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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O MULTIFACETADO JÔ SOARES É O NOVO IMORTAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS


O poliglota, humorista, apresentador de TV, escritor, dramaturgo, diretor de teatro, ator, músico e pintor Jô Soares foi eleito ontem, 04 de agosto, para a cadeira 33 da Academia Paulista de Letras (APL)

Depois de vermos pessoas com pouquíssima ou nenhuma contribuição às letras do país como José Sarney e Merval Pereira ocuparem cadeiras na vetusta Academia Brasileira de Letras, é digna de aplausos a eleição do intelectual Jô Soares para a similar de São Paulo

O humorista, apresentador de TV, escritor, dramaturgo, diretor de teatro, ator, músico e pintor Jô Soares foi eleito hoje para a cadeira 33 da Academia Paulista de Letras (APL). A sua eleição se deu por volta das 17h, do dia 04 de agosto. Jô vai ocupar a cadeira que pertenceu ao escritor Francisco Marins. O presidente da APL, Gabriel Chalita, ligou no momento seguinte para comunicar a Jô Soares o resultado: “A Academia ficará mais bonita com a sua presença”, disse Chalita.

Segundo ele, Jô recebeu com muito entusiasmo e alegria a notícia. O antecessor de Jô, Francisco Marins, ocupou a cadeira 33 por 50 anos, entre 1966 e 2016. O patrono da cadeira 33 foi Teófilo Dias e antes de Francisco Marins ocupou a cadeira Altino Arantes e Amadeu Ataliba Amaral Arruda Leite Penteado. Chalita disse ainda que a escolha de Jô engrandece a APL e que com certeza suas ideias irão tornar os debates entre os acadêmicos ainda mais ricos.

José Eugênio Soares, ou simplesmente Jô Soares. Como é popularmente reconhecido, nasceu em 1938 e escreveu vários textos, artigos, peças de teatro e livros, entre os mais conhecidos O Homem que Matou Getúlio Vargas, Humor nos Tempos do Collor e O Xangô de Baker Street.

25 anos de Talk Show


Jô Soares está comemorando 25 anos de seu programa de entrevistas. Começou no STB com o “Onze e Meia”, em 1988, depois de sair brigado da Globo, onde fazia o “Viva o Gordo”. Seus primeiros entrevistados foram o ex-governador de Santa Catarina Esperidião Amin, o navegador maluco Amir Klink e uma candidata a vereadora de nome Makerley Reis, famosa por ter exibido os seios numa palestra de Brizola.

Em 2000, voltou à Globo, onde acumula 14 mil entrevistas, de Sarney a Collor, passando por Fernando Henrique, Lula e Dilma. Mais recentemente, esteve com Marina Silva e Eduardo Campos. Todos os artistas brasileiros sentaram em seu sofá, além de algumas personalidades internacionais nível B que passavam pelo Brasil para divulgar filmes ou shows.

Sua última inovação foi um quadro com quatro jornalistas que sentam numa bancada ao seu lado para comentar determinado assunto. O que poderia, eventualmente, ser interessante, morre pela inanição do debate. Todas elas concordam sobre tudo.

Mas o talk show Jô foi o único a vingar no Brasil. Acabou sendo copiado. Marília Gabriela teve o dela. Nunca saiu do traço. Danilo Gentili criou o dele na Bandeirantes e, com os resultados, ficou conhecido como um dos maiores fiascos da TV brasileira.

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