sábado, 30 de abril de 2016

Marguerite Duras, a mulher que se destacou como romancista, novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga é tida como uma das principais vozes femininas da literatura do Século XX


Uma vida por Escrito", de Frédérique Lebelley, o livro sobre a vida de Marguerite Duras,a autora do best seller mundial "O Amante", provocou polêmica na França quando foi publicado. A própria Duras o repudiou violentamente para depois fazer as pazes com sua biógrafa.

Marguerite Duras (pseudônimo de Marguerite Donnadieu) nasceu em 1914, em Gia Dihn (Vietnã), onde passou sua infância e adolescência. Após a morte do marido, em 1918, a mãe de Duras conseguiu uma pequena concessão de terra no Camboja (então colônia francesa), mas o terreno se mostraria incultivável e sua família viria a perder quase tudo com a chegada das enchentes. Esses dias na Ásia marcaram profundamente a vida de Duras. É a respeito dessa época uma de suas obras mais importantes, Barragem Contra o Pacífico (1950).

Aos 18 anos, mudou-se para Paris, para concluir seus estudos. Em 1939, casou-se com o poeta Robert Antelme. Durante a Segunda Guerra, tomou parte na Resistência Francesa à invasão nazista. Muito tempo depois, em maio de 1968, participou da ação revolucionária de estudantes e escritores da Sorbonne.

Entre suas obras de maior destaque estão O Amante (1984), que lhe rendeu o Prêmio Goncourt - o mais importante da literatura francesa -, O Deslumbramento (1964) e A Dor (1985). Depois do sucesso de Hiroshima Mon Amour (1960), passou a dirigir seus próprios roteiros cinematográficos. Entre seus trabalhos mais importantes para o cinema estão Nathalie Granger (1972) e Son Nom de Venise dans Calcuta Désert (1976).

Marguerite Duras morreu no dia 3 de março de 1996, em Paris.

“O amante”



Esse best seller de alcance mundial é uma obra de uma vasta profundidade humana, o sumo das experiências de uma vida intensa, um livro extremamente denso e, sobretudo, estranho. Para narrar a história, a autora parte de uma observação sobre seu rosto, atualmente: “Tenho um rosto dilacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Destruído” (DURAS, 1985, p.8). Após a observação, Duras estabelece as origens de uma menina branca de quinze anos e tenta identificar traços entre a personagem na adolescência e na vida adulta.

Duras, logo de início, tenta definir seu livro — que perpassa entre 1932 e 1949, em Saigon, época relativa à sua adolescência, mas que se estende à vida adulta, em Paris — e nos situar.


[…] A história de uma pequena parte de minha juventude, já escrevi mais ou menos, quero dizer, já contei alguma coisa sobre ela, falo aqui daquela mesma parte, a parte da travessia do rio. O que faço agora é diferente, e parecido, antes falei dos períodos claros, dos que estavam esclarecidos. Aqui falo dos períodos secretos dessa mesma juventude, das coisas que ocultei sobre certos fatos, certos sentimentos, certos acontecimentos.(DURAS, 1985, p.12.)

E o que seriam os períodos secretos? Esta obra de Marguerite Duras, considerada autobiográfica, narra a sua iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon, doze anos mais velho que ela. A obra apresenta diversos encontros da menina branca com o amante chinês, são momentos intensamente prazerosos e tristes. No entanto, não sabemos se as personagens são reais e até que ponto os fatos são reais. A escrita transcende, é impossível saber se a história é verídica, de fato. Duras fala de si mesmo, mas como se estivesse falando de uma personagem qualquer.

A família da jovem, no romance, figura entre o amor e ódio, entre a miséria material e riqueza afetiva. Os membros da família constituem uma existência trágica e triste: a presença da mãe louca; o irmão mais velho, cruel, oportunista e ladrão; o irmão mais novo, frágil e oprimido. Situam-se entre a desgraça financeira e a desgraça moral.

Ler o livro é como ver uma série de imagens incrivelmente belas e, também, dolorosas. Somos tomados pelos fluxos de memória e sentimentos contraditórios da obra. A autora comenta episódios intensos do relacionamento com seu amante, no entanto, de maneira contida e lacunar.

O amante nos leva a um inquietante questionamento: por que, afinal, retomar essa história depois de tantos anos? Possivelmente, pelo fato que a relação tem grande importância pra sua vida, a relação despertou nela a consciência do poder em suas mais variadas formas, a paixão permitia que ela conseguisse o que queria do amante: dinheiro, presentes, jantares e cuidados.

Em O amante, Marguerite Duras relata uma estranha relação sexual, uma estranha primeira experiência, retrata imagens belas e fortemente tristes, passagens curtas e até mesmo fragmentadas. A memória é traiçoeira? É aí que a ficção nos dá a liberdade de escolher o que tomaremos como verdade.

Referencia: Homo Literatus

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Gabriela Montero toca com a Osesp e não poupa críticas aos projetos do seu país no campo musical

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e sua regente titularMarin Alsop recebem, na última semana de abril, pela primeira vez, a pianista venezuelana Gabriela Montero como solista convidada

Ontem, 28 de abril (quinta-feira), a convidada participou de um ensaio aberto, às 10h, na Sala São Paulo, com ingressos a R$ 10. Os concertos propriamente ditos ocorreram na quinta e na sexta (29), às 21h, e amanhã, sábado (30 de abril), às 16h30. 


Os ingressos custam de R$ 42 a 194, com meia-entrada.Reconhecida por sua expressividade e o gosto pela improvisação, Gabriela é também compositora, premiada com o Grammy Latino 2015 pelo álbum que inclui obras de Rachmaninoff e de sua autoria (junto à YOA Orchestra of the Americas), além de ser ativista pelos direitos humanos.

A Osesp abre o programa com Kabbalah, Op. 96, de Marlos Nobre, peça estreada em 2004, no 35º Festival Internacional de Inverno de Campos de Jordão, sobre a qual o próprio compositor comenta: “Trabalhei os processos de composição com a numerologia e as letras judaicas da Cabala em duplo sentido: o consciente e o inconsciente, isto é, deixando que o cérebro encontrasse caminhos não previsíveis dentro dos esquemas.”

Osesp & Gabriela

Em seguida, Gabriela se junta à orquestra para interpretar o Concerto para piano em lá menor, Op. 16, de Edvard Grieg, peça extremamente virtuosística e com belíssimas melodias, que demonstram a clara influência de R. Schumann sobre a obra do compositor norueguês.

Na segunda parte, a Orquestra executa o majestoso Prelúdio das Bachianas Brasileiras n. 4, de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores sucessos do compositor brasileiro.

Ao final, a Osesp toca as Danças Sinfônicas, Op. 45, de Serguei Rachmaninoff, peça de orquestração brilhante e refinado virtuosismo técnico. Nas palavras do pianista e compositor André Mehmari, em texto especial para a Revista Osesp de abril, “a suíte de Danças Sinfônicas, escrita poucos anos depois da arrepiante Sinfonia n. 3, é uma síntese de tudo o que mais amamos na música russa: o vigor e a lírica sempre pintada em cores de contraste extremo.”

A parceria entre orquestra e pianista será renovada em agosto, mas em solo europeu. Convidada a participar de três festivais de música no Velho Continente, a Osesp terá Montero como sua solista em duas oportunidades (BBC Proms, Londres; e Festival de Lucerna). O repertório dos concertos na Sala São Paulo será parte do que o público europeu verá daqui quatro meses.

SERVIÇO:


Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

Gabriela Montero, piano

Marin Alsop, regência

Concertos: 30 de abril, sábado, às 16h30

Ingressos: R$ 42 a R$ 194

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – São Paulo.

'All The Way': mais uma de Frank Sinatra na voz de Bob Dylan



O músico norte americano regressa aos álbuns de estúdio com Shadows in the Night, dedicado a Frank Sinatra. A primeira música a ser conhecida é Stay With Me

Bob Dylan lança próximo dia 20 de maio o disco Fallen Angel, seu segundo álbum composto somente por interpretações das músicas de Frank Sinatra. Depois de liberar sua versão de Melancholy Mood, agora ele solta uma releitura de All The Way, balada gravada por Sinatra em 1957.

Enquanto não chega o novo disco, há uma música para escutar. Trata-se de Stay With Me. O anúncio foi hoje feito pela Columbia Records.

"Foi um privilégio fazer este álbum. Queria fazer algo assim há muito tempo mas nunca tive a coragem suficiente para agarrar os arranjos feitos para 30 instrumentos e redefini-los para uma banda de cinco. É esta a chave de todas estas atuações. Conhecíamos estas músicas muito bem. Foi tudo feito ao vivo", disse Dylan.

O novo álbum tem dez faixas:

1. I'm A Fool To Want You

2. The Night We Called It A Day

3. Stay With Me

4. Autumn Leaves

5. Why Try to Change Me Now

6. Some Enchanted Evening

7. Full Moon And Empty Arms

8. Where Are You?

9. What'll I Do

10. That Lucky Old Sun

28 de abril: Dia Nacional da Caatinga, esse sofrido pedaço do Brasil que dá guarida a um povo de fé, fibra e resiliência



Por Decreto Federal de 20 de agosto de 2003, o Dia Nacional da Caatinga passou, a ser comemorado no dia 28 de abril de cada ano, em uma homenagem ao professor João Vasconcelos Sobrinho (1908-1989), pioneiro na área de estudos ambientais no Brasil



O Dia Nacional da Caatinga foi celebrado oficialmente pela primeira vez no Seminário “A Sustentabilidade do Bioma Caatinga“, ocorrido nos dias 28 e 29 de abril de 2004 em Juazeiro, na Bahia

Tupi Guarani

Caatinga é um termo de origem Tupi-Guarani e significa’ floresta branca’ e a razão para esta denominação reside na aparência que a floresta revela durante a estação seca, quando a quase totalidade das plantas estão sem folhas e os troncos brancos e brilhosos, extraordinárias estratégias da natureza para diminuir as perdas de água nesta estação. Outro fenômeno destacável são as folhas modificadas na forma de espinhos. 


Com esse conjunto mínimo de adaptações à deficiência hídrica, a Caatinga se mostra como uma vegetação xerófila, espinhosa e caducifólia, de certo, seus aspectos mais nítidos. Verdadeiramente, parece não existir beleza e alegria em algo seco e branco, no entanto, quando as primeiras chuvas caem sobre a caatinga uma extraordinária explosão de cor e vida emerge, numa mudança repentina de paisagem das mais espetaculares do mundo.
Essa cobertura vegetal exclusivamente brasileira é singular, ou seja, não é encontrada em nenhum outro lugar do mundo além do Nordeste do Brasil. Ocupa uma área de aproximadamente 900 mil quilômetros quadrados englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais. Durante muito tempo a Caatinga foi descrita como ecossistema pobre em espécies e endemismo. 

No entanto, estudos recentes apontam o contrário. A flora já levantada registra aproximadamente mil espécies, das quais um terço são espécies endêmicas (exclusivas). Estima-se que o total de espécies vegetais alcance 2 mil a 3 mil. Ademais, mamíferos, peixes, aves, répteis e anfíbios superam mil espécies com um nível de endemismo bastante variado. É desse patrimônio biológico que o sertanejo obtém madeira, carvão, carnes, frutas, plantas medicinais, fibras, mel e forragem para os rebanhos.


Direta ou indiretamente, todo o Brasil convive com a Caatinga. Seja por meio dos cordéis e dos repentes, eternizados por milhares de poetas populares, com destaque para Patativa do Assaré, e revistas do Cordel do Fogo Encantado, seja ainda através da literatura de Graciliano Ramos, de Rachel de Queiroz, de José Lins do Rego, de Guimarães Rosa e de Ariano Suassuna, que em 2007 teve uma obra prima, A Pedra do Reino, adaptação para a televisão em forma de microssérie.

Seja ainda por meio da mundialmente aclamada xilogravura de J. Borges, na qual são inseridos os elementos do imaginário sertanejo: Lampião, vaqueiros, festa de São João, entre outros. Seja por meio do cinema, desde O cangaceiro, de Lima Barreto, de 1953, passando pela estética da fome de Glauber Rocha em Deus e o Diabo na Terra do Sol e Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos, às produções mais recentes, Abril Despedaçado, de Walter Salles, Baile Perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, e Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, produção que disseca o lado negro da indústria da cana no sertão de Pernambuco em tempos de louvação ao etanol.

A caatinga por Luiz Gonzaga


Nenhum nordestino cantou e decantou a caatinga como Luiz Gonzaga. É sabido que a seca é a maior característica da Caatinga, e é também o aspecto que tem maior força na construção da identidade do nordestino. Dentro desse histórico da caatinga de quase perecer durante uma seca causticante e, tal como uma fênix, reviver das cinzas ‘depois da primeira chuvada’, Luiz Gonzaga, juntamente com Humberto Teixeira e Zé Dantas, construíram dois dos maiores sucessos da carreira do Velho Lua: as músicas “Asa Branca” e “A volta da Asa Branca”. A primeira, narra a saga de um nordestino que migra para o sudeste fugindo da fome e da seca.

“Quando oiei a terra ardendo como a fogueira de São João. Eu perguntei, a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação.” (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)


Como “o nordestino antes de tudo é um forte” (Euclides da Cunha), o sudeste é apenas uma moradia temporária, e bastam os primeiros pingos irrigarem seu torrão natal para ele estar de volta para plantar, colher e ser feliz. Esse retorno é celebrado em, A Volta da Asa Branca, onde se dá o relato do retorno do retirante que saiu do nordeste apenas por causa da seca e, com a volta da chuva, ele empreende o caminho de volta, em um itinerário semelhante ao que é feito pela Asa Branca, ave típica da Caatinga.

“Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre a natureza” 

(Luiz Gonzaga & Zé Dantas)


Este sentimento de pertencimento, talvez seja o traço mais marcante da identidade do nordestino. Essa nordestinidade não é abandonada, mesmo longe da sua caatinga.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Obras falsificadas de artistas sul-americanos, entre eles Portinari, têm exibição peculiar em galeria argentina, com aparato da Interpol


Exposição foi montada no Ministério da Fazenda argentino, em Buenos Aires. Foto: AFP Photo/ Eitan Abramovich (EITAN ABRAMOVICH )


Quem visitou Buenos Aires, mais precisamente o Caminito, deve ter se deparado com um sósia de Maradona, com a mesma estatura, barba, pose e a indefectível protuberância abdominal. Pois é: a exposição de quadros falsos de Portinari na capital portenha é como se alguém trouxesse o falso Maradona para jogar bola no Brasil

São vários os artistas copiados. Cerca de 40 óleos, aquarelas e gravuras atribuídos a artistas célebres como os argentinos Quinquela e Berni, o brasileiro Portinari e o uruguaio Páez Vilaró são exibidos com pompa em Buenos Aires, em uma galeria inédita de quadros falsos.

A exposição, montada a poucos metros do gabinete do ministro da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, não tem alarmes de segurança, mas é custodiada com zelo por agentes da Interpol - não pelo seu valor artístico, mas como prova do crime. As 'obras' vêm de uma recente batida policial a uma quadrilha de falsificadores, na qual foram confiscados 240 quadros prontos para serem introduzidos no mercado, com molduras, carimbos e certificados falsos, confeccionados por verdadeiros artistas do delito.

"Algumas reproduções são toscas, outras são muito boas. Mas se existem é porque há mercado para vendê-las", explicou em recente entrevista Mario Naranjo, coordenador do setor de Patrimônio Cultural do Ministério da Fazenda e 'curador' da exposição, que foi criada para alertar sobre o tráfico de arte.

"Este delito move milhões de dólares e é considerado o mais importante a nível mundial depois do tráfico de armas e de drogas", afirma Naranjo. Segundo o coordenador, calcula-se que o valor de mercado das falsificações expostas é de cerca de 600.000 dólares.

Juanito perde a cabeça
Entre os quadros expostos se destaca uma reprodução do óleo de Antonio Berni (1905-1981) 'Juanito en villa tachito', na qual, por um descuido do falsificador, a imponente moldura dourada acabou cortando a cabeça do personagem principal. "Esta é talvez a falsificação mais emblemática da exposição", sorri Naranjo.

Mas nem todas as cópias saltam aos olhos. Estão exposto também trabalhos de falsificadores minuciosos que conseguem reproduzir a obra original com detalhes. É o caso do óleo falso 'El hombre y el perro', de Berni, digna de enganar o colecionador mais experiente.

"O trabalho dos peritos é fundamental para determinar se a obra é original", explica o especialista.

A exposição, que foi inaugurada em meados de abril e vai até o final de maio, foi possível graças a uma medida excepcional do juiz responsável pelo caso, que permitiu que as provas do crime saíssem do Palácio da Justiça.

Após o julgamento, os quadros serão destruídos para garantir que não chegarão ao mercado. Depois de tudo, até falsificações podem ter valor comercial. Mesmo no caso de um Juanito com meia cabeça.

Referência: AFP

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vozes de Chernobyl | O livro de depoimentos sobre a tragédia escrita por Svetlana Alexijevich, revela faces da maior tragédia nuclear de todos os tempos



Em 26 de abril de 1986, no meio da noite, Lyudmila Ignatenko ouviu um barulho e acordou. Olhando pela janela, ela viu o marido sair de casa e ouvi-lo dizer: ‘Feche as janelas e vá para a cama. Há um problema na fábrica. Voltarei em breve’. Ele nunca mais voltou

O centro era a usina nuclear de Chernobyl, e naquela noite a explosão ocorreu no quarto reator. Seu marido, um bombeiro, disse algo verdadeiro: houve um incêndio e ele seria o primeiro a vir a sufocar. Ao mesmo tempo, ele também mentiu, porque ele nunca mais voltou.

No dia seguinte, juntamente com outros colegas que sobreviveram, ele foi levado para um hospital de Moscou. Liudmila, ao ver o nome do hospital, viaja lá para estar com ele, mas os sobreviventes estão a "queimar" de radioatividade e os médicos desaconselham visitas, especialmente se eles são jovens e, se mulheres, podem engravidar.

Ela esconde sua gravidez, suborna alguns funcionários e gasta todo o tempo que puder com ele. No entanto, você diz: é preciso não esquecer que o que está diante deles não é mais um marido, um ente querido, mas um elemento radioativo com um grande poder de contaminação. Não, você é suicida. Para seus sentidos.

Mas ele ignorou. Embora colocado em uma câmara hiperbárica, mas usar instrumentos para evitar a distância que se aproxima, ela dorme com ele. Poucos dias depois de seu marido morre. Dois meses depois, ela dá a luz a uma criança com cirrose e um defeito cardíaco. Mal sobrevive quatro horas. Conta que tinha 28 roentgen radiatividade no fígado e que os médicos não querem. Falar assim: Como não me vai dar? Ele sou eu que não vai dar! Vocês querem isso para a ciência, porque eu odeio sua ciência! Eu a odeio! Seu conhecimento foi a um que o levou e agora ainda quer mais.

A descrição acima é um resumo do primeiro capítulo de Vozes de Chernobyl, o livro de depoimentos sobre a tragédia escrita por Svetlana Alexijevich, Prêmio Nobel de Literatura em 2015. Com a ciência com fundo borrado e, em muitas vezes brutais, evidencia a inconsciência humana, falta de informação, a psicologia russa, os prós e contras do comunismo e, acima de tudo, a ameaça invisível e radioatividade latente, um livro que funciona como um gravador polifônico.

O livro, primeiro da autora a ser lançado pela Companhia das Letras, é um marco do jornalismo literário, uma história do horror que a explosão de Chernobyl, seguida de um incêndio, provocou não só na extinta União Soviética, mas em todo o mundo. Três dias depois, foram registrados altos níveis de radiação em toda a Europa. Uma semana depois, substâncias gasosas e voláteis se dispersaram pelo Japão, China e Índia, chegando até o Canadá.

Um acidente de guerra civil

Desde Hiroshima e Nagasaki tinha acontecido, mas como compará-los com Chernobyl. A explosão do reator causou níveis de radioatividade centenas de vezes mais elevados do que os de bombas atômicas. Aqueles tinha sido deliberadamente jogado com efeito imediato devastador. Este era diferente, era chamado de "o átomo para a paz".

No entanto, na ausência de referências para explicar, quase todos os testemunhos falar de "uma guerra". Russos puxar seu passado recente (II Guerra Mundial, as revoltas constantes entre as repúblicas da antiga União Soviética) e não pode encontrá-lo paralelo: apesar de ser um acidente de civis, é o exército, armado, mesmo com tanques, que vem ocupar a área; milhares de pessoas estão evacuados, tornando-se refugiados; Eles começam, gradualmente acumulando baixas; há um vácuo de informação e o governo minimizou a catástrofe.

Na Guerra Fria, eles acusam os países capitalistas de inventar uma tragédia e entre negligenciar dicas básicas, como distribuir pílulas de iodo para prevenir o câncer de tireóide, uma das mais relacionadas à radiação. Não é surpreendente paralelismo, mesmo sem guerra, o inimigo Chernobyl exalava odor.

Síndicos: heróis ou vítimas


Após o desastre 600.000 pessoas vieram para colaborar no trabalho de descontaminação de área de Chernobyl. Eles eram chamados de “liquidadores". A maioria veio do exército, mas finalmente terminou-se ser um amálgama de militar, membros (e não-membros) ligados pelo partido comunista e voluntários geralmente muito bem pagos.

Eram heróis ou vítimas? você pode fazer uma distinção clara? O liquidante: Eu não vi heróis lá. Locos vi, pessoas que dão uma vida maldita. Um soldado: E se tomarmos Chernobyl? E ele tocou a ordem: Cale a boca! As expressões de pânico serão julgados por um tribunal militar como em tempo de guerra.

Cobrindo guerras

A jornalista cobriu guerras como a do Afeganistão e investigou casos de suicídio – dois livros seus sobre esses temas estão programados pela mesma editora. Mas foi com Vozes de Chernobyl que ela abdicou da primeira pessoa para compor um oratório sobre seres destinados à aniquilação, como uma menina que nasce com aplasia do ânus, da vagina e do rim esquerdo, vítima das radiações ionizantes, cuja mãe, desesperada, bate em todas as portas, oferecendo a filha para experiências científicas. Apenas para que sobreviva. Ele pode não ser dos mais promissores, mas acima de tudo, eles continuam a planejar o futuro.

Exposição no Museu do Amanhã traz Santos Dumont como poeta voador



Inaugurado em dezembro do ano passado com a proposta de ser um espaço cultural voltado às ciências e com foco na sustentabilidade e nos cenários para o futuro, o Museu do Amanhã escolheu um visionário como tema de sua segunda exposição temporária

Desde o dia 26, a exposição O Poeta Voador, Santos Dumont é a nova atração para os milhares de visitantes do museu – símbolo da revitalização da Praça Mauá, na zona portuária do Rio.

A trajetória de Alberto Santos Dumont (1873-1932) – o inovador que se dedicou à ciência e à tecnologia inspirado pela arte – é contada em linguagem audiovisual e interativa, além contar com protótipos de suas principais criações e réplicas em tamanho real do avião Demoiselle e do pioneiro 14 Bis. O objetivo é apresentar Santos Dumont não só como o responsável por uma invenção que mudou o planeta, mas também como um jovem empreendedor que disponibilizava seus projetos para que fossem replicados, em vez de registrar patente.

Concebida e realizada pela Fundação Roberto Marinho, que desenvolveu o conceito e responde pelo conteúdo do museu, a exposição tem curadoria do cenógrafo, designer e arquiteto Gringo Cardia e consultoria científica do biofísico e pesquisador Henrique Lins de Barros. A mostra ocorre no ano em que se comemora o 110º aniversário do voo do 14 Bis, o primeiro oficialmente homologado da História.

Moderno e inovador

“Destacamos o lado poético e artístico de Santos Dumont, daí o título O Poeta Voador. Ele era um homem de ciências que se inspirava na arte e foram as histórias de Julio Verne [escritor francês de literatura científica] que o despertaram para o sonho de voar”, diz Gringo Cardia. Segundo ele, a exposição busca exercitar a criatividade do público e impulsionar descobertas acerca da figura icônica do Pai da Aviação.

Em um estúdio, uma réplica do Demoiselle em tamanho real insere o público na História, por meio da simulação de um voo sobre a Paris da época e o Rio de Janeiro antigo, mas com o Museu do Amanhã na paisagem. Os visitantes, em número de seis pessoas por hora, poderão entrar no Demoiselle e fazer um voo filmado.

Um documentário sobre a trajetória de Santos Dumont ocupa a Sala Cinema, enquanto na Sala dos Balões um filme passeia pela história dos voos, desde o italiano Leonardo da Vinci até o feito do brasileiro que fez seu avião decolar, voar e pousar com sucesso. Conceitos de física como aerodinâmica e a mecânica de motores são mostrados, de forma lúdica, na Sala da Oficina de Aviões de Papel.

Nesse espaço, o último da exposição, o público participa de um jogo. Numa grande mesa, o visitante produz seus aviões de papel, que são arremessados a partir de uma plataforma sobre uma pista de pouso.

Diretrizes
Para o diretor-geral do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet, a exposição está em sintonia com as diretrizes da instituição. “Santos Dumont é atemporal e por isso se alinha à nossa essência de examinar o passado, apresentar tendências do presente e explorar cenários possíveis para as próximas décadas. Suas invenções continuarão a contribuir para as próximas gerações”, avalia o diretor do museu.

O Poeta Voador, Santos Dumont fica em cartaz até 30 de outubro e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. Os ingressos para o museu, incluindo o circuito permanente e a exposição temporária, custam R$ 10 e R$ 5 a meia-entrada, mas às terças-feiras a visitação é gratuita.

Fonte: EBC

terça-feira, 26 de abril de 2016

Novo museu na Polônia honra poloneses mortos por salvar judeus durante Shoah



Presidente da Polônia Andrzej Duda abriu um novo museu em honra a centenas de poloneses mortos por ajudar judeus durante o Holocausto, já que o ato punido com a pena de morte

O museu, em Markowa, é o primeiro na Polônia dedicado a todos os polacos que salvaram judeus. Até agora, nenhum outro lugar na Polônia apresentou – num contexto mais amplo – os perfis dos heróis que arriscaram a vida para ajudar os seus compatriotas judeus face ao holocausto. É dedicado também aos cristãos que ajudaram judeus durante a guerra, um ato punível com a morte.

O Instituto memorial israelense do Holocausto, Yad Vashem, concedeu o título de Justos entre as Nações a cerca de 6.600 poloneses que salvaram judeus durante o Holocausto, mais do que qualquer outra nação.

O museu inspirado pelo destino dos Ulma mostra a história de heróis polacos desde a ocupação alemã, em 1939-1945. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Reich alemão decidiu a “solução final para a questão judaica”. Os polacos que, de qualquer forma, ajudaram judeus foram condenados à morte. 

A responsabilidade coletiva de famílias inteiras estava sujeita à lei draconiana apenas na Polônia ocupada pelos alemães. Apesar da ameaça de execução, muitos polacos decidiram ajudar não só os seus conhecidos vizinhos judeus, mas também completos estranhos. A família Ulma, de Markowa, é um desses exemplos.

'Túnica de Cristo', que teria sido usada no caminho para a cruz é exibida e atrai mais de 200 mil pessoas na França





O sucesso foi maior do que o esperado. Os organizadores da exibição excepcional da ‘túnica de Cristo’, encerrada no último dia10, na basílica de Argenteuil, periferia de Paris, esperavam um público de 150 mil visitantes durante as três semanas da mostra
Mas mais de 200 mil peregrinos foram admirar a relíquia, uma das mais importantes do catolicismo.A Santa Túnica, como é chamada, acabou de ser restaurada e foi exibida desde 25 de março em uma vitrine, colocada no altar da igreja. A peça, um presente do rei francês Carlos Magno, pertence à basílica de Argenteuil e só é exibida a cada 50 anos. 

A última exibição foi em 1984, mas a Igreja decidiu antecipar o evento devido às comemorações dos 150 anos da basílica de Argenteuil.Neste último dia da exibição, os fiéis tinham que esperar mais de 2h30 na fila para admirar a túnica que teria sido usada por Jesus Cristo no caminho da cruz. A roupa é considerada uma das três grandes relíquias da Paixão, ao lado do sudário de Oviedo e do lençol.

“Estamos super felizes com a grande frequentação”, afirmou o reitor da basílica Guy-Emmanuel Cariot. Ele informou ainda que mais de 11 mil pessoas se confessaram nos primeiros 17 dias da mostra. Em entrevista à RFI, o religioso avalia que, neste contexto de violência, a fé dos católicos se fortaleceu. “Temos vontade de encontrar algo que reafirme nossa humanidade, que faça novamente o elo entre os homens”, interpreta o padre.

Segurança reforçada

No adro da basílica de Argenteuil, mais de 100 policiais foram mobilizados para garantir a segurança dos fiéis. O dispositivo foi reforçado depois dos ataques terroristas de Bruxelas, em 22 de março.

Na cidade da periferia oeste Paris, foi preso no final de março um suspeito terrorista de preparar um atentado na França. Na casa de Reda Kriket, francês de origem argelina, os policiais encontraram explosivos e armas.

Fonte: RFI

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Confirmada apresentação da banda Aerosmith no Brasil em 2016



Confirmando a informação já divulgada, o Aerosmith virá ao Brasil para uma apresentação em outubro, nesta que pode ser a turnê de despedida com possibilidade de mais um show no país, além de outras datas na Argentina, Chile e Peru

Depois de muita especulação, o Aerosmith agora tem presença confirmada no Brasil em 2016. Por enquanto, o único show marcado será em São Paulo, no mês de outubro, e fará parte da turnê pela América do Sul que a banda tem marcada já há algum tempo. 


O Rock Your Wings já vinha noticiando uma possível volta do quinteto ao nosso país, bem como sendo esta a possível última passagem do grupo por aqui, já que eles planejam uma turnê de despedida para 2017 e 2018. Outro show está sendo negociado, ainda não se sabendo em que cidade.

Além disso, há poucos dias a versão peruana do site Terra confirmou a banda no Peru. Ao que parece, a turnê deve passar por quase todos os países da América do Sul. O único local no qual ainda não estiveram por aqui é na Bolívia, no qual também pretendem tocar.

A última passagem dos Bad Boys from Boston pelo Brasil foi em 2013, quando foram a atração principal do festival Monsters of Rock, em São Paulo. Também fizeram paradas em Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília.

domingo, 24 de abril de 2016

Imagens raras do cinejornal Canal 100 vão ser exibidas em documentário da ESPN



Para quem quer conhecer a história do século XX, para quem busca desvendar o segredo dos deuses e das lendas do homem contemporâneo, o cinema é uma das mais importante das fontes de informação e, nesse contexto, sobressai-se a importância dos cinejornais, com destaque para o CANAL 100 que, a partir dos anos 50, criou a legenda do gênero no Brasil

O criador Carlos Niemeyer, começou a fazer cinema nos anos 50, produzindo com Jean Manzon alguns documentários sobre o Rio de Janeiro. Em 1958 fundou sua própria produtora que mais tarde se especializou em cinejornal, surgia o Canal 100 que de 1959 a 1986 produziu um cinejornal por semana, formando um importante acervo cinematográfico dos acontecimentos jornalísticos da época. (aproximadamente setenta mil minutos de imagens).

O nome Canal 100 foi uma analogia à televisão que até recentemente se identificava pelo número do Canal. Canal 13(TV Rio), Canal 6 (TV Tupi), Canal 4 (TV Globo), etc. Canal 100 era na visão de Carlos Niemeyer um número inatingível pela Televisão. Desde 1959 as lentes do CANAL 100 tentam inovar; Seja na simples criação das vinhetas, ou na "mis en scene" da montagem, e principalmente nas filmagens, onde sobressaiu, Francisco Torturra, o melhor cinegrafista de futebol da história dos cinejornais. Tudo sob a supervisão de Carlos Niemeyer.

Trilha sonora

Na parte musical, foram compostas trilhas para cada vinheta do jornal, uma delas com partituras do maestro Tom Jobim. No futebol, após diversas tentativas, descobriu-se o samba de Luis Bandeira, "Na cadencia do Samba" que virou hino e trilha sonora do futebol brasileiro. Criador de um estilo próprio, foi no futebol que a marca do nosso jornal se tornou mais famosa. O perfeito casamento entre o maior esporte do mundo e a síntese de todas as artes, o cinema.

Como dizia Nelson Rodrigues: "Foi a equipe do CANAL 100 que inventou uma nova distância entre o torcedor e o craque, entre o torcedor e o jogo, grandes mitos do nosso futebol, em dimensão miguelangesca, em plena cólera do gol. Suas coxas plásticas, elásticas enchendo a tela. Tudo o que o futebol brasileiro possa ter de lírico, dramático, patético, delirante…" Mas, apesar de todo o sucesso, os tempos mudaram e em 1985 o ministério da Cultura do Governo Figueiredo, apoiado pelos lobistas do cinema americano, inviabilizou a produção, proibindo a propaganda comercial em cine-jornal. Era o fim do futebol do Canal 100 e de um estilo brasileiro de fazer cinema.

Resgate

O acervo do Canal 100 será exibido na ESPN Brasil após o SportsCenter 3.ª edição, na ESPN, a partir das 19h e no ESPN+, a partir das 13h30 do dia seguinte. Vinte ídolos do esporte foram ouvidos para comentar as imagens, gente como Rivellino, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Falcão e Zico. Pelé ganhou uma homenagem especial: Reviva a Espera do Milésimo, filme que conta a espera pelo milésimo gol do jogador. Tem ainda Reviva o Fla Flu Épico, sobre a partida de 1963, que reuniu o maior público da história do futebol no Brasil (177 mil pagantes), e Reviva as Feras do Saldanha, sobre o time montado pelo ex-jogador, técnico e jornalista João Saldanha para a Copa de 1970.

Também estão em cena os pilotos Wilson e Emerson Fittipaldi, por meio de imagens antigas e depoimentos sobre circuitos de rua realizados no Rio e em São Paulo. Os documentários foram idealizados por Alexandre Niemeyer, filho do criador do Canal 100, Carlos Niemeyer, e desenvolvidos pela empresa Ovo em Pé. E poderão ser apresentados nos cinemas, precedendo os filmes em cartaz.

Cinemateca Brasileira


O acervo disponível na casa está armazenado em 4 câmaras climatizadas. São 44 mil títulos em rolos de filme, 28 mil títulos em vídeo e 220 mil fotos e mais materiais de áudio, documentos, livros, folhetos etc. Tudo isso está acessível ao público em geral. A Cinemateca conta com o acervo da Atlântida, da Vera Cruz, do Canal 100, os programas jornalísticos da TV Tupi e o os cinejornais brasileiros nas décadas de 1940 e 1950, entre outros.

Novo filme da franquia Bourne chega aos cinemas em 28 de junho, com o retorno de Matt Damon como Jason



Poucas franquias cinematográficas fizeram tanto sucesso quanto a quadrilogia Bourne, composta pelos longas A IDENTIDADE BOURNE, A SUPREMACIA BOURNE, O ULTIMATO BOURNE e O LEGADO BOURNE e, marcado pela volta de Matt Damon, o quinto filme da série chegas às telonas em junho próximo

Criado pelo escritor Robert Ludlum, Jason Bourne é um personagem que deu origem a uma série de livros de espionagem de muito sucesso. Esse impacto motivou sua adaptação para outros meios, culminando com a produção homônima repleta de estilo e expectativa. 
Matt Damon foi escolhido para dar vida ao agente secreto desmemoriado que precisa descobrir o que fez e por que o querem morto. O retorno do público e da crítica foram ótimos, gerando mais duas continuações: A Supremacia Bourne (2004) e O Ultimado Bourne (2007). Damon e o diretor destes dois últimos longas, Paul Greengrass, afirmaram que a trilogia continha tudo que poderiam oferecer à série. 
Mas os fãs queriam mais. E em 2012 chegou aos cinemas O Legado Bourne, agora com Jeremy Renner no papel principal, vivendo outro agente que passa por problemas semelhantes aos enfrentados por Bourne.
Quinto filho da família Bourne
As primeiras imagens do novo filme de Jason Bourne foram divulgadas em um trailer durante o Super Bowl 50. Matt Damon volta a interpretar o procurado protagonista na nova produção, que conta com Tommy Lee Jones, Vincent Cassel e Julia Stiles.

Data de lançamento 28 de julho de 2016

Direção: Paul Greengrass

Elenco: Matt Damon, Julia Stiles, Vincent Cassel mais

Gênero Ação

Nacionalidade: EUA


A série
A IDENTIDADE BOURNE – Jason Bourne (Matt Damon) é um homem sem memória que é encontrado em uma praia no Mar Mediterrâneo, com o corpo crivado de balas. À beira da morte, Bourne é tratado por um médico aposentado que mora no local e consegue se recuperar. Ele passa então a tentar descobrir quem é ele, sabendo apenas seu nome e que um microfilme foi implantado cirurgicamente em sua perna sem que ele saiba o porquê.
A SUPREMACIA BOURNE – O agente Jason Bourne tem que provar sua inocência depois que um diplomata chinês é assassinado por um sujeito que também se chama Jason Bourne. Sua missão é encontrar o impostor antes que Estados Unidos e China entrem em conflito.
O ULTIMATO BOURNE – Jason Bourne (Matt Damon) volta às telas no terceiro filme da série A Identidade Bourne, desta vez com o agente indo a Paris, Moscou, Madri e Londres à procura de pistas sobre o seu verdadeiro passado.

O LEGADO BOURNE – Após Jason Bourne revelar publicamente o projeto Treadstone, Eric Byer (Edward Norton) é encarregado de apagar os rastros que possam incriminar o governo dos Estados Unidos neste e em outros projetos sigilosos. Um deles chama-se Outcome, um projeto que pretende suprimir a dor e aumentar a sensibilidade, inteligência e força de seus agentes através de remédios tomados periodicamente.

sábado, 23 de abril de 2016

Fotógrafa Daniele Rodrigues assina a exposição ‘Feito Pedaço de Mim’ onde retrata sonhos de jovens do Piauí





'Feito Pedaço de Mim' é um projeto da fotógrafa Daniele Rodrigues sobre ser mulher, ser jovem, ser sertaneja. Essa história começou em 2013, foi ser construída lá no sertão do Piauí e agora volta a Salvador BA para mexer com outras cabeças e corações, aqui no litoral


A exposição, formada por retratos e cartas, fala sobre a realidade do sertão brasileiro, mas também sobre sonhos, sobre futuro na perspectiva feminina. A mostra retrata o cotidiano e sonhos de jovens do sertão do Piauí e traz 17 imagens que falam sobre ser mulher, ser jovem e ser sertaneja.

A abertura da mostra aconteceu desde o dia 15 de abril, na Galeria Pierre Verger, nos Barris, e seguirá até o dia 15 de maio. A visitação gratuita acontece de segunda a sexta, das 9h às 18h, e sábados e domingos de 12h às 19h. A cenografia é assinada pelo artista Zaca Oliveira.

Itinerário escolar

Depois, o projeto Feito Pedaço de Mim percorrerá três escolas públicas de Salvador, onde também serão oferecidas oficinas de fotografia. A primeira parada será no Colégio Bertholdo Cirilo dos Reis em Plataforma, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Os professores serão convidados a trabalhar em sala de aula as temáticas abordadas, além da presença da própria artista gerando o debate na abertura do projeto em cada local. O público principal desse projeto é de jovens que sonham, planejam e estão em um momento de escolha: a saída da escola.

Referência: iBahia

O mês de abril é dedicado às comemorações ligadas à literatura: Dia Internacional da Literatura Infantil, Dia Nacional da Leitura e Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

 

Mais importante do que incentivar a leitura, é garantir que ela seja um passatempo prazeroso para as crianças e adolescentes. Levando em conta essa faixa etária tão importante de leitores, Abril é reconhecido como o mês dedicado às celebrações ligadas à literatura

12 de outubro: DIA NACIONAL DA LEITURA
“Todo dia é dia de mergulhar, de se aventurar, de se divertir, de se emocionar, de sorrir, de descobrir e de compartilhar. Resumindo: TODO DIA É DIA DE LER”. Este é o tema para o segundo ano da campanha Dia Nacional da Leitura, que acontece todo dia 12 de outubro.

Iniciada em 2009, o objetivo é sensibilizar a sociedade para oferecer leitura para as crianças desde a primeira infância e divulgar a prática em vários lugares. Para quem compartilha a ideia, a leitura é essencial para compreender, criar senso crítico e melhorar a qualidade de vida.

O Instituto Ecofuturo foi o idealizador da campanha, que hoje conta com diversas organizações participantes e mantém projetos no campo da leitura para milhares de crianças.

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor
No Dia Mundial do Livro também é celebrado o dia dos Direitos de Autor. A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) criou a data do "Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor" para encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrirem os prazeres da leitura, e a conhecerem a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos.

Uma tradição catalã ligada aos livros já existia no dia 23 de abril, e parece ter influenciado a escolha da Unesco. Na tradição catalã, no dia de São Jorge (23 de abril), é costume dar uma rosa para quem comprar um livro. Trocar flores por livros já se tornou tradição em outros países também.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Já se vão quatro séculos que vieram ao mundo dois gênios da literatura mundial: Miguel de Cervantes e William Shakespeare



Dois monstros sagrados das artes e entre os maiores gênios de todos os tempos. Cervantes acreditou que os livros poderiam ser mais decisivos para o enriquecimento da experiência humana do que a própria realidade e Shakespeare é considerado simplesmente o vulto maior do teatro mundial  

Miguel de Cervantes


O tempo é distante, lá se vão os quatrocentos anos da morte do autor, o espaço tampouco é o do leitor de hoje, no entanto, com a liberdade necessária será possível encontrar não uma, mas muitas razões para se ler a obra de Cervantes, que inventou não apenas uma nova forma de escrever, mas também uma nova forma de ler.

De tanto ler, por dias e noites seguidos, como conta o narrador logo nas primeiras páginas, Alonso Quijano perde o juízo: decide tornar-se um cavaleiro andante nos moldes das muitas novelas que leu. Adotando um nome próprio – Dom Quixote – não apenas deseja restituir ao mundo os valores e formas de vida próprios da cavalaria como também se julga habilitado a empreender aventuras semelhantes às de um cavaleiro andante, apesar da idade avançada. 


Ao longo de suas andanças, apesar dos muitos desacertos, mantém-se firme em suas convicções. Como diz ao estalajadeiro, no início da obra, tratando de firmar seu perfil de cavaleiro por meio de versos de um romance tradicional, “meus arreios são as armas, meu descanso o pelejar” (mis arreos son las armas, mi descanso el pelear).

Essa tenacidade de dom Quixote em seguir um modelo de vida baseado em princípios elevados é algo que acaba tocando nas fibras mais sensíveis do leitor moderno, especialmente por identificar em sua trajetória uma batalha genuína em busca de uma utopia a serviço de um bem comum.

William Shakespeare 


Considerado o dramaturgo mais influente do mundo, Shakespeare é autor de 38 peças, 154 sonetos, 2 longos poemas narrativos e diversas poesias. Os seus textos foram adaptados em todo o mundo e, ainda hoje, são motivo de inspiração na produção de conteúdos para televisão, cinema, literatura e teatro.

Em 2016, assinala-se os 400 anos da morte de William Shakespeare e a RTP2 vai homenagear o escritor/dramaturgo com exibição de quatro peças do autor com produção do Globe Theather: Romeu e Julieta, A Tempestade, Tanto barulho Para Nada, Noite de Reis e o documentário Shakespeare: Last Will & Testament.

Shakespeare produziu a maior parte da sua obra entre 1590 e 1613. As suas primeiras peças eram principalmente comédias e obras baseadas em eventos e personagens históricos, gêneros que ele levou ao ponto máximo da sofisticação e do talento artístico no fim do século XVI. A partir de então, escreveu apenas tragédias até por volta de 1608, incluindo Hamlet, Rei Lear e Macbeth, consideradas algumas das obras mais importantes na língua inglesa. 

Na sua última fase, escreveu um conjunto de peças classificadas como tragicomédias ou romances e colaborou com outros dramaturgos. Durante sua vida, diversas das suas peças foram publicadas, em edições com variados graus de qualidade e precisão. Em 1623, John Heminges and Henry Condell, dois atores e antigos amigos de Shakespeare, publicaram o chamado First Folio, uma coletânea das suas obras dramáticas que incluía todas as peças (com a exceção de duas) reconhecidas atualmente como sendo de sua autoria.

Escadaria projetada por Lúcio Costa é novo palco da música instrumental no Rio




Um patrimônio arquitetônico pouco conhecido de moradores do Rio de Janeiro abriga agora uma série de encontros, reunindo grandes nomes da música instrumental brasileira


O local é a Escadaria da Glória, projetada pelo arquiteto Lúcio Costa (1902-1996) e inaugurada em 1965, ano em que a cidade comemorou seu quarto centenário.No próximo domingo (24), às 11h, quem se apresenta no local é o violonista e compositor Guinga, acompanhado do Quinteto Villa-Lobos. 

O Compositor e suas peculiaridades é o tema doshow, com um repertório que passa por obras de Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Villa-Lobos, além de canções do próprio Guinga.Nos jardins da escadaria, que dá acesso à Igreja da Glória, o projeto Conversa de Músicos inaugura um novo palco para a música, sob a curadoria do clarinetista e arranjador Paulo Sérgio Santos e sempre com apresentações gratuitas. 

O show de abertura da série foi no domingo passado (17), com o tema A Canção e a participação de músicos solistas como Nilze Carvalho, Kiko Horta, André Santos e o próprio Paulo Sérgio. No repertório, obras de Moacir Santos, Tom Jobim e Ivan Lins.

Até 8 de maio, serão mais dois encontros musicais, sempre às 11h de domingo. O Inusitado (dia 1º) reunirá Caio Marcio Santos (violão), Hugo Pilger (violoncelo), Paulo Sergio Santos (clarinete), Ricardo Amado (violino), Eliezer Rodrigues (tuba), Naylson Simões (trompete) e Philip Doyle (trompa), interpretando um repertório variado, de compositores como Severino Araújo, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, Chico Buarque, Pixinguinha e Astor Piazzolla.

Em seu último show, o projeto Conversa de Músicos homenageia o centenário de nascimento de Abel Ferreira (1915-1980), comemorado no ano passado. Zé da Velha, no trombone, Silvério Pontes, no trompete, Joel Nascimento, no bandolim, e Paulo Sérgio Santos, no clarinete, serão os destaques desse tributo ao músico autodidata, considerado um dos maiores clarinetistas brasileiros.

Espaço para fins culturais

Idealizadora do projeto, a produtora cultural Ana Luísa Lima conta que Conversa de Músicos surgiu quando ela descobriu a escadaria, juntamente com um amigo arquiteto, Alfredo Brito. “O local não se resume às escadas e rampas, mas tem vários recantos, alguns muito espaçosos. Daí escolhermos o local para realizar os shows”, diz Ana Luísa, lembrando que até agora ninguém havia pensado em utilizar o espaço para fins culturais.

Embora o resgate cultural da Escadaria da Glória seja a pedra de toque do projeto, o Conversa de Músicos também leva os encontros musicais a outras áreas da cidade. “Ao inscrevermos o projeto no edital Viva Arte, da Secretaria Municipal de Cultura, tivemos a oportunidade de acrescentar outros locais à proposta, as Arenas Cariocas Chacrinha e Dicró e a Areninha Hermeto Pascoal”, conta Ana Luísa.

A primeira apresentação nesses espaços da zona oeste da cidade ocorreu nesse feriado de Tiradentes na Areninha Hermeto Pascoal, em Bangu. O mesmo show, de Guinga e o Quinteto Villa-Lobos, será apresentado domingo (24) na Glória. Hoje, será a vez da Arena Chacrinha, em Guaratiba, receber o show A Canção, que marcou a abertura do projeto.

Fonte: EBC


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Raimundos faz show no Nordeste dentro da celebração dos 20 anos de carreira da banda



Ontem, 20, foi no Recife e amanhã, 22, será a vez de a Paraíba receber o show comemorativo dos 20 anos de carreira da banda brasiliense, onde eles pretendem revisitar a vida inteira do grupo

A apresentação na Paraíba será no Espaço Cultural, em João Pessoa e promete ser uma noite histórica para celebrar a carreira de uma das bandas mais icônicas da música brasileira. 

Na Paraíba estão sendo esperadas excursões vindas do interior do Estado,que terão à disposição, ações com fãs, além de vídeos e peças promocionais sobre a banda.A abertura do show dos Raimundos no Recife foi com a Dona Cislene, que já os antecedeu também em Brasília. O sentimento da banda é que eles estão resumindo a “vida inteira” dos Raimundos nesse show.

Trajetória dos Raimundos

A banda Raimundos nasceu em Brasília, em 1987. O nome é derivado de uma de suas maiores influências, os Ramones, banda norte-americana de punk rock formada em Forest Hills. Com oito discos autorais, 20 anos de estrada e mais de 5 mil cópias vendidas, os Raimundos estão marcados na história como uma das principais bandas de rock no Brasil. 

Com estilo debochado e feroz, o primeiro álbum foi lançado em 1994 e revolucionou o rock nacional. A relação com a Paraíba é especial. Primeira música do primeiro álbum e primeiro grande sucesso da banda, “Puteiro em João Pessoa” virou clássico nos shows.

A turnê de comemoração aos 20 anos surgiu após um mês de votação pelo site, onde mais de 10 mil pessoas escolheram as canções preferidas para entrar no setlist, que resgata sucessos e insere algumas músicas do trabalho mais recente em estúdio, o Cantigas de Roda. Além de Canisso (baixo) e Digão (vocal e guitarra), da primeira formação, a banda vem com Marquim (guitarra) e Caio (bateria).

Adaptada de um documentário de curta-metragem “Amor por Direito” já pode ser visto no Brasil

A policial de New Jersey Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério. O mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal


Como sinal de amor, ela quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusam a reconhecer a relação homo afetiva.

A história é baseada em fatos reais, e já foi adaptada no documentário de curta-metragem de mesmo nome que venceu o Oscar em 2008. A policial de New Jersey Laurel Hester (Julianne Moore) e a mecânica Stacie Andree (Ellen Page) estão em um relacionamento sério. 


O mundo delas desmorona quando Laurel é diagnosticada com uma doença terminal. Como sinal de amor, ela quer que Stacie receba os benefícios da pensão da polícia após a sua morte, só que as autoridades se recusam a reconhecer o relacionamento das duas.

Curiosidades:

» O elenco ainda conta com Steve Carell (‘Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo’),Luke Grimes (‘Cinquenta Tons de Cinza’) e Michael Shannon (‘Foi Apenas um Sonho’).

» O roteiro foi escrito por Ron Nyswaner, indicado ao Oscar por seu trabalho em ‘Filadélfia‘ (1993), filme que também tratava da luta pelos direitos dos homossexuais.

» Peter Sollett (‘Uma Noite de Amor e Música’) dirige.

Elenco:

Julianne Moore – Laurel Hester
Michael Shannon – Dane Wells
Steve Carell – Steven Goldstein
Ellen Page – Stacie Andree
Luke Grimes – Todd Belkin
Josh Charles – Bryan Kelder
Mary Birdsong – Carol Andree

Direção: Peter Sollett

Gênero: Romance

Duração: 103 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Estreia: 21 de Abril de 2016



Referência: Cine Pop

quarta-feira, 20 de abril de 2016

História de Van Gogh’, um dos maiores pintores história, é contada no animação Loving Vincent



O enredo da animação britânica e polonesa é baseado nas mais de 800 cartas escritas pelo próprio artista holandês que tem 120 quadros e 800 cartas como ponto de partida para este filme
O legado de Van Gogh dá mote a Loving Vincent, o primeiro filme do mundo a ser feito com recurso a pinturas de óleo, realizado pela pintora polaca Dorota Kobiela, e pelo realizador Hugh Welchman (vencedor do Óscar de Melhor Curta Metragem por Pedro e o Lobo, em 2006).

A ideia surgiu de uma das cartas de Van Gogh, que escreveu ao seu irmão, dizendo que não é possível comunicar sem ser através de quadros. A partir daí, Dorota começou a desenvolver a ideia de um filme biográfico baseado apenas nos quadros do pintor.

Depois de gravadas as cenas, cada imagem do filme recebia uma pintura a óleo, seguindo o estilo de Van Gogh. No total, devem ser feitas 62.450 pinturas individuais. Não à toa, a equipe tem 65 pintores na Polônia e 20 na Grécia. A técnica é usada pela primeira vez em uma animação.

Uma questão algo filosófica: nascemos e morremos sozinhos, mas vale a pena viver só?




Há um antigo dito popular que assegura: “antes só do que mal acompanhado...”, mas Erasmo Carlos o contradisse e afirmou: “antes mal acompanhado do que só...”. Afinal, mesmo quem passou por desilusões e histórias ruins, será que vale a pena ficar sozinho?


A respeito dessa realidade de grande parte dos seres pensantes que é viver ao lado de pessoas, mas sentir-se só em várias ocasiões, achei oportuníssimo o texto de Lola Carvalho, o qual resumimos abaixo. Vale a pena refletir sobre a escrita da articulista.

Euriques Carneiro

                                                -o-o-o-o-o-o-o-
Apesar de nas nossas vidas estarmos sempre rodeados por pessoas de diversos tipos, não necessariamente temos alguém. A vida é líquida e a grande sacada é que as coisas não são feitas para durar. Por mais que tenhamos essa ideia de que possuímos certas coisas, na verdade, o que temos, é aquele momento com alguém, aquela partícula de lembrança ou memória que você pode utilizar de modo construtivo ou não.

Relacionamentos interpessoais nunca foram fáceis. Guerras, famílias que se odeiam e continentes distantes são fichinha perto da solidão online que vivenciamos nos dias atuais. Parecer feliz na internet é mais importante do que estar feliz de fato. A sensação dessa ditadura que impõe relacionamentos forçados através de curtidas e comentários esvazia o real significado daquela foto ou momento que passou. Acabamos viajando, comendo ou comprando coisas para provar aos outros que estamos bem e se por acaso somos ignorados no modo online, nosso off-line é quem recebe a conta.

Estar sozinho é diferente de estar só. Encare como uma escolha: estar sozinho é aquele momento em que prefere aproveitar a própria companhia assim como Amélie Poulain ou Tsukuru Tazaki. Já estar só é uma condição, algo que não necessariamente a pessoa deseje como o Edward Mãos de Tesoura ou Mary and Max. No fundo somos todos sozinhos, mas podemos decidir se queremos estar só ou não.

Apesar de nunca ninguém ter cravado isso em pedra damos muito valor ao amor romântico, aquele que Jetsunma Tenzin Palmo nos explica com uma simples frase: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz”. O amor romântico é aquele que dói ao vermos conversas e mais conversas no Tártaro do nosso WhatsApp com pessoas que achávamos que poderiam suprir essa “falta” de alguém para amar e ser amado. Esse amor romântico é o que dói quando vemos um divórcio, ou uma traição, ou algo que mexa com nosso ego e que na verdade não pensa nenhum pouco na outra pessoa, e sim em nós mesmos.

Mas a questão é que não é impossível, basta tentar e por em prática aos pouquinhos. Afinal estamos todos aprendendo. Estar só e se sentir só é uma questão de escolha. Não só porque temos parentes e amigos que nos amam, mas por podermos escolher como vamos encarar qualquer presença ou ausência de alguém nas nossas vidas. Se vamos segurar de leve e fazê-las voltar ou se vamos apertar e fazê-las fugir ou morrer.

Mas afinal, é melhor ficar sozinho? Para não sofrer, para não perder, para não chorar, para se poupar de todos os problemas que é gostar de alguém? Acho que não. Claro que existem casos e casos. Por exemplo, entre ter um relacionamento tóxico, que faz mal e que não acrescenta, sim, é melhor ficar sozinho. E às vezes precisamos por a cabeça no lugar, se curar, se conhecer melhor; nessas horas também é bom ficar sozinho. 
Mas se privar de viver certas coisas que a vida dá é só adiar a própria vida, pois ela é feita exatamente disso: de risos, de choros, de encontros e desencontros... Se arriscar e viver a vida recebendo tudo o que ela dá é uma ótima forma de, apesar saber que somos sozinhos, nunca nos sentirmos só.


By: Lola Carvalho

Por acaso, quando se verificava uma goteira, é descoberto na França um autêntico Caravaggio



A missão era simples por demais: consertar uma prosaica goteira, mas resultou na descoberta no sótão de uma casa no sudoeste da França, de uma pintura de Caravaggio, que está proibida de sair do país depois de confirmada a sua autenticidade

O quadro do pintor italiano Caravaggio (1571-1610) recentemente descoberto em um sótão de uma casa no sudoeste da França é uma obra autêntica, segundo vários especialistas, apesar da dúvida expressada por alguns colegas. "Esta iluminação especial, esta energia típica de Caravaggio, sem correções, com a mão segura, e as matérias pictóricas, fazem com que este quadro seja autêntico", declarou o especialista Eric Turquin, admitindo, no entanto, que ainda haverá controvérsia das análises.

Nicola Spinoza, ex-diretor do museu de Nápoles e um dos grandes especialistas mundiais em Caravaggio, concorda com Turquin. "É preciso ver nesta tela um verdadeiro original do mestre lombardo, identificável quase com certeza, apesar de não termos prova tangível e irrefutável", assinala Spinoza.

A pintura foi descoberta no sótão de uma casa no sudoeste da França por simples acaso, quando se consertava uma goteira no telhado. A obra está proibida de sair do país por parte das autoridades, depois de confirmada sua autenticidade. 

Um decreto da ministra da Cultura, publicado em 31 de março, "rejeita o certificado de exportação pedido para uma pintura possivelmente atribuída a Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio".

Trata-se da obra "Judite e Holofernes", uma pintura a óleo sobre tela de 1600 por 1610, "recentemente redescoberta e de grande valor artístico, que poderia ser identificada como uma composição perdida de Caravaggio", indica a ordem ministerial. A existência da obra era conhecida por uma cópia atribuída a Louis Finson, pintor flamengo contemporâneo de Caravaggio.

A pintura mostra Judite, grande heroína bíblica, viúva da cidade de Betúlia, decapitando em sua tenda Holofernes, o general de Nabucodonosor, que sitiava a cidade.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Casa onde Charlie Chaplin viveu seus últimos 25 anos, na Suíça, foi transformada em museu

A Wikipédia define Charles Spencer Chaplin como ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico, mas faltou dizer que ele foi tudo isso e mais um pouco, - também era compositor,- mas esses predicados são só parte da explicação de sua importância para a história do cinema

A mansão na qual Chaplin viveu os últimos 25 anos de sua vida, na cidade suíça de Vevey, foi transformada em museu temático. Ainda em 2000, o mecenas da cultura canadense Yves Durand se impôs uma meta ambiciosa: na antiga casa de campo de Charlie Chaplin na Suíça – conhecida como "Manoir de Ban", na cidade de Corsier-sur-Vevey – deveria ser construído um museu para o ator e diretor.

Foram necessários 15 anos para que Durand pudesse concretizar seu sonho – os suíços temiam que uma nova Disneylândia surgisse em meio à sua bela natureza. Mas pontualmente para o 127° aniversário de Charlie Chaplin, na última sexta-feira (15/04), o sonho foi realizado: o Museu Chaplin ou "Chaplin's World by Grévin" foi inaugurado.

"Nenhum outro museu na Suíça vai ser capaz de atrair pessoas do outro lado do planeta", comentou Durand confiante em seu projeto. O diretor-geral da instituição, Jean Pierre Pigeon, estima que 300 mil pessoas vão visitar anualmente o espaço.

"O espaço magnânimo faz bem à alma: ele amplia o horizonte e refresca a mente", dizia Chaplin com entusiasmo sobre seu novo lar. Um sentimento que os visitantes do museu devem ser capazes de compreender. Afinal de contas, Yves Durand conseguiu convencer os filhos de Chaplin da ideia, assegurando-lhes que não queria interpretar o comediante, mas deixá-lo falar por si mesmo. A instituição foi concebida pela firma francesa Grévin, responsável por diversos projetos internacionais de museus e parques temáticos.

Pessoa comum


Os visitantes poderão conhecer melhor não somente o artista, mas também a pessoa de Charlie Chaplin: como "Don Juan", como amante da natureza, como pescador, ou como aficionado de fondue e aguardente de cereja.

Yves Durand desenvolveu o projeto junto ao arquiteto Philippe Meylan. A parte interna da "Manoir de Ban" foi completamente esvaziada e reformada. Entre outros, surgiu um novo edifício-estúdio, em que Chaplin é apresentado como artista. Ali se encontra uma sala de cinema com 150 lugares, onde poderão ser vistos clássicos do famoso ator. Os curadores avaliaram 81 filmes e 15 mil fotografias, para apresentar tudo da forma mais original possível.

Há também uma série de objetos de recordação, que os filhos de Charlie Chaplin colocaram à disposição. Entre eles, álbuns de fotos, filmes de família, como também a mala do filme O vagabundo, marca registrada desse herói tragicômico do cinema. Até sua morte, aos 88 anos em dezembro de 1977, Chaplin viveu em sua residência de campo em Corsier sur Vervey.

História


Nascido na Inglaterra, Charlie Chaplin foi banido dos EUA por motivo políticos em 1952, tornando-se uma das mais célebres vitimas da política anticomunista de caça às bruxas. Com sua esposa Oona O'Neill e seus oito filhos, ele se estabeleceu na Suíça. Mais precisamente em Corsier-sur-Vevey, numa casa senhorial em estilo neoclássico com um parque de 14 hectares, localizada nas encostas entre o lago e as montanhas.

Referência: Diário do Centro do Mundo