quinta-feira, 31 de março de 2016

Chernobyl 30 anos: de lugarejos fantasmas, cidades recuperam a fauna e a flora e, principalmente, a vida



A fauna está se recuperando e a natureza já tomou conta de algumas partes, compondo um cenário impressionante que em nada lembra o desastre de proporções colossais de três décadas atrás
 Em 26 de Abril de 1986 o reator número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, passava por uma bateria de testes quando um pico de energia o sobrecarregou e, depois de tentativas falhas de conter o grande fluxo energético, várias explosões aconteceram. O reator principal teve então uma de suas partes expostas ao oxigênio da atmosfera, causando a ignição e, em seguida, a explosão.
O fogo então lançou partículas radioativas no ar que se estenderam ao longo de Pripyat, a cidade mais próxima, da parte oeste da URSS e até parte da Europa. O país que sofreu com a maior quantidade desses níveis foi a Bielorrússia, com 60% registrados em relatórios pós soviéticos. A cidade de Pripyat, que servia como moradia para grande parte dos trabalhadores da usina foi totalmente evacuada em dois dias.No ano de 2016 o desastre de Chernobyl faz seu aniversário de 30 anos.

A cidade se transformou num lugarejo fantasma, ambiente que foi e é palco de diversas referências na cultura mundial. Os jogadores de S.T.A.L.K.E.R. provavelmente adorariam entrar na Zona, o que inclusive pode ser mais ou menos feito.

Fluxo turístico

Já que os níveis de radiação diminuíram consideravelmente desde o desastre, guias turísticos acompanham turistas que desejam conhecer o lugar. Claro, nem todos os lugares estão livres da radiação, mas é possível ter pelo menos uma ideia de como as pessoas viviam e como está a paisagem no geral.

Mostrando que a vida teima em renascer, a fauna prospera na zona de exclusão abandonada pelos seres humanos onde agora abundam novamente alces, veados, corços, javalis e lobos, de acordo com um estudo internacional.

O estudo mostra ainda que estes mamíferos são ao menos tão numerosos dentro do perímetro de 4.200 km2 ao redor da usina nuclear quanto nas reservas naturais não contaminadas pela radioatividade que circundam a área.

A pesquisa de cunho cientifico, teve seus resultados publicados na segunda-feira, 28, pela revista Current Biology, foi realizado utilizando observações aéreas na extensa área devastada pelo fogo que se seguiu à explosão de um dos reatores em abril de 1986. Ele também mostra que os lobos são sete vezes mais numerosos do que nos parques perto da zona de exclusão.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Atuando como atriz, cantora e compositora, Alessandra Maestrini mostra o seu novo trabalho, "Drama’n Jazz"




Transitando confortavelmente entre os variados estilos musicais, como MPB, rock, jazz e ópera, a atriz, cantora, compositora e versionista Alessandra Maestrini está em turnê com seu mais recente trabalho, o disco Drama’n Jazz.

O primeiro disco de sua carreira solo como cantora, traz mo no repertório, além de clássicos do Jazz e dos musicais que participou no decorrer de sua carreira, canções próprias e versões. O show conta com a direção de Gringo Cardia e tem ainda direção musical de João Carlos Coutinho, que a acompanha como maestro e pianista.

Duas décadas na estrada

Nos palcos desde 1997, Maestrini já protagonizou grandes musicais, como a superprodução Les Miserables, o “off-Broadway” Rent e o megassucesso Ópera do Malandro, entre tantos outros sucessos. Também compôs o lenço de ‘As Malvadas’, de Charles Möeller e Cláudio Botelho, espetáculo que ganhou o Prêmio Sharp de Melhor Musical.

Desde então ela vem trilhando sua carreira como atriz de teatro e TV, cantora e, especialmente, como destacada personalidade em musicais de sucesso. Maestrini é uma das primeiras pessoas a ter aprovadas - e bastante elogiadas - versões para o inglês de letras de Chico Buarque. Entre elas, I love you (Eu te amo), que fez parte da trilha da novela Aquele Beijo, escrita por Miguel Falabella. 

Agora, Alessandra Maestrini grava seu primeiro CD, lançado pela Som Livre: Drama’n Jazz. O álbum traz “standards” do jazz e dos musicais, com destaque para “Deixa estar (Cross my heart)”, versão para a música do Tim Maia que conta com a participação especial de Tiago Abravanel.


São Paulo e Rio de Janeiro recebem festival de cinema É Tudo Verdade



Entre os dias 7 e 17 de abril as telas de cinema de São Paulo e Rio de janeiro exibirão 85 títulos de documentários de 26 países selecionados para o É tudo verdade – 21º Festival Internacional de Documentários


Nesta edição, serão 22 estreias mundiais, uma mostra especial sobre as Olimpíadas, uma retrospectiva da obra de Carlos Nader, e sessões especiais homenageando os cineastas Chantal Akrman, Ruy Guerra, Claude Lanzmann e Haskell Wexler. Todas as sessões são gratuitas.

Entre a programação estão sete produções nacionais inéditas no país, selecionadas para a Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens, e nove para a Competição de Curta-Metragens. Participam da Competição Internacional de Longas e Médias-Metragens 12 documentários inéditos no Brasil e nove da Competição Internacional de Curta-Metragens. Além disso haverá programas especiais e as sessões informativas Projeções Especiais, O Estado das Coisas, Foco Latino-Americano.

Na abertura serão exibidas a première latino-americana de Fogo no Mar (Fuocoammare), de Gianfranco Rosi, com foco na crise dos refugiados na Europa a partir de Lampedusa, na Sicília (Itália), e a estreia mundial de As Incríveis artimanhas da Nuvem Cigana, de Paola Vieira e Claudio Lobato, que conta a história do coletivo artístico Nuvem Cigana, formado no Rio de Janeiro nos anos de 1970.

“Fogo no Mar trata com incrível delicadeza e notável talento narrativo a crise humanitária dos refugiados na Europa. O filme vai na raiz do problema e do ser humano que precisa buscar refúgio e na Europa que precisa se adaptar e reagir a essa situação humanitária tão frágil e tão radical. A urgência é uma marca do documentário e uma característica particular do gênero”, disse o fundador e diretor do Festival, Amir Labaki.

Estreias

O diretor destacou que apesar de o ano ser considerado complicado o festival terá maior número de estreias, assim como teve recorde de inscrições: “É impressionante ver como se produz no Brasil, apesar da crise. É um talento incrível e o documentário me parece uma das formas primeira de expressão contemporânea no Brasil e no mundo. Foi uma seleção muito rigorosa e muito difícil”.

Para destacar o fato de o Brasil receber pela primeira vez os Jogos Olímpicos, o festival incluiu a mostra especial sobre as Olimpíadas, colocando em exibição filmes atuais sobre o tema. “Em vez de trazer os grandes clássicos, que inclusive passam na televisão, achamos melhor tentar ver um olhar do presente sobre isso. Nós selecionamos cinco filmes, dos quais dois são estreias mundiais e falam sobre os jogos e como o cinema retratou as Olimpíadas em todo o período”.

Mostra competitiva

Os filmes selecionados para a competição brasileira de longas ou médias metragens são:Cacaso da corda bamba (José Joaquim Sales, Rio de Janeiro); Cícero Dias, o compadre de Picasso(Vladimir Carvalho, Distrito Federal); Galeria F (Emília Silveira, Rio de Janeiro); Imagens do Estado Novo 1937-45 (Eduardo Escorel, Rio de Janeiro/São Paulo); Jonas e o Circo sem Lona (Paula Gomes, Bahia); Manter a Linha da Cordilheira sem o Desmaio da Planície (Walter Carvalho, Rio de Janeiro); O Futebol (Sérgio Oksman, São Paulo/Espanha).

Na competição internacional de longas ou médias-metragens concorrem; 327 cadernos (Andrés Di Tella, Argentina, Chile); Anos Claros (Frédéric Guillaume, Bélgica); Catástrofe (Alina Rudniyskaya, Rússia); Chicago Boys (Carola Fuentes, Rafael Valdeavellano, Chile); Gigante (Zhao Liang, França); Kate Interpreta Christine (Robert Greene, EUA); No Limbo (Antoine Viviani, França);Nuts! (Penny Lane, EUA); Paciente (Jorge Caballero Ramos, Colômbia); Sob o Sol (Vitaly Mansky, Rússia); Tudo Começou pelo Fim (Luis Ospina, Colômbia); Um Caso de família (Tom Fassaert, Holanda).

A competição brasileira de curta-metragens traz os títulos A Culpa é da Foto (Eraldo Peres, André Dusek, Joédson Alves, Distrito Federal); Abissal (Arthur Leite, Ceará); Aqueles Anos em Dezembro(Felipe Arrojo Poroger, São Paulo); Buscando Helena (Roberto Berliner, Ana Amélia Macedo, Rio de Janeiro); Fora de Quadro (Txai Ferraz, Pernambuco); O Oco da Fala (Miriam Chnaiderman, São Paulo); Praça de Guerra (Edi Júnior, Paraíba); Sem Título #3: e para poetas em tempo de pobreza?(Carlos Adriano, São Paulo); Vida como Rizoma (Lizi Kieling, Rio Grande do Sul).

Na competição internacional de curtas participam A Glória de Fazer Cinema em Portugal (Manuel Mozos, Portugal); A Visita (Pippo Delbono, França); Caracóis (Grzegorz Szczepaniak, Polônia);Carmen (Mariano Samengo, Argentina); Cosmopolitanismo (Erik Gandini, Suécia); Eu Tenho uma Arma (Ahmad Shawar, Palestina); Fátima (Nina Khada, Alemanha); Munique 72 e além (Stephen Crisman, EUA); O Atirador de Elite de Kobani (Reber Dosky, Holanda).

Fonte: EBC

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pinacoteca exibe a mostra 'Paisagem nas Américas' em uma parceria do museu brasileiro com instituições do Canadá e dos EUA



 Desde ontem, 27, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, recebe uma de suas principais exposições de 2016: Paisagem nas Américas: pinturas da Terra do Fogo ao Ártico

A mostra, que esteve recentemente em cartaz na Art Gallery of Ontario, em Toronto, no Canadá, e no Crystal Bridges Museum of American Art, de Bentonville, nos EUA, nasceu de uma parceria inédita firmada em 2010 entre a Pinacoteca de São Paulo, a Art Gallery of Ontario e a Terra Foundation for American Art (Chicago, EUA).

A exposição trará ao Brasil 105 obras de grandes artistas do continente americano, como os brasileiros Tarsila do Amaral e Pedro Américo, os americanos Frederic Church e Georgia O’Keeffe, os mexicanos José Maria Velasco e Gerardo Murillo - o Dr. Atl - além dos canadenses Lawrren Harris e David Milne, do venezuelano Armando Reverón, do uruguaio Pedro Figari, entre outros, que poderão ser observados juntos pela primeira vez.

Com curadoria assinada por Valéria Piccoli, Georgiana Uhlyarik e Peter John Brownlee, essa é a primeira exposição a examinar a pintura de paisagem desde as primeiras décadas do século XIX até o início do século XX em um contexto pan-americano. Ela está organizada por temas e enfatiza a produção artística da Argentina e da região do Rio da Prata, de países andinos como Chile, Equador e Venezuela, Brasil, México, Estados Unidos e Canadá, onde a presença da pintura de paisagem foi mais expressiva.

“Durante este período a pintura de paisagem foi o meio primordial para a articulação de concepções simbólicas relativas ao território, tornando visível a propriedade sobre ele na formação dos estados nacionais. Gradualmente, a pintura de paisagem revela uma mudança de atitude com relação ao território, figurando a constituição de identidades culturais baseadas num sentido de pertencimento a um lugar particular. É possível identificar essas transformações à medida que se caminha pela mostra”, explica Piccoli, curadora-chefe da Pinacoteca.

Projeto grandioso

O projeto é ambicioso e envolveu uma rede de instituições, acadêmicos e patrocinadores de todas as Américas. No site picturingtheamericas.org é possível conhecer todos os membros do comitê científico do projeto, além de detalhes sobre a mostra. “Nós sediamos em abril de 2012 um encontro dos curadores, especialistas e consultores e participamos de alguns outros eventos acadêmicos nos últimos três anos. Os profissionais envolvidos são reconhecidos e suas contribuições foram vitais para a qualidade do trabalho que poderá ser conferido agora pelo público brasileiro”, completa Piccoli.

A mostra permanece em cartaz até 29 de maio de 2016 no 1º andar da Pinacoteca – Praça da Luz, 02. A visitação é aberta de quarta a segunda-feira, das 10 às 17h30 – com permanência até as 18h – e o ingresso custa R$6 (inteira) e R$ 3 (meia). Crianças com menos de 10 e adultos com mais de 60 anos não pagam. Aos sábados a entrada é gratuita para todos os visitantes.

A exposição tem patrocínio da Terra Foundation for American Art, do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE e da Ambev e apoio do Consulado Geral do Canadá e da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Os temas

O objetivo principal da exposição é transpor as fronteiras nacionais e colocar em diálogo artistas de todas as partes do continente. A mostra se organiza a partir de seis temas, que buscam enfatizar aspectos que são comuns à história de todos os países americanos. ‘Terra Ícone Nação’, por exemplo, apresenta uma seleção de sete pinturas icônicas que demonstram como, na medida em que as nações da América se tornavam independentes, certas paisagens foram escolhidas como representativas de uma identidade nacional. É o caso da baía de Guanabara para o Brasil, do vale México para este país ou da fronteira oeste para os Estados Unidos. Essas pinturas tornam visíveis as identidades nacionais conforme elaboradas foram elaboradas ao longo do século XIX.

‘Do Campo para o Ateliê’ reúne desenhos e pinturas que resultam de expedições científicas que percorreram e exploraram as mais remotas regiões das Américas, inspirando-se nos escritos do naturalista Alexander von Humboldt. Artistas como o alemão Johann Moritz Rugendas, o canadense Paul Kane e o americano Thomas Moran, com suas imagens majestosas dos densos interiores da floresta tropical ou dos picos gelados do Ártico, exemplificam o espírito de investigação da natureza que orienta a produção de pinturas de paisagem no século XIX.



As telas reunidas em ‘Batalhas Fronteiras Territórios’ nos mostram como os artistas imaginaram a história muitas vezes violenta e conflituosa das disputas territoriais que marcam as definições das fronteiras americanas, tanto entre nações, como entre nações e os povos indígenas do continente. Nelas, o território surge ele mesmo como personagem, enfatizando a criação dos mitos e simbologias nacionais.

‘A Terra como Recurso’ apresenta pinturas que fazem referência às abundantes riquezas das Américas – o solo fértil, a madeira, minerais, entre outros – que glorificam o domínio do homem sobre o mundo natural. Pinturas de fazendas de café, de extração de madeira e mesmo de coleta de gelo no Canadá compõem esse núcleo, com visões romantizadas do mundo do trabalho e da exploração dos recursos naturais.

Já ‘A Terra Transformada’ aponta para a emergência da modernidade, que dissemina o gosto pelas formas industriais, ecoando as formas naturais. Obras do mexicano Juan O’Gorman, do uruguaio Torres-Garcia e da brasileira Tarsila do Amaral exemplificam a predominância da paisagem urbana – com seus portos, fábricas e chaminés – na pintura do início do século XX, desmantelando a estética e as convenções artísticas do século anterior.

A mostra se encerra com ‘Ícone Nação Ser’ que, espelhando a seção inicial, reúne sete obras que manifestam respostas individuais dos artistas frente à natureza e à beleza do território. São lugares que os artistas conheciam bem e onde projetam suas memórias e experiências, no sentido de expressar um profundo sentido de pertencimento. O litoral venezuelano representado por Armando Reverón e as paisagens do Novo México da americana Georgia O’Keeffe são os exemplos a destacar nesse conjunto.

Catálogo
 

Com edições em inglês, espanhol e português, o livro editado pelos curadores da exposição contém 260 imagens coloridas e será vendido a partir do dia 27 de fevereiro na loja da Pinacoteca. O material inclui ainda ensaios de 45 autores convidados.

Referência: Pinacoteca SP

Dan galeria apresenta exposição de Axl Leskoschek em São Paulo



Mostra “OS ANOS DE BRASIL DE AXL LESKOSCHEK” reúne 160 obras do gravador, pintor, ilustrador e desenhista austríaco que se exilou no Brasil fugindo do Nazismo e revolucionou mercado editorial do país com ilustrações das obras de Dostoiévski

A exposição Os Anos de Brasil de Axl Leskoschek, com obras do gravador, pintor, ilustrador e desenhista austríaco, percorre o mundo há mais de quatro décadas. Apresentada originalmente em outubro de 1973 no Instituto Cultural Brasileiro-Americano, em Washington (EUA), esteve na Galeria Grupo B, no Rio de Janeiro, em março de 1974, e na Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo.

Na exposição na Dan Galeria, as 160 obras de Axl von Leskoschek (1889-1976) incluirão as 35 xilogravuras que o artista criou para as edições brasileiras das obras de Dostoiéveski, e 130 xilogravuras que narram desde suas primeiras criações no Brasil até as obras criadas após o seu regresso à Europa, de 1948 até meados da década de 1970.

Serviço:
O que: Os Anos de Brasil de Axl Leskoschek
Quando: De 21 de março a 9 de abril
Data/hora: De segunda a sexta das 10h às 18h, sábado das 10h às 13h
Onde: Dan Galeria – Rua Estados Unidos, 1638, Jardim Paulista, São Paulo

domingo, 27 de março de 2016

Após colocações infelizes, Lobão pede desculpas a Caetano, Gil e Chico Buarque em carta aberta e propõe trégua para discutir pontos de vista políticos



Em rede social, cantor tenta redimir-se fazendo declaração de amor aos três pilares da MPB e propõe discutir a crise política no Brasil 'como pessoas crescidas'
Neste domingo de Páscoa, utilizando uma rede social, ele publicou uma carta aberta dirigida a Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque na qual faz, humildemente, um pedido de desculpas e uma declaração de amor. 
Tratando os três por “caros amigos”, Lobão avisa logo no início da missiva: “Decidi escrever uma carta aberta a vocês por inúmeros motivos, mas confesso que, dentre todos esses tais motivos, estava lá, para minha surpresa, no fundo do meu peito a me gritar, o maior e mais importante deles todos: o meu amor por vocês”.
Lobão relata na carta que tomou a iniciativa de escrevê-la após assistir à participação de Caetano e Gil no programa Altas Horas, que foi ao ar na noite de ontem. 
O roqueiro confessa que, inicialmente, a sua intenção algo belicosa era ver o ponto de vista de Caetano sobre a crise política e os protestos das últimas semanas.Nos últimos anos, Lobão tornou-se um crítico gratuito de figuras proeminentes da MPB, mas, ao que parece, está recobrando a razão e reposicionando-se. 

O cantor há algum tempo assumiu um ódio obvio pela Presidente Dilma e seus aliados, sendo figurinha carimbada nas manifestações contra o governo, mas debulhou-se em afetividade: “Algo muito possante tomou conta de mim. Uma força estranha foi me conduzindo para áreas da minha memória afetiva, e, quando dei por mim, estava lá eu olhando para a TV inundado de carinho e amor, com um enorme sentimento de parentesco por aquelas duas figuras (Caetano e Gil)”, escreveu o roqueiro.

Segundo Lobão, para além dos dois compositores baianos, “tal força estranha também dragou uma outra figura, na tela ausente, para a ribalta do meu coração, o Chico” que, ao lado de inúmeras outras figuras da cultura nacional, apóia abertamente o PT. Lobão pede então desculpas e diz que foi “desonesto” ao “diminuir o talento de vocês três por pura birra, competição, autoafirmação ou até, vá lá, uma discordância genuína quanto a princípios ideológicos, políticos e metodológicos”. “Vocês três fazem parte do meu DNA artístico e afetivo e do meu imaginário poético”, escreve.

Carreira em declínio


De crítico da indústria da música e do regime militar, no passado, o cantor e compositor se converteu em um direitista de primeira linha e viu seus últimos shows se transformarem em fiascos de público sendo que, alguns deles, foram cancelados pelo baixíssimo índice de vendas de ingressos.

Já dizia Nelson Rodrigues “que toda unanimidade é burra” e a frase pode ser adaptada trocando ‘unanimidade’ por ‘radicalização’. E estamos falando de toda e qualquer linha ideológica. O outrora combativo Lobão aprontou das suas durante um Festival da Mantiqueira, ocorrido na cidade de São Francisco Xavier (SP). No evento, ele criticou o cantor João Gilberto – que “virou um ser sagrado e nós temos que destronar tudo o que é sagrado” –, atacou Chico Buarque e ainda afirmou que “a MPB é de uma mediocridade galopante”.

“Torturadores arrancaram umas unhazinhas“


Entre aplausos e vaias, o egocêntrico classificou a esquerda brasileira de “gente rancorosa e invejosa”. No auge da sua fala rancorosa, Lobão afirmou que há “um excesso de vitimização na cultura brasileira… Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização para quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores que arrancaram umas unhazinhas”.

Sem maiores comentários!

sábado, 26 de março de 2016

Com diversas publicações disponíveis, a discípula de Jesus, Maria Madalena se tornou objeto de grande atenção, notadamente após o livro “O Código da Vinci”



O discurso de um Papa foi responsável pela má fama que Maria Madalena carregou durante séculos, mas descobertas recentes apontam que ela teria sido, na verdade, a discípula preferida de Jesus


“Esse engano data do século VI, quando o Papa Gregório Magno fez um discurso identificando a ‘mulher pecadora’ que se arrepende e cai aos pés de Cristo (e que, nos evangelhos, é na verdade uma personagem anônima) como sendo Maria Madalena”, explica frei Jacir de Freitas Faria, professor de exegese bíblica e hermenêutica de textos antigos do Instituto São Tomás de Aquino, de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Deixando de lado qualquer julgamento a respeito do valor literário de sua obra, pode-se dizer que o escritor norte-americano Dan Brown tem pelo menos um mérito incontestável. Seu best-seller O código Da Vinci ajudou a desfazer um dos maiores equívocos do cristianismo: a associação de Maria Madalena à figura da pecadora (ou, pior ainda, da prostituta) que, através da penitência, alcança a redenção.

De pecadora, Maria Madalena logo passou a adúltera, prostituta, já que, no imaginário popular, o pecado feminino é logo associado à sexualidade. A imagem da mulher penitente passou a ser constantemente retratada em obras de arte, o que só ajudou a perpetuar o equívoco. Ela, assim, virou o exemplo clássico da regeneração, ilustrando de maneira eficiente o poder de conversão do cristianismo.

Em 1969, o Vaticano chegou a publicar um documento reconhecendo e desculpando-se oficialmente pelo erro que ajudou a popularizar. Tal fato é ainda hoje desconhecido por muita gente, mas é verdade que a mulher citada nos textos canônicos como aquela que esteve na ressurreição de Jesus teve seu próprio renascimento nos últimos anos.

Além do romance de Dan Brown, outro fator que ajudou a “recuperar” a imagem dessa importante figura bíblica foi a descoberta de uma série de textos cuja autoria é atribuída a ela. O chamado Evangelho de Maria Madalena foi encontrado em Nag Hammadi, no Egito, em 1945, e, ao lado de outros textos apócrifos, a coloca como principal apóstola de Jesus, além de aumentar a polêmica em torno de um possível relacionamento afetivo entre discípula e mestre.

Rolling Stones | Depois de décadas de proibição, Banda de Jagger e Richards faz apresentação histórica nesta sexta



Uma página virada na história: quando a banda de rock de Carlos Carnero Los Kent ligou guitarras e bateria para tocar um cover de Rolling Stones na ilha da Juventude, em Cuba, na década de 1960, soldados armados pararam o show e levaram os músicos de volta para a ilha principal

Na noite desta sexta-feira, Mick Jagger saudou os fãs em Havana em espanhol, antes de abrir o show com Jumpin 'Jack Flash, hit de 1968. "Olá, Havana. Boa noite, meu povo de Cuba", disse o roqueiro.

Dezenas de milhares de cubanos ficaram na fila durante horas para entrar na Ciudad Deportiva, local do show. A apresentação seguiu o roteiro da turnê recente dos Stones, que privilegia os grandes sucessos do grupo britânico. A música escolhida por votação na internet foi All Down the Line, do álbum Exile on Main St. (1972).

A seleção incluiu ainda clássicos como Angie, do álbum Goats Head Soup (1973), e Paint it Black, de 1966. O guitarrista Keith Richards assumiu os vocais principais em You Got the Silver (1969) e Before They Make Me Run (1978).

O show ocorreu na mesma semana da visita do presidente Barack Obama ao país e está sendo visto como sinal de mudança na ilha.

Até cerca de 15 anos atrás, o governo de Cuba proibia a maioria das músicas de rock e pop ocidental. Mas o país mudou nos últimos anos, em especial nos últimos 18 meses, quando o processo de aproximação com os Estados Unidos se acelerou.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Festa dos 'karetas' é realizada há 126 anos e é a atração maior de Jardim CE



Tradição é revivida a cada ano no município durante a Semana Santa.
Homens saem pelas ruas vestidos de roupas exóticas e máscaras que, ao final, são expostas no Memorial dos Karetas, instalado no Museu Histórico Municipal 


Máscaras, chocalhos, tambores e outros instrumentos musicais invadem as ruas de Jardim, na região do Cariri (a 540 quilômetros de Fortaleza), durante a Semana Santa e mantêm uma tradição de pelo menos dois séculos. 
A festa dos Karetas de Jardim deve reunir cerca de 500 mascarados entre esta Quinta-Feira da Paixão e o Domingo de Páscoa.Uma tradição de mais de cem anos continua presente na vida dos moradores do município de Jardim, no extremo sul do Ceará. Quando chega a Semana Santa, há 126 anos, é realizada a festa dos “karetas”. Homens de todas as idades aparecem vestidos de roupas exóticas e máscaras e fazem passeatas pelas ruas da cidade.

O costume de cobrir o rosto com máscaras na Semana Santa deriva da prática dos agricultores de celebrar o início da colheita. Segundo o artista plástico Luiz Lemos, organizador da festa dos Karetas, a manifestação começou no século XIX.
De acordo com Luiz Lemos, era um movimento puramente rural, quando os agricultores colocavam o espantalho do roçado na cela de um animal e saiam pelos vilarejos pedindo donativos para encerrar o festejo, com toda comunidade reunida para comemorar a colheita.

Filme perdido de Humberto Mauro vai inaugurar cinema público em Belo Horizonte



Os cinéfilos de Belo Horizonte terão duas boas novidades em abril: o último filme de Humberto Mauro, que estava perdido e foi recuperado no ano passado, e a inauguração do primeiro cinema público da cidade

A noiva da cidade era um roteiro antigo de Humberto Mauro, considerado um dos pioneiros do cinema nacional. Como o projeto nunca havia saído do papel, seu amigo Alex Viany, cineasta e jornalista, decidiu dirigir o filme. Fora do set desde 1974, Mauro viu seu velho projeto virar realidade em 1978, quando já estava com 81 anos. O diretor faleceu cinco anos depois.

Por algum motivo ainda sem explicação, o filme chegou a apenas seis salas de cinema, nas cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Além Paraíba (MG). “Não temos informação de por que isso ocorreu e nem uma estimativa do público que foi atingido.

As razões do desaparecimento ainda são uma caixa-preta. Mesmo naquela época, com todas as dificuldades do cinema nacional, o percurso natural da produção seria ser exibida em festivais e chegar às salas de cinema", explica o historiador André Martins, responsável pela descoberta e pela recuperação da obra.

O filme foi rodado em Volta Grande (MG) e tem Elke Maravilha no papel principal, interpretando uma famosa atriz que decide voltar à cidade natal em busca de refúgio, mas a aventura se mostra impossível pois todos se apaixonam por ela.

Chico Buarque estava escalado para atuar no filme, mas desistiu da ideia às vésperas da filmagem e foi substituído por Jorge Gomes. O cantor acabou sendo responsável pela trilha sonora original, junto com Francis Hime. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Chico explica como foi composta a música que leva o mesmo nome do filme.

Recuperação

Martins conta que, em contato com moradores de Volta Grande (MG), ouviu queixas sobre um filme de Humberto Mauro gravado na cidade que nunca havia sido exibido para eles. Foi daí que o historiador começou a busca e, em 2012, encontrou uma versão em betacam (formato de filme) em meio ao acervo da Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro.

No ano passado, Martins conseguiu recursos para masterizar, tratar o áudio e digitalizar a obra por meio do edital Filme Minas, da Secretaria de Cultura de Minas Gerais. Quando os trabalhos já estavam na fase final, ele encontrou também os negativos originais do filme, depositados no Centro Técnico Audiovisual (CTAv) do Ministério da Cultura.

"Infelizmente, já não havia mais recursos. Mas eu sempre dizia que nós deveríamos continuar buscando alguma cópia com qualidade melhor do que a versão em betacam. Eu sentia muita falta de um verde e um azul mais bonitos. Ainda pretendo apresentar um projeto para tratar esse negativo original e lançar o filme em alta definição. Por enquanto, só teremos em DVD", explica o historiador.

Duas mil cópias do filme foram produzidas, das quais cerca de seiscentas já foram entregues a instituições de ensino, cineclubes e pontos de cultura. Além da obra original, o DVD traz uma novidade: um pequeno vídeo feito por André Martins com depoimentos da Elke Maravilha, de outros atores e de moradores de Volta Grande que participaram das gravações como figurantes. Há duas semanas, o filme foi exibido pela primeira vez na TV, pela Rede Minas, emissora pública de Minas Gerais.

Cinema público

A noiva da cidade será uma das primeiras atrações do primeiro cinema público de Belo Horizonte, que funcionará no edifício onde funcionava o antigo Cine Santa Tereza, no bairro de mesmo nome. O prédio, projetado pelo arquiteto italiano Raffaello Berti e construído em 1942, está agora na reta final das reformas. A conclusão da obra acontece 13 anos depois do projeto ter sido escolhido pela população através do Orçamento Participativo da Prefeitura de Belo Horizonte.

A administração do espaço caberá ao Museu de Imagem e Som (MIS), da Fundação Municipal de Cultura (FMC). Por esta razão, o espaço ganhou o nome de MIS Cine Santa Tereza. A sala de cinema terá 126 lugares, dos quais quatro adaptados para pessoas com deficiência.

O equipamento de projeção é de última geração, o que permitirá a exibição em qualidade tanto de filmes como contemporâneos. A estrutura também contará com um café, uma biblioteca e um salão para realização de exposições e oficinas.

No local, serão realizadas sessões gratuitas, de quarta-feira a domingo. A programação será composta de filmes de arte, produções independentes e autorais e mostra de longas, curtas e documentários. O foco será o cinema mineiro e brasileiro, mas também haverá espaço para filmes estrangeiros. Já há, inclusive, um convênio com o governo da Espanha para realização de um festival de cinema espanhol. “Compramos o direito de mil títulos nacionais e internacionais, então já temos uma programação garantida por pelo menos um ano”, contou o presidente da Fundação Municipal de Cultura Leônidas José de Oliveira.

O espaço será aberto no dia 19 de abril e a obra de Mauro será exibida na estreia ou na primeira semana de funcionamento.

Fonte: EBC

quinta-feira, 24 de março de 2016

A Utilidade do Inútil - Um Manifesto | A cultura é inútil, felizmente



Em seu novo ensaio, o italiano Nuccio Ordine critica a “ditadura do proveito”, o utilitarismo da educação e o pouco interesse da política pelos bens do espírito


Um manifesto abaixo-assinado por Platão, Aristóteles, Montaigne, Kant, Shakespeare, Victor Hugo, Cervantes, Dickens, Baudelaire, García Lorca, Calvino, García Márquez...

Não é verdade - nem mesmo em tempos de crise - que só é útil o que produz lucro ou tem uma finalidade prática. Existem saberes considerados "inúteis" que são indispensáveis para o crescimento da humanidade. Útil, portanto, é tudo aquilo que nos ajuda a termos uma vida mais plena e um mundo melhor.

Brilhante, contundente e muito claro, o filósofo italiano Nuccio Ordine mostra como a lógica utilitarista e o culto da posse acabam por murchar o espírito das pessoas, pondo em perigo não só a cultura, a criatividade e as instituições de ensino, mas valores fundamentais como a dignidade humana, o amor e a verdade. Completa o livro um ensaio do famoso educador americano Abraham Flexner, inédito em português, que prova como também as ciências exatas nos ensinam a utilidade do inútil.

Sucesso de crítica e de público, traduzido para mais de 15 idiomas, essa é uma leitura crucial, um grito de defesa da humanidade e do humanismo.

Francês fabrica o maior barril de vinho do mundo com capacidade para 300 mil litros da bebida





Estamos em plena Semana Santana, época na qual se consome muito vinho e com muitos eventos ligados à nobre bebida, que é degustada não importando a fama e o preço. Há espaço para os vinhos suaves com custo em torno de R$ 15 e também para os mais chiques cujas garrafas podem atingir os US$ 500


A pipa gigante pesa 40 toneladas, tem capacidade para armazenar o conteúdo equivalente a 400 mil garrafas de vinho. Situado em Languedoc, o colosso de madeira foi construído por um carpinteiro local que precisou de 37 toneladas de carvalho para a realização do pedido, no mínimo, inusitado. 
O barril foi colocado do lado de fora da adega e segundo Gérard Bru, dono da propriedade, será usado em eventos e futuramente pode se transformar em uma loja de rótulos château.Aproveitando o ensejo, apresentamos a nova invenção do mundo vitivinícola que foi oficialmente apresentada nesta semana, por Château Puech Haut, na França: um tonel de proporções monstruosas que mede nada mais, nada menos, que 12m de comprimento e 6m de diâmetro.

Apesar de curioso, este não é o primeiro barril gigante a surgir na França. O mais famoso deles surgiu em 1885 com Eugene Mercier, da casa Champagne. Com capacidade para armazenar 200 mil litros de vinho, ele foi usado exatamente para esta finalidade, sendo preenchido por completo pela enorme colheita de 1887.

Quando rebocado para a cidade luz por 24 bois e 18 cavalos para a Paris Exhibition de 1889, duas pontes tiveram suas estruturas comprometidas por causa de seu peso. Ao chegar à capital, Mercier teria precisado comprar cinco casas vizinhas para que o gigante pudesse ser devidamente estacionado.

Na mesma linha de pensamento criativo, Bru convida diversos artistas para decorar barris (de tamanhos normais) em suas adegas. Muitos deles, pintados por nomes famosos, estão expostos em galerias de arte e coleções em todo o mundo.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Sugestões de filmes para ver no feriadão da Semana Santa



Mais um feriadão e esse tem um significado especial. Para muitos, é época de reflexão, de mergulhar nos mistérios da morte do Filho der Deus e, dessa forma, muitos optam pelo almoço em família na Sexta da Paixão, formando um típico programa caseiro. Assim, nada melhor que ver bons filmes

A lista que o Artecultural sugere abaixo, não tem a pretensão de agradar a todos, mas procuramos nos pautar pela qualidade dos longas e fazer uma seleção eclética, que abrangesse uma significativa parcela dos que nos acompanham nesse espaço de arte e cultura.

Uma excelente Páscoa todos, com muita paz, saúde e harmonia!

Winter, o golfinho
As criaturas famosas que povoam o oceano do entretenimento - Moby Dick, Flipper, a baleia Willy, Bob Esponja, Polvo Paul, entre outros - acabam de ganhar um novo companheiro, a protagonista de “Winter, o Golfinho”, filme claramente destinado ao público infantil.

O dia em que Hollywood entendeu a Bíblia

Houve um tempo em Hollywood em que os produtores descobriram que a Bíblia podia lhes render um bom lucro. A fórmula era fortão se apaixona por mulher ideal e detona um império. O ator podia ser podia ser um gladiador, um rei, um escravo, um romano, um hebreu como Sansão; a atriz podia ser uma escrava, uma cristã, uma plebeia, às vezes uma pagã fatal como Dalila; o império derrotado ou era o filisteu ou era preferencialmente o romano.

Decisões extremas
“Decisões Extremas” surpreende logo no seu início. E não falo de invencionices do roteiro ou qualquer coisa envolvendo a história em si. Surpreendente é ver, pela primeira vez desde Star Wars, Harrison Ford não ser o nome principal a ser creditado. O longa-metragem é produzido pelo ator que, talvez até por isso, tenha se sentido menos tentado a encabeçar o elenco, deixando a função para Brendan Fraser. É no mínimo curioso.

Como Estrelas na Terra


Contam-se nos dedos os bons filmes produzidos por Hollywood. Infelizmente, o mesmo pode ser dito de Bollywood, a indústria de cinema indiana. Por isso, é uma grata surpresa se deparar com pérolas raras como o filme “Como Estrelas na Terra – Toda criança é especial” (“Taare Zameen Par – Every child is special”, no original, lançado nas salas indianas no fim de 2007). O filme rapidamente conquistou uma legião de admiradores na Índia e no mundo, recebendo os prêmios de melhor filme e melhor ator pela crítica, além do prêmio de melhor direção, para Aamir Khan, e de melhor letra de música pelo Filmfare Awards. 

Um Sonho Possível

Se não fosse uma história real, eu a consideraria quase inverossímil, mas como é, pode-se dizer que se trata de um bom exemplo de como os seres humanos ainda podem manifestar amor desinteressado – tão desinteressado que chega a levantar suspeitas. É o que acontece no filme “Um Sonho Possível”, estrelado por Sandra Bulluck, no papel que lhe concedeu o Globo de Ouro de melhor atriz em 2010.

Sempre ao Seu Lado

“A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana que é um mistério”. Os animais veem e ouvem, amam, temem e sofrem. Eles se servem de seus órgãos muito mais fielmente do que muitos seres humanos dos seus. Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana.

Um homem invictus

Nelson Mandela é um homem que não foi derrotado; é um homem invicto. Após quase 30 anos na prisão sob a linha segregacionista do regime apartheid, Mandela saiu da cela prisional para o salão presidencial. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para encarnar os temores de uma grande parcela dos brancos da sociedade sul-africana: vingança, revanchismo, ajuste de contas. Com o poder nas mãos, ele tinha tudo para incorporar as expectativas de uma grande parcela dos negros sul-africanos: idem, idem, idem. Mandela, porém, superou os preconceitos e medos de todos os lados ao propor a construção de uma nova sociedade baseada na reconciliação.

Era uma vez em Nova Iorque
James Gray é um pintor. E não é qualquer um capaz de transformar uma história tão pesada em um filme tão belo. Ewa (Marion Cotillard), imigrante russa, chega à Grande Maçã dos anos 20 e logo percebe que a segurança hipoteticamente oferecida por sua família de nada vale no novo mundo. Ela precisa se prostituir para garantir o dinheiro que vai tirar sua irmã da quarentena da Ilha Ellis (entrada dos estrangeiros no país) e logo divide a atenção de Bruno (Joaquin Phoenix), cafetão com pinta de produtor de teatro, e Emil (Jeremy Renner), mágico de araque.

Garota Exemplar

David Fincher emascula Ben Affleck, dá a Rosamund Pike um papel que separa as estrelinhas das supernovas e cria um estudo sobre casamento e o terror que ele traz disfarçado de thriller.

terça-feira, 22 de março de 2016

Os Dias com Ele |Maria Clara Escobar produz um grande documentário onde resgata a imagem do seu pai, Carlos Henrique Escobar, intelectual auto-exilado em Portugal



Segundo a máxima do cineasta Jean-Luc Godard, “todo grande documentário tende à ficção, e toda grande ficção tende ao documentário”. Para além do evidente jogo de palavras, marca notável dos aforismos de Godard, a assertiva relaciona dois sistemas, documentário e ficção 

"Os Dias com Ele" não traz uma premissa incomum no documentário, pelo contrário: o filme foca na relação entre a diretora Maria Clara Escobar e seu pai, o filósofo Carlos Henrique Escobar. Através dos traumas pessoais, a narrativa pretende espelhar os traumas da nação, principalmente relacionados ao sombrio período da ditadura militar. 

As relações família-pátria e público-privado têm constituído o eixo de dezenas de documentários nacionais, e este é mais um exemplar da boa qualidade deste grupo de obras.Maria Clara mergulha no passado quase desconhecido de seu pai, Carlos Henrique Escobar. As descobertas e frustrações de acessar a memória de um homem e de um período da história brasileira cheio de lacunas. Ele, um intelectual preso e torturado durante a ditadura militar, não fala sobre isso desde aquele tempo.

Amargura

O trunfo do filme é a personalidade muito específica de Escobar. Recluso em Portugal e voluntariamente afastado de amigos ou familiares, o entrevistado demonstra grande amargura em relação à história, à política (seja ela de esquerda ou direita) e às pessoas de maneira geral. A misantropia se reflete na relação com a própria filha, que Escobar trata com frieza e certa ironia – ele chega a afirmar que, embora tenha ficado feliz com o nascimento dos filhos, só se tenha realizado de fato com a compra de seus gatos. Esta personalidade improvável e involuntariamente cômica desperta atenção, assim como a conduta controladora (Escobar pretende compor as cenas e os enquadramentos no lugar da diretora) e a recusa de abordar diretamente temas como a tortura.

Por mais interessante que seja, "Os Dias com Ele" funciona menos para abordar a ditadura militar do que para retratar a dificuldade em representá-la. A metalinguagem serve bem para criar distanciamento em relação ao tema abordado, mas não para explicá-lo ou contextualizá-lo. De modo geral, seria interessante que alguém estudasse essa onda de documentários autobiográficos recentes, como Construção, Elena,Marighella, Sobral – O Homem que Não Tinha Preço,Mataram Meu Irmão, Francisco Brennand, Diário de uma Busca e outros. É compreensível que os diretores tenham interesse nas histórias de seus familiares, e que a proximidade com as pessoas retratadas facilite a produção. Também é verdade que a maioria destes filmes apresenta uma alta qualidade.

Mesmo assim, o universo narcisista destas produções demonstra uma tendência destes jovens diretores a não buscar compreender uma realidade muito distante de sua própria vivência. É um cinema belo, intimista, que também contribui a refletir sobre os problemas da sociedade, mas que toma poucos riscos estéticos e cinematográficos. Trata-se de uma produção rica na compreensão do indivíduo como parte de um todo, mas pobre na vontade de retratar a alteridade. Um delicado e prolífico cinema-umbigo.

Fonte: Adoro Cinema

Apesar herança de talento, cantora carioca Alice Caymmi quer trilhar o próprio caminho







Alice Caymmi respeita e admira o legado familiar, mas quer construir sua própria trajetória e não quer ficar presa ao sobrenome famoso


A Alice, que carrega no sobrenome um dos maiores sinetes da MPB, lançou o primeiro álbum, homônimo, em 2012. Fortemente autoral, o disco veio com algumas letras criadas quando a artista ainda era adolescente. Mas foi nas duas covers da tracklist que Alice revelou suas maiores referências: “Sargaço Mar”, composta pelo avô, Dorival Caymmi, e primeiramente lançada para acompanhar uma biografia do mestre em 1985; e a cultuada “Unravel”, de Björk, lançada em Homogenic (1997). “Não dá para fazer melhor do que isso”, a cantora islandesa publicou em seu site oficial. “[Quando li a declaração] fiquei chorando, porque ela é uma referência para mim”, Alice revela.

Em 2014 veio o teste que costuma gerar picos de ansiedade em 9 entre 10 músicos: o temido segundo álbum. ‘Rainha dos Raios’, lançado pelo selo independente Joia Moderna, explorou a força da interpretação de Alice, que fez teatro. “A grande diferença sou eu, cara. Eu mudei muito”, afirma. Ela diz que já deixou de cantar as músicas antigas em seu show. “Eu não volto com ex-namorado e não repito música. Simples assim.”

DVD “Rainha dos Raios”
Aos 26 anos e com dois discos lançados (Alice Caymmi, 2012, e Rainha dos raios, 2014), a neta de Dorival Caymmi, filha de Danilo e Simone Caymmi e sobrinha de Nana e Dori Caymmi, tem se firmado como um dos nomes mais interessantes da nova MPB, misturando influências diversas, que vão do rock passando pelo dance até referências mais contemporâneas e inesperadas, como a música Princesa, de MC Marcinho.

Esse é parte do repertório utilizado no segundo disco e no DVD, Rainha dos raios ao vivo, que chegou às lojas físicas e digitais na última semana. O trabalho, que mistura teatro, música, moda e vídeo, teve direção de Paulo Borges, idealizador e diretor criativo do São Paulo Fashion Week.

Gravado em dezembro de 2014 no Teatro Itália, em São Paulo, Rainha dos raios ao vivo, além de apresentar o repertório completo do disco que o inspirou, conta com Paint it black, dos Rolling Stones; I feel love, de Donna Summer; Bang bang, de Cher, entre outras.

Influência de Caetano Veloso


Não é de se estranhar que o ecletismo também seja uma das principais características de duas de suas principais influências: Caetano Veloso e a islandesa Björk. Enquanto composições do primeiro estão presentes em três momentos do disco/DVD — Homem, do disco Cê (2005),Iansã (1972), de onde vem a personagem-título do disco, e Jasper (1989) —, a segunda foi homenageada no primeiro disco de Alice, quando a brasileira gravou a faixa Unravel, a qual rendeu elogios da própria Björk.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Consolidando-se como polo de turismo religioso, Serrinha BA celebra os 86 anos da Semana Santa com a Procissão do Fogaréu



A Semana Santa em Serrinha tornou-se umas das tradições religiosas mais fortes do interior baiano e, ao comemorar 86 anos de existência, está se consolidando como rota de turismo religioso no estado da Bahia

Em 2016, repete-se a vasta programação, renovando a fé nas pessoas, nas famílias e nas comunidades, contemplando todas as idades e grupos sociais. 

Realizada pela Diocese de Serrinha, a Semana Santa busca ir além da religião e potencializar as manifestações do evento, gerando mais oportunidades de emprego e renda, e novos programas de qualificação profissional, ou seja, gerar dentro do município uma integração econômica sem perder o aspecto religioso.

Vasta programação
O município oferece na Semana Santa intensa programação, movimentando toda a cidade. Além de missas, procissões, caminhadas e via-sacra, shows e teatro entretêm moradores e visitantes. A estimativa dos organizadores é que cerca de 20 mil turistas visitem Serrinha nesse período. São pessoas que vêm, além de cidades circunvizinhas, de Salvador, São Paulo, Minas Gerais, dentre outras.

O município conta com 12 hotéis e cinco pousadas, com uma oferta de 3 mil leitos, ampliada com o aluguel de casas mobiliadas, o que aumenta a participação econômica da população.

A programação da Semana Santa tem o ponto alto na Procissão do Fogaréu. Realizada desde 1930, a procissão percorre as ruas da cidade que ficam iluminadas por tochas de papel, acesas com velas, e que são carregadas pelos participantes.

domingo, 20 de março de 2016

Páscoa ou Pessach? Saiba um pouco mais sobre uma das festividades mais importantes do calendário judaico



Todo mundo — até quem não segue nenhuma religião — já ouviu falar sobre a última ceia e, de tão conhecido, inclusive existem diversas obras famosas retratando esse evento que mostra Jesus ceiando com seus discípulos
Mas, afinal, o que é que Jesus estava celebrando com seus apóstolos nessa ocasião? Como se sabe, Cristo era judeu, e apesar de a última ceia hoje estar relacionada com a Páscoa cristã, a verdade é que Jesus estava comemorando o Pessach, ou seja, a Páscoa judaica.
Essa é uma das festividades mais importantes do calendário judaico, consistindo na celebração da fuga dos hebreus da escravidão no Egito guiados por Moises. Segundo o Livro do Êxodo da Torá — a bíblia judaica —, Moises tentou convencer o faraó diversas vezes para que ele libertasse o seu povo, e inclusive alertou o governante que Deus lançaria dez pragas sobre o Egito caso ele não concordasse.

Páscoa (Pessach)
Acontece que o Pessach celebrado durante a última ceia ocorreu às vésperas da crucificação e ressurreição de Cristo, então as duas festividades acabaram se interligando. E não é só isso: o ano litúrgico judaico não serve de base apenas para as festividades dos judeus, mas para as dos cristãos também, determinando a data daquelas celebrações sem data fixa, que variam de acordo com eventos astronômicos.

Mas apesar de a festa cristã ter a sua origem na festa judaica, as duas têm significados diferentes. Assim, enquanto o Pessach marca a libertação do povo judeu no Egito, a Páscoa cristã representa a libertação de todos que estavam separados de Deus devido aos seus pecados, que foram perdoados através da morte e ressurreição de Jesus.

Com tantos mistérios que envolvem uma das mais emblemáticas passagens bíblicas, surgem variadas versões e algumas curiosidades sobre o Pessach: Vejamos algumas delas:
  • A celebração dessa festividade dura entre sete e oito dias, dependendo do país; 
  • No início do Pessach, ocorre um jantar cerimonial — chamado Seder — cheio de simbolismos, no qual famílias e amigos se reúnem para comemorar; 
  • O prato do Seder consiste em um ovo cozido, osso com carne tostado de cordeiro, hortaliças amargas (como a escarola, por exemplo), vegetais mergulhados em água com sal, salsão e um purê feito de uma mistura de maçã, pera, nozes e vinho; 
  • Na véspera do Seder, todos os primogênitos devem fazer jejum para relembrar a salvação de todos os primogênitos israelitas que sobreviveram às pragas do Egito. 

Em ano de crise e com preços absurdos aqui praticados, brasileiros se revoltam com ovos da Garoto a US$ 1,99 nos EUA



Uma significativa imagem deu o que falar nas redes sociais no mês passado: ovos de Páscoa da Garoto sendo vendidos a 1,99 dólar em um supermercado de Boston, nos Estados Unidos 

Há alguns anos, sempre nessa época, a sociedade brasileira discute a relação custo/beneficio dos ovos de Páscoa, mas quando chega o Domingo de Páscoa, todo estoque se esgota pois a apelação do fator criança acaba por amolecer o coração dos adultos, fazendo abrir a carteira ou liberar o cartão de crédito.

Neste ano, com a crise que bateu às portas da grande maioria dos brasileiros, aliada aos absurdos preços cobrados pela tradicional guloseima pascal, o cenário promete ser diferente. Uma grande parcela da população já convenceu os seus pimpolhos a trocar os tradicionais ovos por barras de chocolate, sob o argumento de que duas barras grandes têm quase o dobro de chocolate de um ovo médio. 

Aumento de produção

Assim, o embate promete consumidores x produtores promete muitas emoções até o próximo domingo e, a julgar pela recente redução de preços promovida pelas grandes redes, os fornecedores já fizeram a leitura de cenário, para não ficar com o mico de um grandioso estoque encalhado e ter que fazer promoções a partir do próximo dia 28 de março.

Nada obstante o cenário acima traçado, a indústria do chocolate tem expectativas positivas para o período de Páscoa. De acordo com a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), a contratação de temporários para a época é 10% maior que a do ano passado. 

O cenário de crescimento é confirmado por grandes marcas de chocolates. Resta-nos aguardar qual vai ser o comportamento dos consumidores, se a razão via falar mais alto ou se o coração vai mandar na decisão de compra.

Projeto ‘Uma noite de São João’ garante presenças de Targino Gondim e Elba Ramalho em Conquista, Petrolina e Ilhéus



Inicialmente prevista para a vizinha Juazeiro BA, a estréia do show "Uma Noite de São João", foi alterado para a casa de shows Zé Matuto, em Petrolina PE, antes de seguir para Vitória da Conquista e Ilhéus BA
Dois dos grandes nomes do forró tradicional nordestino, Elba Ramalho e Targino Gondim, estão juntos no projeto “Uma Noite de São João”, com apresentações confirmadas para Petrolina, Vitoria da Conquista e Ilhéus. 

A produtora Toca Pra Nós Dois Produções, responsável pela festa, informa que está tentando levar o show para outras praças da Bahia, a exemplo de Salvador e Feira de Santana.

Os shows estão previstos para o mês de maio, sendo dia 06 em Petrolina, dia 07 em Conquista e dia 08 em Ilhéus. A produção inclui a montagem de um ‘arraiá’ onde o público poderá se esbaldar nas 05 horas do mais autêntico forró que as duas estrelas prometem.

Como as datas estão bem próximas do período de festas juninas, espera-se um pré-São João nas cidades que receberão os shows. As principais cidades da Bahia, Salvador e Feira de Santana, esperam com ansiedade que os espetáculos aconteçam naquelas praças.

sábado, 19 de março de 2016

Bebendo na fonte de Nelson Cavaquinho, Romulo Fróes lança o seu novo trabalho “Rei Vadio”



Depois de lançar um disco com músicas que fez para outros interpretes no fim do ano passado e de lançar o vinil de seu ‘Barulho Feio’, Romulo Fróes anuncia notícias para 2016, quando lança “Rei Vadio”, um disco inteiramente dedicado à obra do visceral Nelson Cavaquinho

Quando surgiu, em 2004, com o disco “Calado”, Romulo Fróes chegou a ser comparado a um “Nelson Cavaquinho indie”. Já em seu segundo álbum, “Cão” (2006), o artista reafirmava a filiação enviesada ao desconstruir “Mulher sem alma”, parceria do mangueirense com Guilherme de Brito.

Desde então, Romulo segue próximo à beleza estranha e triste que a obra de Nelson seguiu, seja em sua carreira solo seja com o grupo Passo Torto — nome que, aliás, podia batizar um clássico do mestre. Portanto, a maior curiosidade em torno do disco “Rei vadio” (Selo Sesc), que o paulistano lança agora apenas com canções do carioca, não é por que fazê-lo, mas sim o motivo de ter demorado tanto.

— Nelson ocupava minha cabeça e minhas intenções desde meu primeiro disco — conta. — No ano do centenário de nascimento dele (2011), a ideia começou a se desenhar melhor. Mas eu não podia fazer como faço sempre, seguir para o estúdio e ir gravando sem dinheiro. Porque há direito autoral. Então, eu dependia de um parceiro financeiro. Em 2011, tentei editais, não rolou. Até que surgiu essa oportunidade com o Selo Sesc. Gravei ano passado. 

Só que estava envolvido com um trilhão de lançamentos, como os discos da Elza Soares (ele assina a direção artística de “A mulher do fim do mundo), do Passo Torto com a Ná Ozzetti (“Thiago França”) e os meus “Barulho feio” e “Por elas sem elas”. Então, acabei deixando para agora. Aí me liguei nessa efeméride dos 30 anos da morte dele, na próxima quinta-feira, 18 de fevereiro.

CAVAQUINHO E CUÍCA COM GUITARRA E BASS SYNTH

No disco, Romulo une instrumentos do universo do samba tradicional — cavaquinho e cuíca, por exemplo — com guitarra e bass synth. O tom geral é do samba entortado, não convencional, menos pelos instrumentos usados — alguém ainda se choca com a guitarra? — e mais pela forma como eles são usados, numa gramática que Romulo tem construído com parceiros como Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Marcelo Cabral.

— “Rei vadio” é um disco de samba, mas do jeito que a gente toca samba. Eu, Kiko, Rodrigo, Cabral, todos profundos conhecedores do samba, mas com outro olhar. Thiago (França) fez um arranjo clássico, meio Moacir Santos, para “Juízo final”, mas a música acaba com o som da Charanga (A Espetacular Charanga do França), gravado na rua, no carnaval. Já em “Mulher sem alma”, ele fez um arranjo solto, free jazz — avalia o cantor. — Eu me preocupei em não fazer um disco-tributo clássico, reunir músicos bons para tocar lindamente. Não queria ser canônico, tudo o que Nelson não era. Minha outra preocupação era não pagar de louco, como montar um trio de rock e sair tocando rock com Nelson Cavaquinho, fazer ruídos experimentais. Seria fácil. Não queria esse caminho. A ideia era um outro olhar sobre ele, sem parecer devedor a ele no pior sentido, sabendo que não vou deixar Nelson mais punk do que ele já é.´

O repertório traz sucessos como “Juízo final”, “Luz negra” e “Notícia”, mas está longe de ser um best of. Compositor fazendo seu primeiro disco puramente de intérprete, Romulo conta que buscou canções que poderia explorar a partir de sua estética — e que soassem vivas e coerentes em sua voz.

PROMESSA DE PAÍS QUE NÃO SE CUMPRE


Romulo lembra ainda que escolheu a Velha Guarda da Nenê de Vila Matilde por amor a essas cantoras de samba, esses coros que chamam a atenção nos discos do também sambista Monsueto, por exemplo. “Vou partir”, que elas cantam, lhe parece um bloco se formando.

O Brasil parecia ter entrado nos eixos finalmente, mas há algo no fundo, que tem a ver com ser preto, pobre, que não muda. Esse lugar de onde Nelson vinha, esse embate com a vida, persiste no país. Nelson é uma espécie de retrato do país, essa promessa de felicidade da bossa nova que não se cumpriu e talvez não se cumpra nunca. A gente tem que se dar conta dessa tragédia que o Brasil tem. Mas que sejamos dignos e nobres na tragédia, como ele foi.

300 ANOS DEPOIS, OS SEGREDOS DE OAK ISLAND AINDA POVOAM A IMAGINAÇÃO DE MUITA GENTE



Ao longo da costa da Nova Escócia, no Canadá, fica Oak Island, uma pequena ilha envolta em enigmas. Em 1700, luzes estranhas foram vistas por lá, e a pessoa que foi investigá-las desapareceu. Depois de algum tempo, três adolescentes foram até a ilha e encontraram um buraco estranho, sugerindo que ali tinha algo enterrado

De OVNIS a segredos bíblicos, passando por atividades paranormais, tesouros enterrados por piratas e tenebrosas armadilhas subterrâneas, a ilha de Oak Island carrega consigo o peso de ser o local com maior incidência de acontecimentos misteriosos.A descoberta deu início a uma caça ao tesouro que já dura mais de 200 anos, e envolveu dezenas de especuladores, engenheiros e até personalidades famosas, como John Wayne, Errol Flynn e Franklin D. Roosevelt

E, justamente por estas características, é que nós resolvemos desbravar os segredos que giram em torno desta ilha e trazer para vocês o que há de mais sombrio e intrigante, nas entranhas de Oak Island. Então, sem mais delongas, confira nas linhas abaixo os segredos da ilha do mistério!
OAK ISLAND
Oak Island é uma ilha localizada no Condado de Lunenburg, que fica na parte sul da Nova Escócia, Canadá. Segundo relatos, essa misteriosa ilha possui um tesouro ou artefato antigo enterrado por volta do ano de 1700, logo após estranhos fenômenos envolvendo luzes e aparições, os quais hoje podem ser considerados OVNI’s (Objetos Voadores Não Identificados), atingirem a pequena comunidade que ali vive.

Tudo começou quando duas crianças encontraram pedaços de madeira enterrados e, por se tratar de uma madeira distinta da encontrada na ilha, bem como de um período pós pirataria, as pessoas começaram a crer que se tratava de um tesouro enterrado.

Após removerem essas madeiras encontraram um poço muito profundo e parcialmente destruído, o qual não relutaram em entrar para descobrir onde ele levaria.

Quando chegaram à profundidade de aproximadamente 15 metros, acabaram por encontrar mais uma plataforma de madeira, colocada de modo a bloquear a passagem. Decididos a chegar ao fim do túnel, eles retiraram a “tampa” e prosseguiram.

Mas não foi o suficiente, pois conforme avançavam, iam encontrando diversas dessas plataformas, sendo que quando chegaram a profundidade de aproximadamente 30 metros, toparam uma mensagem escrita numa pedra em um idioma ou código muito estranho.

HAVERIA TESOURO?

Até hoje nada foi realmente encontrado ou se já foi encontrado, quem encontrou guardou somente para si. Mas os moradores dizem ter certeza que algo muito grande está oculto nas profundezas de Oak Island.

Tanto que os boatos acabaram levando figuras famosas do século XX a se render ao mistério e a procurarem pelo intrigante tesouro. Entre eles vale destacar o famoso ator John Wayne e o presidente dos Estados Unidos Franklin D. Roosevelt.

Alguns afirmam ser tesouros templários, tesouros bíblicos ou até mesmo manuscritos antigos. Porém, fato é que pouco se descobriu após o início do século XXI e o interesse por essa misteriosa ilha, por parte de caçadores de tesouros, diminui. Fazendo com que seus segredos permanecessem ocultos, até os dias atuais.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Leilão da Casa Bonhan terá objetos pessoais de Charlton Heston que revelam a paixão do autor pela obra de Shakespeare



Fãs do ator e colecionadores em geral, terão acesso a objetos que pertenceram a Charlton Heston e que revelam a paixão do ator pelo dramaturgo britânico William Shakespeare
A Casa Bonham colocará à venda na terça-feira 300 peças da mansão que Heston compartilhou com sua mulher, Lydia Clarke, durante mais de meio século em Beverly Hills, incluindo obras de arte, joias, livros, roteiros e cartazes de filmes.
Mas o que chama mais a atenção são dois lotes de cópias das peças "Macbeth" e "Hamlet", avaliadas em 35 mil e 25 mil dólares, respectivamente.

A coleção também inclui um roteiro de "Ben-Hur" (1959), o filme que deu o único Oscar da carreira de Heston, com lance inicial de 18 mil dólares.

Vida e obra

John Charles Carter, mais conhecido do público e fãs como "Charlton Heston", foi um famoso ator norte americano de cinema e TV, lembrado em geral por seus papéis marcantes em filmes como "Os Dez Mandamentos" e "Planeta dos Macacos", entre outros.

Já usando o prenome de Charlton, ele fez seu primeiro papel no cinema em "Dark City", em 1950, recebendo reconhecimento por sua atuação e chamando a atenção para seu porte físico.

Em 1952, o filme "O Maior Espetáculo da Terra", superprodução de Cecil B. DeMille ambientada no mundo do circo, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema.
A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções dos anos 50 do cinema norte-americano.

Os Dez Mandamentos, de 1956, marcou sua imagem como Moisés e a partir dele todos os grandes papéis heróicos e históricos encontraram Heston para representá-los.
Nos anos 50 e 60, ele filmou sucessos como "55 Dias em Pequim", "El Cid", "Agonia e Êxtase" e "Ben Hur", entre outros, recebendo o Oscar de melhor ator pelo último, um dos onze recebidos pelo filme, que se manteve solitariamente como o mais premiado pela Academia em todos os tempos até ser igualado em 1997 por "Titanic" e em 2003 por "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei".

Em 1998 se tornou presidente da National Rifle Association (NRA), a poderosa entidade civil que luta para que seja mantido o direito do cidadão de comprar e portar armas de fogo nos Estados Unidos e da qual era membro honorário vitalício.
Como seu porta-voz entre 1998 e 2003, ficou conhecido no país por fazer discursos radicais contra a extinção da segunda emenda da constituição que dá este direito aos cidadãos há mais de duzentos anos, além de se posicionar publicamente contra o aborto, legal nos Estados Unidos.

Iniciando as atividades de 2016, o Palco Giratório leva 3 peças gratuitas ao Sesc Pelourinho



Nesta quinta e sexta, dias 17 e 18, o Sesc inicia a 19ª edição do Palco Giratório, um projeto que reúne espetáculos dos grupos Cia. Corpo de Arte Contemporânea, Cia Sino e do grupo convidado Fulanas Cia de Circo 


O responsável por abrir a programação, às 18h no Sesc Pelourinho, é o espetáculo “Histórias Contadas de Cima”, onde os personagens de circo deixam de ser vistos como aberrações e passam a enfrentar dilemas que se assemelham aos nossos problemas modernos.

LANÇAMENTO NACIONAL EDIÇÃO 2016

Em 2016, o mais importante circuito de artes cênicas do país apresenta espetáculos de dança, teatro documental e intervenção urbana, entre outras atrações. Ao todo serão 728 apresentações, com homenagem a pedagoga e professora Maria Alice Vergueiro.

A partir do dia 16 de março mais de 145 cidades serão contempladas com a 19ª edição do Palco Giratório - projeto do Sesc que leva espetáculos culturais para todas as regiões do Brasil. Este ano, a pedagoga e professora Maria Alice Vergueiro será homenageada em um Circuito Especial. O lançamento do Palco Giratório acontece em Salvador, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, com a apresentação do espetáculo “Why The Horse", do Grupo Pândega de Teatro (SP).

Mais do que entretenimento, essa iniciativa tem como objetivo não só a troca de experiências e vivências entre os artistas, mas também a difusão de montagens regionais pelo país afora, além de criar oportunidades de inserção de artistas, produtores e técnicos no mercado de trabalho.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Exposição de Ziraldo, “Pererê do Brasil”, chegou ao Recife, na Caixa Cultural



A exposição contará com os personagens em tamanho ampliado, capas da revista Pererê restauradas, ampliadas e reproduzidas nas paredes, contando ainda com a presença do próprio Ziraldo que conversará com os presentes
Abrindo a temporada 2016 de exposições da Caixa Cultural Recife, o equipamento recebe, entre os dias 16 de março e 8 de maio, a mostra Pererê do Brasil. A exposição vai mostrar um pouco da história da Turma do Pererê, a mais brasileira das histórias em quadrinhos criadas pelo cartunista Ziraldo que estará presente na inauguração. 
Crianças e fãs de quadrinhos, de qualquer idade, poderão conhecer mais sobre o universo dos personagens numa mostra baseada na linguagem das histórias. O clima remeterá o visitante à Mata do Fundão, onde vive a Turma do Pererê e uma linha do tempo contará a trajetória do personagem em diversas mídias como TV, teatro, desenhos animados e outras. 
Um painel com um mosaico de fotos do autor, personalidades e amigos ao longo dos anos também estará montado assim como imagens de toda a Turma que servirá de cenário de fundo para fotos dos visitantes. 
O público receberá o catálogo em formato de revista comic books com ficha técnica da exposição, tiras inéditas, cruzadinhas, caça-palavras e jogo dos sete erros.A exposição também resgata as histórias do Pererê e revela como ele e seus amigos surgiram na década de 1960. 
Na Turma estão o índio Tininim e alguns animais típicos da fauna brasileira como o macaco Alan, o jabuti Moacir, o tatu Pedro Vieira, o coelho Geraldinho e a onça Galileu. O projeto pretende recriar de forma lúdica a trajetória deste personagem ao longo de seus 55 anos, completados em 2016.

Serviço:

Exposição Pererê do Brasil - Ziraldo

De 16 de março a 8 de maio

Terça a sábado | 10h às 20h

Domingo | 10h às 17h

Caixa Cultural Recife (Av, Alfredo Lisboa, 505 - Bairro do Recife)

Entrada franca

“Roda de Boteco’ em Feira: comida boa e barata com a participação de 26 bares e restaurantes



Conhecida e reconhecida por ter uma vida cultural limitada, Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia com seus quase 700 mil habitantes tenta sair do marasmo com o Festival Roda de Boteco, que começou no último, 11 e vai até 2 de abril

Encontrar os amigos em uma roda de boteco e experimentar um delicioso tira-gosto. É esse clima de boemia que envolve o Festival Roda de Boteco, uma realização da Ecos Eventos e Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Feira de Santana (Sindfeira), lançado na noite da última quarta-feira, 9, na Associação Comercial e Empresarial do município,(foto) durante encontro com empresários, imprensa e entidades parceiras.

O Festival Roda de Boteco começou na última sexta-feira, 11, e vai até 2 de abril. São 26 bares e restaurantes participando com pratos a preços promocionais. No final, serão escolhidos, por voto popular, o melhor estabelecimento e o melhor garçom, a partir das notas dadas ao tira-gosto, atendimento, higiene e temperatura da bebida.

Os campeões do festival serão conhecidos durante a festa de encerramento (Botecão), realizada na Praça Padre Ovídio, em Feira de Santana, no dia 9 de abril.

Veja abaixo a lista dos restaurantes e seus respectivos pratos:


* A LAMBRETA – Prato: Vou de Lambreta * BAR ÁGUA DE BEBÊ – Prato: Princesinha do Sertão * BAR DOM VICENTE – Prato: Dom Coalho * BERHMANN BAR – Prato: Peça Aí * BOTECO DO CAMARÃO CAPUCHINHOS – Prato: Camarão do Boteco * BOTECO DO CAMARÃO VILLE GOURMET – Prato: Camarão do Boteco * CABANA DO JOÃO – Prato: Camarão Praiano * CANTINA DA DINHA – Prato: Brusqueta do Sertão* CARANGO PETISCARIA SANTO ANTÔNIO – Prato: Santo Antônio * CARANGO PETISCARIA SÃO DOMINGOS – Prato: São Domingos * CHURRASCARIA O NOVO BAIXINHO – Prato: Moqueca de Moela do Novo Baixinho * CORTIÇO DRINK’S – Prato: Passarinho do Cortiço * FAENZA RESTAURANT – Prato: Petit Gateau de Bacalhau * FINO ESPETO – Prato: Espeto Baiano * JAIME DO PASTEL – Prato: Dupla Nordestina * KITAS PIZZA – Prato: Kamasupre * NOSTRALE RISTORANTE – Prato: Bruschetta al Don Pepe * PIZZA DA PEDRA – Prato: Affumicata * PIZZARIA GAUCHÃO – Prato: Dupla de Sabores* RESTAURANTE AQUI & ACOLÁ – Prato: Bate Coxa* SEU ZÉ LOUNGE BAR – Prato: Linguiça de Bebum* STEAK HOUSE NOVA BRASA – Prato: Chapa do Sol* STOP NIL KALILÂNDIA – Prato: Bolinho do Sertão* STOP NIL SANTA MÔNICA – Prato: Sabor da Casa* UNIQUE CAFFÉ LOUNGE – Prato: Logo Mau e os Três Pãezinhos * VITRÔ RESTAURANTE – Prato: Você Pensou, Eu Também Pensei

Referência: Blog da Feira