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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

ORQUESTRA NEOJIBÁ VOLTA AO VELHO CONTINENTE PARA A SUA SEXTA TURNÊ INTERNACIONAL



A Orquestra Juvenil da Bahia realizará sua sexta turnê internacional e principal formação do programa NEOJIBA irá se apresentar nas principais salas de concerto da Suíça, Itália e França, durante os meses de agosto e setembro"
Oferecer mais uma turnê internacional desse porte e dessa qualidade à jovens músicos é um motivo de orgulho para todos os que se dedicam ao programa NEOJIBA desde 2007. Abrimos as portas do hemisfério norte para a juventude brasileira em 2010, quando realizamos a primeira turnê de uma sinfônica juvenil brasileira na Europa, e agora em 2016 essa sexta turnê internacional, totalmente financiada por nossos anfitriões, vem coroar nosso modelo de gestão, nossa missão, visão e valores”, destaca Ricardo Castro.

Ter a experiência de manter e tocar um extenso repertório, ter o feedback e o carinho do público, tudo isso é muito importante para cada integrante da orquestra. E para a plateia, é uma oportunidade de ouvir peças fantásticas e contribuir para que a nossa Orquestra Juvenil da Bahia, mais uma vez, brilhe em importantes palcos estrangeiros”, afirma Eduardo Torres, diretor musical do NEOJIBA.

“Sergio Escalera é um jovem boliviano que chegou à minha classe de piano na Suíça em 2014. Ganhou importantes prêmios internacionais, já atuou como Global Leader da YouthOrchestraoftheAmericas e acaba de adquirir o título de Mestre com grande sucesso, sendo além disso o único pianista da instituição autorizado a cursar o Diploma de Solista em 2016 e 2017, o mais alto grau da instituição. “É uma alegria ver o desenvolvimento de um jovem como ele.”, conta Ricardo Castro sobre o solista convidado para os concertos de julho.

Repertório


Camille Saint-Saëns é um dos compositores presentes nos concertos preparatórios da Turnê Europa 2016. Entre as obras do francês, a Juvenil da Bahia executa Bacanal– dança do terceiro ato da ópera Sansão e Dalila– e O Carnaval dos Animais– peça para dois pianos e orquestra na qual diversos animais são representados musicalmente. Esta obra estreou na terça-feira de Carnaval de 1886, em Paris, para um grupo de amigos do compositor. Saint-Saënsnão tinha a intenção de tocá-la em público, pois parodia compositores e interpretes da época. Da Marcha Real do Leão ao Cisne, dos Cangurus aos Fósseis, a obra faz uma crítica ao cenário musical parisiense do fim do século XIX.

O compositor e pianista francês Maurice Ravel também integra o repertório que a Juvenil da Bahia prepara para sua turnê internacional.Três décadas depois de Saint-Saëns, escreve o Concerto para Piano em Sol. Originalmente, o próprio compositor desejou nomear sua obra como Divertissement (numa tradução livre, diversão) por acreditar que "a música de um concerto deveria ser alegre e brilhante e não buscar ser profunda ou contar com efeitos dramáticos". 
Nesta obra percebe-se a influência de Ravel pela vida agitada, versátil e turbulenta que experimentou durante a viagem pelos Estados Unidos anos antes.

No mesmo período, o brasileiro Heitor Villa-Lobos compõe os Choros N°6. "O clima, a cor, a temperatura, a luz, os pios dos pássaros, o perfume do capim melado entre as capoeiras e todos os elementos da natureza do sertão serviram de motivos de inspiração para essa obra que, no entanto, não representa nenhum aspecto objetivo nem tem sabor descritivo", afirmou o compositor à época. Primeiro dos Chôros escrito para orquestra, Villa-Lobos evoca a natureza do sertão e as cidades caipiras nesta obra. 

Compositores russos

A Orquestra Juvenil da Bahia também destaca as produções de três grandes compositores russos – Tchaikovsky, Stravinsky e Shostakovich– nos seus concertos preparatórios para a Turnê Europa 2016. A suíte de O Pássaro de Fogo, de Stravinsky, faz parte da composição de 1910, especialmente para ser apresentada como ballet pelos Balés Rossi, de Sergei Diaghilev, em Paris. Já o Concerto n°1 para Piano e Trompete foi descrito por Shostakovich como "o reflexo de uma época heróica, animada e cheia de alegria". O concerto do dia 28 termina com a quarta sinfonia de Tchaikovsky, que recebe às vezes o apelido "Destino".
Orquestra Juvenil da Bahia

Primeira formação do programa NEOJIBA, a Orquestra Juvenil da Bahia foi criada em 2007 e fez sua primeira apresentação pública no dia 20 de outubro daquele ano, no Teatro Castro Alves. Sob a direção artística de seu fundador, o maestro e pianista Ricardo Castro, a orquestra já realizou cerca de 200 apresentações para mais de 180 mil pessoas. Artistas como Martha Argerich, Midori Goto, Maxim Vengerov, Maria João Pires, Schlomo Mintz, Cesar Camargo Mariano e Orkestra Rumpilezz são alguns dos que já tocaram ao lado da formação.

Em 2010, a Orquestra Juvenil da Bahia realizou concertos em Londres, no Queen Elizabeth Hall, e em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, tornando-se a primeira orquestra jovem brasileira a apresentar-se na Europa. Já em 2011, a Juvenil foi citada pelo jornal inglês The Sunday Times como “orgulho do Brasil” e recebeu convites para mais concertos na Europa. As apresentações aconteceram no Royal Festival Hall de Londres, no Konzerthaus de Berlim, na abertura do Festival Young Euro Classic, e no Victoria Hall de Genebra. Em 2014, realizou duas turnês internacionais com 12 concertos em 11 cidades dos EUA e em 07 cidades europeias, tendo como solistas a legendária pianista Martha Argerich e o renomado pianista francês Jean-Yves Thibaudet.

Programa NEOJIBA

Entre 26 de agosto e 13 de setembro de 2016, a Orquestra Juvenil da Bahia se apresenta em algumas das principais salas de concerto da Europa sob a regência de seu diretor artístico, Ricardo Castro, e em companhia de duas das maiores musicistas da atualidade: a pianista Martha Argerich e a violinista Midori Goto. Em seus nove anos de existência, essa é a sexta turnê no exterior realizada pela principal formação do programa NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia). É também a segunda turnê internacional com todas as despesas pagas por promotores internacionais – fato inédito para orquestras brasileiras.

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