domingo, 1 de maio de 2016

A Universidade Harvard, nos Estados Unidos admitiu 212 estudantes estrangeiros em 2016 (10,4% do total), sendo que dois deles são brasileiros


Muita dedicação, excelentes notas na escola, atividades extracurriculares e aprovações em faculdades norte-americanas unem a trajetória de estudantes brasileiros que, em comum, têm o fato de serem oriundos das camadas menos favorecidas da população 


Os nomes que se destacam com a honraria são Arthur de Oliveira Abrantes e Walquíria Lajoia Garcia. Eles também foram aceitos por outras instituições e têm até 1º de maio para decidir em qual delas vão se matricular. Arthur concluiu o ensino médio no Instituto Federal do Triângulo Mineiro, enquanto Walquíria concluiu seus estudos em colégios militares no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Brasília.

Walquíria Garcia

Nascida no Rio de Janeiro, Walquíria Lajoia Garcia, de 18 anos, já morou em seis cidades por conta da profissão do pai, que é militar. Aproximadamente a cada dois anos, a família de Walquíria migra para um novo endereço.

A estudante acredita que, além de suas excelentes notas, as constantes trocas de ambiente, idiomas e vivências foram fatores valorizados durante o processo seletivo da faculdade norte-americana. Do 8° ano ao 3° ano do ensino médio, ela passou pelo Colégio Militar do Rio de Janeiro, de Santa Maria e de Brasília, sendo o último onde a estudante se formou.

Além de Harvard, Walquíria foi aceita em Yale e outras três instituições norte-americanas. No momento, ela aguarda os resultados das bolsas de estudo para decidir em qual faculdade deve ingressar.

A vontade e a possibilidade de estudar nos Estados Unidos surgiu no 2° ano do ensino médio, quando Walquíria ingressou no Colégio Militar de Brasília, que tem histórico de preparação de estudantes que desejam estudar no exterior.

Arthur Abrantes

Natural de Paracatu (MG), Arthur de Oliveira Abrantes, de 18 anos, sempre estudou na rede pública de ensino. Nos primeiros anos em escola municipal, depois migrou para estadual e concluiu o ensino médico no Instituto Federal do Triângulo Mineiro. Além de Harvard, André foi aceito em Stanford, e em outras seis instituições norte-americanas.

Como Walquíria, o estudante também aguarda os resultados dos pedidos de bolsa de estudo para se decidir em qual delas vai se matricular. O pai, que trabalha como mecânico, e mãe, como cuidadora de idosos, não teriam como bancar uma despesa anual de mais de R$ 250 mil.

Arthur conta que gosta de tecnologia e de ciências humanas, por isso ainda não se decidiu o que vai cursar nos Estados Unidos. A inspiração de estudar fora do país veio após conhecer, por meio de uma entrevista na TV, a história de Tábata Amaral, de 21 anos, que morava na periferia de São Paulo e foi aceita em seis instituições americanas. Ela se forma em maio deste ano, e voltará para o Brasil.

Em 2015, André participou do programa Jovens Embaixadores e viajou para Washington, nos Estados Unidos. “Acho que esse foi o forte do meu application [processo de seleção dos candidatos], o fato de eu aproveitar as oportunidades. Não tive muitas, mas fiz coisas legais com as que eu tive”, afirma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!