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domingo, 9 de outubro de 2016

Em ‘Jango eu: Memórias de Um Exílio Sem Volta’ João Vicente Goulart narra a sua luta para provar que o pai não teve morte natural


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Um filme do qual os brasileiros não queriam reprise ou remake: há exatos 50 anos, o então presidente da República, João Goulart, o Jango, era derrubado de seu posto por um golpe militar apoiado por parte da sociedade, da imprensa, da Igreja e da maioria do Congresso Nacional

Naquele dia de 1964, o ainda menino João Vicente Goulart, com 7 anos, foi obrigado a deixar sua casa apressadamente com apenas alguns poucos pertences e a roupa do corpo. Ao lado da mãe e da irmã mais nova, ele foi colocado em um avião de pequeno porte rumo a uma fazenda no Interior do Rio Grande do Sul e, logo em seguida, para o Uruguai. Viveu sem destino certo enquanto seu pai tentava articular a volta para casa e para o seu papel num regime democrático, mas o viu morrer de um suposto ataque cardíaco na cidade de Mercedes, na província de Corrientes, na Argentina, em 6 de dezembro de 1976.

Operação Condor


Com base em documentos confidenciais e depoimentos de ex-agentes da repressão que atuavam pela América Latina — na chamada Operação Condor —, a família mantém a suspeita de que Jango foi assassinado por envenenamento. Teria sido uma ação criminosa de agentes uruguaios a mando do governo brasileiro da época, com Ernesto Geisel à frente. “O medo da ditadura em relação à volta de Jango era brutal. Naquele momento, meu pai era o ‘rei caído’. O destino fez de Jango o único presidente a morrer no exílio e lutando pela democracia. Se isso é um lugar de mártires, sem dúvida, ele é um mártir da democracia”, afirma João Vicente.

Em novembro do ano passado, peritos de quatro países participaram da exumação dos restos mortais de Jango no Cemitério Jardim da Paz, em São Borja (RS). O objetivo é confirmar a real causa da morte do ex-presidente, saber se ele foi realmente envenenado. Mas, pelos anos passados, há uma possibilidade dos exames não chegarem a conclusão alguma. Mesmo assim, a família não vê a exumação como o único caminho para esclarecer o episódio. 


Desde 2007, ela cobra o Ministério Público Federal (MPF) para ouvir ex-agentes da repressão que hoje vivem nos Estados Unidos e que seriam as peças-chave para confirmar a articulação de um plano para matar Jango.
Hoje, com 57 anos, João Vicente percorre o Brasil de ponta a ponta para tentar reescrever a história do pai e, consequentemente, da Nação.

O livro


Com todo esse material em mãos, João organizou um inventário afetivo em que mistura fatos históricos e registros pessoais que resultou no livro Jango e Eu: Memórias de Um Exílio Sem Volta, com lançamento previsto para o fim do mês pela Civilização Brasileira. A narrativa resgata as lembranças de um tempo de incerteza, da falta de notícias, do avanço dos governos totalitários nas Américas, da difícil adaptação ao cotidiano uruguaio e evoca inúmeros amigos, como Paulo Freire e Glauber Rocha.

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