terça-feira, 12 de julho de 2016

A 17ª edição da Feira Nacional de Negócios - Fenearte mostra a arte a beleza do artesanato de 41 países



A Fenearte, a maior feira de artesanato da America Latina, teve início no último dia 7 e vai até o próximo dia 17, com o tema “O artesanato, a arte brincante”, cuja estrutura reunirá cerca de cinco mil expositores, nacionais e internacionais 

A 17ª edição da Feira Nacional de Negócios (Fenearte) começou nesta quinta-feira (7), no Centro de Convenções de Pernambuco, levada pelo tema “Artesanato. Arte Brincante”, que deve ser o mote de boa parte dos trabalhos. Nesta edição, a Alameda dos Mestres terá 11 novos participantes, somando 63 no total, que preenchem a entrada principal da feira e a primeira rua.

Neste ano, um dos destaques é a qualidade dos trabalhos que estarão expostos no Salão de Arte Sacra. São quase 200 peças de alto valor artístico, voltados para o viés da religiosidade. Embora o Estado seja laico, a arte popular tem essa tendência religiosa. São trabalhos muito superiores, na questão técnica, aos apresentados ao Salão de Arte Popular, segundos os especialistas.


Ressalte-se ainda, o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que evidencia as 27 unidades da federação, com ênfase para o estande do estado de Alagoas. Na temática da Fenearte, os brinquedos do Pará têm o diferencial da madeira leve; já as peças indígenas do Xingú não ficam apenas na seara do artesanato, e trazem trabalhos utilitários típicos dos índios.

O setor internacional, sempre um dos mais concorridos, conta com a participação de 41 países distribuídos em 50 estandes, entre os quais Turquia, Tunísia, Turcomenistão, Uruguai, Tailândia, Sudão, Somália, Serra Leoa, Senegal, Arábia Saudita e Alemanha. A 17ª Fenearte recebeu um total de R$ 5 milhões em investimentos, tem 5 mil expositores nos 30 mil m² do pavilhão, onde espera receber 300 mil visitantes nos dez dias de programação. O evento homenageia os mestres Manoel Eudócio e Naná Vasconcelos.

Galeria de arte


A Fenearte abre espaço também para a cultura popular e artesanato onde, mais de 40 mestres – e discípulos - apresentam seus trabalhos. As peças são comercializadas, mas até os visitantes sem recursos saem de lá ganhando. Instalados na galeria principal do galpão, que conta com mais de 3 mil expositores, esses artesãos transformam a Fenearte em uma galeria de arte.

Os mestres, em sua maioria, estão presentes na feira. Mesmo com 93 anos, dona Maria Amélia da Silva não perdeu até hoje uma edição da Fenearte, que já dura 17 anos. Também não perde a oportunidade de produzir. “As mãos já estão ruins, mas eu continuo mesmo assim”, garante, com a voz baixa, sentada em uma cadeira de rodas ao lado de um Francisco de Assis de barro, obra sua.

Também no artesanato, o tema religioso pode ser visto na arte de muitos dos mestres exposta na feira. É histórico, assim como a cultura da resistência. Brincadeira que encanta crianças até hoje, o mamulengo parece inofensivo, mas sempre foi ligado ao protesto e à libertação. É o que ensina o mestre José Lopes, de Glória do Goitá. “Esses bonecos vieram de Portugal para catequizar os índios, com os padres. Só que a senzala se apropriou disso e usava o mamulengo para inverter os papéis. O senhor de engenho, o fazendeiro, é que ia para o tronco levar chicotada”, diz.

Shows

As apresentações diárias da Fenearte já teve a apresentação itinerante da Escola Pernambucana de Circo e ainda, o Maracatu Porto Rico,Lia de Itamaracá e também está confirmada na programação o bloco Pitombeira dos Quatro Cantos.

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