domingo, 31 de julho de 2016

ESQUADRÃO SUICIDA – fugindo do estilo Will Smith de ser, o ator se mostrou recluso durante as filmagens



Logo após receber o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu trabalho em Clube de Compras Dallas, Jared Leto decidiu aceitar o maior desafio de sua carreira: interpretar o icônico vilão Coringa nos filmes do Universo Cinematográfico da DC Comics, a começar por Esquadrão Suicida

Você leu o título e talvez tenha pensado “Will Smith sendo Will Smith mais uma vez”, mas calma, não é exatamente o que você está pensando. Em um vídeo gravado para cobrir o MTV Movie Awards, Will Smith foi entrevistado sobre seu personagem e ele disse algumas opiniões bem interessantes baseadas nos quadrinhos.

Quando questionado se ele estava ansioso para ver Pistoleiro mais uma vez em uma sequência ou em um filme solo, ou quem sabe em um filme do Batman, Will Smith respondeu: “Você sabe o que é legal sobre o que eles estão fazendo? Eles não te contam nada!”

Então ele é questionado sobre o que ele quer, e Smith responde “Bem, teve essa vez nos quadrinhos, eu não me lembro do número mas foi uma vez nos quadrinhos, quando Bruce Wayne estava ferido, então o Pistoleiro veio e teve que vestir o bat-traje. 

Então eu só estou dizendo, que se eles forem puxar algo daí, estou apenas dizendo, eu não rejeitaria… eu sou um jogador de equipe”. Will Smith ainda mostra como seria sua voz de Batman se ele tivesse que ser o Morcego alguma vez.

A primeira aparição do Pistoleiro foi em uma edição de 1950 do Batman, que tinha o título “O homem que substituiu Batman”.

‘O Que Terá Acontecido a Baby Jane?’ vira peça inédita em SP



Jane Hudson, famosa atriz-mirim, agora envelhecida e distante do público, vive numa mansão de Hollywood com sua irmã, a também atriz, Blanche Hudson

Devido a um trágico e misterioso acidente que acabou com a carreira de ambas, Blanche está presa a uma cadeira de rodas.

A partir do mês de agosto, a cidade de São Paulo vai ganhar uma versão teatral inédita de um clássico dos cinemas. Foi anunciado no começo desta semana que o filme O Que Terá Acontecido a Baby Jane? será montado nos palcos do Teatro Porto Seguro e prepare o coração para os nomes de peso que estão por trás do projeto.

Para começar, a dupla Charles Möelle e Claudio Botelho tomam frente da produção e direção, sendo este o primeiro projeto teatral da dupla que não é um musical. No elenco, as atrizes Eva Wilma e Nicette Bruno estarão vivendo os papéis que foram de Bette Davis e Joan Crawford no cinema. Maravilhoso, não?

O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?) foi produzido para os cinemas em 1962 e teve direção de Robert Aldrich.

O filme foi baseado no livro de Henry Farrel e o espetáculo irá fazer sua estreia mundial aqui, pois a montagem americana só subirá aos palcos da Broadway em 2017. No entanto, informações como a data de estreia e os valores dos ingressos ainda não foram divulgadas.

sábado, 30 de julho de 2016

Lançada no Brasil biografia do polêmico e excêntrico autor americano Philip K. Dick



A realidade não passava de uma alucinação coletiva para o autor de ficção científica norte-americano Philip K. Dick (PKD, para os íntimos), pouco conhecido como escritor no Brasil

Já entre os cinéfilos, seu nome está longe de soar estranho pelos filmes baseados em seus livros. O mais festejado deles, Blade Runner (aquele com Harison Ford, de 1982), foi baseado no romance Do androids dream of electric sheep? (1966), publicado por aqui com o título traduzido, Androides sonham com ovelhas elétricas?, pela Aleph, a qual vem editando grande parte de sua produção e, agora, sua biografia, Eu estou vivo e vocês estão mortos, redigida pelo romancista e diretor de cinema Emmanuel Carrère.

Embora dispensasse a legitimação da comunidade acadêmica, Dick era formado em filosofia pela Universidade da Califórnia e amargou certo ressentimento pelo menosprezo dos editores que se recusaram a publicar suas obras de cunho autobiográfico nos anos 50. Assim, teve de recorrer a revistas populares como a Planet Stories para editar seus contos, dedicando-se à ficção científica por considerar o gênero perfeito para suas elucubrações filosóficas. 
Foi assim que seu primeiro livro publicado, Solar Lottery (Loteria Solar, 1955), narra uma distopia (recorrente dali em diante no que escreveria) em um mundo futuro, mais precisamente o século 23, em que a democracia se torna página virada na história da humanidade e as funções dos terráqueos são definidas previamente por um sistema lotérico viciado. 
Ele imaginou, por exemplo, como seria o mundo se a Alemanha e o Japão tivessem derrotado os países aliados na segunda grande guerra em O homem do castelo alto (1962) – nele os Estados Unidos praticamente não existem mais, judeus são caçados sem piedade, utilizando-se de identidades falsas para sobreviver e os negros voltam a ser escravos –, livro que lhe rendeu o prêmio Hugo, cujos direitos também foram vendidos para o cinema, assim como os de Ubik (1969).

Biografia

dos seus 30 anos o escritor francês Emmanuel Carrère passava por No No começo da década de 30, Emmanuel Carrère passava por uma crise religiosa e profissional, sem ideias e sem desejo de escrever, ele aceitou a sugestão de seu agente: escrever uma biografia. O nome do biografado lhe veio à mente na hora: Philip K. Dick (1928-1982).

'Eu Estou Vivo e Vocês Estão Mortos' (que a Aleph publica agora no Brasil; o livro foi lançado primeiro em francês, em 1993) é uma biografia, digamos, heterodoxa: em vez de fuçar arquivos, documentos e decupar centenas de entrevistas, Carrère reconstruiu a vida do escritor norte-americano com base em uma biografia previamente publicada e no trabalho de ficção de Dick, além de um grupo pequeno de entrevistados.

A falta de fontes explícitas no texto – que fez críticos amarem e odiarem o livro quando ele foi lançado em inglês, no início do século – é compensada pela elegância com que Carrère conduz a história maluca de Dick. De 1955, ano de seu primeiro livro, até 1982, Dick publicou 44 romances e 121 contos, uma média de um romance a cada sete meses e um conto a cada 81 dias, sem parar, por 27 anos. 
O ritmo visivelmente frenético foi mantido à base de muita anfetamina – apesar dos boatos que sempre circularam à sua volta, Dick passou mais ou menos batido pelo LSD, a droga da moda na sua época, tendo apenas uma ‘bad trip’ em toda sua vida (e outro boato divertido é que a “revelação” religiosa que lhe ocorreu mais tarde seria um flashback dessa única viagem).

Como uma glória póstuma, outros livros de sua autoria ainda seriam publicados após sua morte e é provável que ainda existam alguns por publicar, escondidos em algum armário. Só o tempo dirá.


CCBB SEDIA EXPOSIÇÃO "LOS CARPINTEROS" EM CINCO CAPITAIS



Quem visitar vai encantar-se e intrigar-se com a exposição Los Carpinteros: Objeto Vital, com obras inusitadas e cheias de significados produzidas com a utilização criativa da arquitetura, da escultura e do design, por um dos coletivos de arte mais aclamados da atualidade

Com instalações grandiosas, Los Carpinteros – os cubanos Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez – são conhecidos pelo forte apelo social das obras e pela crítica ácida, sagaz e bem-humorada. Os artistas questionam a utilidade das coisas e exploram o choque entre função e objeto. A exposição estreia em São Paulo no dia 30 de julho e depois percorrerá os CCBBs de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

A exposição é composta por mais de 70 obras: desenhos, aquarelas, esculturas, instalações, vídeos e obras site specific. O público poderá acompanhar todas as fases do coletivo, desde a década de 1990 até obras inéditas, feitas especialmente para a exposição no Brasil, a partir de ideias e desenhos anteriores. A curadoria é de Rodolfo de Athayde, da Arte A Produções.

Fundado em 1992, o coletivo reunia Marco Castillo, Alexandre Arrechea e Dagoberto Rodriguez. O nome foi atribuído aos artistas por alguns de seus colegas, em virtude da empatia com o material trabalhado e com o ofício que foi resgatado como estratégia estética.

Em 2003, Alexandre Arrechea deixou o grupo e Marcos e Dagoberto deram continuidade ao trabalho. Na abertura da exposição brasileira, a convite dos amigos Marcos e Dagoberto, Alexandre Arrechea e outras personalidades que marcaram a carreira do coletivo também estarão presentes.

ESTRUTURA DA MOSTRA

Los Carpinteros: Objeto Vital será apresentada em três segmentos:

1. Objeto de Ofício
É o segmento dedicado ao primeiro período, determinado pela manufatura artesanal de objetos inspirados pelas vivências do cotidiano e o uso intensivo da aquarela como parte do processo de visualização da ideia inicial da obra. Os trabalhos são fruto da intensa troca criativa ocorrida durante o período da formação dos artistas, no Instituto Superior de Arte em Havana. Naturalmente, também refletem o contexto cubano dos anos 1990, em franca crise econômica.

2. Objeto Possuído
Apresenta o momento em que o trabalho de Los Carpinteroscomeça a ganhar representatividade em importantes coleções no mundo com obras que, para além das problemáticas especificamente cubanas, falam de questões existenciais universais. “A transterritorialidade característica da arte contemporânea leva os artistas a um terreno aberto em que dividem preocupações com criadores de diversas nacionalidades, à margem de suas origens”, afirma o curador. Muitos dos projetos ambiciosos que tinham sido esboçados no papel são materializados nesse momento com a abertura de novas perspectivas. Dentro deste segmento foi reservado um lugar especial para os objetos de som: aquelas obras que têm um vínculo direto com a música, expressão cultural por excelência que marca a ideia do “ser cubano”.

3. Espaço-Objeto
Neste núcleo é dedicada atenção especial à arquitetura e às estruturas, temáticas constantes na obra dos artistas, que reiteradamente selecionam referências do entorno urbano para subvertê-las, ao alterar contexto e funcionalidade. Esse diálogo, característico do trabalho de Los Carpinteros, permeia toda a exposição e terá neste segmento um espaço reservado.

DATAS E LOCAIS:
CCBB São Paulo: de 30 julho a 12 de outubro de 2016

CCBB Brasília: de 2 de novembro de 2016 a 15 de janeiro de 2017

CCBB Belo Horizonte: de 1 de fevereiro a 24 de abril de 2017

CCBB Rio de Janeiro : de 17 maio a 7 de agosto de 2017

CCBB SÃO PAULO

Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Sucesso entre crianças e adolescentes, a escritora mineira Paula Pimenta lança seu novo livro, “Princesa das Águas”



A autora brasileira Paula Pimenta divulgou em suas redes sociais a capa de seu novo livro “Princesa das Águas“. a obra é uma releitura moderna de “A Pequena Sereia” e faz parte da coleção de princesas (que já conta com os livros Cinderela Pop e Princesa Adormecida

Uma releitura da história da Pequena Sereia, com a marca de Paula Pimenta, uma das mais importantes autoras brasileiras da atualidade Arielle Botrel é uma nadadora famosa, prestes a viver o maior desafio de sua vida: participar das Olimpíadas pela primeira vez. 

Porém, ao contrário do que todos pensam, ela não possui tudo que deseja. Por ser a filha caçula de uma grande família, a garota é muito protegida e, apesar das medalhas e dos troféus, sonha com uma vida diferente, onde possa ser livre. Até que um dia um acidente faz tudo mudar. 

Arielle é apresentada a um mundo diferente... E nele existe alguém que vira sua vida de cabeça para baixo. Porém, para conquistá-lo, ela terá que abrir mão de sua voz. Será que Arielle vai conseguir conquistar esse príncipe sem palavras? E se no coração dele já existir outra princesa?

Após vender mais de 1 milhão de exemplares no Brasil com obras como “Fazendo Meu Filme” e “Minha Vida Fora de S Fora de Série”, a autora retoma a inspiração dos contos de fada nessa que é uma versão repaginada do clássico “A Pequena Sereia”.

"Gonzagão, a Lenda" , mais um espetáculo que narra parte da trajetória do Rei do Baião, está em Salvador BA, de 29 a 31 de julho



"O Nordestino do Século XX", Luiz Gonzaga do Nascimento, -Gonzagão, para o seu público, -continua sendo alvo de homenagens e fonte de inspiração para várias manifestações artísticas, mesmo decorridas quase três décadas do chamado do Senhor para que ele fosse animar os forrós no paraíso celeste

O autor e diretor João Falcão montou há três anos e meio o espetáculo "Gonzagão, a Lenda", em cartaz desde então e com diversos prêmios e lindas críticas na bagagem, tendo chegado a vez de Salvador, no palco mais disputado da capital baiana, o Teatro Castro Alves. As apresentações acontecerão nos dias 29 e 30 de julho (sexta e sábado), às 21h, e 31 de Julho (domingo), às 20h.

Com oito atores e uma atriz que se revezam no em uma viagem musical pela trajetória do Rei do Baião, o musical traz história de homem que vira mito, onde a vida de Luiz Gonzaga tem passagens em que as versões de seus biógrafos não convergem, em que realidade e fantasia se confundem, onde o autor se sentiu livre para tratar mais do mito do que do homem, apresentando cerca de 40 canções, como os sucessos “Cintura fina”, “O xote das meninas”, “Qui nem jiló”, “Baião”, “Pau-de-arara” e sua mais célebre criação, “Asa branca”.

“É a história de Luiz Gonzaga, mas não é Wikipédia”, diz Falcão, que evitou qualquer didatismo na construção do texto, embora tenha lido vários livros sobre um dos artistas mais importantes da música brasileira, morto em 2 de agosto de 1989, cujo centenário de nascimento foi comemorado em dezembro de 2012. 

Nessa montagem, João Falcão apresentou um novo talento ao público: Marcelo Mimoso, que narra boa parte da história de Gonzaga no palco e canta a maioria das músicas, nunca tinha assistido a uma peça antes. Filho de sanfoneiro, Marcelo era taxista e também cantor de forró. Foi descoberto pelo diretor João Falcão numa noite em que se apresentava em um bar da Lapa. Hoje está produzindo seu primeiro CD solo.

O ESPETÁCULO

A mais ácida crítica de teatro do país, Barbara Heliodora, escreveu: “... O resultado é um espetáculo que a cada episódio da vida, seja ele fato ou ficção, evoca a música que se segue, em um conjunto alegre, que faz o público sentir a força da obra desse compositor/canto/sanfoneiro... ’Gonzagão – A Lenda’ é uma agradável e merecida homenagem e evocação de uma figura marcante, cujo sucesso marcou época. As melodias e ritmos do ‘rei do Baião’ que a compõem mostram bem o quão variadas são as formas da imensa riqueza da música popular brasileira.”

“...Comovente e ao mesmo tempo divertido, o musical ‘Gonzagão – A Lenda’ é um dos mais acertados tributos prestados ao cantor, compositor e sanfoneiro. No maior trunfo do espetáculo, dirigido pelo também pernambucano João Falcão, pequenas subversões evitam o caminho fácil da biografia linear... Com carisma contagiante e boa performance vocal, apresentam mais de 40 canções, escoltados por quatro afiados instrumentistas... ” (*** Rafael Teixeira – Veja Rio)

O ENREDO

Na história do rei do baião, o diretor se permitiu rebatizar duas mulheres importantes da vida do músico, Nazarena -o primeiro grande amor- e Odaléa -a mãe de Gonzaguinha, de quem Gonzagão assumiu a paternidade, embora fosse estéril, e deu para um casal criar- como Rosinha e Morena, respectivamente, nomes que aparecem em músicas do compositor. E ainda se permitiu criar um encontro que nunca aconteceu: Luiz Gonzaga e Lampião, dois mitos nordestinos.

Também há espaço, naturalmente, para se falar da originalidade de Gonzaga, um artista que, a partir dos ensinamentos de seu pai, Januário, criou em sua sanfona um gênero, o baião, e o transformou em sucesso e patrimônio nacionais. “Ele não só levou o baião para o Brasil inteiro, mas trouxe as linguagens do Nordeste para a sua obra, principalmente a partir da parceria com Humberto Teixeira. Foi um movimento pensado. Sua música é muito sofisticada e, ao mesmo tempo, parece que sempre existiu, como se não tivesse sido criada por alguém. Mas foi ele quem organizou tudo”, ressalta Falcão.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

13 de agosto – Zé Ramalho apresenta o espetáculo “Tour 2016” em Feira de Santana



Autor de sucessos impagáveis como “Avohai”, o paraibano Zé Ramalho atende a pedidos dos fãs e se apresentará em Feira de Santana / BA dia 13 de Agosto

O timbre marcante e os clássicos dos mais de 30 anos de carreira do cantor Zé Ramalho serão as atrações do dia 13 de agosto, às 20h, em Feira de Santana. O paraibano é conhecido pela sua obra bastante versátil, que inclui homenagens a Raul Seixas e Bob Dylan.

Dentro das celebrações dos seus 40 anos de carreira, o músico nordestino vai apresentar a “Tour 2016” e comandará o espetáculo que irá ocorrer na casa de eventos Ária Hall, na “Princesa do Sertão, Feira de Santana. O artista irá revisitar seus grandes sucessos, como “Avohai”, “Frevo Mulher”, “Admirável Gado Novo”, “Chão de Giz”, “Beira-Mar”, “Eternas Ondas”, “Garoto de Aluguel”, “Vila do Sossego” e “Banquete de Signos”. Zé ainda irá cantar releituras de Raul Seixas “Gita e Medo da Chuva” e o grande sucesso “Sinônimos”.

Carreira

Sua vida artística começou como Zé Ramalho da Paraíba, cantando em conjuntos de baile inspirados na jovem guarda e no rock inglês. O interesse pelos violeiros e pala literatura de cordel só surgiria depois, ao participar da trilha sonora do filme Nordeste: cordel, repente e canção, de Tânia Quaresma, em 1974. Por conta desse trabalho, Zé se mudou para o Rio de Janeiro (RJ), acompanhado por outros cantores nordestinos.

Em 1978, ele gravou seu primeiro disco solo, que não só incluía "Avôhai" como também "Vila do sossego", "Chão de giz" e "Bicho de sete cabeças". A crítica elogiou seu trabalho e o público o comprou, maravilhados com as letras cheias de imagens míticas e o tom profético das interpretações. Resultado: Zé ganhou prêmio de melhor cantor revelação da Associação Brasileira de Produtores de Disco e da Rádio Globo.

A carreira do paraibano se consolidou em 1979, quando ele lançou um dos seus maiores clássicos, "Admirável gado novo", e o grande sucesso "Frevo mulher". A partir daí, Zé Ramalho foi construindo sua trajetória, inspirada tanto na literatura de cordel e nos ritmos nordestinos quanto no cinema, nas histórias em quadrinhos, nos livros de ficção científica, nos seriados de TV, no rock e na mitologia, alinhavando tudo com seu jeito único de cantar, como se estivesse narrando, e com suas composições que remetem a imagens.

Serviço:
Zé Ramalho em Feira de Santana
Data: 13 de Agosto
Local: Ária Hall
Abertura dos Portões: 20h
Show de Zé Ramalho: 23h
Vendas:
Ingressos 1º lote:
Pista: R$ 60,00
Camarote R$ 90,00
Cadeira Setor 1 – R$ 180,00 / Cadeira Setor 2 – R$ 130,00 / Cadeira Setor 3 – R$ 100,00
Pontos de Venda:
*Balcões de Ingressos Central Mix (Shopping Boulevard e Centro Comercial Maria Luíza)
*Bilheteria do Ária Hall

Exposição Itinerante ‘Índios: Os Primeiros Brasileiros’ chega a Salvador BA



Exposição Itinerante ‘Índios', que revê a história do Brasil assinalando a participação dos nossos primeiros
habitantes, os índios, chega a Salvador e pode ser vista no Museu de Arqueologia e Etnologia, da UFBA


O Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE/UFBA) recebe, a partir do dia 02 de julho, a exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros com curadoria de João Pacheco de Oliveira, professor titular e curador do Setor de Etnologia e Etnografia do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MN/UFRJ), em parceria com a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME). 

A exposição propõe ao visitante um passeio pela história do Brasil assinalando as diferentes formas pelas quais os indígenas foram vistos e incorporados ao processo de construção nacional. Com foco na região Nordeste, ela está integrada por quatro espaços distintos: o ‘Primeiro encontro’, o ‘Mundocolonial’ (com a história que se pode ler nos livros didáticos), o ‘Mundo indígena’ (com outra narrativa, do ponto de vista indígena) e o ‘Brasil contemporâneo’ (com suas lutas e desafios). 

A mostra é fruto de anos de trabalho, articulando (equipe de) pesquisadores do Museu Nacional/UFRJ com representantes da APOINME e da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ),equipe do qual resulta pesquisa iconográfica sobre os modos como as populações indígenas vêm sendo representadas desde o século XVI. Compõem ainda a exposição fotografias e produção de rica cultura material por alguns dos/das dezenas de povos indígenas que habitam o Nordeste brasileiro.

"Índios: Os Primeiros Brasileiros" tem como objetivo estimular um processo de reavaliação efetiva do ‘nós’ e do ‘eles’, oferecendo ao público imagens e informações de natureza histórica e cultural,apresentando as culturas indígenas como algo vivo e dinâmico, plural, sobretudo propiciando uma identificação positiva com tais coletividades.

SERVIÇO:
Exposição Índios: Os Primeiros Brasileiros

Onde: Museu de Arqueologia e Etnologia/UFBA I Terreiro de Jesus, s/n, Prédio da Faculdade de Medicina, Pelourinho, Salvador.

Abertura

02 de julho, às 17h

Funcionamento

Quando: de 04 de julho a 29 de dezembro

Horário: segunda a sexta, das 9h às 17h

Entrada: R$ 10,00 inteira | R$ 5,00 estudante

Fonte: faced.UFBA

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ignácio de Loyola Brandão ganha prêmio da ABL pelo conjunto da obra



O escritor Ignácio de Loyola Brandão recebeu no último dia 20 o prêmio Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras, quando a entidade comemora 119 anos. E a sessão especial começou com as palavras de Machado de Assis, no discurso que ele criou para a inauguração da ABL

Estes senhores cultivam a tradição e também o desejo de manter contato com as novas gerações. “Nós temos aqui já uma presença marcante na internet. A academia, então, está inserida nessa abertura dela para a contemporaneidade, ela está atenta a essa manifestação”, disse Domício Proença Filho, presidente da ABL.

E no dia de festa, a entrega do prêmio Machado de Assis. Desta vez, Ignácio de Loyola Brandão foi o eleito pelo conjunto da obra: 42 livros de contos, crônicas, literatura infanto-juvenil e romances, traduzidos para mais de dez idiomas.

A notícia do prêmio foi recebida com tanta alegria pelo vencedor que serviu de estímulo para ele retomar um romance parado há mais de um ano. Ignácio de Loyola Brandão conta que voltou a escrever com o entusiasmo de menino.

Do menino de 9 anos que criou um final diferente pra história da Branca de Neve. “Eu matei os anões. A classe quando acabou deu uma gargalhada e todos viraram e me olharam. Quando o final de uma história espanta e surpreende, ela foi bem-sucedida. E eu uso isso até hoje”, diz o escritor.

O reconhecimento foi um presente especial para o escritor paulista, que daqui a 11 dias completa 80 anos de vida. “Eu tenho mil projetos ainda. Aos 80 anos. Meus amigos de Araraquara me encontram e dizem: ‘Já aposentou’? Eu não tenho como aposentar, porque estou cheio de personagens ali dentro”, concluiu Ignácio de Loyola Brandão
.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Canal Brasil abre espaço paraTony Ramos como apresentador com o programa 'A arte do encontro'



Com as redes de TV vivendo uma época de vacas esquálidas quando o assunto é qualidade da grade de programação e, em vias de perder uma das poucas atrações que se destaca que é o Programa do Jô, o Canal Brasil apresenta o ator Tony Ramos no comando do “A arte do encontro”

Depois de 52 anos se dedicando à atuação, Tony Ramos estreia como apresentador no programa A arte do encontro, nesta quarta-feira, às 21h30, no Canal Brasil. No primeiro episódio, Ramos comandará um bate-papo com o consagrado ator Antônio Fagundes sobre crise, religiosidade e arte. Os atores prometem também apresentar uma leitura dramatizada de Hamlet, de William Shakespeare.

A primeira temporada do programa de entrevistas reúne 26 episódios. Ramos irá nortear conversas com importantes personagens brasileiros nos 13 primeiros em um cenário intimista abrindo espaço para conversas sobre histórias de vida, infância e família.

Tony gravou 13 (de um total de 26) programas de 25 minutos cada um em tempo apertado — antes de iniciar a gravação da série Vade retro, da Globo. Assim, não conseguiu conciliar a agenda de amigos queridos como Fernanda Montenegro e Aracy Balabanian. A expectativa é de uma nova temporada.

13 episódios

A lista de artistas que serão entrevistados no programa traz ídolos da cultura brasileira como Cássia Kis Magro, Daniel Filho, Dira Paes, Maitê Proença, Nathália Timberg, Ney Matogrosso, Silvio de Abreu, Tonico Pereira, Walter Carvalho, Zé de Abreu e Zeca Pagodinho.

O convite para apresentar A arte do encontro foi do diretor Felipe Nepomuceno, responsável pelo programa. Após os 13 episódios, a atriz Barbara Paz dará seguimento, substituindo Tony que está escalado para as gravações de Vade retro, nova série da Globo escrita por Fernanda Young e Alexandre Machado, com previsão de estreia para o segundo semestre.

SERVIÇO:
O que: A arte do encontro

Onde: Canal Brasil

Quando: quarta-feira

Horário: 21h30

Reprises: quinta, às 13h, e domingo, às 16h30

Algumas criações da natureza que você provavelmente não conhecia

A natureza é pródiga e ainda surpreende-nos com seus mistérios de estonteante beleza, nos quatros cantos do mundo e das mais diversas formas. Selecionamos abaixo alguns desses espetáculos ímpares

1. Grande Fonte Prismática, nos Estados Unidos

Com cerca de 110 metros de diâmetro e 37 metros de profundidade, esta é a maior fonte de água quente do Parque Nacional de Yellowstone, no noroeste dos Estados Unidos, e a terceira maior do planeta. Em seu centro, a temperatura pode atingir 87 °C, o que acaba dificultando a sobrevivência de microrganismos nessa parte. Só que, embora pareça hostil à vida, algumas bactérias conseguem ali se proliferar, e isso explica a tonalidade vívida de sua água.
(Reprodução/Yellowstone Park)

(Reprodução/MNN)

3. Cabeça da Rainha, em Taiwan

A semelhança com o rosto da rainha britânica Elizabeth I transformou esta formação de 8 metros, moldada pela ação dos ventos e da água do mar, em um dos pontos mais visitados por turistas em Taiwan. Só que, depois de 4 mil anos exposto aos elementos naturais que o originaram, o suposto busto de arenito da monarca corre o sério risco de não suportar tanto peso e tombar.
(Reprodução/MNN)

4. Pedra do Cão Sentado, em Nova Friburgo (RJ)

Medindo 111 metros de altura, este monumento natural é considerado um dos principais cartões-postais de Nova Friburgo, cidade localizada a cerca de 150 quilômetros da capital fluminense. Sua formação é decorrente de eventos erosivos que desgastaram a rocha e esculpiram nela a feição que se assemelha à de um cão de guarda. 
(Reprodução/Desviantes)

5. Esfinge de Balochistan, no Paquistão

Na Antiguidade, monumentos grandiosos e construções faraônicas revolucionaram a engenharia no Oriente Médio, mas este pedaço do mundo também abriga formações naturais que parecem esculpidas pela mão do homem. Uma delas é esta esfinge localizada no Paquistão, que, diferente da encontrada no Egito, foi moldada pela ação dos ventos e da chuva durante muito tempo. 
(Reprodução/Webecoist)

Mostra usa arte contemporânea para reviver as mães negras do Brasil escravocrata


Referências na arte produzida no Brasil do século 19 ao início do século 20, as conhecidas imagens das amas de leite negras ressurgem em uma exposição inaugurada na tarde deste sábado (23) na Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea, na mesma zona portuária da cidade que guarda, em locais e sítios arqueológicos, a memória da escravidão no Brasil. 
A mostra Mãe Preta é resultado de um ano e meio de pesquisas feitas pelas artistas visuais Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa, a partir da reprodução de uma obra de Rugendas (1802-1858), que retrata uma mulher escravizada e seu filho de colo.
Forçadas a alimentar as crianças brancas, as mães pretas eram obrigadas a deixar seus filhos sem o único alimento disponível e, em alguns casos, abandonados à própria sorte. Em sua pesquisa, Isabel e Patricia  encontraram uma vasta bibliografia e um acervo de imagens do século 19, base para o trabalho que utiliza a arte contemporânea para uma discussão sobre  maternidade, racismo, sexismo e exclusão social, sofridos pela mulher negra no Brasil até os dias de hoje.
Rio de Janeiro - A exposição Mãe Preta memória da escravidão, maternidade e feminismo traz intervenções das artistas Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa (Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)
A exposição fica em cartaz até 25 de setembro, na Galeira Pretos Novos de Arte ContemporâneaFernando Frazão/Agência Brasil
“O trabalho de observação e descobertas das artistas é revelado em alguns momentos da mostra, e fica mais evidente na série de assemblages-fotográficas, na qual utilizam recursos como lentes de aumento e objetos que remetem às matrizes africanas”, explicou o curador da mostra, Marco Antonio Teobaldo.
Segundo ele,  o objetivo do recurso é “reiterar ou minimizar a presença de determinados personagens e detalhes, que muitas vezes podem passar desapercebidos num primeiro olhar, mas que nesse caso são amplificados”.
A exposição foi concebida especialmente para o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN), onde está localizado o sítio arqueológico do cemitério no qual milhares de africanos escravizados recém-chegados ao país foram enterrados à flor da terra, na primeira metade do século 19.
 Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa trabalham juntas há mais de uma década e realizaram a exposição Banco de Tempo na Galeria do Lago/Museu da República, em 2012, com livro lançado em 2015. Em sua pesquisa, a dupla busca criar maneiras de relacionar lugares históricos e arquivos de imagens a debates atuais por meio da arte contemporânea.
A exposição Mãe Preta fica em cartaz até 25 de setembro e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 13h às 19h, e aos sábados, das 10h às 13h. A entrada é franca. A Galeira Pretos Novos de Arte Contemporânea fica na Rua Pedro Ernesto, 32/34, na Gamboa, zona portuária do Rio.

Fonte: EBC

Unesco consagra 17 obras de Le Corbusier patrimônio mundial


O icônico e o cotidiano, a densidade urbana e as novas técnicas de construção, contribuíram para a Organização da ONU declarasse Patrimônio Mundial 17 obras do arquiteto suíço em sete países


Nada menos do que 17 obras de Le Corbusier foram declaradas neste domingo Patrimônio Mundial pela Unesco na 40° reunião, que teve início no dia 10 de julho em Istambul e foi suspensa no sábado pela tentativa de golpe de Estado na Turquia


Tantos edifícios, em lugares tão distantes como a Bélgica e o Japão, a escolha de algumas das obras mais famosas, mas também várias das menos conhecidas consideradas como simbólicas de seu trabalho e seminais da nova arquitetura, coloca o suíço no topo da modernidade. Abre também um caminho de proteção à arquitetura moderna que o DOCOMOMO pede há anos com seus programas para identificar, documentar e denunciar a falta de proteção desse documento.

Charles Édouard Jeanneret (La Chaux-de-Fonds, Suíça, 1887- Roquebrune-Cap-Martin, França, 1965) – um Picasso da arquitetura pelo repertório e idiomas plásticos diversificados que construiu – foi resumido em 17 imóveis fundamentais pelo comitê internacional de especialistas que avalizou sua candidatura. O fato de Frank Lloyd Wright ter somente dois trabalhos e que Oscar Niemeyer tenha sido lembrado somente pela Pampulha demonstra o valor pioneiro que a Unesco atribui a Le Corbusier.


Mestre da arquitetura



O icônico e o cotidiano, a densidade urbana e as novas técnicas de construção, a cidade e a cabana, o sagrado e o mundano, tudo fez parte da obra desse pintor filho de um relojoeiro suíço que, após construir a casa de seus pais, dedicou uma década de sua vida a viajar por culturas diferentes da sua. Com a digestão dessa bagagem, um singular dom plástico e uma enorme capacidade de se arriscar, se transformou no grande mestre da arquitetura moderna. Não existiu ninguém tão livre e tão seguido. Também é difícil encontrar alguém mais polêmico. Seus monumentais edifícios em Chandigarh (Índia) são uma meca arquitetônica que recebe hordas de visitantes, mas em sua época foram criticados por serem contrários às necessidades da grande maioria das pessoas.

Desde que a Unesco constatou, em 1994, que deveria corrigir a preferência pela arquitetura histórica, cristã, elitista e ocidental, o órgão tentou abrir suas portas a outro tipo de patrimônio. Dos quase oitocentos edifícios protegidos, apenas 20 eram modernos – de Gaudí, a Casa de Luis Barragán, no México, passando por Brasília –. A chegada ao pódio das principais tipologias pensadas por Le Corbusier dá o cetro da arquitetura moderna a um arquiteto com o qual aprenderam, bem e mal, tantos projetistas. Sua marca vai além dos livros de história. Continua alimentando os melhores, mas também impulsionou a construção de blocos de apartamentos que desvirtuam nossas cidades.


Fonte: El País - Brasil

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Mostrando um inegável senso de espetáculo, chegas às telonas “A Lenda de Tarzan”



Na nova versão, Tarzan, o personagem de Edgar Rice Burroughs estaria completamente adaptado à vida em Londres, retornando ao Congo a pedido da Rainha Vitória para investigar uma série de problemas na colônia

A Lenda de Tarzan não mente ao espectador. Os fãs do icônico personagem encontrarão tudo que se espera da história: balanços entre as árvores da floresta, o potente grito vindo da selva, a paixão por Jane, um vilão perverso que despreza a natureza; momentos de perigo e redenção, discursos sobre o humanismo e sobre a ecologia. Para uma grande produção, o filme também não frustra expectativas: o orçamento de US$180 milhões está devidamente estampado na tela com muitos efeitos visuais e cenas de aventura.

Entretanto, o resultado não satisfaz totalmente. Se por um lado a linguagem cinematográfica está atualizada ao século XXI, por outro lado, a visão de mundo parece datar da época de publicação da obra de Burroughs. Ou seja, nesta época de imagens velozes e culto ao espetáculo, o filme empenha-se em criar reviravoltas frenéticas, mesmo quando não servem muito à narrativa, enquanto o diretor David Yates recorre às câmeras lentas para, supostamente, prolongar o efeito do conflito. Isso faz sentido num filme contemporâneo, mas esteticamente falando, não cria nenhuma cena particularmente memorável: o conjunto traz o mínimo que se espera de um projeto desta proporção.

Filão dos Super Heróis

Tarzan (Alexander Skarsgard) não se torna um protagonista cativante porque o espectador não presencia sua ascensão. Quando conhecemos o “filho das selvas”, ele já possui uma fama que atravessa continentes e se comunica com animais selvagens apenas pelo olhar. Ora, sem ver a progressão dessas habilidades, o espectador não pode compartilhar o mérito do personagem, nem a admiração dos outros por ele. Fala-se o tempo inteiro sobre Tarzan, sobre sua história e suas façanhas, mas elas permanecem distantes da imagem. Por isso, o ator pode até se esforçar na linguagem corporal animalesca, mas o homem Tarzan não tem a menor chance de competir com o mito Tarzan.

A estrutura da trama bebe na fonte dos lucrativos filmes de super-herói. O Tarzan de 2016 é mais forte que todos os outros, sendo capaz de lutar de igual para igual com gorilas, pular de centenas de metros de altura, correr mais rápido que os bichos, além de ser dotado de uma inteligência sobre-humana e de um apetite sexual adequado à virilidade exacerbada. O homem da selva não faria feio entre os Vingadores, ou na Liga da Justiça. Os demais personagens cumprem papéis mais ou menos previsíveis: Christoph Waltz faz pela enésima vez o vilão perverso e carismático, Samuel L. Jackson funciona bem como alívio cômico, e Margot Robbie se esforça para trazer determinação a Jane.

Os efeitos especiais ostensivos cumprem seu papel em momentos de contemplação, mas parecem artificiais quando a correria toma conta da história - vide a cena do trem e a corrida nos cipós. Ao contrário de Mogli - O Menino Lobo, ou de Planeta dos Macacos - O Confronto, A Lenda de Tarzan não consegue integrar a natureza digital aos personagens humanos sem um efeito de estranhamento. Por querer se exibir demais, a tecnologia acaba chamando atenção para si mesma, soando artificial.

Por isso mesmo, A Lenda de Tarzan é uma produção datada, mas não ineficaz. Ela demonstra um inegável senso de espetáculo, e deve agradar uma parcela considerável do público que estiver em busca de sensações ao invés de reflexão - um tipo de experiência que também possui sua validade, afinal. Mas o conteúdo ganharia maior relevância, cinematográfica e política, se pensasse o mundo com olhos mais progressistas.

Fonte: Adoro Cinema

domingo, 24 de julho de 2016

Exposição 'Êxodos', do renomado fotógrafo Sebastião Salgado, está em Salvador, com entrada franca



A mostra pode ser vista de terça a domingo no espaço Caixa Cultural Salvador e fica no local até o dia 21 de agosto, com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h

A coleção com 60 imagens que compõem essa exposição foi doada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado ao Instituto Terra, ONG ambiental que o casal fundou em 1998, em Aimorés (MG).

'Êxodos' é uma história reveladora, que retrata pessoas que abandonam a terra natal contra a própria vontade. Em geral elas se tornam migrantes, refugiadas ou exiladas, compelidas por forças que não têm como controlar, fugindo da pobreza, da repressão ou das guerras. “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes”, define Salgado.

A coleção com 60 imagens que compõem essa exposição foi doada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado ao Instituto Terra, ONG ambiental que o casal fundou em 1998, em Aimorés (MG).

Cinco temas

Na mostra, o visitante poderá conferir as fotografias divididas em cinco temas centrais: África; Luta pela Terra; Refugiados e Migrados; Megacidades; e Retratos de Crianças. São imagens impactantes que retratam a fuga de migrantes, refugiados e pessoas deslocadas em diferentes pontos do mundo; a tragédia sem paralelo da África; o êxodo rural, o conflito de terras e a urbanização caótica na América Latina; imagens das novas megalópoles asiáticas e, em cada uma dessas situações extremas, o registro daquelas que, mesmo envoltas no caos, mantêm viva a chama da esperança e da dignidade humana: as crianças.

Sebastião Salgado


Premiado internacionalmente, Salgado é considerado um dos maiores talentos da fotografia mundial, pelo teor social em seu trabalho. Para chegar ao resultado de Êxodos, ele viajou durante seis anos, por 40 países, para mostrar a humanidade em trânsito, provocando uma reflexão sobre as questões políticas, sociais e econômicas de pessoas que foram obrigadas a deixar a sua terra natal.

Serviço

Quando: até 21 de agosto, de terça a domingo

Horário: das 9h às 18h

Local: Caixa Cultural Salvador - Centro

Quanto: Entrada Franca

28º Troféu HQMIX, o Oscar dos quadrinhos, teve dois brasileiros como ganhadores



A adaptação do romance Dois Irmãos, de Milton Hatoum, roteirizada e desenhada por Fábio Moon e Gabriel Bá, ganhou o prêmio Eisner de melhor adaptação de outra mídia. Esta é a mais importante premiação dos quadrinhos nos Estados Unidos, considerada o Oscar da nona arte

Em 2015 foram cerca de dois mil lançamentos de revistas e livros impressos de quadrinhos, sem contar na área virtual que também está crescendo.

Em 2014 os lançamentos chegaram a 1.700 o que demonstra um crescimento de 18%. O número de eventos sobre a área também vem crescendo por todo o Brasil gerando uma expectativa positiva em plena crise econômica.

Assim a próxima edição do Troféu HQMIX, o "Oscar" dos quadrinhos no Brasil, que acontecerá em setembro, terá algumas novidades que começam a ser apresentadas já em seu site oficial.
O processo de votação mudou

Mudanças no processo de votação

O processo de votação mudou e agora a listagem dos lançamentos e nomes dos produtores será apreciada em sua totalidade para escolha dos indicados para o segundo turno. Nessa segunda votação estarão apenas os mais votados pelo primeiro turno. 

Anteriormente havia um júri de jornalistas e especialistas da área de quadrinhos que indicavam os sete finalistas para a votação geral.

Os votantes são inscritos e devem trabalhar na área de produção e edição de quadrinhos além de jornalistas e pesquisadores especializados. Foram extintos os troféus para a área de humor gráfico para apenas ficar centrado na linguagem dos quadrinhos, também de melhor desenhista e roteirista estrangeiro que já concorrem por obras estrangeiras publicadas no Brasil e a criação de um troféu especial para Mangá (quadrinho oriental). 

Esse último é um pedido de anos de votantes e leitores mas que estará em experiência já que cria uma polêmica sobre não haver troféus também para super-heróis ou quadrinho europeu. Foi criado o troféu para melhor colorista que é uma categoria que vem cada vez mais crescendo dentro da produção das HQs.

sábado, 23 de julho de 2016

Mostra de Debret no RJ comemora os 200 anos da Missão Artística Francesa

O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, inaugurou no último dia 20 de julho a exposição "Debret e a Missão Artística Francesa no Brasil - 200 anos"

A mostra, com curadoria de Jacques Leenhardt, reúne 75 aquarelas e gravuras da coleção Castro Maya, produzidas pelo artista Jean-Baptiste Debret, de 1816 e 1831, período em que viveu no país.

Nas obras históricas está um retrato das várias camadas da população brasileira da época, passando por índios, escravos africanos, caboclos, mestiços, e europeus, ricos e pobres. “Durante os 15 anos que morou no Rio de Janeiro, Debret produziu mais de 700 desenhos, em grande parte aquarelas, captando a pulsação da vida da corte e da cidade. Esse testemunho constitui uma documentação única sobre a história da vida cotidiana do Brasil oitocentista”, explica Leenhardt.


Os trabalhos selecionados foram divididos por temas, entre eles, “Religião na Cidade”, “Escravidão”, “Selvagens e Civilizados?” e “O ateliê do pintor da história e o ateliê da rua”, este último apresentando com o único autorretrato conhecido do artista trabalhando. “Debret sempre enfatiza a importância das culturas próprias dos índios e africanos, mesmo quando destroçadas. Demonstra claramente o horror à violência escravocrata e registra a riqueza cultural daqueles que foram os vencidos da situação colonial”, diz o curador.

O principal objetivo da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro em março de 1816, foi estabelecer aqui a Escola de Belas Artes. Além disso, esperava-se que os profissionais estrangeiros divulgassem a imagem modernizada da colônia brasileira, que acabava de virar sede do Reino de Brasil, Portugal e Algarves. De volta à França, Debret reuniu tudo o que viu por aqui e foi o responsável por uma das mais importantes contribuições à história. Publicou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.

A mostra vai até o dia 25 de setembro de 2016. Em outubro, ela segue para Paris. O Museu da Chácara do Céu fica na Rua Murtinho Nobre, 93, Santa Teresa. Tel: (21) 3970-1093. Funcionamento: diariamente, das 12h às 17h. Exceto às terças-feiras. Ingressos: R$ 2,00 e gratuito às quartas-feiras.

São Paulo recebe hoje mostra de fotos históricas da Guerra Civil Espanhola


Depois passar por cidades dos Estados Unidos, da França, do México, da Espanha e da Hungria, chega ao Brasil a exposição A Valise Mexicana: A Redescoberta dos Negativos da Guerra Civil Espanhola 

Com entrada gratuita, a mostra será aberta ao público hoje (23), às 14h, no prédio da Caixa, na Praça da Sé. A exposição ocorre das 9h às 19h até o dia 2 de outubro.

A mostra, em parceria com o International Center of Photography (ICP), marca os 80 anos da Guerra Civil Espanhola, reunindo, em dois andares da Caixa, documentos que estavam perdidos há quase 70 anos. Entre os itens expostos estão 176 imagens, aproximadamente 70 reproduções de revistas da época e dois vídeos, em uma montagem conjunta da Caixa Cultural São Paulo e do International Center of Photography (ICP), com curadoria de Cynthia Young, do ICP.

Os negativos recuperados registram cenas de confronto durante a Guerra Civil Espanhola, que se prolongou de julho de 1936 a abril de 1939, após uma fracassada tentativa de golpe de estado. Todo esse material estava em uma valise que continha 4,5 mil negativos referentes às cenas capturadas pelas lentes dos fotojornalistas Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour (Chim), conhecidos internacionalmente, pela difusão das atrocidades que presenciaram durante o conflito.

“[Esse trabalho] trouxe à tona uma estética fotográfica de guerra jamais vista até então. Esses negativos ficaram perdidos por quase 70 anos, muita coisa mudou no mundo desde então. Outro fator importante é termos a oportunidade de ver os contatos dos filmes, a sequência cronológica do olhar de cada um desses fotógrafos”, explicou Camila Garcia, uma das coordenadoras da exposição. Ela é pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia (CISC – PUC/SP).

Memória


A pesquisadora contou que, em outubro de 1939, quando as forças alemãs se aproximavam de Paris, Robert Capa deixou a Valise, às pressas, rumo a Nova York, a fim de evitar sua prisão como inimigo estrangeiro ou simpatizante comunista.

O que se sabe é que o fotojornalista deixou todos seus negativos em seu estúdio da Rua Froidevaux 37, sob os cuidados de seu revelador e amigo fotógrafo húngaro Imre "Csiki" Weiss ( 1911-2006). Ela teria sido entregue, em 1941 ou 1942 ao general Francisco Aguilar González, até então o embaixador mexicano em Vichy.

Apenas em 2007 é que a mala foi encontrada na Cidade do México e entregue ao irmão do repórter fotográfico, Cornell Capa.

Robert Capa


O nome verdadeiro de Robert Capa é Endre Ernö Friedmann. Nascido na Hungria, em 1913, ele deixou o país aos 17 anos para estudar jornalismo em Berlim, na Alemanha, onde iniciou a carreira como fotógrafo. Em 1933, mudou-se para Paris, onde conheceu Chim e Taro e nessa mesma década acabou tendo o talento profissional reconhecido após a primeira grande cobertura de guerra, indo para a Espanha. Graças à coragem dele, é possível ver imagens de edifícios destruídos, de batalhas, ou da mobilização para a defesa de Barcelona, ou o êxodo de espanhóis em direção à fronteira francesa.

Chim, cujo nome de batismo era Dawid Szymin, chegou a Paris como imigrante da Polônia com o objetivo de trabalhar para ajudar a família e logo conseguiu emprego de fotógrafo. Mas além do sustento, ganhou fama ao retratar cenas sobre ocorrências policiais.

Na mesma época, a alemã Gerta Pohorylle foi para Paris com o nome de Gerda Taro, tornando-se a primeira mulher a ser reconhecida pelo trabalho em fotojornalismo. Ela retratou cenas dramáticas nas linhas de frente da guerra na Espanha, em companhia de Robert Capa. Ambos chegaram à Espanha, em agosto de 1936 para trabalhar como freelancers e tinham o objetivo de documentar a causa republicana para a imprensa francesa.

Para isso, se posicionaram nas linhas de frente da batalha, onde poderiam captar as melhores imagens. Mas Gerda morreu em meio aos combates, atingida por um tanque de guerra, enquanto cobria a Batalha de Brunete, um momento importante da guerra em 1937, nas proximidades de Madrid. Ela deixou imagens captadas em um treinamento do exército popular em Valência, o front de Segovia, e também fotografias, tiradas enquanto ela cobria a batalha de Brunete.

Já Chim registrou o que acontecia em consequência do conflito, mas fora dos locais de combate, fotografando personalidades importantes e o dia a dia de soldados e camponeses nas cidades afetadas pela guerra.


Fonte: EBC

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Depois da “Escolinha do Professor Raimundo” , é a vez de “Os Trapalhões” ganhar nova versão



O programa humorístico “Os Trapalhões”, que estreou há 40 anos na Globo, com os célebres Didi Mocó, Mussum, Dedé e Zacarias, ganhará uma releitura com lançamento previsto para 2017

Vivendo um período de vacas magras, principalmente nos programas de humor da sua programação, a Globo prepara um remake de “Os Trapalhões“, que em 2017 completará 40 anos de sua criação. O humorístico fez grande história na TV na época em que foi exibida, nas noites de domingo, sendo ainda lembrada por muitos até os dias de hoje.

Conforme informações, o diretor Ricardo Waddington desenvolve um projeto de releitura do programa, só que com outros atores para viverem os protagonistas. Na nova versão, o papel de Didi, personagem vivido pelo grande Renato Aragão, será encarnado por Rodrigo Sant’Anna. Mussum será vivido pelo filho, Mussunzinho e os atores que darão vida aos papéis de Dedé Santana e Zacarias ainda estão sendo analisados e sondados.

A ideia de Waddignton é produzir cerca de 12 episódios, e Renato Aragão participará do especial e já deu o seu aval para o novo “Os Trapalhões”.

História

O primeiro quarteto de Trapalhões era formado por Wanderley Cardoso (ele mesmo, o cantor da época da Jovem Guarda), Ted Boy Marino, Ivon Cury e Renato Aragão.

O nome Os Trapalhões começou a ser usado na TV Tupi, em 1 973. Ele foi mantido quando os comediantes estrearam na Globo em 1 977. Os Trapalhões era transmitido antes do programa dominical Fantástico. O sucesso de Os Trapalhões foi tamanho que o quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias virou história em quadrinhos.

Com as mortes de Mussum e Zacarias e o fim definitivo de Os Trapalhões, Renato Aragão só voltou a TV em 1 997 com a série Renato Aragão Especial. Mais tarde, ele protagonizou a série dominical A Turma do Didi.

Dos 10 filmes mais vistos da história do cinema brasileiros, quatro são dos Trapalhões. São eles: O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão, O Saltimbanco Trapalhão, Os trapalhões na Guerra dos Planetas e Os Trapalhões na Serra Pelada.

Bordões


“Só no Forévis”, o jeito de falar de Mussum surgiu no Escolinha do Professor Raimundo – do qual ele participava –, programa comandado por Chico Anysio. “Só no Forévis” acabou sendo o título de um álbum do grupo de rock Raimundos.

Os bordões mais famosos de Didi Mocó: “Ô da poltrona”,” Som na caixa”, “Ô, psit”, “Audácia da Pilombeta”. “ Eu sô muito macho”, “É fria”, “ Bicho bom”, “Nem morta, filha”, “Pó pará”.