o que se torna uma maneira diferente de você se relacionar com o anunciante”, explica Daniela.

Sobre 2017, a executiva já considera a Wired e todos os eventos da casa grandes desafios. Porém, a revista Condé Nast Traveller, que é um título sobre viagem de luxo, é algo que está no radar da editora. “É uma revista que volta e meia entra na discussão e que teria uma aderência muito grande no Brasil. Eu acho que a tendência daqui em diante, sobretudo se esse modelo da Wired se mostrar eficiente, é primeiro pensar em como trazer outros títulos e só depois considerar o papel,” conclui Daniela.

Casa que gira 360 ° e foi construída em 1951 é atração em Córdoba


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Ela tem 180 m2 de área construída, pesa 140 toneladas e foi transportada de um bairro a outro, em uma operação delicada e inédita na Argentina

Movendo uma casa de material CORDOBA 140 toneladas, com todas as suas paredes, tetos e aberturas, e garantir que ele chegue intacto ao seu destino final é um desafio sem precedentes em qualquer lugar do mundo e, se levarmos em conta que a empreitada foi feita há 12 anos, a façanha é ainda mais digna de aplausos.
Talvez seja por isso que milhares de moradores, jornalistas, fotógrafos amadores e até mesmo turistas ontem mobilizados para testemunhar a remoção do famoso rotativa do canto do Paraná e San Lorenzo, no bairro de Nueva Cordoba, ao Museu da Casa da Indústria, general Paz.

Como se fosse uma procissão, milhares de pessoas caminharam ao longo do caminho 26 blocos, que acompanha o chalé que se movia muito lentamente pelas ruas da cidade, transportado em um veículo especial de 128 rodas e equipado com amortecedores hidráulicos e informatizado necessário para equilibrar um fardo e evitar todos os buracos.

A casa foi construída em 1951 pelo imigrante sírio Abdon Sahade, que não era um engenheiro ou arquiteto, mas um apaixonado por projetos faraônicos, cuja intenção era fazer "algo grande para Cordoba". O resultado: uma casa de 180 metros cobertos, realizada em um mecanismo que lhe permitiu rodar 360 graus e capaz de receber luz solar durante todo o dia.

Expulsa pela modernidade

Tal extravagância tornou uma atração arquitetônica, que integra a longa lista de propriedades do patrimônio cultural de Córdoba. No entanto, vários anos depois, os herdeiros de Sahade decidiram construir no local dois edifícios modernos 68 metros de altura e considerou a possibilidade de demoli-la.

Isso levou a um debate entre especialistas do patrimônio, urbanistas, funcionários e descendentes do construtor. Finalmente, os herdeiros decidiram preservar doar para o Museu da Indústria e cuidar das despesas de desmontagem e transporte.

As tarefas de adaptação começaram com o fortalecimento das fundações, paredes e tetos de prateleiras aparafusadas e a remoção de dois tanques de água e telhado piramidal coroando telhado circular.

A construção
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O projeto da construção exigiu um período de quatro anos e finalmente abriu as suas portas em 10 de julho de 1951. Durante esse dia histórico, a casa se transformou pela primeira vez na presença e espanto do prefeito municipal, o arcebispo de Córdoba, funcionários do governo provincial o cônsul da Síria e uma grande multidão se aglomeravam nas ruas.

Características da casa giratória
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Construída com materiais tradicionais, a sua estrutura circular era capaz de girar 360 graus sobre si mesmo buscando luz solar. Essa rotação foi possível graças a um engenhoso sistema de engrenagem na mesma base da propriedade.

O mecanismo em questão (feito sobre trilhos e rodas ferroviárias) é movido a partir da conexão de dois motores trifásicos e caixa de velocidades. Uma vez em movimento, a casa permanece ativa todos os serviços públicos (eletricidade, água corrente, esterco de esgoto, etc.) sem qualquer problema.

A fim de não perturbar o conforto das pessoas que habitam a casa, ela pode virar um metro por minuto sendo o movimento quase imperceptível e para chegar aos 360, é necessário cerca de uma hora.

sábado, 26 de novembro de 2016

Caboclinhos viram patrimônio cultural imaterial do Brasil


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Os caboclinhos, expressão da cultura popular de tradição centenária sobretudo em Pernambuco, foram reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

O registro foi aprovado hoje (24) pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do órgão, em reunião realizada em Brasília.

Cultura presente também no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Alagoas e Minas Gerais, os caboclinhos são classificados pelos brincantes como uma homenagem aos primeiros habitantes do território que veio a se chamar Brasil. Os grupos – alguns com mais de 100 anos e ainda ativos – se apresentam nas ruas – principalmente no carnaval - vestidos com penas e pedrarias, em uma releitura carnavalesca dos trajes indígenas tradicionais, e dançam com agilidade os diferentes toques que representam temas de rituais da população indígena.

“Tem o toque de guerra, que é a preparação para o combate; o de perré, para pedir a chuva; o de baião, que é mais festivo, usada para comemorar qualquer coisa que a tribo quisesse; e o toré, que tem um aspecto religioso”, ensina o presidente do Clube Carnavalesco Tribo Indígena Tupã, do Recife, e secretário da Associação Carnavalesca dos Caboclinhos e Índios de Pernambuco (Accipe), Amauri Rodrigues de Amorim.

Como o próprio nome indica, a reverência ao caboclo (tanto o brasileiro filho de índio e branco como a entidade presente na umbanda, por exemplo) está presente na brincadeira, assim como o culto à Jurema, árvore nativa do Norte e do Nordeste do Brasil considerada sagrada e base de um chá usado em rituais. A brincadeira também tem referência na colonização do território brasileiro.

30 de março
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Uma data marcante para os caboclinhos, quando geralmente ocorrem encontros estaduais do folguedo, é 30 de março. Em 1645, foi neste dia que ocorreu uma grande assembleia de povos indígenas na aldeia de Itapecerica, em Pernambuco, quando escolheram seus próprios representantes divididos em conselhos de vereadores e três regedores de territórios.

A estimativa da associação de Pernambuco é que existam cerca de 70 grupos de caboclinhos no estado – 30 apenas no Recife. “O meu é dos mais novos, tem 39 anos”, brinca Amauri. Para fabricar as roupas e instrumentos, as agremiações recebem apoio financeiro do Poder Público – no caso do Grupo Tupã, da prefeitura – e complementam a renda com bingos e outras atividades para angariar recursos. “A gente espera que, além do reconhecimento da nossa cultura, o título traga mais oportunidade fora de Pernambuco, e que o valor pago pela prefeitura tenha uma aumento”, diz.

O governo do estado fez o pedido de registro como patrimônio imaterial do Brasil em agosto de 2013, mesma ocasião em que foram solicitados os registros do maracatu nação, maracatu de baque solto e o cavalo marinho, expressões culturais transformadas em patrimônio nacional em dezembro de 2014.

O secretário de cultura de Pernambuco, Marcelino Granja, afirma que o apoio do Poder Público também é necessário para perpetuar a arte. “A gente precisa ajudar as sedes desses blocos, precisa se preocupar com a formação de novos mestres dessa arte. E determinadas políticas públicas precisam ser observadas, como a existência de concursos no carnaval do Recife. Por um lado é bom porque ajuda na profissionalização, na concorrência virtuosa, mas por outro lado incentiva a padronização”. Ele cita também o ganho de autoestima e de visibilidade da cultura como benefícios do título.

Fonte: EBC