quarta-feira, 4 de maio de 2016

Inspirada na obra de Terry Johnson, estreia a peça 'Histeria', com direção de Jô Soares



Há pouco mais de uma década, Jô Soares teve contato em Paris com “Histeria”, peça do britânico Terry Johnson, então dirigida pelo ótimo John Malkovich. De imediato, comprou os direitos, traduziu o texto e agora coloca o trabalho em cartaz, sob sua própria direção

Marcada para estrear na próxima sexta, 6, no Tuca, em São Paulo, ficará em cartaz até 31 de julho, tendo no elenco, Pedro Paulo Rangel, (que substituiu Antonio Petrin, afastado por diagnóstico de estafa), Cássio Scapin, Érica Montanheiro e Milton Levy. 

A comédia, que foi escrita em 1993, traça um paralelo entre a psicanálise e o surrealismo, quando Sigmund Freud é visitado em seu consultório, em Londres, em 1938, pelo excêntrico pintor Salvador Dalí, encontro de onde se extrai uma trama surreal com a mistura de variados estilos.

Àquela altura, Freud, já perto da morte, acabara de escapar da Europa nazista. Perturbado, é visto em situações comicamente atrapalhadas, para o encanto de Dalí, que enxerga no pai da psicanálise alguém capaz de vivenciar o que o pintor só vê em sonhos.

Erudição e bom humor

Reconhecido como uma das pessoas mais cultas do país, José Eugênio Soares, ou somente Jô Soares, já faz parte da história da arte e da cultura nacionais. Humorista de sucesso e um dos entrevistadores mais respeitados do país mantém sua vida pessoal sob discrição e a sua extensa biografia revela alguns fatos marcantes.

Nascido no Rio de Janeiro em 1938, já estudou na Suíça, sendo fluente em mais de seis línguas, fato que ele já comprovou em várias de suas entrevistas com personalidades internacionais. Como hobby, Jô costumava colecionar revólveres. O programa “Jô Soares Onze e Meia” foi um dos maiores sucessos do apresentador até hoje. Ele ficou no ar durante 11 anos no SBT e chegou a entrevistar quase 7 mil pessoas.

Quando era apenas humorista e ainda não trilhava outros caminhos como o de escritor de sucesso, Jô Soares chegou a cantar ao lado do cantor Roberto Carlos, em uma versão da história de “Os Três Porquinhos”, produzida pela Record em 1974, o apresentador viveu um dos bichinhos enquanto o Rei assumiu o papel de Lobo Mau. Tem como hobby colecionar revólveres, mas não revela se é bom atirador.

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