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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Após ser citada em questão do Enem, filósofa francesa Simone de Beauvoir ganha acusações de nazista e pedófila


Logo após a prova, o verbete sobre Beauvoir na Wikipédia não só teve um salto no número de visitas, passando da média de 250 para 35 mil ao dia, sofrendo ainda 46 edições em quatro dias, quando o texto foi alterado em apena 10 oportunidades durante todo o ano de 2015

Há cerca de 4 anos, em um agradabilíssimo bate papo na casa do saudoso amigo Ezequias, - ou Quito, para os seus amigos, - habitando hoje o campo espiritual, surgiu o nome de Ariano Suassuna e um amigo comum disse que não sabia quem era o maus laureado intelectual paraibano. Então, o Ezequias, questiounou quase indignado: “meu amigo, você cursa uma faculdade e não sabe quem é Ariano?” “E o Pisirico, você conhece?”, obtendo como resposta: “Ah, sou fã desse grupo, conheço todas as suas músicas...” Nem é preciso falar do desenrolar dessa conversa e do quanto Quito não se conformou com a desinformação do candidato a acadêmico.

Fiz a introdução desse artigo citando propositalmente o fato envolvendo o meu dileto amigo Ezequias, para falar da edição de 2015 do Enem que teve como um dos assuntos mais comentados a respeito da prova, foi uma pergunta da prova de Ciências Humanas, que fez referência a uma das mais famosas citações de Simone de Beauvoir. A questão em si contextualizava as lutas feministas da metade do século 20. quando a palavra “feminismo” entra em pauta, vem com ela uma avalanche de polêmicas. Sempre.

Um número inacreditavelmente grande de candidatos, sequer tinha ouvido falar de Simone de Beauvoir e o reflexo da questão pôde ser sentido fortemente nas redes sociais, onde um enorme contingente de pessoas criticava a escolha do tema de uma ‘desconhecida’ e algumas outras se posicionando contra e a favor.

Por um lado, ativistas feministas comemoravam a abordagem do assunto. Por outro, antifeministas se revoltavam tanto com a questão em si quanto com a comemoração das feministas e dos defensores da ideologia que prega, basicamente, a igualdade entre os gêneros feminino e masculino.

É interessante perceber que algumas pessoas, principalmente aquelas que não se dizem feministas e também aquelas que não sabem muito bem o que é feminismo, criticaram a autora em questão sem saber muita coisa sobre ela. O que poderia se transformar em um debate interessante acaba virando uma troca de ofensas sem muito sentido. Ora, se um crítico de vinhos estuda o cultivo de cada tipo de uva e a qualidade de produção de cada safra, não seria interessante saber melhor quem foi Simone de Beauvoir antes de sair falando bem ou mal dela?

Vale a pena conhecer e falar sobre essa mulher, que pode ter uma legião de desafetos em todo o mundo, mas também fez muita coisa interessante durante a sua vida.

A proposta aqui é a das mais simples: pensar. Pensando, demonstramos curiosidade, e a curiosidade, como você já sabe, é a base de grandes aprendizados e descobertas. Ainda que você discorde de absolutamente tudo o que leu até aqui, não é interessante pelo menos conhecer um pouco mais sobre o tema?

Quem foi Simone de Beauvoir?


Nascida em Paris no dia 9 de janeiro de 1908, Simone de Beauvoir é considerada um dos nomes mais influentes do feminismo moderno. Criada em uma família tradicionalmente católica, optou pelo ateísmo quando ainda era adolescente. Questões relacionadas à existência, no entanto, nunca deixaram de fazer parte de seus interesses – ela só deixou de analisar esses assuntos com base religiosa.

Aos 21 anos, Beauvoir saiu de casa para estudar Filosofia na Universidade de Sorbonne. No ano de sua graduação, em 1929, ela conheceu o famoso filósofo Jean-Paul Sartre, dando início a uma relação amorosa bastante peculiar, que é discutida, criticada e estudada até hoje.

Como os dois eram filósofos, a relação, além de romântica e com um grande cunho de amizade, tinha também uma troca intelectual grandiosa. Pode-se dizer, portanto, que Beauvoir influenciou o trabalho de Sartre, assim como o contrário também é verdadeiro.

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