terça-feira, 14 de junho de 2016

CHINA - Cidade Proibida instala sistemas de iluminação no interior dos seus pavilhões



Após 6 séculos, a Cidade Proibida, ou Palácio Museu, no centro da capital chinesa, inaugurou os novos sistemas de iluminação do interior dos seus seis conjuntos principais, incluindo o Pavilhão da Harmonia Suprema (Taihe Dian) e o Pavilhão da Harmonia Central (Zhonghe Dian)

Dessa forma, o público visitante poderá ter uma melhor perspectiva e novos ângulos para apreciar os móveis e pinturas instalados nestes. Este foi um projeto pioneiro nos quase 600 anos de vida da Cidade Proibida. Segundo um responsável do Museu, o sistema de iluminação não prejudica as antiguidades. Prevê-se que até 2020, os restantes pavilhões deste complexo histórico sejam equipados com sistemas de iluminação.

História de mais de meio milênio


A Cidade Proibida é um impressionante conjunto de pavilhões e palácios que foi o centro de poder do Império Chinês durante mais de meio milênio. Embora sua construção tenha começado no século 13, as características atuais do lugar só apareceram mais de 100 anos depois. "Na época, o imperador Yong Le transferiu a capital de Nanquim para Pequim. Ele decidiu remodelar o complexo com uma obra que durou de 1407 a 1420 e ocupou mais de 200 mil trabalhadores", diz o jornalista brasileiro Jayme Martins, que viveu em Pequim por mais de 20 anos. Essa suntuosa cidade era considerada "proibida" porque o acesso era limitado a funcionários do governo e a integrantes da família imperial.

No lugar, a arquitetura e a disposição de cada edifício obedecem a tradicionais princípios de numerologia, mitologia e de Feng Shui, a milenar arte chinesa de criar ambientes com harmonia. Para começar, o desenho do complexo representa um diagrama cósmico que simboliza o Universo: todos os prédios principais estão voltados para o sul, em honra ao Sol (como a China fica no hemisfério norte, o sul é onde predomina o Sol). Além disso, a distribuição do espaço representaria o mítico Palácio Celestial, uma colossal construção de 10 mil cômodos onde viveriam os deuses.

9999 cômodos


De acordo com a tradição, a Cidade Proibida teria um total de 9 999 cômodos e meio, pois a mitologia desaconselhava que os homens tentassem se equiparar à perfeição dos deuses. Apesar da importância da área, suas construções sofreram com a deterioração das estruturas e com incêndios acidentais ao longo dos séculos. Com a revolução que proclamou a república, em 1911, a Cidade Proibida deixou de ser a sede do governo da China, mas a família do último imperador, Aisin-Gioro Pu Yi, continuou vivendo até 1924 no local. Declarada Patrimônio Cultural da Humanidade em 1987, a área hoje abriga um concorrido museu que recebe até 50 mil visitantes por dia.

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