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segunda-feira, 7 de março de 2016

Bob Dylan vendeu o seu baú de memórias composto por cerca de 6 mil itens que contemplam todas as fases da sua carreira



Os arquivos de Dylan são compostos por cerca de 6 mil itens que contemplam todas as fases da sua carreira. Ficarão alojados em Tulsa, no Oklahoma, a mesma cidade onde se encontra o Museu de Woody Guthrie, o primeiro herói musical e grande referência de Bob Dylan 

“I was so much older then, I’m younger than that now”, poderá dizer com propriedade, cinco décadas depois. Porque vai ser possível esmiuçar e questionar, descobrir cada passo, cada rasura e cada intenção nas cartas expedidas, nas letras alteradas ou em acordes trocados. Bastará ir até Tulsa (e numa primeira fase, ser um acadêmico reconhecido ou dylanólogo encartado), onde estará disponível um imenso acervo de Dylan.Bob Dylan fugiu de Greenwich Village nos anos 1960 por já não suportar a atenção de que era alvo. Quando dylanólogos precoces, simples maluquinhos ou gente que conjugava as duas características, começaram a bater-lhe à porta a horas impróprias ou a vasculhar o seu caixote do lixo em busca de “respostas”, Dylan soube que era a hora de fugir do olhar público.

Entre 15 e 20 milhões de dólares


Adquirido pela George Kaiser Family Foundation, criada pelo maior milionário do Oklahoma, homem liberal num estado conservador, e pela Universidade de Tulsa, que já haviam conseguido levar para a cidade os arquivos de Woody Guthrie, os cerca de seis mil itens que compõem a coleção de Dylan ficarão para a posteridade na mesma localidade que acolhe a do seu primeiro herói e grande referência e onde também encontramos uma mostra permanente de arte nativa americana.

O diário norte-americano, a quem foram abertas as portas do arquivo de Dylan, revela que este foi adquirido por uma quantia entre os 15 e os 20 milhões de dólares (entre os 13,7 e os 18,3 milhões de euros). O propósito, tal como já acontecera quando da aquisição do material de Woody Guthrie, é chamar mais gente a Tulsa e revitalizá-la com turismo cultural e com a chegada de investigadores de todo o mundo

Meticuloso e obsessivo

Dylan já se vinha revelando metodicamente através das Bootleg Series através das quais fomos conhecendo material musical inédito. Com elas descobrimos a evolução em palco, as canções registradas sem que a edição fosse o objetivo final, bem como o processo criativo em estúdio. Os arquivos, cuja catalogação e preparação para disponibilização pública demorará cerca de dois anos, expandem enormemente essa visão da produção artística de Dylan.
 Existem as curiosidades, como uma carteira com o cartão de apresentação de Otis Redding, uma nota escrita pela mão de George Harrison comentando a edição de Nashville Skyline, ou uma carta endereçada por Peter Fonda e Dennis Hopper dando conta dos avanços na definição da banda-sonora deEasy Rider. 
De maior interesse para os estudiosos, para além de mais gravações inéditas, áudio e vídeo, ou da correspondência trocada, por exemplo, com Allen Ginsberg, serão os cadernos manuscritos, através dos quais se revela o caráter meticuloso, no limite do obsessivo, da criatividade de Bob Dylan.

Agora, quando o grande mestre da música americana da segunda metade do século conta 74 anos, vamos poder saber muito mais.

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