quinta-feira, 23 de junho de 2016

Inteligência artificial escreve roteiro, compõe trilha sonora e participa de festival de filmes de ficção científica


Algoritmo Benjamin, primeiro robô a escrever o roteiro de um filme, é o autor de Sunspring, onde também compôs a trilha sonora e depois trapaceou para ganhar o prêmio — cancelado por fraude geral, inclusive dos concorrentes humanos

Inteligência artificial foi programada para escrever roteiros de filmes e criou roteiro de ficção científica que resultou em um curta-metragem.

"H. tira um livro de uma prateleira, olha algumas páginas enquanto fala e o coloca de volta.

H.: Em um futuro com desemprego em massa, os jovens são obrigados a vender sangue. Essa é a primeira coisa que eu posso fazer.

H2.: Você deveria olhar os meninos e ficar quieto. Eu deveria ser a pessoa que chegaria aos 100 anos de idade."


Esse é um trecho de ‘Sunspring’, um curta-metragem de 9 minutos escrito por uma inteligência artificial que se autodenominou Benjamin- ou seja, um robô.

Lançado no dia 9 de junho pelo site Ars Technica, o filme é uma narrativa misteriosa, que (provavelmente) se passa no futuro ou no espaço e parece girar em torno de um triângulo amoroso e assassinatos. 

Como um robô escreve um roteiro


Um roteiro de cinema é um texto que contêm não só as falas dos personagens, mas orientações sobre onde as cenas se passam, a maneira como os atores devem interpretar os textos e outros detalhes importantes para que o resultado final seja o mais próximo possível daquele imaginado pelo roteirista.

O responsável pelo software que foi capaz de escrever um roteiro foi Ross Goodwin, pesquisador em inteligência artificial da Universidade de Nova York. Goodwin, que trabalhava como escritor e é especializado em estudar a maneira como o cérebro processa a linguagem, demorou um ano para compilar os algoritmos necessários para construir o robô Benjamin.

Benjamin é um programa parecido com aqueles usados para reconhecer textos e interpretá-los - um bom exemplo são os assistentes do seu celular, como a Siri do iOS. Para treiná-lo, Goodwin alimentou-o com dezenas de roteiros de filmes dos anos 1980 e 1990.

A partir do material bruto, o robô é capaz de analisar padrões - como por exemplo, quais são as letras, palavras e frases que mais costumam aparecer associadas umas às outras nesse tipo de material. É assim que o robô é capaz de escrever seu próprio roteiro: usando outros materiais como base.

Referência: NEXO

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