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sexta-feira, 4 de março de 2016

100 anos do samba | Tem conviver em harmonia partideiros, malandros do morro, pagodeiros, carnavalescos e bossanovistas?





Quando, em 1916, Donga registrou o samba ‘Pelo telefone, ele deu início à trajetória do gênero que, durante quase 100 anos, se tornou a própria essência da musica e da cultura brasileira


É claro que antes do “Pelo Telefone”, o samba já existia. Mas Donga e seu parceiro, o mulato jornalista Mauro de Almeida (que dizia ter apenas dado uma ajeitada nos versos originais) são hoje legalmente, até prova em contrário, os autores desse samba primordial. E fim de papo.
Segundo o compositor e violonista Donga, no célebre depoimento prestado em 2 de abril de 1969 ao Museu da Imagem e do Som, no Rio, o “Pelo Telefone”, consagrado como o primeiro samba a se tornar sucesso carnavalesco é “de 1916”. Ao citar laconicamente essa data, Donga poderia estar referindo tanto o ano da feitura da obra, quanto o de seu “registro” (declaração oficial de autoria), como o da gravação.

O samba vai sobreviver?

Então, o samba está fazendo 100 anos e o tempo se encarregou de lhe imputar mudanças fazendo com que ele, por vezes, tenha fugido às suas raízes. Em alguns momentos, transfigurou-se a ponto ficar irreconhecível. Hoje, convivem harmoniosamente partideiros, malandros do morro, pagodeiros, carnavalescos e bossanovistas. Mas questiona-se se o samba ainda tem força suficiente para ser o símbolo musical do país, depois de ser tão mutilado, agredido e violentado nas suas origens.

Vejamos algumas opiniões de quem entende do assunto, como o jornalista e historiador José Ramos Tinhorão: “O samba, como qualquer gênero de música popular, envelhece, passa. Ele é produto de uma época, e responde a uma série de expectativas das pessoas daquele tempo”, diz ele, citando ainda o caso do jazz nos EUA. 
Já outro ícone do samba, Leci Brandão, tem ponto de vista diverso: “O samba não vai morrer nunca”, diz Leci Brandão, “o que acontece é que a mídia só mostra a turma que vai à academia, tem roupa de grife, olhos claros. A mídia exclui a velha guarda e sempre foi assim.”

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