sábado, 11 de junho de 2016

Prêmio Machado de Assis 2016 tem novas regras estabelecidas pela ABL



Mudanças no Prêmio Machado de Assis. Na última quinta-feira (9), Domício Proença Filho, presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), anunciou as mudanças do Prêmio Machado de Assis, que em 2016 completa 75 anos

A principal mudança foi a unificação dos prêmios em um único, o que, na opinião do acadêmico, vai dar mais peso ao Machado de Assis. A medida também acirra a corrida ao prêmio que dará ao seu único ganhador a quantia de R$ 300 mil. No modelo anterior, eram premiados os segmentos de poesia, ficção, ensaio e literatura infanto-juvenil, com o valor de R$ 50 mil cada, além do Grande Prêmio Machado de Assis, no valor de R$ 100 mil, para o conjunto da obra.

Mudança também na seleção dos finalistas ao prêmio. O vencedor deste ano sairá de uma relação com até três nomes entregue por cada um dos 40 acadêmicos. Considerados os nomes mais votados, a diretoria da ABL cria uma lista tríplice e a apresentará ao plenário em ordem alfabética. A seguir, há a escolha do ganhador por intermédio de votação secreta.

A Academia também fará um rodízio entre as áreas de Literatura e de Humanas. Em 2016, por exemplo, será escolhido um autor na área de Literatura e, no ano que vem, um na área de Humanas e assim sucessivamente.

O nome do vencedor será conhecido no dia 20 de julho, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon.

Histórico do prêmios
A Academia Brasileira de Letras iniciou a concessão de Prêmios Literários em 1909, quando nomeou, atendendo ao convite do Prefeito do Distrito Federal, uma comissão para julgar, anualmente, o concurso de peças brasileiras destinadas à representação no Teatro Municipal. Nos anos seguintes, outros Prêmios foram criados, tais como o Medeiros e Albuquerque (1910), o “Gazeta de Notícias” (1910), o Machado de Assis (1911), o Raul Pompéia (1911) e o Prêmio Academia Brasileira (1912).

Até 1994, a ABL distribuiu os seguintes Prêmios: Olavo Bilac (poesia); José Veríssimo (ensaio e erudição); Monteiro Lobato (literatura infantil); Francisco Alves (monografia sobre o ensino fundamental no Brasil e sobre a língua portuguesa); Assis Chateaubriand (artigos literários); Afonso Arinos (contos); Artur Azevedo (teatro); Silvio Romero (crítica e história literária); Coelho Neto (romance); Joaquim Nabuco (história social); João Ribeiro (filologia, etnografia e folclore); José de Alencar (novelas); Odorico Mendes (tradução); Aníbal Freire (oratória); Carlos de Laet (crônicas e viagem); Roquete-Pinto (etnografia); Alfred Jurzykowski (economia e política).

A Academia distribui também prêmios de outra periodicidade, como o Francisco Alves, concedido a cada cinco anos a monografias sobre o ensino fundamental no Brasil e sobre a língua portuguesa, e também prêmios oriundos de dotações externas, como o Prêmio Senador José Ermírio de Moraes, instituído pela família Ermírio de Moraes e pela Indústrias Votorantim, desde 1995, e o Prêmio Osvaldo Orico, sobre temas amazônicos, instituído pela família de Osvaldo Orico, vigente de 1983 a 1990.

São concedidos, esporadicamente, pela ABL prêmios comemorativos, aprovados em plenário, como o José Lins do Rego em 2001, e o Afonso Arinos em 2005.

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