quarta-feira, 20 de julho de 2016

25 anos do “Sem Censura” - Um dos programas mais longevos da TV brasileira



O Sem Censura, um programa especial e diferente que, desde as primeiras edições já passaram pela bancada Tetê Muniz, Gilsse Campos, Lucia Leme, Marcia Peltier e Leda Nagle, à frente do programa há duas décadas, completou 25 anos

Um programa especial e diferente, com 120 convidados entre artistas, músicos e profissionais de diversos setores, marcou a edição do dia 21.06, na TV Brasil. Estiveram presentes entrevistados que ajudaram a construir a história do programa, que, na edição especial, teve o Pão de Açúcar e a Baia de Guanabara como cenário.

A voz rouca, a risada gostosa e os bordões, como o "se Deus quiser", no final de cada edição, já viraram marca registrada do programa. Leda recordou o início de sua participação no Sem Censura e falou do futuro do programa.

História

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Dia 1º de junho de 1985. O país mal saia do período de ditadura militar quando Fernando Barbosa Lima, diretor da TVE, teve a ideia de criar um programa que refletisse o clima da época: nascia o Sem Censura. Depois de 20 anos sob a mordaça da censura, nada melhor do que não sofrer com os ditames dos anos de chumbo.

“O programa foi fruto dessa transição, refletia a liberdade do momento. O ministro da Educação na época, Marco Maciel, deu total liberdade ao programa. A proposta era ser exatamente o que o nome invocava: um programa ao vivo, com mediação e com debates à vontade", explica Roberto Parreira, então presidente da Funtevê e um dos responsáveis pelo programa.

Censura política ele garante que não tinha. O que acontecia era que, por conta do porre de liberdade do período, às vezes cometiam-se excessos desnecessários. Parreira lembra da entrevista do Chacrinha, na qual ele falou tanto palavrão que no dia seguinte choveram críticas. "Precisava daquilo? Não precisava. O programa foi sendo moldado ao longo do tempo. Outra que "abusava" da liberdade era Dercy Gonçalves, como conta a ex-apresentadora Lúcia Leme: "Lembro-me que pedi a ela que usasse um palavreado mais leve por causa do horário. Parecia que eu tinha pedido o contrário. Aí ela soltou o verbo mesmo. Mas, na boca da Dercy, as palavras tinham outra conotação".

Mas, a pergunta que não quer calar é: o que faz um programa ficar no ar durante tanto tempo? Para Sandra Ney, o sucesso é resultado de um programa "muito bem estruturado pelo Barbosa Lima, que tem um tom coloquial, como numa sala de visitas onde todo mundo pode conversar" e o fato de não ter um assunto fechado, mas sim, temas que variam. Já Parreira ressalta o talento das pessoas que o conduziram e a boa produção. E destaca que o Sem Censura é um "programa de Rádio na TV", já que as pessoas podem assistir sem ter que ficar em frente à telinha. "Quando tiver alguma coisa que te interesse, você vai olhar o que é", finaliza.

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