sexta-feira, 22 de abril de 2016

Já se vão quatro séculos que vieram ao mundo dois gênios da literatura mundial: Miguel de Cervantes e William Shakespeare



Dois monstros sagrados das artes e entre os maiores gênios de todos os tempos. Cervantes acreditou que os livros poderiam ser mais decisivos para o enriquecimento da experiência humana do que a própria realidade e Shakespeare é considerado simplesmente o vulto maior do teatro mundial  

Miguel de Cervantes


O tempo é distante, lá se vão os quatrocentos anos da morte do autor, o espaço tampouco é o do leitor de hoje, no entanto, com a liberdade necessária será possível encontrar não uma, mas muitas razões para se ler a obra de Cervantes, que inventou não apenas uma nova forma de escrever, mas também uma nova forma de ler.

De tanto ler, por dias e noites seguidos, como conta o narrador logo nas primeiras páginas, Alonso Quijano perde o juízo: decide tornar-se um cavaleiro andante nos moldes das muitas novelas que leu. Adotando um nome próprio – Dom Quixote – não apenas deseja restituir ao mundo os valores e formas de vida próprios da cavalaria como também se julga habilitado a empreender aventuras semelhantes às de um cavaleiro andante, apesar da idade avançada. 


Ao longo de suas andanças, apesar dos muitos desacertos, mantém-se firme em suas convicções. Como diz ao estalajadeiro, no início da obra, tratando de firmar seu perfil de cavaleiro por meio de versos de um romance tradicional, “meus arreios são as armas, meu descanso o pelejar” (mis arreos son las armas, mi descanso el pelear).

Essa tenacidade de dom Quixote em seguir um modelo de vida baseado em princípios elevados é algo que acaba tocando nas fibras mais sensíveis do leitor moderno, especialmente por identificar em sua trajetória uma batalha genuína em busca de uma utopia a serviço de um bem comum.

William Shakespeare 


Considerado o dramaturgo mais influente do mundo, Shakespeare é autor de 38 peças, 154 sonetos, 2 longos poemas narrativos e diversas poesias. Os seus textos foram adaptados em todo o mundo e, ainda hoje, são motivo de inspiração na produção de conteúdos para televisão, cinema, literatura e teatro.

Em 2016, assinala-se os 400 anos da morte de William Shakespeare e a RTP2 vai homenagear o escritor/dramaturgo com exibição de quatro peças do autor com produção do Globe Theather: Romeu e Julieta, A Tempestade, Tanto barulho Para Nada, Noite de Reis e o documentário Shakespeare: Last Will & Testament.

Shakespeare produziu a maior parte da sua obra entre 1590 e 1613. As suas primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ponto máximo da sofisticação e do talento artístico no fim do século XVI. A partir de então, escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. 

Na sua última fase, escreveu um conjunto de peças classificadas como tragicomédias ou romances e colaborou com outros dramaturgos. Durante sua vida, diversas das suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão. Em 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea das suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

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