sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Comporta |Uma jóia perdida de Portugal que vale muito a pena visitar


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Quem está planejando viajar a Portugal, não pode deixar de considerar a possibilidade de visitar a região de Tróia e da Comporta, que dispõe de uma gama de atrações que da paisagem à boa mesa, passando por sítios belíssimos locais de hospedagem

Desde junho e até o final do ano, são muitos os que escolhem este cantinho quase selvagem para as suas férias. Não é difícil perceber o porquê. À entrada da Comporta está um dos restaurantes mais afamados da região – o Museu do Arroz. Pode já não ter o caráter de surpresa de outros anos, mas continua a ser um espaço bastante procurado. E não apenas pela comida e pelos excelentes vinhos da vizinha Herdade da Comporta, mas essencialmente pela decoração, pelo ambiente descontraído e por continuar a ser o ponto de encontro das famílias que escolhem a região para os tempos de lazer.

Na aldeia, as cegonhas fazem parte da população. Estão um pouco por todas as chaminés, postes de iluminação e, claro, na torre da igreja matriz. A Rua do Comércio é o centro gastronômico da Comporta. Mais coisa, menos coisa, são dez os espaços abertos ao público com um vasto cardápio de produtos regionais. Bons produtos regionais, acrescente-se. Há peixe assado, arroz de marisco, salada de polvo ou de ovas, amêijoas, lingueirões e tudo o que vem destes mares e desta terra conhecida pelos arrozais.

Uma viagem de barriga cheia
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O Zé Lounge é o restaurante da rua que procura ir mais além. Destaque para os risotti do chef Cesário,uma autêntica perdição. Já para não falar na carta de whiskys e de gelados.A batata-doce é outros dos produtos com grande tradição na região, realizando-se todos os anos, em novembro, uma festa que lhe é dedicada.

Decorre na Carrasqueira, aldeia a curta distância da Comporta que apresenta um outro motivo de interesse – provavelmente o mais forte de todos. É aqui que se encontra aquele que as autoridades locais apontam como o último Cais Palafítico da Europa. Não é difícil lá chegar. Entrando na aldeia, basta seguir a estrada alcatroada e as placas de sinalização.

Não faltam também aqui opções de restaurantes e de qualidade acima da média, mas imediatamente antes de o alcatrão se transformar em terra batida está um que merece paragem prolongada: O Rei do Choco. Sim, é uma tradição setubalense, mas na Carrasqueira a qualidade não fica atrás. Além do choco, destaque para o arroz de marisco da casa. Vem para a mesa no tacho e a grande dificuldade é encontrar arroz para acompanhar tantos produtos do mar.

Feito o desvio gastronômico e histórico, há que voltar à Comporta e à estrada que segue em direção a Grândola. Antes do Carvalhal, fica a sugestão de um espaço para jantar que já se tornou paragem obrigatória por estas paragens: Dona Bia. Açorda de ovas,filetes de polvo e linguadinhos fritos são boas razões para convencer qualquer um.

Mas ainda não são horas de jantar: é tempo para ir à praia dar um mergulho ou um passeio. Em ambos os casos, opções continuam a não faltar, com destaque para as praias do Pego e do Carvalhal. Outra hipótese é seguir em frente. Os arrozais e o mar à direita. Os pinheiros à esquerda. Em frente, o Sul por uma estrada nacional que cheira a praia e a campo ao mesmo tempo.

O segredo bem guardado do litoral
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Passa-se a Comporta, a entrada para o Carvalhal e, cinco quilômetros à frente, uma placa destoa na paisagem. Aponta para o Sublime Comporta. O intercomunicador é o primeiro contacto com uma realidade diferente do habitual por estas paragens. Percorre-se o caminho de terra batida, avistam-se edifícios ao fundo, devidamente harmonizados com a natureza em redor.

Há risos vindos da piscina que, na realidade, é a herdeira dos velhos tanques das herdades alentejanas. Tem muro em vez de estar rente ao chão. É lá que um casal se senta aproveitando o sol dos últimos dias de calor. São estrangeiros, do Norte da Europa. Por esta altura, no seu país já não se sai às ruas em casaco. Aqui, estão com os pés de molho e de óculos escuros.

As praias do Pego e do Carvalhal, Costa Alentejana pura, de longos areais e ondas grandes quanto baste, são as que estão mais perto, a apenas meia dúzia de quilômetros. Há um shuttle que faz a ligação às praias,mas quase todos aqueles que aqui chegam vêm em carro alugado. Aproveitam para conhecer a região e o triângulo gastronômico e paisagístico de excelência que se estende entre Setúbal, Comporta e Alcácer do Sal.

Há sol e praia por perto, bem como um spa, com programas de três dias de desintoxicação, aulas de ioga, tratamentos e massagens. E há uma tranquilidade que emana da paisagem alentejana e se estende até às frases de introspecção e incentivo pessoal que estão inscritas nos vidros e nas paredes.O melhor do mundo pode muito bem estar aqui.

O serviço é de proximidade sem ser intrusivo, a oferta gastronômica é regional com o piscar de olhos à modernidade, a localização corresponde a um dos últimos refúgios secretos da Europa. E onde ainda não há turismo massificado. Um dia de sol, um fim de semana a dois ou umas férias em família: agora escolha.

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