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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Resultado de imagem para morte e vida severina
Severino Retirante narra a sua trajetória. Sai do sertão nordestino em direção ao litoral, em busca da vida que escasseava em sua terra. Ao longo do caminho, mantém uma série de encontros com tipos nordestinos

Sem qualquer razão aparente, resolvi rever uma das melhores produções da TV brasileira de todos os tempos, - acreditem, ela já fez algumas coisas boas, - o teleteatro musical Morte e Vida Severina, exibido em 1981, dirigido por Walter Avancini, com versos do inigualável João Cabral de Melo Neto (de seu auto homônimo) e música do não menos laureado Chico Buarque.

O musical aproveita parte do elenco do filme de 1977, de Zelito Vianna e traz o ator que, para mim, é o protótipo do Nordestino, José Dumont. Destaque ainda para uma Elba Ramalho ainda com voz estridente, - tinha lançado o seu disco Ave de Prata, dois anos antes, em 1979, - o excelente Sebastião Vasconcelos e Tânia Alves, como ‘carpideira’, (palavra de origem hebraica que significa aquelas que são como fontes de lágrimas), uma lúgebre profissão que é chorar nos velórios alheios. Numa das falas de Tânia Alves, o célebre texto da música de Chico Buarque, “Funeral de um lavrador”: “É a parte que te cabe deste latifúndio...”. 

Já no diálogo rimado entre Elba Ramalho e José Dumont, um retrato do cenário da fome e da miséria do agreste pernambucano. Quando Severino Retirante indaga do que vive a sua interlocutora, a resposta nua e crua: “como aqui a morte é tanta, vivo da morte ajudar...”. Apesar das quase quatro décadas, vale a pena rever muitas vezes o atualíssimo texto de um dos maiores poetas da terra de Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto!

Euriques Carneiro

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