quinta-feira, 31 de março de 2016

Chernobyl 30 anos: de lugarejos fantasmas, cidades recuperam a fauna e a flora e, principalmente, a vida



A fauna está se recuperando e a natureza já tomou conta de algumas partes, compondo um cenário impressionante que em nada lembra o desastre de proporções colossais de três décadas atrás
 Em 26 de Abril de 1986 o reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, passava por uma bateria de testes quando um pico de energia o sobrecarregou e, depois de tentativas falhas de conter o grande fluxo energético, várias explosões aconteceram. O reator principal teve então uma de suas partes expostas ao oxigênio da atmosfera, causando a ignição e, em seguida, a explosão.
O fogo então lançou partículas radioativas no ar que se estenderam ao longo de Pripyat, a cidade mais próxima, da parte oeste da URSS e até parte da Europa. O país que sofreu com a maior quantidade desses níveis foi a Bielorrússia, com 60% registrados em relatórios pós soviéticos. A cidade de Pripyat, que servia como moradia para grande parte dos trabalhadores da usina foi totalmente evacuada em dois dias.No ano de 2016 o desastre de Chernobyl faz seu aniversário de 30 anos.

A cidade se transformou num lugarejo fantasma, ambiente que foi e é palco de diversas referências na cultura mundial. Os jogadores de S.T.A.L.K.E.R. provavelmente adorariam entrar na Zona, o que inclusive pode ser mais ou menos feito.

Fluxo turístico

Já que os níveis de radiação diminuíram consideravelmente desde o desastre, guias turísticos acompanham turistas que desejam conhecer o lugar. Claro, nem todos os lugares estão livres da radiação, mas é possível ter pelo menos uma ideia de como as pessoas viviam e como está a paisagem no geral.

Mostrando que a vida teima em renascer, a fauna prospera na zona de exclusão abandonada pelos seres humanos onde agora abundam novamente alces, veados, corços, javalis e lobos, de acordo com um estudo internacional.

O estudo mostra ainda que estes mamíferos são ao menos tão numerosos dentro do perímetro de 4.200 km2 ao redor da usina nuclear quanto nas reservas naturais não contaminadas pela radioatividade que circundam a área.

A pesquisa de cunho cientifico, teve seus resultados publicados na segunda-feira, 28, pela revista Current Biology, foi realizado utilizando observações aéreas na extensa área devastada pelo fogo que se seguiu à explosão de um dos reatores em abril de 1986. Ele também mostra que os lobos são sete vezes mais numerosos do que nos parques perto da zona de exclusão.

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