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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Diretor mexicano Rodrigo Piá revela o seu ‘Monstro de Mil Cabeças’



 
Uma mulher luta desesperadamente para conseguir o tratamento médico necessário ao marido doente. Mas diante da corrupção e má vontade da empresa de seguros, ela decide tomar medidas drásticas para garantir seus direitos
Até onde você chegaria para assegurar a saúde ou a vida de um ente querido? Esta pergunta já foi feita e respondida por inúmeros filmes, colocando o protagonista em uma trajetória que muitas vezes o transforma em um anti-herói. 

Isso por conta das ações que acabam sendo necessárias para atingir tal objetivo, com os fins justificando os meios. Um Ato de Coragem (2001) talvez seja um dos títulos mais lembrados nesta seara, embora tenhamos outros exemplos menos óbvios como Um Dia de Cão (1976) para relembrar. Na produção mexicana O Monstro de Mil Cabeças, o diretor uruguaio Rodrigo Plá mergulha neste universo conhecido pelo espectador, mas traz uma crueza que o destaca dos demais.

Na trama, baseada no livro homônimo de Laura Santullo (que também assina o roteiro), conhecemos Sonia (Jana Raluy), uma mulher que está batalhando pela vida do seu marido. Depois de passar anos e mais anos pagando pelo plano de saúde, ela e o esposo não conseguem usá-lo quando ele fica doente. 

Justo no momento em que ele é mais necessário, a empresa responsável pelo plano se nega a pagar o tratamento, algo que significa a morte certa para aquele homem. Junto de seu filho adolescente Dario (Sebastian Aguirre Boeda), Sonia busca pelo médico que os atendeu e, ao saber que a negativa vem dos mais altos responsáveis, parte em uma procura desesperada e violenta pela realização de seus direitos.

Como acontece muito na vida, O Monstro de Mil Cabeças apresenta um final pouco otimista, nada diferente do que estávamos vendo até ali. O desfecho desse drama não poderia ser muito distante, dadas as escolhas que a protagonista fez durante todo o filme. 

Com bom ritmo e uma câmera nervosa, Rodrigo Plá se mostra um competente maestro para este thriller, embora pudesse dosar melhor as informações, evitando a exposição excessiva de elementos em alguns momentos do roteiro, algo que talvez tenha sido herdado da versão literária, adaptada aqui para a telona.

Fonte: Papo de Cinema

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