Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

segunda-feira, 14 de março de 2016

87 anos depois, a ópera Don Quixote volta a ser encenada no Brasil com sua primeira produção nacional


A ópera ‘Don Quixote’, do francês Jules Massenet, se apresentou pela primeira e única vez no Brasil em 1929, no Theatro Municipal, com produção e montagem de uma companhia italiana










 Quase 90 anos depois, a ópera desembarcou no Brasil para celebrar o quarto centenário de morte deMiguel de Cervantes com uma montagem que traz à luz um dos mais importantes personagens da literatura ocidental com esta produção que é pela primeira vez, nacional.

Estreada em 1910 no Cassino de Monte Carlo, de Mônaco, a composição francesa misturou na cena toda a poesia do país galês junto ao ritmo espanhol do flamenco em uma montagem que diverte, emociona e encanta com a história do engenhoso fidalgo, imortalizada há mais de 400 anos.

Do texto original de Cervantes, há algumas mudanças para a produção do libreto, de Henri Caïn (1857-1937) quem se inspirou na peça de teatro cinema ‘Le Chevalier da Longue Figure’, do francês Jacques Le Lorrain, onde, ‘Dulcinéia’ sai dos relatos de ‘Alonso Quijano’ (O Quixote) e ganha vida nos palcos.

Versão nacional
No Brasil, a dama ‘Dulcinéia’ é interpretada por Luisa Francesconio, e o papel principal recaiu no americano Gregory Reinhart, quem vive na França e, como único estrangeiro do elenco, chegou ao país sul-americano para viver pela primeira vez o mítico personagem.

Malheiro destacou que esta “é uma ópera muito especial e bonita, com muitos ingredientes diferentes, além do próprio canto. Há vários números de dança flamenca e coros, existem também cenas intimistas e expressivas. Eu gosto desde a primeira até a última nota”.

O flamenco nesta versão brasileira foi dirigido por Nuria Castejón, coreógrafa espanhola que além de dançar nesta ópera trabalhou em produções internacionais de o ‘Barbeiro de Sevilla’ e ‘Carmen’, nos Estados Unidos.

A presença de Castejón é “indispensável” para o regente do espetáculo, por tratar-se de uma artista ibérica, assim como ‘O Quixote’. A cenografia desta versão é assinada pelo argentino Nicolás Boni, quem já trabalhou em óperas tanto em seu país, como nos Estados Unidos e Brasil.

Para este ‘Quixote’, sua versão de ‘La Mancha’ foi montada a partir de reproduções das gravuras de Gustave Doré, que ilustraram por muitos anos os livros de Cervantes. As hachuras típicas das gravuras também estão nas roupas criadas pelo brasileiro Fábio Namatame, cujos tecidos são impressos um por um com detalhes que os aproximam mais dos desenhos do romance.

O diretor disse que desde sempre “namorou” o trabalho de Massenet, de quem tem gravações de todas as composições de ópera e com frequência voltava a escutar a de ‘Don Quixote’. Com pouco menos de um mês de ensaios, o elenco leva ao quase centenário teatro brasileiro uma montagem a cargo do libanês Jorge Takla, que estudou na França e foi responsável por espetáculos musicais no Brasil como ‘My fair lady’ e ‘West side story’.

A ópera ‘Don Quixote’ abriu a temporada 2016 do Theatro São Pedro, situado no centro de São Paulo com apresentações às quartas, sextas e domingos até o dia 13 de março, de onde seguiu viagem para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!