quinta-feira, 30 de junho de 2016

Poeta e cineasta abrem Flip em clima de amizade e relembram Ana Cristina Cesar



A mesa de abertura da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) trouxe o poeta Armando Freitas Filho e o cineasta que o filmou por sete anos, Walter Carvalho. Eles falaram das similaridades e especificidades de suas artes e abriram para o público uma relação de amizade que se fortaleceu ao longo das filmagens do longa Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície, em que Carvalho investiga de onde nascem os poemas de Freitas Filho

O poeta Freitas Filho, que foi um dos maiores amigos e é curador da obra de Ana Cristina Cesar – a autora homenageada desta edição da Flip –, brincou ao falar da relação com o diretor de cinema e disse que ninguém nunca olhou para ele por tanto tempo. "Não só ele olhou pra mim. Eu também não tirei os olhos dele. Ficamos apaixonados", disse, arrancando risadas da plateia. "[O Armando do filme] não é exatamente uma invenção dele, mas é uma criação dele sobre o que ele acha de mim e, principalmente, sobre o que ele sente por mim"."A primeira vez em que abri um livro do Armando, li um poema que dizia assim: uma gaivota passa riscada a lápis'. Não sabia se estava diante de um poema ou diante de uma imagem", lembra o cineasta, que conta que "tinha muita curiosidade sobre como vive um poeta: vocês andam de ônibus? Pegam Táxi? Vão ao banco?"

Meio século de poesia

Em uma carreira que começou na década de 60, Armando tem 53 anos de poesia e conta que sua arte tem influência do cineasta francês Jean Luc Godard. "Cada gênero de arte tem a mesma origem: descobrir o que ninguém falou daquela maneira. O poeta procura um modo de falar e dizer novo ou, pelo menos, inesperado", disse Freitas Filho.

O diretor de cinema e fotógrafo Walter Carvalho lembrou um trabalho feito há 20 anos em que transita por objetos da homenageada da Flip, Ana Cristina Cesar, que chegaram a ele em uma sacola de plástico, entregue pela família.

"Colocamos todos os objetos em uma mesa e, em duas tardes com a câmera, fomos tentando encontrar as conexões daqueles objetos e tentando entender a poeta Ana Cristina através daqueles objetos".

O poeta Freitas Filho contou que conheceu a amiga quando ela ainda tinha 20 anos e que a relação entre os dois sempre foi marcada por brigas. "Ela provocava você para falar, para contar, para ouvir. Era uma mulher que ouvia muito o que você falava. E isso era forte e até incômodo. Não é à toa que nesses sete anos de profunda amizade a gente brigou muito, porque tudo era um problema pra ser resolvido", recorda.

Armando Freitas Filho é o curador da obra de Ana Cristina Cesar a pedido de sua família, desde que a autora morreu, em 1983. A poetisa é uma das principais representantes da poesia marginal brasileira da década de 1970, quando os autores editavam e distribuíam suas obras de forma caseira em uma época marcada pela repressão da Ditadura Militar.

Crise

Antes das discussões iniciais, o diretor da Flip, Mauro Munhoz destacou que a festa literária tem uma tarefa difícil "em tempos de ânimos tão acirrados e polarizados" e que cultiva a ideia de escutar o outro.

O curador da exposição, Paulo Werneck destacou que 2016 tem sido um ano difícil para o mercado editorial, com o fechamento de editoras que, inclusive, tiveram autores convidados para a Flip. Na visão dele, no entanto, o esforço de tocar a festa mostra a força da cultura. "Temos novos autores se estabelecendo na nossa literatura apesar de todas as descontinuidades e de todas as crises".

Fonte: EBC

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Um churrasco perfeito - Das bebidas geladas ao ponto certo das carnes, são várias as dicas para garantir o sucesso



Tradição dos gaúchos, há tempos que churrasco já virou uma instituição nacional dos brasileiros. Todos os fins de semana milhares de famílias e grupos de amigos se juntam ao redor de uma churrasqueira, cada um do seu jeito, muitos deles de causar arrepios aos churrasqueiros gaúchos









Os novos tempos exigem novos e mais saudáveis hábitos, na escolha das carnes e dos acompanhamentos. Dentro dessa nova realidade, praticamente abolimos a famosa salada de maionese, calórica, fácil de estragar e de preparo mais demorado. O que não pode faltar: o velho e bom feijão tropeiro, uma farofa preparada com uma legítima farinha de copioba, o infalível arroz branco e, claro, a o a salada tipo “vinagrete”. Simples assim, para não dar trabalho e facilitar a vida de quem pilota a cozinha.

Dependendo do número de participantes, há a opção de uma salada de folhas verdes com tomatinhos cerejas, verduras refogadas e pãezinhos de alho que sempre fazem sucesso. Falamos dos acompanhamentos, mas vale ressaltar que um bom churrasco começa na véspera, com pelo menos 12h de antecedência.

Acendendo a churrasqueira

No meu caso, passei anos tentando acender a churrasqueira, utilizando copo descartável com álcool, jornais embebidos em óleo de cozinha... Era uma trabalheira dos pecados, fumaça e muita energia despendida. Até o dia em que vi na internet, um acendedor elétrico em forma de um garfo estilizado que, basta colocá-lo na churrasqueira, cobri-lo com carvão e ligar na tomada. Dentro de 5 minutos as brasas já estão prontas para uso. Basta retirá-lo, deixar esfriar e guardar para o próximo evento. Custo dessa maravilha? Cerca de R$ 70,00, com frete incluso.
Escolha das carnes


Para mensurar a quantidade de carnes que será servida, há que se levar a conta quantidade de pessoas. Nos casos em que o convite é apenas para o almoço, os especialistas consideraram a porção ideal de 300 gramas por convidado, mas se o churrasco começa por volta das 11 e se estende até as 16, 17 horas, pode turbinar para 500 gramas per capita, sem medo de errar. As carnes devem ser escolhidas para agradar o paladar de todos e, dessa forma, além da inigualável picanha, há as pessoas que não dispensam um suculento cupim, - bem gordo, de preferência, - outros adoram um frango bem dourado e, se você estiver no Nordeste, jamais dispense um bom corte traseiro de carneiro.

O mercado já disponibiliza outras opções de toscana para sair do binômio mista ou frango, como a linguiça ao molho de ervas finas ou apimentada, sem contar os cortes importados dos vizinhos Argentina e Uruguai. Também é muito importante comprar gelo suficiente para não faltar, 2 kg de sal grosso e 20 kg de carvão.

No dia do evento
Para gelar rapidamente as bebidas - churrasco perfeito não combina com bebidas “meio geladas”, - uma dica conhecida mas ainda eficaz, é colocar as latinhas ou garrafas em um recipiente (balde, bacia, tanque) e cobri-las com o gelo. Daí, é adicionar cerca de 100 ml de álcool e sal refinado junto com o gelo. Entre 5 e 10 minutos, as bebidas já estarão geladíssimas, no ponto para fazer sucesso com os amigos.

Cronograma

Se no cardápio tiver a famosa costela, precisa começar a assar 4 ou 5 horas antes e colocá-la em um espeto no alto da grelha. Nas churrascarias de beira de estrada, o usual é servir o frango e a linguiça como entrada, mas em sua casa você pode perfeitamente inovar e já começar com lâminas de picanha ao ponto, acompanhadas de pão de alho. Fazem o maior sucesso. Não esquecer também do gosto variado dos seus convivas: uns preferem a carne bem passada, outros ao ponto e alguns outros com “o boi ainda berrando”. Gosto... cada um tem o seu!


E tem sobremesa de churrasco? Claro que tem: um abacaxi salpicado com canela é por demais apreciado no fim de um bom churrasco Escolha os frutos maduros para que ele não tenha tanta acidez na hora de servir.

Bom apetite!

QUER TER UMA DAS MELHORES VISTAS DE ROMA? VISITE A CÚPULA DA BASÍLICA DE SÃO PEDRO

Considerada uma das maravilhas da arquitetura Ocidental, a cúpula do Vaticano é vista de quase toda a cidade de Roma. Com seus imponentes 132 m de altura, o equivalente a um prédio de 44 andares, atrai visitantes do mundo inteiro. Possui uma vista 360° de toda a cidade de Roma, um verdadeiro espetáculo!

A Basílica de São Pedro é a maior igreja do cristianismo no mundo, de fato, há dimensões imensas: 186 metros de comprimento, a nave central mede 46 metros, a cúpula principal tem 136 metros de altura com um diâmetro de 42.

A enorme fachada tem 114 metros de largura e 47 de altura, e todo o interior há uma área de 22.000 metros quadrados e pode conter vinte mil pessoas. Possui 45 altares, 11 capelas e algumas das mais importantes obras de arte do mundo.

Sem querer ter a pretensão de mergulhar na história dessa joia da arquitetura mundial, vejamos um resumo sobre sua construção, acesso e singularidades.

551 degraus


Chegar até o topo da cúpula não é muito simples, nem recomendado a todos. São nada menos que 551 degraus, do chão até o topo da cúpula. Para quem não quer encarar todo esse percurso em escada, ou tem alguma limitação, dá para pegar o elevador e economizar 231 degraus. Faltarão “apenas” 320... Os que optam pelo elevador entendem que são os 7 euros mais bem gastos de toda a viagem, ressaltando ainda que são 5 euros para subir tudo pela escada.

A primeira etapa é tranquila, apesar da fila e do tamanho pequeno do elevador, desfruta-se de uma vista legal do Vaticano e é possível adentrar a cúpula e ver as pessoas visitando a basílica lá embaixo. O mais impressionante é que os desenhos que mal eram vistos lá de baixo, se tornam enormes mosaicos com mais de 3 metros de altura.

Para muitos, o passeio já vale a pena até ali. Pessoas cardíacas, claustrofóbicas e com problemas para subir escadas, recomenda-se que parem nesta parte da visita e retornem, pois daí pra frente é bem puxado e não tem como desistir. Como os corredores das escadas são muito estreitos, é preciso terminar todo o trajeto. A descida é apenas pela outra escada, que se inicia no topo da cúpula.

Vista é 360°


Lá de cima, a vista é de 360°. Dá para circular em volta de toda a cúpula. Dá para fotografar todo o Vaticano, a Praça de São Pedro, o Castelo Sant’Angelo… Até mesmo o Coliseu e o monumento a Vítor Emanuel II (Vittoriano)!

Na descida, o ritmo é o mesmo da subida, com a diferença que pra descer o esforço é menor. Saindo da cúpula, a opção é parar no café em cima da basílica e tomar pelo menos um sorvete enquanto descansa e compra algum souvenir.

Para descer, há novamente um elevador que te deixa dentro da basílica, próximo ao museu do tesouro. Para encerrar a visita, é possível lembrar dos tempos em whats app, comprar um cartão postal e enviar para os amigos e familiares do serviço de correio do Vaticano.
Informações úteis:
Cúpula do Vaticano – Endereço: Piazza San Pietro, 00120 Città del Vaticano, Vaticano

Preço: Acesso exclusivo por escadas (551 degraus): 5 euros.

           Elevador + escadas (320 degraus): 7 euros.

Funcionamento: Aberto nos mesmos dias e horários da Basílica de São Pedro

terça-feira, 28 de junho de 2016

Alimentação saudável: o que é verdade, o que é mito e o que é noia



Dados de pesquisas sobre alimentação são divulgados periodicamente e, não raro, se contradizem. O ovo que era um grande vilão há alguns anos, hoje se tornou uma panacéia, desde que não seja frito. A carne vermelha, um terror do ser humano, permanece sendo a principal fonte de proteína, desde que não contenha muita gordura

Diante de tanta controvérsia, deve-se estar atento pois nem tudo o que se ouve é verdade ou mentira, para que não saiamos por aí cortando determinados alimentos da dieta ou incluindo alguns outros que. Não necessariamente, fazem bem à saúde.

Veja abaixo, alguns 20 mitos e verdades sobre o que faz bem e mal à saúde. As informações abaixo não têm a pretensão de ser o supra sumo da verdade, mesmo porque, nesse mesmo instante, podem estar sendo divulgadas informações controversas. Vamos a eles:

1. O leite é a maior fonte de cálcio: Mito
O leite não é a maior fonte de cálcio. Os vegetais têm mais cálcio que o leite e é bem mais absorvido. Interessante é o fato de haver mais casos de osteoporose nos países onde há maior consumo de leite. Os vegetais, em relação ao leite, têm ainda a vantagem de não ter colesterol e de possuírem muito mais proteínas, ferro e fibras.

2. O leite auxilia no sono: Verdade
O leite tem propriedades promotoras do sono. É rico em triptofano (o qual é convertido no organismo em serotonina, que ajuda a adormecer). Mas o leite deve ser sempre desnatado, pois a gordura estimula a actividade digestiva, mantendo-a acordada à noite.

3. Beber sumos de frutas é melhor para a saúde: Mito
Os sumos de fruta não têm a fibra para inibir a absorção da frutose e evitar assim a elevação súbita da glicemia.

4. Os adoçantes são melhores para a saúde: Mito
Os adoçantes artificiais provocam danos lentos e silenciosos no sistema nervoso central, além de aumentarem a vontade de comer doces, elevando assim a glicemia. Podem provocar espasmos musculares, estado confusional, cefaléias, queda de cabelo e fibromialgia.

5. Os óleos têm muito colesterol: Mito
Os óleos têm origem vegetal e portanto não têm colesterol. O colesterol é sintetizado pelos seres animais e não está presente em nenhum produto de origem vegetal.

6. Alguns sintomas ajudam a perceber que o colesterol está elevado: Mito
O organismo não dá sinais de que o colesterol está elevado. Só quando já está com as artérias obstruídas é que surge o enfarte e o AVC.

7. O colesterol não é benéfico para o organismo: Mito
O colesterol é uma molécula natural do corpo humano e é essencial para a formação das membranas celulares e para a síntese hormonal.

8. O ovo tem muito colesterol: Mito
O ovo tem apenas 213 mg de colesterol/unidade, mas grande parte não é absorvido. A lecitina do ovo diminui a absorção do colesterol. Além disso, o ovo possui várias vitaminas do complexo B, A e D, zinco, fósforo, ácido fólico, todos importantes para o cérebro (formação de novos neurônios e capacidade cognitiva).

9. Margarina é mais saudável que a manteiga: Mito
A margarina sofre processo de hidrogenação tornando-a gordura saturada.

10. A natação é o exercício mais completo. Mito
Não serve para prevenir a Osteoporose, pois não exerce impacto e tração nos músculos que protegem contra a doença.

11. Comer maçã nos intervalos das refeições é útil para combater a "fome". Mito
A maçã tem acidez que estimula a produção de ácido gástrico. E tem na sua composição o ácido málico, o qual faz com que a digestão seja mais rápida, aumentando a sensação de fome.

12. Café faz mal à saúde. Mito
O café combate a fadiga e melhora o desempenho cerebral (memória e capacidade de concentração). Tem efeito analgésico e estimula a função renal. No entanto, em pessoas com insónias e arritmias pode ser problemático. Máximo recomendado: 2 cafés/dia.

13. Óleo de coco tem muito colesterol. Mito
É o melhor de todos os óleos e como é vegetal não tem colesterol.

14. Cafeína pode elevar a glicemia. Verdade
A cafeína pode diminuir a sensibilidade à insulina, aumentando os níveis glicêmicos, principalmente nos diabéticos.

15. A natação faz perder peso. Mito
Para perder peso é necessário aumentar a temperatura do corpo para queimar calorias. A água mantém o corpo frio, impedindo a queima de calorias.

16. A carne de porco é a mais rica em colesterol. Mito
O lombo de porco apresenta menos quantidade de colesterol que o frango. Vários estudos evidenciam que a carne suína possui maior conteúdo de aminoácidos essenciais e vitaminas do complexo B, semelhantes aos do ser humano.

17. A soja tem menos calorias que a carne bovina. Mito
Cada 100 g de soja fornecem 300 Kcal, enquanto a carne bovina fornece 179 Kcal. A soja tem 69% do seu valor calórico composto por proteínas e 27% por hidratos de carbono, enquanto a carne bovina tem 52% de proteínas, sendo o restante gordura.

18. Pão tostado engorda menos que pão normal. Mito
100 g de tosta contêm 433 calorias enquanto o pão branco tem 286 calorias. A tosta tem menos água na sua composição, levando a maior concentração de hidratos de carbono, proteínas e gorduras.

19. Comer antes de deitar engorda. Mito
O ganho de peso não se dá com o ato de comer antes de dormir, mas sim com a quantidade de calorias ingeridas durante o dia. E ir para a cama com fome por ter ingerido poucas calorias durante o dia aumenta o tempo em que o corpo ficará em jejum e desacelera o metabolismo, evitando a perda de peso.

20. Sumo de beterraba evita a anemia. Mito
A beterraba possui muito pouco ferro, enquanto a carne vermelha possui cerca de sete vezes mais, além de ser mais facilmente aproveitado pelo organismo.

IV Festival Internacional da Sanfona em Juazeiro contará com a presença de instrumentistas do Brasil, Estados Unidos e Austrália


,A programação é gratuita e inclui concertos, oficinas, workshops, exposição e shows. Evento, que acontecerá no Centro de Cultura João Gilberto e na Orla Nova de Juazeiro – BA, vai de 13 a 16 de julho



O mais nordestino dos rios brasileiros, o São Francisco, será paisagem e cenário para o IV Festival Internacional da Sanfona que acontece entre os dias 13 e 16 de julho, no Centro de Cultura João Gilberto e na Orla Nova de Juazeiro - BA. 


Cerca de 50 mil pessoas assistirão Chico Chagas, Mestrinho, Targino Gondim, Oswaldinho, Renato Borghetti e o Quinteto Sanfônico da Bahia, se unirem aos músicos internacionais Murl Sanders, dos Estados Unidos, e Cathie Travers, da Austrália, para mostrar toda a diversidade do acordeom.

Durante os quatro dias, o festival terá uma série de outras atividades, como: concertos, workshops, exposição e oficinas ministradas pelo sanfoneiro Edglei Miguel, que devem movimentar também a vizinha pernambucana Petrolina e todo o Vale do São Francisco.

"Queremos que o público faça uma viagem pelas culturas de Norte e Sul do Brasil, de leste a oeste desse mundão. De Pixinguinha a Villa-Lobos, de Sivuca a Vivaldi, de Tom Jobim a Piazzolla, com ênfase para as notas musicais e o dedilhar genial de Dominguinhos e de Gonzagão.

Referências maiores da nordestinidade neste instrumento que tocamos abraçados e é um dos mais populares da música brasileira”, adianta o sanfoneiro e cantor Targino Gondim, que também é curador e diretor artístico do evento.

O IV Festival Internacional da Sanfona é uma realização da Toca Pra Nós Dois em parceria com a Conspiradoria Projetos e Produções.

Fonte: site do festival

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Joquinha Gonzaga, sobrinho de Gonzagão, é apenas mais um artista expurgado do São João do Nordeste



Todo ano é a mesma coisa: as prefeituras afirmam não ter verba para contratar forrozeiros autênticos, mas pagam verdadeiras fábulas para sertanejos, axezeiros, pagodeiros e bandas que produzem um som inteligível onde a voz do cantor é abafada pelo som dos instrumentos e, a essa aberração, eles teimam em dar o nome de forró

Um dos nomes mais tradicionais do ritmo, o forrozeiro Joquinha Gonzaga é uma das vítimas dessa política que teima em massacrar a cultura nordestina em favor de nomes ditos ‘da moda’. Para se ter uma ideia da inversão de valores, no ano passado ele fez 12 apresentações no período junino. Este ano teve um único show, na Praça de Campo Grande, na programação da Prefeitura do Recife. João Januário Maciel, neto do sanfoneiro Januário, e sobrinho de Luiz Gonzaga (é filho de Raimunda Januária, ou Muniz, irmã do Rei do Baião), é o único parente próximo de Gonzagão que ainda mora no Exu e que teima em manter viva a tradição do seu tio.

Mais do que sobrinho, Joquinha tocou com o tio durante 40 anos, mas em 2016 não toca nem em Exu, a terra natal do forró. “Aqui, onde foi criado o São João de Luiz Gonzaga, a gente não tem oportunidade de tocar”, comenta o forrozeiro.

O sobrenome não ajuda

Pelo visto, o sobrenome que carrega não ajuda a abrir portas. Joquinha Gonzaga diz que fez uma peregrinação por várias cidades tentando ser contratado. Foi a Caruaru, Campina Grande e Petrolina ­ entre outras ­, e a desculpa sempre foi a mesma: ninguém tem dinheiro. “O pior é que eles pagam um absurdo a estes sertanejos da Globo e pra gente não tem dinheiro. O meu cachê é de R$ 15 a 25 mil, dependendo do lugar onde for. Porque a gente paga hospedagem, alimentação da banda e isso varia a cada lugar”. O sanfoneiro viajou o Sertão inteiro com Luiz Gonzaga. Era roadie, motorista e músico.

“Toquei sanfona com ele. No começo, ainda pequeno, era o triângulo, pra ganhar um cachezinho. No meio do show, tio Gonzaga me botava pra tocar umas duas músicas. Brincava dizendo pra pagar porque o pessoal estava gostando muito de mim e eu iria atrapalhar o show dele. Tio Gonzaga fortaleceu o São João, e hoje a gente está perdendo tudo isso. Ele foi embora, Dominguinhos foi embora, e agora é o que eles querem.”, lamenta o sobrinho de Lua.

A época em que Joquinha Gonzaga fez mais shows no São João foi quando viajava com o grupo de Luiz Gonzaga. Entre 20 a 30 apresentações por temporada junina.”No interior do Nordeste não se valoriza o forró autêntico. Contratam bregas, gente de fora. A nossa cidade vai fazer uma festa em setembro, aniversário do Exu. Já tem um tititi aqui que vão trazer Aviões do Forró e Leonardo, mas para o São João não tem dinheiro”, ironiza Joquinha.

Homenagens a Gonzagão

Antes do aniversário, Exu presta homenagem a Luiz Gonzaga, em mais um aniversário de sua morte (faleceu em 2 de agosto de 1989). Joquinha Gonzaga diz que até agora não há patrocínio para o evento e as autoridades lembram que falta dinheiro ao Estado: “A festa de Gonzagão está morrendo. Tem a de agosto e a dezembro, que é a principal, a do nascimento. Pra se ter bem uma ideia, para a festa de dezembro do ano passado, o governo deu R$ 120 mil pela Empetur, que até agora não pagou. Estamos devendo aos músicos até agora. Com o cachê de um Safadão daria para fazer duas festas de Gonzagão no Exu”, conclui Joquinha Gonzaga.

Cachês milionários

Essa é a realidade e mostra o quanto o Nordeste ainda mostra a suldependência em vários setores, em detrimento dos seus valores e suas tradições mais representativas. Durante o ano, sertanejos das antigas e até os new sertanejos fazem a festa em todo o Nordeste, embolsando gordos cachês, mas nas últimas edições do São João vem se verificando um verdadeiro “trem da alegria” desse segmento, até em cidades onde se mantinha a chama do autêntico forró como Caruaru PE e Campina Grande PB.

Em 2016, a cidade Irecê BA, extrapolou todos os limites e resolveu trazer para o São João nomes inusitados e que, há anos, estão em decadência, como Jerry Adriani, Agnaldo Timóteo, Julio Nascimento e, pasmem, Bartô Galeno. Uma verdadeira punhalada na cultura nordestina, bancada com dinheiro público.

Referência: JC online

Com participação de Marcos Paiva, Vânia Bastos lança o 'Concerto para Pixinguinha'


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O álbum Concerto para Pixinguinha é um dos mais bonitos tributos dos últimos tempos ao carioca mestre do choro, resultado das apresentações que a cantora Vânia Bastos e o contrabaixista Marcos Paiva fazem há mais de três anos pelo Brasil 

No mercado fonográfico em junho de 2016, o álbum Concerto para Pixinguinha traz o registro do show feito por Vânia Bastos - cantora projetada nos anos 1980, associada ao movimento musical conhecido como Vanguarda Paulista - com o contrabaixista Marcos Paiva. 

O disco Concerto para Pixinguinha inaugura o selo Conexão Brasil, aberto pelo produtor paulista Fran Carlo, diretor artístico do disco e idealizador do show em que Vânia e Paiva abordam o cancioneiro do compositor carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897 - 1993), o Pixinguinha. 

Entre sucessos como a valsa Rosa(1917) e Lamento (Pixinguinha e Vinicius de Moraes, 1966), a dupla pesca pérolas como o Samba de fato (Pixinguinha e Cícero de Almeida, 1932) e Isso é que viver (Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho, 1967). 

Marcos Paiva assina a produção musical do Concerto para Pixinguinha, disco ao vivo que tem capa feita pelo designer Luciano Murina a partir de foto de Vinícius Campos.

domingo, 26 de junho de 2016

Em “Turno da Noite”, Aguinaldo Silva revela uma faceta que poucos conhecem: a de repórter policial



Desde o dia 23 de abril, Aguinaldo Silva postou em uma conta das redes sociais, “Vou publicar livro novo: "Turno da Noite". É de memórias e nele eu conto TUDO! Vai dar o que falar.” Como autor de novelas, a maioria dos brasileiros conhece Aguinaldo Silva, mas ele também se revela como romancista

A íntima relação de Aguinaldo Silva com a escrita começou cedo. Publicou seu primeiro romance pouco antes de completar dezoito anos e logo estreou como repórter. 


Sua vida como jornalista daria uma novela com lances dramáticos e episódios extraordinários, todos narrados na primeira parte deste livro, que traz as memórias de sua juventude no Recife dos anos 1960 e na efervescente cena cultural carioca da década de 1970.

A partir de 1969, Aguinaldo passou a se interessar pela reportagem policial. Junto à apuração dos fatos, imprimiu um tom pessoal às matérias, produzindo textos inesquecíveis sobre o mundo do crime e da violência policial, muitos deles reproduzidos na segunda parte deste livro.

No livro, Aguinaldo mostra um roteiro da sua trajetória, desde a publicação de seu primeiro romance, que lhe abriu as portas do jornalismo, até a experiência com a reportagem policial, seja em um jornal de grande circulação, seja na chamada imprensa alternativa, em periódicos como Opinião, que teve parte da sua existência na clandestinidade.

Em “Turno da Noite”, fica patente que a veia jornalística sempre esteve latente, mesmo quando ele dedicava a um produto menos nobre como a produção de novelas. Diferentemente de vários contemporâneos, Aguinaldo manteve a sua verve literária para recontar um fato real, mesmo que o fator tempo fosse sempre um agravante na tarefa de construir um texto e dar a forma que ele idealizou.

ENCONTRADA CRÔNICA INÉDITA E ANÔNIMA DE MACHADO SOBRE A PERDA DA MÃE QUANDO TINHA NOVE ANOS

“Minha mãe morreu tão cedo!...” Assim um dos mais renomados escritores da história do Brasil começa o poema no qual ele chora a perda da mãe, quando contava com apenas nove anos de idade

Vários sites de notícias noticiaram ontem, 25, a descoberta de uma crônica inédita de Machado de Assis, na qual o escritor chora a perda da mãe, que se deu quando ele tinha apenas nove anos. 

Apurou-se ainda que o autor da descoberta é o pesquisador independente Felipe Rissato. A Revista Brasileira, editada pela Academia Brasileira de Letras, publicará o texto na íntegra.

sábado, 25 de junho de 2016

“Poesia e Prosa com Maria Bethânia” é o programa que será comandado pela cantoria baiana a partir de 03 de julho


Com tanto programa execrável na TV brasileira, eis que surge um ponto fora da curva: no dia 3 de julho, às 22h, estreia no canal Arte 1 o programa “Poesia e Prosa com Maria Bethânia”, onde ela receberá convidados do universo acadêmico e musical para fazer um resgate da poesia nacional 

A atração traz a cantora e compositora Maria Bethânia recebendo convidados do universo acadêmico e musical para fazer um resgate da arte de declamar poemas. A série da produtora Cine Group tem quatro episódios, nos quais Bethânia emociona ao debater e desvendar poesias. O projeto democratiza a escrita poética ao levar para lares de todo o país debates sobre as obras de Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Castro Alves e João Cabral de Melo Neto. A produção conta com direção geral de Mônica Monteiro e foi executada com recursos do canal Arte 1, do Grupo Bandeirantes.

Caio Carvalho, diretor executivo do canal, explica que o “Poesia e Prosa com Maria Bethânia” promove um diálogo entre diferentes tipos de artes. É levar para o público brasileiro algo que está presente mais na sala de aula, mas com uma linguagem que ultrapassa o caráter acadêmico e torna a poesia sedutora e acessível a todos: “Foi um privilégio para o canal Arte 1 abrir a sua tela para a arte da poesia e da prosa com Maria Bethânia recebendo seus convidados especiais com toda sua alma e talento.”

Convidados ilustres

Juntar artistas que fazem raras aparições, principalmente em programas de televisão, com acadêmicos _especialistas nas obras dos poetas retratados_ mostra a força que “Poesia e Prosa com Maria Bethânia” nos cenário musical e literário. O programa nasceu principalmente da vontade de Bethânia em levar expressões artísticas distintas para todos os cantos, promovendo conhecimento cultural e acadêmico em uma única experiência.

A historiadora Heloisa Starling trabalhou na idealização e coordenação da pesquisa da série. “‘Poesia e Prosa com Maria Bethânia’ apresenta a arte de bem cuidar da palavra poética no Brasil. A televisão brasileira vai reunir pela primeira vez compositores, especialistas em literatura brasileira, intelectuais e professores em torno de Maria Bethânia com uma só intenção: explorar os caminhos que fazem a poesia circular livremente entre o livro e a canção, entre a prosa literária, a poesia da canção e o poema escrito. 

É preciso que os brasileiros se sintam cada vez mais próximos dos escritores, dos poetas, dos compositores populares. A cantora diz ‘os nomes dos poetas populares deveriam estar na boca do povo’. Ela tem razão. Para estar na boca do povo, a poesia também precisa ser transmitida pela TV. Maria Bethânia é hoje a mais requintada intérprete do Brasil, capaz de explorar, por meio da voz e da interpretação, com talento e audácia, as possibilidades de nossa língua poética. Quem melhor do que ela para levar poesia à casa dos brasileiros?”, comenta a pesquisadora.

O programa de TV é inspirado no “Caderno de Poesias” (Editora UFMG), lançado pela cantora em dezembro do ano passado. O livro reúne poemas, canções e textos literários selecionados por Maria Bethânia e ilustrados com obras de renomados artistas plásticos brasileiros.

A cada programa

A estreia traz o músico Caetano Veloso, irmão de Bethânia, e a professora da USP (Universidade de São Paulo) Nádia Gotlib falando da linguagem, delicadeza e percepção da escritora Clarice Lispector (1920-1977). Nádia é biógrafa de Clarice Lispector. O programa contará ainda com o depoimento do artista plástico e pesquisador Roberto Corrêa dos Santos. Ele é professor da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e organizador dos livros “As Palavras” e “O Tempo”, baseados na obra de Clarice Lispector. Bethânia interpreta trechos de contos e crônicas da escritora, como “As Três Experiências” e “Maio, a Perigosa Yara”. A cantora e Caetano interpretam ainda canções compostas para o espetáculo apresentado por Bethânia nos anos 1980, inspirado no livro “A Hora da Estrela”. Cada programa tem meia hora de duração.

O segundo programa é sobre a obra de Guimarães Rosa (1908-1976). O escritor revelou um sertão mágico por meio da sua linguagem e realizou uma das obras mais significativas da literatura brasileira: “O Grande Sertão: Veredas”. Embaixador, historiador e membro da Academia Brasileira de Letras, Alberto da Costa e Silva participa da conversa ao lado do cantor e compositor Paulo César Pinheiro, autor de “Matita Perê”, clássico da música brasileira, inspirado na obra do poeta. O programa contará com depoimentos do escritor moçambicano Mia Couto e da escritora e pesquisadora Ana Maria Machado.

No terceiro episódio, é a vez de visitar o trabalho de João Cabral de Melo Neto (1920-1999). O poeta não se interessava por uma poesia que expressasse os seus sentimentos, mas que despertassem sentimentos no leitor. O professor Wander Miranda, que dá aulas de teoria literária e literatura comparada na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e o cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Hollanda são o convidados da edição. Ainda bem jovem, Chico fez algo impensável na época e musicou trechos do poema “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto.

A série é encerrada com Bethânia recebendo Alberto da Costa Silva, a professora de história e filosofia do colégio estadual Vicente Jannuzzi (RJ) Vânia Aparecida e o cantor e compositor Jorge Mautner para falar de Castro Alves (1847-1871), poeta que teve uma vida breve e intensa, morrendo aos 24 anos. “Navio Negreiro”, sua principal obra, descreve os horrores da escravidão. Bethânia recita esse poema e outros da fase romântica do escritor, como “Adormecida”. Ao lado de Mautner, ela entoa “Negro Blues.”

“Poesia e Prosa com Maria Bethânia”

Estreia: 3 de julho, às 22h


Fonte: Notícias de Fato

Memorial da América Latina recebe festival com música e cultura do continente


Pelo quarto ano consecutivo, a cultura e a culinária de países latino-americanos estão representadas no Memorial da América Latina na festa Soy Latino. A edição deste ano, que acontece hoje (18) até as 21h, tem na programação apresentações culturais e comidas típicas da Argentina, Colômbia, Bolívia, de Cuba, El Salvador, do Peru, Chile, México, Equador e Paraguai. No ano passado, cerca de 10 mil pessoas passaram pela festa, segundo a organização


Entre as apresentações musicais deste sábado estão o grupo Quimbara (Cumbia e ritmos latinos), a DJ Gabriela Ubaldo do coletivo Macumbia e a cantora Celina Castro, de El Salvador. Grupos folclóricos tradicionais também marcarão presença, como os mexicanos Mariachis, os peruanos do Quinchamalí e, representando a Bolívia com apresentações de hip hop, o Santa Mala. Além disso, para quem quiser aprender passos de dança, o professor cubano Andres Martinez dará uma aula aberta de salsa e merengue.

Integração

O peruano Ives Berger, diretor e idealizador do festival, vive no Brasil há 15 anos e percebeu que as comunidades latinas faziam seus eventos separadamente. “Daí vi que o brasileiro não se integrava. Pensei por que não juntar todo mundo e convidar os brasileiros? Por aí já se passaram quatro anos”. Segundo ele, um dos destaques da programação é a aula de dança. “É uma mega aula e uma forma sutil de convidar o brasileiro a curtir nossa cultura.”

Berger ressaltou a importância da integração entre os povos, porque a maioria dos estrangeiros latinos vivem em guetos e o festival os convida a transitar pela cidade, já que, segundo ele, a xenofobia tem crescido no país. “É bonito ver um, dois bolivianos, cinco peruanos, mas 50, 100 mil cria esse sentimento de xenofobia. Com estes eventos mostramos que não viemos como intrusos e temos mais coisas em comum com os brasileiros do que parece.”

A professora Mônica Amâncio Dias foi ao evento com o marido e diz que pare eles o principal atrativo é a culinária variada. “O ambiente é bom, o local é de fácil acesso e nós acabamos conhecendo outros paladares. Para mim, é muito interessante porque gosto de culinária e aprecio sentir outros gostos.”

O casal de namorados peruano Elisabete Ferreira Sclavo e Eduardo Quiroga nunca havia ido ao festival, mas ao passar perto do memorial resolveu conhecer a festa. “Estou no Brasil há mais de quatro anos e não conhecia esta feira. Vamos sentar para ouvir a música e comer alguma coisa. A integração é importante. Estou procurando a comida peruana para matar um pouco a saudade”, contou Elisabete.


Fonte: EBC

40 anos da UEFS: um marco na interiorização do ensino superior na Bahia



Comemorando suas quatro décadas, a Universidade Estadual de Feira de Santana - Uefs, marcou o início das ações que visavam dotar o interior da Bahia de uma instituição de ensino superior já que, até então, todas as faculdades estavam instaladas na capital, Salvador

No final da década de 60, engatinhavam as ações que passavam a ser norteadas pela Teoria do Capital Humano, que entende a educação como um investimento pessoal e social que gera desenvolvimento econômico uma política de educação (plano integral de educação), voltada para a ampliação e expansão do sistema de ensino em todos os níveis. 
Dentro desse prisma, o processo de interiorização teve início com a instalação de Faculdades de Formação de Professores nas principais cidades interioranas, sedes das regiões administrativas do Estado, que passaram a atuar como distritos geoeducacionais.
FUFS

Criada como Faculdade de Educação, em 1970, foi incorporada pela Fundação Universidade de Feira de Santana – FUFS e vinculada à Universidade Federal da Bahia. A FUFS como entidade autônoma foi autorizada instalada, solenemente, no dia 31 de maio de 1976, com o seguinte elenco de cursos: Licenciatura de 1º e 2º graus em Letras – Inglês/Francês; Licenciatura Plena em Ciências, com habilitação em Matemática e Biologia e em Ciências 1º grau; Licenciatura Plena em Estudos Sociais, com habilitação em Educação Moral e Cívica e em Estudos Sociais 1º grau; e mais os cursos de Enfermagem, Engenharia de Operações – Modalidade Construção Civil, Administração, Economia e Ciências Contábeis.

Prédio do CUCA


Com a criação dos Bacharelados em Economia, Contábeis e Administração, iniciou-se a demanda dos candidatos a universitários, cujas oportunidades se restringiam até então, à UFBA, Universidade Católica e Faculdade Visconde de Cairu, todas situadas em Salvador. O primeiro vestibular para os citados cursos se deu no segundo semestre de 1976, cujas turmas registraram uma grande quantidade de alunos de meia idade, que não tiveram, quando jovens, a oportunidade de fazer um curso superior na capital. 
Assim, as salas estavam repletas de empresários, bancários, contabilistas, funcionários públicos, todos já apresentando os cabelos grisalhos, ao lado de alguns jovens. Essa mistura de jovens com alguns já integrantes de um grupo de pais de família, contribuiu bastante para os debates em sala de aula, com um gama de linhas de pensamento que, em muitos casos, geravam acaloradas e frutíferas discussões, notadamente nos campos da política e da economia.

Os quatro primeiros semestres foram feitos no prédio onde hoje funciona o Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA, até que as primeiras obras do campus do Portal do Sertão ficassem no ponto de receber os três cursos, o que ocorreu em 1978, com a instalação inicial dos cinco primeiros módulos.

Ditadura militar

Como estávamos em pleno regime da ditadura militar instalada em 1964, na luta por melhores condições de ensino, alguns alunos ensaiaram aquele que seria o embrião do primeiro movimento grevista, mas foram de logo demovidos da idéia sob pena de prisão afinal, estava em vigor a norma militar que classificava as greves de qualquer espécie como ilegais e, dessa forma, sujeitava os participantes à prisão e instauração do competente inquérito militar.

No início dos anos 80 e, claro, durante a vigência da ditadura, verificou-se um fato que se tornou um marco na UEFS. Um determinado professor de Economia que era Capitão do Exército, chegou à sala de aula para aplicar uma prova, fardado e com todos os galões inerentes à sua patente. Distribuiu as folhas de respostas, colocou o quepe, cruzou os braços atrás das costas e, sem esquecer o óculos Ray Ban Aviador, ficou de pé no meio da sala, em posição de sentido. Muitos alunos entregaram a prova em branco, uns tantos rabiscaram algumas palavras e pouquíssimos responderam a prova na sua plenitude. Resultado: apenas duas anotas acima de 6 e a prova acabou sendo anulada.

De FUFS a UEFS


Em dezembro de 1980, no bojo de um processo de Reforma Administrativa do Estado, é extinta a Fundação Universidade de Feira de Santana – FUFS –, através da Lei Delegada nº 11, de 29.12.80, sucedida pela Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS e como Universidade, a instituição engaja-se no sentido de garantir a sua realização como espaço livre e autônomo de criação de conhecimento, de convivência dialética e de constante avaliação crítica, tornando-se uma universidade integrada em si mesma e à sua região: cresce institucionalmente, amplia a área de influência e atuação, aperfeiçoa o processo acadêmico, consolida o campus.

Vale ressaltar que, enquanto FUFS, o ensino era custeado pelos estudantes e a mensalidade não era das mais acessíveis, o que limitou bastante o número de candidatos nos primeiros vestibulares. Restava a opção do Crédito Educativo, - o FIES de hoje, - que, além de pagar à Fundação, ainda disponibilizava uma determinada quantia para o aluno se manter. Apenas quando se tornou UEFS, o ensino passou a ser gratuito, bancado pelo Estado.

Com o funcionamento pleno de todos os módulos, a Universidade Estadual de Feira de Santana decidiu pela criação do Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), destinado a ocupar toda a área da antiga escola, com cerca de 1200 m2, e do próprio prédio da Escola Normal. Este prédio foi então adaptado para receber o Museu Regional de Feira de Santana, outra entidade independente, nascida em 1967, que tendo sido incorporada à UEFS, e rebatizado como Museu Regional de Arte, em 1995, passou a ter no CUCA a sua sede atual e, ao mesmo tempo, conferir a identidade visual do principal órgão de cultura da Universidade e da sociedade feirense.

Ao longo desses 40 anos, a UEFS expandiu-se e concentrou suas ações no centro-norte baiano, território que integra o semi-árido, está presente em cerca de 150 municípios baianos, em cumprimento do seu objetivo social que é preparar cidadãos para o mundo.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Inteligência artificial escreve roteiro, compõe trilha sonora e participa de festival de filmes de ficção científica


Algoritmo Benjamin, primeiro robô a escrever o roteiro de um filme, é o autor de Sunspring, onde também compôs a trilha sonora e depois trapaceou para ganhar o prêmio — cancelado por fraude geral, inclusive dos concorrentes humanos

Inteligência artificial foi programada para escrever roteiros de filmes e criou roteiro de ficção científica que resultou em um curta-metragem.

"H. tira um livro de uma prateleira, olha algumas páginas enquanto fala e o coloca de volta.

H.: Em um futuro com desemprego em massa, os jovens são obrigados a vender sangue. Essa é a primeira coisa que eu posso fazer.

H2.: Você deveria olhar os meninos e ficar quieto. Eu deveria ser a pessoa que chegaria aos 100 anos de idade."


Esse é um trecho de ‘Sunspring’, um curta-metragem de 9 minutos escrito por uma inteligência artificial que se autodenominou Benjamin- ou seja, um robô.

Lançado no dia 9 de junho pelo site Ars Technica, o filme é uma narrativa misteriosa, que (provavelmente) se passa no futuro ou no espaço e parece girar em torno de um triângulo amoroso e assassinatos. 

Como um robô escreve um roteiro


Um roteiro de cinema é um texto que contêm não só as falas dos personagens, mas orientações sobre onde as cenas se passam, a maneira como os atores devem interpretar os textos e outros detalhes importantes para que o resultado final seja o mais próximo possível daquele imaginado pelo roteirista.

O responsável pelo software que foi capaz de escrever um roteiro foi Ross Goodwin, pesquisador em inteligência artificial da Universidade de Nova York. Goodwin, que trabalhava como escritor e é especializado em estudar a maneira como o cérebro processa a linguagem, demorou um ano para compilar os algoritmos necessários para construir o robô Benjamin.

Benjamin é um programa parecido com aqueles usados para reconhecer textos e interpretá-los - um bom exemplo são os assistentes do seu celular, como a Siri do iOS. Para treiná-lo, Goodwin alimentou-o com dezenas de roteiros de filmes dos anos 1980 e 1990.

A partir do material bruto, o robô é capaz de analisar padrões - como por exemplo, quais são as letras, palavras e frases que mais costumam aparecer associadas umas às outras nesse tipo de material. É assim que o robô é capaz de escrever seu próprio roteiro: usando outros materiais como base.

Referência: NEXO

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Obra de Picasso "Uma mulher assentada" foi vendida em leilão por US$ 63 milhões



Uma imagem de uma "Sentada a mulher" (Femme Assise) do artista espanhol Pablo Picasso deixou o martelo do leilão da Sotheby's, em Londres, por 63,4 milhões de dólares, informou a CNN


O linho, segundo informações da casa de leilões, tornou-se a mais cara obra em estilo cubista, que já exibiu na licitação e o custo inicial de obras foi de 41 milhões de dólares. O linho está escrito em 1909 e, de acordo com especialistas, ele mostra a amada artista e Fernanda Olivier. Picasso criou um padrão na vila de Horta del Ebro, na Espanha, ela refere-se ao período de sua obra, que os historiadores da arte referem-se como o mais importante e gratificante.

O leilão da Sotheby's registrou ontem, terça-feira, 21 de junho, o valor de 56,4 milhões de dólares, que foi o resultado alcançado pelo retrato da artista francesa e a modelo Joana, 36, feito Amedeo Modigliani. O linho foi um lote, em parte, o impressionismo e a art nouveau.

Embora a Sotheby's o chame de "Dedilhando a mulher de" o mais querido do trabalho é em estilo cubista, em maio de 2015, mais uma obra de Picasso na mesma direção artística foi vendido no leilão da Christie's por 179 milhões de dólares, o que é "Argelino mulheres (versão De)", escrito em 1955 e com o posterior período de criatividade do pintor.

O fundador do cubismo de Pablo Picasso, segundo estimativas de especialistas, o mais caro de artista no mundo.

Fonte: LNR Media

Shows que custarão R$10 ou R$1 com 1 kg de alimento não perecível fazem parte da celebração dos 80 anos de Hermeto Pascoal



Há exatos 80 anos, nascia na pequena cidade alagoana de Lagoa da Cana o homem que se tornaria uma das maiores referências da história da música brasileira e foi ali no meio do sertão que Hermeto Pascoal aprendeu a ouvir os sons da natureza e compreendeu que isso poderia ser levado para a música feita no palco ou nos estúdios

O mago da música brasileira, Hermeto Pascoal, completa 80 anos no próximo dia 22 de junho e ganha uma série de homenagens pelo aniversário. A Areninha Carioca Hermeto Pascoal, em Bangu, recebe apresentações dele nas próximas quarta e quinta-feira, às 21h, com ingressos a R$10 ou a R$1 mediante a doação de 1 kg de alimento. No sábado, dia 25, a Arena Fernando Torres, em Madureira, recebe a apresentação no mesmo valor, às 20h.

Em Bangu, além das apresentações do mago, a arena recebe uma exposição sobre a vida de Hermeto. A visitação acontece a partir das 18h na quarta-feira. Na quinta e na sexta, os visitantes podem conferir a mostra a partir das 15h.
“Digo que sou 100% intuitivo. Sinto as coisas e, quando quero escrever, pego o papel e faço. Mas não quero premeditar nada sobre o que vou tocar. Mesmo que faça uma lista de músicas, a gente nunca cumpre. Vão acontecendo coisas no meio do show... O começo dele já é solto, não tem jeito. Sinto umas coisas na hora e gosto de pegar todo mundo de surpresa. É lindo. Passo isso para o público”


Hermeto é conhecido como mago ou bruxo da música pela sua capacidade de improvisar sons. O músico é um dos grandes nomes do instrumental nacional. A Areninha Hermeto Pascoal está localizada na antiga Lona Cultural de Bangu.

A música universal de Hermeto não tem público-alvo, atinge qualquer um que preze a criatividade. Na novíssima geração de músicos, há muitos interessados em mergulhar na obra do alagoano.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O caboclo sonhador Maciel Melo: um dos mais versáteis e profícuos compositores do Nordeste



Música que narra parte da sua história pessoal, “Caboclo Sonhador” é um marco na vida de Maciel Melo que alcançou grande sucesso nas vozes de Flavio José e Fagner. “Minha vida é uma antes de Caboclo Sonhador e outra, depois dela isso porque a música é muito pessoal, ela é como se fosse uma carta à minha família, no auge dos meus 20 anos”, revela Maciel

O pernambucano de Iguaraci, cidade do sertão pernambucano, a 363 km do Recife, sempre teve a música como referencia já que o pai, tocador de sanfona, ensinou-lhe desde cedo que o autêntico forró pé-de-serra não se limita a sanfona, zabumba e triângulo. Vale utilizar também o violão com baixos, sopros, cavaquinho, banjo e até guitarra elétrica.

Trilhando pela música regional, Maciel Melo virou uma referência para onde se voltam tantos cantores do gênero, que vivem na região, ou os que emigraram para o sudeste: Xangai, Santanna, os citados Flávio José e Fagner, Zé Ramalho, Elba Ramalho.

O primeiro disco de Maciel Melo, "Desafio Das Léguas", foi lançado em 1989. Um disco ousado para um desconhecido, com participações de Vital Farias, Xangai, Dominguinhos e Dércio Marques, que comprovam o seu talento. Sete anos depois o álbum "Janelas" deu continuidade ao trabalho iniciado com dificuldade. No ano seguinte (1997) ele gravou o disco "Retinas".

"Só Forró"


Em 1998 o artista participou do primeiro número da coletânea Só Forró, pela Kuarup. O álbum conta com a participação de grandes artistas nacionais, como Sivuca, Xangai, Dominguinhos, Marines e Petrúcio Amorim. Em 1999 Maciel gravou o disco "Jeito Maroto"; em 2000, "Isso Vale um Abraço"; em 2001 lançou "Acelerando o Coração". Ainda no mesmo ano ele emprestou seu talento à coletânea Só Forró II (Kuarup). Nesse CD Maciel Melo gravou ao lado de nomes como Jackson Antunes, Juraildes da Cruz, Heraldo do Monte, Dominguinhos e Genaro. Já "O Solado da Chinela" foi gravado em 2002.

A temática de suas letras é fundamental para a continuidade do forró que teve as bases assentadas por Gonzagão. Não menos importante, o forró de Maciel Melo é feito para dançar. Não tem nada de forró pé-de-serra de ocasião, universitário da moda, moderno produzido em linha de montagem. É simplesmente atemporal, como toda grande música que se preze.

Livro e DVD


A Poeira e a Estrada foi tema de livro e DVD de Maciel Melo, lançados ano passado. O livro conta a história de “Neguinho de Heleno”, personagem de si. Já o disco te várias parcerias com cantores e amigos próximos como Cezzinha, Xangai, Chico Cesar. Paralelamente à escrita de o “O beco”, uma história que acontece no Recife Antigo, o artista continua compondo várias canções, contando com a parceria de nomes como Nando Cordel, amigo de anos, mas que só agora se juntaram para fazer a letra juntos.

"Velho Chico"


Neste ano, Maciel Melo enveredou pelos caminhos da teledramaturgia, participando como repentista na trama da novela Velho Chico, ao lado do seu compadre e amigo de longas datas, Xangai. Não é a primeira experiência do músico na televisão. Durante a carreira, ele já apresentou programas musicais em emissoras locais. "Isso me deixou desinibido durante as gravações", recordou Maciel, em recente.

Naná Vasconcelos será o homenageado no Festival de Inverno de Garanhuns PE


Na Catedral de Santo Antônio, de 21 a 30 de julho, acontecerá um memorável Festival de Inverno de Garanhuns, consolidado como um dos maiores eventos de arte e cultura do país

O FIG 2016 vai tomar conta de Garanhuns no frio mês de julho. Este ano, artistas e público vão aproveitar os dez dias de programação para reverenciar o percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, eterno ícone da diversidade e da riqueza cultural do povo brasileiro.

“Sua dedicação às artes, seu empenho em revelar ao mundo toda a força da nossa cultura inspiram este momento de construção do FIG. Qualidades que, certamente, estarão refletidas em uma programação diversa, plural, que vai ampliar diálogos entre tradição e novidade nas mais diversas linguagens da arte e da cultura, do jeito que Naná nos ensinou”, ressalta Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura.

Falecido no último 9 de março, Naná Vasconcelos dedicou mais de 50 anos de sua vida à arte e à cultura. Sua última participação no FIG foi em 2014, presenteando o público do Palco Instrumental com um show em parceria com o carioca Lui Coimbra. Um momento inesquecível, uma verdadeira celebração musical marcada por sons da natureza em pleno Parque Ruben van der Linden, belo ponto turístico da cidade.

Oficinas e Seminários

Na edição 2016, o FIG também vai ofertar um vasto leque de ações formativas, como oficinas, encontros e seminários. A programação está sendo construída tendo como referência a Convocatória do FIG 2016, que habilitou mais de 700 propostas de grupos e artistas nordestinos. Além de uma convocatória específica para Pontos de Cultura do estado; um Chamado para ocupação dos espaços de Artesanato e de Literatura; e ainda a Convocatória realizada pela Prefeitura Municipal de Garanhuns, importante parceira do evento.