quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dicas para sua estadia em Foz do Iguaçu: a Região da Tríplice Fronteira que recebe visitantes do mundo inteiro


 

Com uma das molduras naturais mais bonitas do mundo, Foz do Iguaçu é praticamente uma Torre de Babel. Além dos brasileiros, argentinos e paraguaios que dividem a região da Tríplice Fronteira, a cidade é visitada por gente dos mais diversos cantos do planeta

Você pesquisou os pacotes e escolheu o destino: Foz do Iguaçu! A partir daí, é inevitável as consultas aos sites e opiniões de quem já viajou para aquela localidade, buscando dicas de passeios e as melhores ofertas para as inevitáveis compras no Paraguai.

Comigo não foi diferente e passei várias horas em frente ao computador em busca das informações para aproveitar ao máximo a minha viagem. Algumas dicas foram bastante úteis, outras nem tanto e algumas outras totalmente furadas. Assim, buscando subsidiar futuros visitantes da bela Foz do Iguaçu, enumero nessa matéria, experiências vividas há menos de uma semana, que podem servir para balizar a estada na fria mas hospitaleira cidade paranaense.

Hotéis

Na hora de comprar o seu pacote, - ou para quem viaja sem intermediação das operadoras de turismo, - fique atento aos hotéis e fuja daqueles situados na BR como a Avenida das Cataratas, pois ficam isolados e longe de tudo. Para ir a restaurantes ou qualquer outra opção no centro da cidade, a conta do taxi vai ficar bastante salgada e vai limitar os seus deslocamentos para os diversos passeios que são roteiros quase que obrigatórios na sua estadia em Foz.

Restaurantes

São várias as opções, desde as churrascarias com preços em torno de R$ 70, a 100, o rodízio, - que oferecem o serviço gratuito de leva e traz hotel/restaurante/hotel, - até as pizzarias que servem também outros pratos, com custo bem razoável. Você pode optar também pelas casas onde se cobra um preço fixo por pessoa, dentro da modalidade ‘coma à vontade’.

Taxi

Se você contratou os serviços de uma operadora de turismo ou optou por decidir seus próprios destinos, certamente vai precisar de serviço de taxi para se deslocar para os diversos passeios, a exemplo do IceBar, Cataratas, Itaipu, Marco das três Fronteiras ou as compras no Paraguai, entre outros. Aí vale negociar: há taxistas que cobram por pessoa transportada e outros que tarifam por viagem. Se conseguires juntar três ou quatro pessoas, por exemplo, opte pelos profissionais que cobram por viagem, pois o rateio barateará os custos para todos. Para o IceBar, Cataratas Argentinas ou o Paraguai, eles cobram em torno de R$ 100, por deslocamento ida e volta.

Passeios

Quase todos os destinos que são ‘figurinhas carimbadas’ de Foz cobram ingresso e nunca é demais lembrar que os tiquetes das Cataratas do lado argentino, são pagos preferencialmente em pesos daquele país. Caso esqueça-se de trocá-los previamente, o turista pode fazê-lo com os taxistas portenhos mas vai ter que se submeter ao câmbio deles que costuma ser até 50% mais caro, além do conhecido mau humor, onde eles deixam claro que, apesar de estar lhe escorchando, acham que estão fazendo um grande favor.

IceBar


O famoso bar de gelo do lado Argentino é uma atração à parte nas muitas opções das “Três Fronteiras”. Tudo lá é literalmente de gelo: copos, sofás, balcão, estátuas e, mesmo para os que se arvoram a não sentir frio, vale ressaltar que se deve ir bastante agasalhado, pois lá a temperatura é de 10 a 11 graus negativos. O custo é de R$ 60, por pessoa e estão incluídos o fornecimento da roupa térmica e as várias modalidades de drinks servidos no estabelecimento. A permanência no interior do bar é de até 30 minutos, mas muitas pessoas saem antes por não suportar a baixíssima temperatura. Mas vale a experiência de se sentir um habitante do Polo Norte mesmo estando a menos de 10 km do Brasil.

Cataratas



As quedas d’água, que podem ser vistas no lado brasileiro e também no lado argentino, são dois espetáculos ímpares, absolutamente imperdíveis e, visitar Foz e não fazer esses dois roteiros corresponde a “ir ao Vaticano e não ver o Papa”. Para esses dois roteiros vale alguns alertas importantes:

· Como exigem caminhadas, o calçado ideal é o tênis que, além de confortável protegem contra as baixas temperaturas comuns na região;

· Mesmo com sol brilhante, vale a pena levar capas de chuva pois os respingos das quedas d’água molham prá valer. Compre na porta dos hotéis onde elas custam R$ 5, pois no interior dos complexos elas saltam para R$ 15, e ambas são descartáveis, não dá sequer para guardar como souvenir;

· Outro acessório importante é a mochila onde serão acomodados, casacos, máquina fotográfica e outros apetrechos. Importante: como os passeios duram cerca de 4 horas, leve lanches e bebidas pois os preços cobrados por esses itens são estratosféricos, como R$ 12, por uma água mineral de 500 ml ou R$ 17, por uma prosaica empada;



· Dos dois lados, a população de quatis é absurdamente grande e eles transitam entre turistas já compondo o ambiente. São vários os avisos para que não se faça contato físico com eles e, principalmente, atenção com os seus lanches pois eles roubam numa rapidez estonteante. Degustávamos uma pacote de biscoitos e num piscar de olhos um deles subiu na mesa, surrupiou o nosso lanche e desapareceu sem que pudéssemos sequer identificar a cor do larápio.

Usina de Itaipu


Essa atração só pode ser visitada com guias previamente cadastrados e várias operadoras prestam esse serviço. Trata-se de uma estrutura impressionante e todos os números da usina são superlativos fazendo valer cada centavo pago pelo ingresso.

Duty Free Argentino


Se você vai comprar bebidas, até pode encontrar algo interessante, mas nos demais itens, - pelo menos nessa segunda quinzena de maio, com dólar a R$ 3,65 – não vislumbramos vantagens nas compras no shopping de fronteira. Vestuário com preços bem semelhantes aos praticados nas lojas de grife brasileiras, artigos esportivos excessivamente caros e um ou outro item básico com preço convidativo. Se a sua operadora oferece o transporte gratuito hotel/Duty Free / hotel, vale a pena a visita, mas se tiver que desembolsar de R$ 100, a R$ 120, para ir às compras, avalie a relação custo/benefício.

Compras no Paraguai


As compras em Ciudad del Este fazem parte do roteiro em qualquer viagem a Foz do Iguaçu. Quando comprei o pacote, passei horas na internet buscando informações sobre esse turismo de compras. Algumas informações foram fidedignas, outras, nem tanto. A maioria dos sites aconselham que o visitante compre dólares no lado paraguaio e façam as suas compras na moeda americana. Balela: todas as lojas aceitam os nossos reais e praticam câmbio semelhantes. Semana passada eles trabalhavam com valores entre R$ 3,55 e 3,68 e, com essa variação de centavos, só vale a pena comprar dólares se você pretende gastar algo em torno de US$ 10 mil, onde a escala pode representar um valor significativo.

Ao entrar nos shoppings e grandes lojas do paraíso das compras paraguaio, não se assuste com seguranças portando submetralhadoras, escopetas e outras armas de grosso calibre. Lá, essas armas correspondem ao nosso 38. Como nem todas as lojas são confiáveis, - aliás, a minoria delas se enquadra nesse perfil, - exija o teste dos produtos adquiridos, notadamente os eletrônicos, - e certifique-se de que está levando exatamente o material testado. Alguns espertalhões testam determinada peça na sua presença e, em seguida, a substituem por outra que certamente lhe trará dor de cabeça.

Cada brasileiro pode levar até 12 litros de bebidas, mas sempre em embalagens de até 1 litro. Se adquirires uma determinada garrafa de uísque com 1,5 litros ela será sumariamente confiscada. Em tempo: não vai adiantar derramar o 1/5 litro excedente... Também não é permitido o transporte de alguns equipamentos como os skates elétricos.

Apesar da bagunça generalizada formada por moto taxistas, taxis em péssimo estado de conservação, ocupação irregular do solo e o interminável assédio de vendedores ambulantes, eu me senti mais seguro que na 25 de Março, no centro de São Paulo. Talvez seja pela máxima que impera em Ciudad del Este, que prega a tolerância zero com ladrões.

Vale a pena


Pela quantidade de atrações e a qualidade delas, visitar Foz do Iguaçu vale cada centavo investido. A cidade, com seus 280 mil habitantes, é bastante organizada e oferece uma ótima estrutura, com boa rede hoteleira além de bom leque de produtos e serviços afetos ao trade turístico. O aeroporto atende à demanda com tranqüilidade e dispõe de conforto para passageiros, nos período de entressafra. Nos meses de férias, onde a cidade recebe uma quantidade de visitantes 50% maior, o atendimento aos passageiros tende a ser mais demorado.

Em resumo: vale a pena visitar Foz e as suas estonteantes atrações, desde o tranqüilo passeio ao Parque das Aves até o desafiante roteiro Macuco Safari, onde é exigida uma dose de coragem para enfrentar a adrenalina da atração.

Esperamos que a nossa postagem tenha alguma utilidade para você que vai visitar Foz do Iguaçu e desejamos-lhes um ótima estadia!

Euriques Carneiro

Um comentário:

  1. Ótimas dicas! Vou para Foz no mês de junho. Gratíssima! - Sonia Mendes

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