domingo, 26 de junho de 2016

Em “Turno da Noite”, Aguinaldo Silva revela uma faceta que poucos conhecem: a de repórter policial



Desde o dia 23 de abril, Aguinaldo Silva postou em uma conta das redes sociais, “Vou publicar livro novo: "Turno da Noite". É de memórias e nele eu conto TUDO! Vai dar o que falar.” Como autor de novelas, a maioria dos brasileiros conhece Aguinaldo Silva, mas ele também se revela como romancista

A íntima relação de Aguinaldo Silva com a escrita começou cedo. Publicou seu primeiro romance pouco antes de completar dezoito anos e logo estreou como repórter. 


Sua vida como jornalista daria uma novela com lances dramáticos e episódios extraordinários, todos narrados na primeira parte deste livro, que traz as memórias de sua juventude no Recife dos anos 1960 e na efervescente cena cultural carioca da década de 1970.

A partir de 1969, Aguinaldo passou a se interessar pela reportagem policial. Junto à apuração dos fatos, imprimiu um tom pessoal às matérias, produzindo textos inesquecíveis sobre o mundo do crime e da violência policial, muitos deles reproduzidos na segunda parte deste livro.

No livro, Aguinaldo mostra um roteiro da sua trajetória, desde a publicação de seu primeiro romance, que lhe abriu as portas do jornalismo, até a experiência com a reportagem policial, seja em um jornal de grande circulação, seja na chamada imprensa alternativa, em periódicos como Opinião, que teve parte da sua existência na clandestinidade.

Em “Turno da Noite”, fica patente que a veia jornalística sempre esteve latente, mesmo quando ele dedicava a um produto menos nobre como a produção de novelas. Diferentemente de vários contemporâneos, Aguinaldo manteve a sua verve literária para recontar um fato real, mesmo que o fator tempo fosse sempre um agravante na tarefa de construir um texto e dar a forma que ele idealizou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!