domingo, 10 de abril de 2016

Diante da estreita ligação entre o Vaticano e a Itália, porque a segurança pessoal do Papa é feita por uma Guarda Suiça?


Nem todos os turistas e peregrinos que vão a Roma e tentam fazer uma bela foto com a Guarda Suiça na entrada do vaticano, conhecem a história destes soldados que juram total lealdade ao Papa, são submetidos a rigoroso treinamento militar e integram de uma força de elite

Para entender o porquê da escolha de uma guarda suiça, devemos voltar à época do Renascimento e aos motivos que em 22 de janeiro de 1506 levaram o Papa Júlio II a trazer para Roma os soldados suíços: por sua fortaleza, por seus sentimentos nobres e lealdade proverbial, eram considerados invencíveis.

Os primeiros cantões suíços, com cerca de 500.000 habitantes, dadas as condições econômicas precárias da época, formavam um país superpovoado: a pobreza era grande. Nada restava que emigrar e, o melhor emprego, então, era ser um mercenário. 

Sem cavalaria e com pouca artilharia, esses soldados tinham inventado uma tática de movimento superior a todos os outros, e por isso eram muito solicitados pela França e Espanha. Eles eram como muralhas semi-moventes e impenetráveis.

O uniforme atual da Guarda Suíça foi criado pelo coronel Jules Reponds (advogado do cantão de Fribourg) comandante do corpo no início de 1900. Baseia-se em pinturas do famoso pintor Raffaello. Não é absolutamente verdade, portanto, a teoria da criação de uniformes criados por Michelangelo, é pura lenda. 

Salário médio

Muita gente deve imaginar o que leva um jovem a escolher um trabalho como o de guarda suíço e, quem pensa que é por um polpudo salário, está bastante enganado. Segundo uma entrevista do comandante do Corpo da Guarda Suiça, Theodor Elamar Mader, as razões são várias: uma das principais é a aventura, com a tradição de 500 anos. 

Estes jovens entram em contato com uma nova língua, uma nova cultura, devem conviver com outros militares e aprofundar a própria fé. O ambiente internacional do Vaticano favorece a um grande amadurecimento durante os 25 meses de estadia desses jovens no lugar. A principal razão, no entanto, não é definitivamente o salário, nunca foi, porque ganham pouco em relação aos salários da Suiça”.

Sendo um 'cartão de visitas' do Vaticano com os uniformes algo chamativos, a Guarda Suiça se limita naqueles soldados que você vê na entrada do prédio principal; eles acompanham o papa em todos os lugares. Aqueles homens que ficam em torno ao carro papal vestidos de terno e gravata durante as visitas do papa, são também membros da Guarda Suiça.

Seleção rigorosa

E para fazer parte da Guarda Suiça, é necessário ter os seguintes requisitos: ser cidadão suíço e ter concluído a escola de recrutas (4 meses) na Suíça, ser de fé católica com a prática religiosa comprovada, ter no mínimo 1,74 m, ser solteiro, ter uma reputação irrepreensível, ter concluído o segundo grau, ter um certificado de capacidade profissional e uma idade entre 19 e 30 anos. 

Todo o corpo de guardas é submetido a severo treinamento militar, são exímios atiradores e especialistas em várias modalidades de luta e defesa pessoal. O serviço da Guarda Suíça Papal não é considerado um serviço militar. No seu regresso a casa, o ex-guarda, deve cumprir o serviço restante até a idade de 32 anos.

A data do juramento da Guarda Suíça no Vaticano recorda o Sacco di Roma (o Saque de Roma) no dia 06 de maio de 1527 e que fez 147 vítimas. Todos os anos, neste dia, verifica-se a troca de membros da guarda e os novos recrutas fazem o seu juramento solene. A cerimônia é realizada em presença de personalidades religiosas do Vaticano, representantes políticos e militares da Confederação Suíça, parentes, amigos e simpatizantes que ajudam. Prometem fidelidade, obediência, respeito, dedicação e proteção dando a própria vida.

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