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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

“A Revolta dos Búzios", a primeira revolução social do país, continua inspirando movimentos no país


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Quando falei sobre a Revolta de Búzios em uma roda de conversa, um dos participantes passou a elogiar o paradisíaco pedaço do litoral fluminense, como se aquela bela praia tivesse sediado um dos mais importantes movimento sociais de Brasil

Também conhecida como Revolta dos Alfaiates e Conjuração Baiana, a Revolta dos Búzios foi um dos movimentos mais importantes do Brasil porque, além da independência, buscava a liberdade dos escravos e a igualdade racial e social. Foi a primeira manifestação libertária em que o povo teve protagonismo, refletindo, significativamente, nas conquistas após a sua eclosão, em 1798. Mais de 200 anos se passaram e a Bahia celebra, durante todo o mês de agosto, esse marco da luta popular no país.

O que já foi tema de livro, filme, revista em quadrinhos, e até música de Carnaval na Bahia é também fonte de inspiração para os milhares de baianos e baianas que têm na Revolta dos Búzios uma referência da luta e da força do negro no estado. O movimento pela independência e fim da escravidão terminou com a prisão de quase 600 pessoas e o enforcamento dos líderes, hoje heróis nacionais: Lucas Dantas, João de Deus, Manoel Faustino e Luiz Gonzaga.

Os bustos dos quatro líderes estão eternizados na Praça da Piedade, em Salvador, e relembram a importância que o povo negro teve na história da Bahia e do país. "Esse episódio extraordinário é o pai e a mãe do 2 de Julho", destaca o presidente do Olodum, João Jorge.

Para o cineasta Antônio Olavo, o Brasil e a Bahia precisam conhecer esse assunto porque diz respeito à sua identidade. "Isso quebra um mito do povo pacato e ordeiro, demonstra que muito tempo atrás o povo baiano, particularmente o povo negro do estado, foi capaz de levantar bandeiras consequentes, revolucionárias", afirmou.

De bandidos a heróis 

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Antes infames, hoje heróis. Os avisos sediciosos da Revolta dos Búzios, fixados nas ruas da cidade, os processos que resultaram nos assassinatos de seus líderes, dentre outros documentos que registram o levante emancipatório ocorrido no final do século 18 na Bahia, integram o acervo documental custodiado pelo Arquivo Público do Estado – unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon, da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult). 


Este acervo ganhou recentemente mais um reconhecimento, desta vez por parte da Assembléia Legislativa da Bahia (Alba), que, instada por movimentos sociais negros, assinou notificação para seu tombamento enquanto Patrimônio Cultural da Bahia. O diretor geral da Fundação, Zulu Araújo, assinou a notificação junto ao presidente da Alba, Marcelo Nilo, o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura da Bahia (Ipac), João Carlos Oliveira, e deputados.

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