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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carnaval | Cultura e costumes: nossas diferenças fazem a diferença



Em um país com dimensões continentais como o nosso, a cultura, os hábitos e os costumes são diversos nas várias regiões e, o que parece estranho para uns, é perfeitamente natural para outros

Uma grande empresa brasileira lançou um slogan para uma campanha interna: “Nossas diferenças, fazem a diferença.” Assistindo e analisando o Carnaval de grandes capitais brasileiras, percebi como a frase cai como uma luva na análise das festas momescas das cidades de Salvador, Recife e Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro


Para quem não é carioca ou não é lá muito fã dos desfiles das escolas de samba, - atração maior do Carnaval do Rio, - acha algo enfadonho aqueles desfiles com mais de uma hora de duração, onde a repetição monocórdica do samba enredo é um exercício de paciência auditiva. A impressão que fica para aqueles que não vivem o frisson das escolas de samba, é que aqueles desfiles poderiam ser reduzidos para cerca de meia hora e as pessoas não teriam que focar por longas 12, 13 horas no Sambódromo ou em frente à TV.

Recife


É o mesmo Brasil, mas a festa em nada lembra a do Rio. Lá o forte é o desfile do bloco Galo da Madrugada, que os pernambucanos juram que arrasta inimagináveis dois milhões de pessoas. Fora isso, acontecem os desfiles dos vários blocos tradicionais no centro do Recife, - onde o frevo “Vassourinhas” é executado milhares de vezes, - o espetáculo de elasticidade dos passistas e os shows no Marco Zero que podem ter atrações que vão de Elba Ramalho a Nação Zumbi, passando por grupos locais. Para os que não conterrâneos de Capiba, um show do grupo Nação Zumbi em pleno Carnaval, soa absolutamente surreal, mas não para os amantes do Bonecos de Olinda, Homem da Meia Noite, figuras imperdíveis da tradição do Carnaval pernambucano.

Salvador


Chegamos então ao Carnaval dos trios elétricos, das grandes estrelas da axé music e dos blocos que podem puxar até 4000 pessoas cada um. Tem até uma máxima: “o Carnaval que começa mais cedo e termina mais tarde...” É que a folia baiana começa em uma quarta-feira e termina na quarta-feira seguinte, já que o ’arrastão’ de trios que terminava por volta do meio dia da quarta-feira de cinzas, hoje se estende até o início da noite. Uma característica da festa soteropolitana é lançar um novo nome da música a cada ano, ainda que o eleito de um ano não seja sequer lembrado no ano seguinte. Assim, ao lado de nomes consagrados nacionalmente como Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Olodum e Carlinhos Brown, a cada edição surge um cantor (a) ou grupo cuja música torna-se o hit do Carnaval daquele ano. Outra marca registrada de Salvador são os camarotes, estruturas que, ano após ano, vão se tornando espaços com consumo do tipo all inclusive, dotados de variados serviços extras.

Qual o melhor?

E aí, qual o melhor Carnaval do Brasil? Evidentemente, jamais chegaremos a um consenso, mesmo porque não há ‘o melhor’, pois tudo é um questão de cultura e de tradição. O carioca vai dizer que o melhor é o dele, o mesmo acontecendo com pernambucanos e baianos, mas aí entra a máxima do titulo desse artigo: “Nossas diferenças, fazem a diferença...”

Euriques Carneiro

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