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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Em "Cinco Esquinas", Mario Vargas Llosa aborda os nefastos efeitos da imprensa marrom


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 No último mês de março, o escritor peruano e top 5 da literatura sulamericana, Mario Vargas Llosa, completou 80 anos de vida. Ele afirma estar vivendo um período que o surpreende por tantas mudanças e aventuras. Recentemente, Llosa assumiu seu novo romance com Isabel Preysler (ex-esposa de Julio Iglesias) e concluiu mais um livro que acabou de lançar, “Cinco Esquinas”

A nova obra de Llosa, Cinco Esquinas, leva o nome de um bairro muito antigo de Lima e ocorre no final da ditadura Fujimori [final dos anos 1990]. Trata-se de um thriller em que o principal tema é o jornalismo, mostrando como a imprensa amarela ou marrom, a do escândalo, tem efeitos nefastos.

Seu romance com Preysler foi ao encontro da temática de Cinco Esquinas, tendo gerado mais polêmicas do que o Nobel de Literatura gostaria. O escritor acabou se envolvendo em brigas com o jornal The New York Times, que publicou informações falsas com base em um tabloide norte-americano. 

Llosa diz que acabou sendo vítima de algo previsto em outra de suas obras, A Civilização do Espetáculo, homônima à sua conferência ao Fronteiras: "pois coube a mim vivê-la! É um livro que escrevi porque realmente acho que é um problema do nosso tempo, e logo certas circunstâncias da minha vida privada fizeram com que vivesse de dentro, do coração mesmo, A Civilização do Espetáculo."

Em entrevista no ano passado, Llosa afirma: “Em Cinco Esquinas, como nos romances anteriores, a prosa trata de ser invisível, de desaparecer atrás da história que conta para que seja a história que pareça viver por si mesma. O método flaubertiano, que sempre foi o meu. Mas tinha um problema para resolver: a diversidade que a sociedade peruana tem; os peruanos de uma classe social elevada, os da classe média e os de um meio popular não falam exatamente da mesma maneira, há muitas diferenças e modismos. Há uma natureza da linguagem que expressa claramente essa situação social, econômica ou cultural, é algo que tive muito presente e, ao mesmo tempo, evitei muito ser folclórico, que a maneira de falar fosse ao final mais importante do que o próprio personagem, que se destacasse solta do próprio personagem. Não, é algo sobre o qual sempre fui contra e acho que minha geração foi uma geração de escritores que reagiu muito contra isso, a exploração da cor local, contra essa espécie de strip-tease linguístico que tornava toda literatura localista. Foi um trabalho de linguagem para que fosse o mais invisível possível, mas que, ao mesmo tempo, servisse muito para mostrar as diferenças sociais, econômicas e culturais de uma sociedade tão complexa e diversa como a peruana”.

MARIO VARGAS LLOSA
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Mario Vargas Llosa além de jornalista, dramaturgo, ensaísta e crítico literário, é um escritor consagrado internacionalmente. Nascido em Arequipa, no Peru, em 1936, ganhou notoriedade literária com a publicação do premiado romance A Cidade e os Cães (1961). Mudou para Paris nos anos 60, e lecionou em diversas universidades americanas e europeias, ao longo dos anos.

Com uma vasta produção literária, que inclui peças teatrais, ensaios e memórias, Vargas Llosa publicou sobretudo romances, entre eles Conversa na Catedral, Pantaleão e as Visitadoras, Tia Júlia e o Escrevinhador, A Guerra do Fim do Mundo, Quem Matou Palomino Molero? e Cartas a um Jovem Escritor.

Foi vencedor dos prestigiosos prêmios Cervantes, Príncipe de Astúrias, PEN/Nabokov e Grinzane Cavour. Numa incursão ao mundo da política, candidatou-se, em 1990, à presidência do Peru, perdendo a eleição para Alberto Fujimori. O autor vive entre Londres, Paris, Madrid e Lima.


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