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terça-feira, 22 de março de 2016

Apesar herança de talento, cantora carioca Alice Caymmi quer trilhar o próprio caminho







Alice Caymmi respeita e admira o legado familiar, mas quer construir sua própria trajetória e não quer ficar presa ao sobrenome famoso


A Alice, que carrega no sobrenome um dos maiores sinetes da MPB, lançou o primeiro álbum, homônimo, em 2012. Fortemente autoral, o disco veio com algumas letras criadas quando a artista ainda era adolescente. Mas foi nas duas covers da tracklist que Alice revelou suas maiores referências: “Sargaço Mar”, composta pelo avô, Dorival Caymmi, e primeiramente lançada para acompanhar uma biografia do mestre em 1985; e a cultuada “Unravel”, de Björk, lançada em Homogenic (1997). “Não dá para fazer melhor do que isso”, a cantora islandesa publicou em seu site oficial. “[Quando li a declaração] fiquei chorando, porque ela é uma referência para mim”, Alice revela.

Em 2014 veio o teste que costuma gerar picos de ansiedade em 9 entre 10 músicos: o temido segundo álbum. ‘Rainha dos Raios’, lançado pelo selo independente Joia Moderna, explorou a força da interpretação de Alice, que fez teatro. “A grande diferença sou eu, cara. Eu mudei muito”, afirma. Ela diz que já deixou de cantar as músicas antigas em seu show. “Eu não volto com ex-namorado e não repito música. Simples assim.”

DVD “Rainha dos Raios”
Aos 26 anos e com dois discos lançados (Alice Caymmi, 2012, e Rainha dos raios, 2014), a neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo e Simone Caymmi e sobrinha de Nana e Dori Caymmi, tem se firmado como um dos nomes mais interessantes da nova MPB, misturando influências diversas, que vão do rock passando pelo dance até referências mais contemporâneas e inesperadas, como a música Princesa, de MC Marcinho.

Esse é parte do repertório utilizado no segundo disco e no DVD, Rainha dos raios ao vivo, que chegou às lojas físicas e digitais na última semana. O trabalho, que mistura teatro, música, moda e vídeo, teve direção de Paulo Borges, idealizador e diretor criativo do São Paulo Fashion Week.

Gravado em dezembro de 2014 no Teatro Itália, em São Paulo, Rainha dos raios ao vivo, além de apresentar o repertório completo do disco que o inspirou, conta com Paint it black, dos Rolling Stones; I feel love, de Donna Summer; Bang bang, de Cher, entre outras.

Influência de Caetano Veloso


Não é de se estranhar que o ecletismo também seja uma das principais características de duas de suas principais influências: Caetano Veloso e a islandesa Björk. Enquanto composições do primeiro estão presentes em três momentos do disco/DVD — Homem, do disco Cê (2005),Iansã (1972), de onde vem a personagem-título do disco, e Jasper (1989) —, a segunda foi homenageada no primeiro disco de Alice, quando a brasileira gravou a faixa Unravel, a qual rendeu elogios da própria Björk.

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