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terça-feira, 19 de julho de 2016

1956-2016: 60 anos da obra maior de Guimarães Rosa, “Grande Sertão:Veredas”


A genialidade de um dos maiores escritores brasileiros e amante dos sertões das Gerais resultou na obra que comemora em 2016 seus 60 anos de sucesso e singularidade épica

Como referência literária e histórica, a cultura do mascate, o zebu, o sertanismo e o imaginário caipira estão presentes no lúdico erudito e criativo das letras de João Guimarães Rosa.

Lançado em maio de 1956, é o único romance escrito por João Guimarães Rosa, publicado no mesmo ano da obra "Corpo de Baile". E nele há de tudo como afirma o professor e crítico literário Antônio Cândido: "Grande sertão: veredas é desses livros inesgotáveis, que podem ser lidos como se fossem uma porção de coisas: romance de aventuras, análise da paixão amorosa, retrato original do sertão brasileiro, invenção de um espaço quase mítico, chamada à realidade, fuga da realidade, reflexão sobre o destino do homem, expressão de angústia metafísica, movimento imponderável de carretilha entre real e fantástico e assim por diante."

Grande Sertão: Veredas" obra-prima, traduzida para muitas línguas, é uma narrativa em que a experiência de vida e de texto fundem-se numa obra fascinante, permanentemente desafiadora. O romance constrói-se como uma longa narrativa oral. Riobaldo, um velho fazendeiro, ex-jagunço, conta sua experiência de vida a um interlocutor, que jamais tem a palavra e cuja fala é apenas sugerida. Conta histórias de vingança, seus amores, perseguições, lutas pelos sertão de Minas, Goiás, e sul da Bahia, tudo isso entremeado de reflexões.

Críticas abalizadas



Ao longo dos anos, foram escritas inúmeras críticas à obra, entre as quais destacamos:

"A experiência documentária de Guimarães Rosa, a observação da vida sertaneja, a paixão pela coisa e o nome da coisa, a capacidade de entrar na psicologia do rústico - tudo se transformou em significado universal graças à invenção, que subtrai o livro da matriz regional, para fazê-lo exprimir os grandes lugares-comuns, sem os quais a arte não sobrevive: dor, júbilo, ódio, amor, morte, para cuja órbita nos arrasta a cada instante, mostrando que o pitoresco é acessório, e na verdade, o Sertão é o Mundo.”

- Antônio Cândido
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"A raridade com que se entremostra nas seiscentas páginas de Grande Sertão: Veredas valoriza a presença do mar como símbolo cujo sentido não se revela claramente, mas que roça com um largo sopro de poesia trechos de grande intensidade emocional.Romance de rios, romance de afluentes espraiados no sertão, sem saída para o oceano, o mar nele aparece como o grande desconhecido, mistério que se associa à morte, à eternidade, ao fim de tudo, quando a vida deságua no infinito."

- Manoel Cavalcante Proença
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"Tenho medo de tentar comparações. Não direi, por isso, que a obra de Guimarães Rosa é a maior da literatura brasileira de todos os tempos. Direi porém que nenhuma outra, de nenhum escritor, me deu até hoje, entre brasileiros, a mesma ideia de tratar-se de criação absolutamente genial."

- Sérgio Buarque de Hollanda
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