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sábado, 5 de março de 2016

Entre os maiores naufrágios do país, o naufrágio do “Príncipe das Astúrias” completa 100 anos



O naufrágio do navio Príncipe das Astúrias naufragou em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, é cheio de mistérios e histórias, muitas delas desvendadas e outras tantas sobre as quais pairam dúvidas ainda não explicadas

Uma das maiores tragédias da história marítima brasileira completa 100 anos neste sábado (5). Em 1916, o navio Príncipe das Astúrias naufragou em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, e deixou 477 mortos. O naufrágio é comparado ao do Titanic, que afundou quatro anos antes. Um cerimonial em homenagem às vítimas aconteceu na manhã deste sábado na cidade.

O navio Príncipe de Astúrias naufragou em Ilha Bela-SP no ano de 1916. Faleceram 477 pessoas e 144 sobreviveram, assim como mais de 1.000 clandestinos que vieram alojados nos porões. As águas agitadas, a correnteza acentuada, a forte neblina e a versão de que a Ilha Bela-SP seria um polo magnético, acredita-se que tenham sido as principais causas que provocaram a tragédia.

O sinistro foi comparado ao do Titanic, naufragado quatro anos antes (1912), coincidentemente construído pelo mesmo estaleiro escocês. O Vapor espanhol Príncipe de Astúrias tinha 150 metros de comprimento e era o orgulho da Marinha Mercante espanhola.

Transatlântico luxuoso


Logo após o naufrágio, foram realizadas operações de mergulho no local, autorizadas pela Marinha do Brasil. A primeira exploração ocorreu em 1949, quando foram retiradas 200 toneladas de chumbo. Luiz Fernando de Castro Cunha, arqueólogo subaquático e mergulhador da Marinha do Brasil, acompanhou os trabalhos de pesquisas realizadas no ano de 1986 e 1987. Desde então, o naufrágio tem sido visitado por mergulhadores técnicos de todo o Brasil.

O Príncipe das Astúrias era um transatlântico bem luxuoso, com tapetes persas, mas na época não era como hoje, passageiros e carga separados. Eram mistos: carga e passageiro. Só de carga, na sua última viagem havia 10 toneladas.

Durante o carnaval de 1916, no dia 5 de março, o navio se dirigia ao porto de Santos, fazendo sua sexta viagem à América do Sul. Chovia forte e a visibilidade era baixa, o que pode ter causado a batida única laje submersa da Ponta da Pirabura, o que provocou em um rasgo no casco do transatlântico.

O navio se partiu em três partes e em pouco tempo ficou submerso. Os corpos se espalharam pelo litoral norte e quando encontrados, foram enterrados nas praias. Cerca de 600 pessoas foram enterradas na praia da Serraria em Ilhabela e 300 em Castelhanos.

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