terça-feira, 24 de maio de 2016

“FORU 4 TIRADENTE NA CONJURAÇÃO BAIANA recebe a musicalidade de Dori Caymmi



A peça histórico-musical de Mário Lago, “FORU 4 TIRADENTE NA CONJURAÇÃO BAIANA, escrita nos anos 1970, censurada pela ditadura militar e musicada por Dori Caymmi em 2014, a convite dos seus filhos Graça, Antonio Henrique e Mariozinho Lago


“Sobre o convite, Dori comentou:” muito me honra, por ter me dado a oportunidade de me tornar parceiro desse velho amigo, e grande brasileiro. Ao Samuka Marinho, um novo amigo, pela doação do belíssimo desenho dos conjurados. Ao querido amigo Milton Gonçalves, pela leitura do texto de Mario Lago na abertura. À Elianne Jobim, querida amiga, pelo lindo trabalho gráfico, cedido tão gentilmente. Aos mais que queridos amigos, velhos e novos, Joyce, Monica, Alice, Barbara, Sergio, Renato, Breno, Mario, Roberto, Rodolfo, Bré, Teco e Yutaka, muito obrigado."

O casamento do texto de Mário Lago com a música de Dori Caymmi em “Foru 4 Tiradente na Conjuração Baiana” (Acari Records) engrossa a tradição de musicais como “Arena conta Zumbi” e “Calabar — O elogio da traição”. Ou seja, do uso de episódios históricos como metáfora para atacar, num quadro geral, o autoritarismo e a crueldade do poder, e num quadro histórico específico, a ditadura militar. Num primeiro momento, portanto, pode-se pensar que — a despeito da qualidade dos versos e da música — há um tanto de anacronismo na proposta, de um discurso velho requentado, de resistência a inimigos já mortos.

Talento hereditário

Herdeiro da musicalidade do seu pai Dorival Caymmi, Dori deu vida ao texto de Lago levando-o ao universo de formas musicais e poéticas existentes (também) na Bahia, cenário da saga de João de Deus, Lucas Dantas, Luiz Gonzaga e Manoel Faustino, os “4 Tiradente” em questão. A capoeira da convocação de guerra “E tunei”; o desafio “Cantadores”; o afrossamba-de-roda “Mã Carumina”. 

Tudo dentro de uma secura que o prende à terra. E dentro da beleza da MPB clássica na qual o violonista é um dos grandes — beleza que é reafirmada por convidados como Joyce Moreno, Renato Braz, Monica Salmaso e Sergio Santos, todos cultores da mesma linhagem.

Referência: G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!