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sexta-feira, 29 de julho de 2016

"Gonzagão, a Lenda" , mais um espetáculo que narra parte da trajetória do Rei do Baião, está em Salvador BA, de 29 a 31 de julho



"O Nordestino do Século XX", Luiz Gonzaga do Nascimento, -Gonzagão, para o seu público, -continua sendo alvo de homenagens e fonte de inspiração para várias manifestações artísticas, mesmo decorridas quase três décadas do chamado do Senhor para que ele fosse animar os forrós no paraíso celeste

O autor e diretor João Falcão montou há três anos e meio o espetáculo "Gonzagão, a Lenda", em cartaz desde então e com diversos prêmios e lindas críticas na bagagem, tendo chegado a vez de Salvador, no palco mais disputado da capital baiana, o Teatro Castro Alves. As apresentações acontecerão nos dias 29 e 30 de julho (sexta e sábado), às 21h, e 31 de Julho (domingo), às 20h.

Com oito atores e uma atriz que se revezam no em uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião, o musical traz história de homem que vira mito, onde a vida de Luiz Gonzaga tem passagens em que as versões de seus biógrafos não convergem, em que realidade e fantasia se confundem, onde o autor se sentiu livre para tratar mais do mito do que do homem, apresentando cerca de 40 canções, como os sucessos “Cintura fina”, “O xote das meninas”, “Qui nem jiló”, “Baião”, “Pau-de-arara” e sua mais célebre criação, “Asa branca”.

“É a história de Luiz Gonzaga, mas não é Wikipédia”, diz Falcão, que evitou qualquer didatismo na construção do texto, embora tenha lido vários livros sobre um dos artistas mais importantes da música brasileira, morto em 2 de agosto de 1989, cujo centenário de nascimento foi comemorado em dezembro de 2012. 

Nessa montagem, João Falcão apresentou um novo talento ao público: Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas, nunca tinha assistido a uma peça antes. Filho de sanfoneiro, Marcelo era taxista e também cantor de forró. Foi descoberto pelo diretor João Falcão numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa. Hoje está produzindo seu primeiro CD solo.

O ESPETÁCULO

A mais ácida crítica de teatro do país, Barbara Heliodora, escreveu: “... O resultado é um espetáculo que a cada episódio da vida, seja ele fato ou ficção, evoca a música que se segue, em um conjunto alegre, que faz o público sentir a força da obra desse compositor/canto/sanfoneiro... ’Gonzagão – A Lenda’ é uma agradável e merecida homenagem e evocação de uma figura marcante, cujo sucesso marcou época. As melodias e ritmos do ‘rei do Baião’ que a compõem mostram bem o quão variadas são as formas da imensa riqueza da música popular brasileira.”

“...Comovente e ao mesmo tempo divertido, o musical ‘Gonzagão – A Lenda’ é um dos mais acertados tributos prestados ao cantor, compositor e sanfoneiro. No maior trunfo do espetáculo, dirigido pelo também pernambucano João Falcão, pequenas subversões evitam o caminho fácil da biografia linear... Com carisma contagiante e boa performance vocal, apresentam mais de 40 canções, escoltados por quatro afiados instrumentistas... ” (*** Rafael Teixeira – Veja Rio)

O ENREDO

Na história do rei do baião, o diretor se permitiu rebatizar duas mulheres importantes da vida do músico, Nazarena -o primeiro grande amor- e Odaléa -a mãe de Gonzaguinha, de quem Gonzagão assumiu a paternidade, embora fosse estéril, e deu para um casal criar- como Rosinha e Morena, respectivamente, nomes que aparecem em músicas do compositor. E ainda se permitiu criar um encontro que nunca aconteceu: Luiz Gonzaga e Lampião, dois mitos nordestinos.

Também há espaço, naturalmente, para se falar da originalidade de Gonzaga, um artista que, a partir dos ensinamentos de seu pai, Januário, criou em sua sanfona um gênero, o baião, e o transformou em sucesso e patrimônio nacionais. “Ele não só levou o baião para o Brasil inteiro, mas trouxe as linguagens do Nordeste para a sua obra, principalmente a partir da parceria com Humberto Teixeira. Foi um movimento pensado. Sua música é muito sofisticada e, ao mesmo tempo, parece que sempre existiu, como se não tivesse sido criada por alguém. Mas foi ele quem organizou tudo”, ressalta Falcão.


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