segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Ano bissexto | História e curiosidades que chamam à atenção cada quatro anos

Hoje é dia 29 de fevereiro, uma data que ocorre apenas a cada quatro anos, no ano bissexto. Mas você sabe como um ano é medido? Que cálculos foram feitos para que tivéssemos um calendário assim, todo certinho?





O ano bissexto é aquele que possui um dia a mais do que os outros anos que possuem 365 dias. No calendário gregoriano, este dia extra é contado a cada 4 anos, sendo incluído sempre no mês de fevereiro, que passa a ter 29 dias. O ano bissexto acontece porque o ano-calendário tradicionalmente utilizado possui uma diferença em relação ao ano solar. 

Enquanto que no calendário tradicional o ano dura 365 dias para se completar; no calendário solar, dura 365,25 dias.
Essa diferença de 0,25 corresponde à fração de um quarto de um dia. Sendo assim, a cada quatro anos temos a diferença de um dia em relação ao calendário convencional e solar. Esse dia é justamente o que caracteriza o ano bissexto.

Origem nome
O ano bissexto teve início no Egito em 238 a.C. Em 45 a.C. Entretanto, foi o imperador romano Júlio César quem trouxe a ideia do ano bissexto para o ocidente. 

No antigo calendário romano, os dias recebiam nomes com base no ciclo lunar e um mês dividia-se em três seções separadas por três dias fixos: Calendas (lua nova), Nonas (quarto-crescente) e Idos (lua cheia). Os dias eram designados por números ordinais contados em ordem retrógrada em relação ao dia fixo subsequente, algo semelhante ao costume que temos em dizer um horário de 16:45h com sendo “15 para as 5”. 

Desta forma o dia 3 de fevereiro, por exemplo, chamava-se “antediem III Nonas Februarii”, ou seja, “três dias antes da Nona de Fevereiro” e o dia 24 de fevereiro chamava-se “antediem VI Calendas Martii” ou “antediem sextum Calendas Martii”, ou seja, “sexto dia antes da Calendas de Março”.

O imperador romano Julio César ao fazer a introdução de mais um dia no ano, optou pelo o mês de fevereiro, e dentro deste mês escolheu por duplicar o dia 24, chamando-o de “antediem bis-sextum Calendas Martii” (De novo o sexto dia antes das Calendas de Março), surge então o nome “ bissexto”, que passou a designar o ano que tivesse este dia suplementar.

Júlio César escolheu o mês de fevereiro para adicionar um dia porque, além de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, também era último mês do ano entre os romanos, e que por eles era considerado como um mês negativo. Desta forma a escolha por duplicar o dia 24, ao invés de ser introduzido o novo dia 29 (como atualmente fazemos) se deu por motivos supersticiosos.

Como calcular um ano bissexto
A partir da introdução do calendário Gregoriano foram adotadas as seguintes regras:
1- Todo ano divisível por 4 é bissexto.
2- Todo ano quando divisível por 100 não é ano bissexto.
3- Mas, se o ano for também divisível por 400 é ano bissexto.

Outras formas de contar o tempo

Existem outras formas de contar o tempo. Os chineses, por exemplo, baseiam seu calendário através dos movimentos da Lua e dividem o tempo em ciclos de 60 anos. Porém, o calendário gregoriano foi escolhido para ser universal, reconhecido por todos os países.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Huni Kuin: os caminhos da jiboia | Em lugar de armas, monstros e inimigos armados, o novo jogo terá índios, flechas, bichos e elementos visíveis da Floresta Amazônica



Há tempos o vídeo game vem conquistando seu lugar entre as linguagens artísticas e, no Brasil, o setor cresce rapidamente, representando o quinto maior mercado consumidor do mundo

Os jogos eletrônicos vêm demonstrando também grande potencial de comunicação e de transformação social. Exemplo disso é o jogo Huni Kuin: os caminhos da jibóia, criado em conjunto por pesquisadores paulistanos e por Kaxinawás do Baixo Rio Jordão, no Acre, o game conta a história de jovens indígenas em sua jornada espiritual para se tornarem “gente verdadeira”, enfrentando desafios e adquirindo conhecimentos e habilidades.

A partir de abril, fãs de vídeo game poderão conhecer um jogo bem diferente dos convencionais e genuinamente brasileiro. Em vez de armas de fogo, serão índios e flechas. No lugar dos monstros e inimigos armados, jibóias, antas, pacas e outros elementos visíveis e invisíveis da Floresta Amazônica.

O projeto foi elaborado por antropólogos, programadores visuais e integrantes do povo Kaxinawá - ou huni kuin, como eles se autodenominam, e que significa “pessoa verdadeira”. O som de tiros e músicas eletrônicas, comuns na maioria dos jogos, é substituído pelos da mata e dos cantos dos povos da floresta.

Os heróis do game 'Huni Kuin: os Caminhos da Jiboia' tem como protagonistas dois irmãos gêmeos: um caçador e uma artesã. Concebidos pela jiboia Yube em sonhos, eles herdam poderes especiais. Se conseguirem vencer todos os obstáculos, o jovem se tornará pajé e a moça, mestra dos desenhos. O jogador ainda tem a oportunidade de ouvir o idioma hatxã kuin.

Estréia em comunidades indígenas


O Caminho da Jiboia será lançado primeiro nas comunidades indígenas que participaram do projeto, na primeira semana de abril. O lançamento mundial ocorrerá logo depois pela internet, quando poderá ser baixado gratuitamente.

A equipe de produção sonha com a adaptação do jogo para o celular no futuro. “Estamos sem recursos, mas estamos buscando com os parceiros acadêmicos”, adiantou. Ele não descartou a ferramenta do Crowdfunding, como recurso.

Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o país tem mais de 7,5 mil integrantes dos Kaxinawá. Destes, mais de 3 mil estão no Acre.

Framboesa de Ouro 2016 | Conforme previsto “Cinquenta Tons de Cinza” é o "vencedor" da noite



Em total consonância com a ‘qualidade’ do livro que serviu de inspiração ao filme, “Cinquenta Tons de Cinza” foi eleito o pior filme de 2015, cuja cerimônia de entrega das estatuetas acontecerá um dia antes do Oscar

A temporada das premiações também inclui o Framboesa de Ouro 2016, celebrando os piores filmes de 2015. Os "vencedores" foram anunciados ontem, 27 de fevereiro, um dia antes do Oscar 2016. Confira os "premiados":
PIOR FILME - empate
Quarteto Fantástico
Cinquenta Tons de Cinza
O Destino de Júpiter
Segurança de Shopping 2
Pixels

PIOR ATOR
Johnny Depp (Mortdecai)
Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
Kevin James (Segurança de Shopping 2)
Adam Sandler (Trocando os Pés e Pixels)
Channing Tatum (O Destino de Júpiter)

PIOR ATRIZ
Katherine Heigl (Home Sweet Hell)
Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
Mila Kunis (O Destino de Júpiter)
Jennifer Lopez (O Garoto da Casa ao Lado)
Gwyneth Paltrow (Mortdecai)

PIOR ATOR COADJUVANTE
Chevy Chase (A Ressaca 2 e Férias Frustradas)
Josh Gad (Pixels e Padrinhos LTDA)
Kevin James (Pixels)
Jason Lee (Alvin e os Esquilos: Na Estrada)
Eddie Redmayne (O Destino de Júpiter)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE 

Kaley Cuoco (Alvin e os Esquilos: Na Estrada e Padrinhos LTDA)
Rooney Mara (Peter Pan)
Michelle Monaghan (Pixels)
Julianne Moore (O Sétimo Filho)
Amanda Seyfried (O Natal dos Coopers e Peter Pan)

PIOR DIRETOR

Andy Fickman (Segurança de Shopping 2)
Tom Six (A Centopéia Humana 3)
Sam Taylor-Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
Josh Trank (Quarteto Fantástico)
Os Wachowskis (O Destino de Júpiter)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Fundação Gregório de Mattos sedimenta-se como uma das mais importantes instituições culturais da Bahia, ao lançar a Coleção do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro


  

 Salvador vivenciou um marco na história da sua produção literária com o lançamento do Selo Literário João Ubaldo Ribeiro, que aconteceu na última quarta-feira (26), na Academia de Letras da Bahia, dentro da programação do Festival da Cidade


O Selo tem como objetivo incentivar a produção literária na cidade e dar oportunidade a novos escritores. Visa, também, estimular a leitura, doando as obras para cada biblioteca pública de Salvador e da Bahia. Além disso, cada estado do Brasil também será contemplado com a coleção.

A Academia de Letras da Bahia, o Gabinete Português de Leitura, as embaixadas dos países lusófonos também receberão exemplares, permitindo ampla divulgação dessas produções, bem como acesso à população, que poderá fazer consultas e leituras nesses locais. A ideia é levar nossos escritores para além das fronteiras da cidade, do estado e do país! Após o lançamento, coleção estará disponível na versão virtual, através do site da Fundação Gregório de Mattos. 

Apoiando novos talentos

O prêmio é muito mais do que a publicação dos livros, é abertura de caminhos, é oportunidade, é realização e afirmação de talentos e carreiras. Para Goli Guerreiro, autora de Alzira está morta, "não haveria sorte maior para um romance de estreia. Veja só! Receber um prêmio que leva o nome do grande João Ubaldo Ribeiro". Sentindo-se honrada pela premiação, Betania Paz Lisboa, autora de O circo da alegria, afirma que "o Selo João Ubaldo Ribeiro valoriza o escritor baiano, o que me motiva a continuar a jornada de escritora.".

“A criação do selo João Ubaldo Ribeiro foi uma iniciativa muito feliz, importante e promissora não só para a nossa cidade como também para a Bahia e o Brasil. É uma oportuna homenagem a um de nossos maiores escritores. Com certeza ela o deixaria feliz, pois tem repercussão positiva na produção literária baiana e brasileira e valoriza sua terra.

Estou muito contente por ter um livro selecionado para ostentar este selo. É uma grande honra. Dou parabéns à Fundação Gregório de Mattos, que volta a brilhar, graças a uma gestão inteligente e a seus bons funcionários.”, declara o veterano Ordep Serra, com o seu mais novo livro, A devoção do diabo velho.

Referência: FGM

Buscando inspiração no estudo dos itans da Mitologia dos Orixás,o espetáculo “Orí” mergulha na ancestralidade africana



 Depois da temporada de 2014, volta a estar em cartaz o espetáculo Orí no palco do Teatro Gamboa Nova, em Salvador. A peça será encenada em duas sessões, hoje, 27 de fevereiro, às 17h e às 20h

Orí (o olho por onde eu vejo deus é o mesmo olho por onde ele me vê) é um espetáculo que busca inspiração no estudo dos itans da Mitologia dos Orixás, conservando suas simbologias mais marcantes. O ponto de partida é a ideia do espelho, do sujeito que se reconhece culturalmente buscando seu corpo-memória, repleto de sensações abandonadas e desaparecidas no tempo e no espaço. 

Através desta dualidade, o solo desloca-se do universo da abstração e imaterialidade, reconstruindo no mundo palpável e visível da matéria, diversas corporalidades que são também uma configuração, já que não há uma forma fechada de sua possível dimensão física. 

"São histórias comuns, de gente comum, resgatando oralidades diluídas, quase que apagadas de nossas memórias” – reflete Thiago Romero, que protagoniza o projeto em cartaz no Teatro Gamboa Nova. Processo do Coletivo Mutum, Orí mergulha na memória afetiva e no confronto entre a ancestralidade e o mundo contemporâneo, através da poesia e força que estão presentes na cultura africana.

Assim, Orí caminha no sentido de estabelecer relações entre o sistema familiar na contemporaneidade e a família de santo, revendo as aproximações e transmutações inerentes as duas, que sofrem a influencia do tempo, mas também o superam, gerando um terceiro elemento que sintetiza e harmoniza estas duas esferas.

Serviço:

Quando: 27 de fevereiro
Horário: às 17h e às 20h
Onde: Teatro Gamboa Nova
Classificação: Livre
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Um dos destinos mais concorridos do Nordeste, Maragogi AL terá novo aeroporto regional



A cidade de Maragogi foi escolhida como a primeira para ter construída o Aeroporto regional no Brasil pelo potencial turístico da cidade. No momento, é a terceira cidade mais procurada e visitada pelos turistas no Nordeste
Localizada entre as capitais de Recife (PE) e Maceió (AL), Maragogi é um dos destinos beneficiados no Estado de Alagoas pelo Programa de Aviação Regional da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. 

A cidade, que vai receber um aeroporto construído do zero, é uma das 270 contempladas no País com melhorias de infraestrutura aeroportuária. O município foi selecionado de acordo com critérios técnicos do Estudo de Competitividade dos 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional, do Ministério do Turismo. 

O acesso à beleza natural da praia é feito até hoje por transporte aéreo, desembarcando nas capitais Recife e Maceió, seguido por uma viagem de mais de duas horas por estrada. Com a construção do novo aeroporto espera-se um fortalecimento da vocação turística da região com a ampliação e chegada, mais fácil e mais rápida, de visitantes.

Tarifas mais baratas

A Lei dos Subsídios (nº 13.097) prevê a redução dos custos de operação de rotas regionais, que chegam a ser 31% mais caras que os trechos operados entre capitais. O objetivo é aumentar o interesse das empresas aéreas e expandir a malha aérea do País, ampliando o fluxo de passageiros para cidades fora dos grandes centros urbanos. 

Quando aprovada, a regulamentação da Lei vai normatizar o subsídio de 50% da ocupação da aeronave ou até 60 passageiros em todo o País (à exceção da Amazônia Legal), além de subsídios nas tarifas e rotas em aeroportos com movimentação anual de 600 mil passageiros.

Premissas do programa

O Programa de Aviação Regional foi criado em 2012 com o objetivo de conectar o Brasil e levar desenvolvimento e serviços sociais a lugares distantes das capitais brasileiras

Mais de 40 milhões de brasileiros vivem, hoje, a centenas de quilômetros do aeroporto mais próximo da região. O programa trabalha para encurtar essas distâncias, aproximando moradores e turistas dos aeroportos brasileiros. O objetivo é que 96% da população esteja a, no máximo, 100 quilômetros de um terminal aeroportuário.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Integrantes de movimentos culturais de Brasília protestam em defesa da reforma do Teatro Nacional



Em busca de uma reforma extremamente atrasada e insatisfeitos com a falta de uma previsão para a reabertura do Teatro Nacional, em Brasília, dezenas de artistas, produtores culturais e órfãos do espaço se reuniram no último dia 20 para promover um abraço simbólico

O objetivo foi chamar atenção e pressionar para que as obras de reforma sejam iniciadas. Com mais de 45 mil metros construídos, o maior conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer na capital federal - destinado exclusivamente às artes - foi fechado em janeiro de 2014 e não tem data para voltar a funcionar.

A intenção da manifestação de hoje foi plantar a semente para que as pessoas que têm uma relação com o teatro participem das mobilizações. Segundo o produtor e bailarino Valdemar Piauí, criador do grupo no Facebook que deu origem à iniciativa, a proposta é fazer com que as pessoas ocupem pelo menos uma vez por mês a parte externa do Teatro Nacional com manifestações artísticas.

Reforma adiada

Há dois anos, quando o Teatro Nacional foi interditado, o governo da época fez um orçamento de R$ 220 milhões para a reforma, mas o grupo de trabalho que faz o novo orçamento e que foi criado em agosto, ainda não conseguiu concluir a análise do tema.

A secretária-adjunta de Cultura, Nanan Catalão, diz que a análise do projeto de reforma está quase terminando, mas o GDF ainda precisará buscar fontes de financiamento para a obra. O governo ainda estuda qual será o modelo de parceria adotado.

Brasileiros passam a frequentar mais cinemas e teatros, diz pesquisa



Pesquisa nacional feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio - RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela o crescimento de hábitos culturais nos brasileiros nos últimos oito anos. Foram ouvidos 1.200 consumidores em 72 municípios de todo o país entre os dias 2 e 14 de dezembro do ano passado

O número de pessoas que disseram ter ido ao cinema e ao teatro cresceu 100%, passando de 17%, em 2007, para 35%, em 2015, e de 6% para 12%, na mesma comparação, mostra a pesquisa.

“Para surpresa nossa, uma boa notícia é que mais brasileiros estão indo, principalmente, ao cinema e ao teatro, ao contrário do que se imaginava com o avanço da internet, em que havia uma preocupação de o brasileiro diminuir sua ida a esses dois programas culturais, em função de estar mais conectado à internet, vendo filmes ou peças de teatro pelo celular ou computador. A gente não percebe isso na comparação mais dilatada, em oito anos, na medida em que dobraram os percentuais dos brasileiros que foram ao cinema ou ao teatro”, disse hoje (26) à Agência Brasil o gerente de Economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Percentuais ainda são tímidos


Travassos ressaltou que os percentuais ainda são tímidos, em especial no caso de teatro, embora tenham mostrado avanço significativo. Travassos disse que as mídias sociais contribuíram para disseminar os conteúdos e dar visibilidade a artistas, “e isso colabora”. O gerente observou o crescimento do mercado promocional e de campanhas, feitas por meio de parcerias entre empresas de diferentes ramos, como bancos e cinemas ou academias e teatros. Segundo ele, elas vão ao encontro de uma necessidade de oferecer cada vez mais cultura à população.

Dos sete programas culturais pesquisados, só o item "visita à exposição de arte" permaneceu estável em 2015 em relação a 2007, com 8%. No caso da leitura, o percentual aumentou de 31%, em 2007, para 36%, em 2015. “De 2007 para 2015, houve um avanço na escolaridade, que foi sentido na economia como um todo”. Além dos lançamentos editoriais de sucessos ocorridos no período, e de feiras literárias, o mercado de trabalho mostrou aquecimento, e isso incentivou a adesão à leitura, afirmou Travassos.

Em oito anos, o percentual de brasileiros que afirmou ter feito pelo menos um programa cultural subiu 10 pontos percentuais, de 43% para 53%. Em contrapartida, 47% dos entrevistados relataram não fazer nenhum programa de lazer cultural. Christian Travassos indicou que há ainda um grande caminho a percorrer para elevar os hábitos culturais dos brasileiros. “É um mercado a ser aproveitado ainda do ponto de vista tanto das empresas quanto do poder público”.

A falta de hábito foi a razão mais citada para o não consumo de bens culturais, “porque muitas dessas atividades, como museu, show de música, ler um livro, não têm custo”, disse o economista. O custo não é colocado como principal fator impeditivo. A parcela dos que dizem não ter hábito cultural varia entre 63% e 88%. “É menor no caso de teatro e alcança 88% no caso dos que não leram um livro, na base da população como um todo”.

Entre os 47% que não fizeram nenhuma atividade cultural listada na pesquisa, o momento de lazer mais citado foi ver televisão, para 77% dos consultados, seguido da ida à igreja, com 24%.

Fonte: EBC

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Sem produtos que possam interessar ao resto do mundo, as estátuas gigantes se tornaram o maior produto de exportação da Coreia do Norte



A Coreia Norte, um dos países mais fechados do mundo, conhecido por denúncias de violações de direitos humanos, pelo regime do jovem Kim Jon-un e supostos testes de bombas de hidrogênio, tem um produto de exportação surpreendente: arte em escala monumental

Entre estas obras podem estar gigantescas estátuas de bronze, murais, mosaicos com pó de pedras semipreciosas ou tapeçarias. O grande produtor destas peças é o estúdio Mansudae.

Fundado em 1959, o local se transformou no fornecedor de algumas das obras mais importantes da propaganda do regime norte-coreano: as enormes estátuas de bronze do "pai do país", Kim Il sung, e os murais e cartazes que fazem parte da decoração dos desfiles militares. Um total de 4 mil artesãos trabalham no estúdio.

Apesar de o último trabalho do Mansudae ter sido para a família italiana Benetton, famosa na indústria da moda, a maioria dos pedidos que chegam ao estúdio vem da África.

Recorde na China
Estátua do ditador chinês Mao Tsé-tung: 36 metros de horror

Mas já que estamos falando de estátuas gigantes, a China resolveu entrar na briga e está construindo a maior estátua de ditador do planeta. São incríveis 36 metros do mais genuíno mau gosto estético: um enorme Mao Tsé-tung dourado sentado sobre uma estrutura, em uma pose fazendo sabe-se lá o que.

A ode ao mais fino brega está sendo construída em um parque próximo da cidade de Kaifeng, na província de Henan, no centro-leste da China. O monumento custou mais de 1,8 milhões de reais e, triste ironia, a província de Henan foi justamente uma das mais afetadas pelas políticas maoístas que, entre 1949 e 1975, mataram mais de 50 milhões de pessoas de fome, nas cadeias e campos de trabalho forçado.

Ainda não há confirmação oficial, mas acredita-se que o "Mao sentado" seja a maior estátua de um ditador do mundo. Seus pavorosos 36 metros superam os 22 metros da sinistra figura de Kim Jong-il que assombra Pyongyang, na Coreia do Norte, e os 12 metros da estátua do ditador turcomeno Saparmurat Niyazov.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Oscar 2016: a maior festa do cinema mundial será realizada no Teatro Dolby, em Los Angeles, em 28 de fevereiro de 2016 e você pode escolher em que canal vai assistir



A Academia trava uma batalha para impulsionar a audiência da cerimônia que, há seis anos tem experimentado índices cada vez menores, chegando ao ponto de a transmissão do Oscar 2015 nos EUA mostrar uma queda na audiência de 15% em relação a 2014
Por uma decisão do Criador, acabou aquela tradição de assistir ao Oscar ouvindo os pertinentes comentários de José Wilker, um dos maiores conhecedores da ‘sétima arte’ que já habitou entre nós. Restaram algumas opções como E! com os comentários de Giulianna Rancic e Ryan Seacrest, além.

Já o canal GNT anunciou a transmissão da chegada das estrelas de Hollywood na cerimônia do Oscar, neste domingo (28). A cobertura será feita pelo serviço GNT Play que estará aberta para não assinantes.

Direto de um estúdio montado no Rio de Janeiro, Astrid Fontenelle e Lilian Pace ao lado do escritor e dramaturgo Flavio Marinho vão apresentar as estrelas e astros que vão passar pelo tapete vermelho.

TNT com Rubens Ewald Filho

A transmissão da cerimônia de premiação propriamente dita continua a mesma de sempre: a TNT exibe todo o evento com comentários do ótimo Rubens Ewald Filho, enquanto a Globo, - sempre a Globo, - começa a mostrar o Oscar após a exibição do imbecilizante Big Brother Brasil e os ‘heróis de Pedro Bial’. Neste ano, a emissora carioca terá Glória Pires como comentarista especial ao lado da apresentadora Maria Beltrão e do jornalista Artur Xexéo.

Saudades eternas de José Wilker!


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Fãs do rock: Nando Reis, Paula Toller, Paralamas do Sucesso e Pitty anunciam turnê coletiva



A série de shows faz parte do projeto Nivea Viva!, em homenagem ao rock nacional e as apresentações começam em Porto Alegre e seguem para o Rio, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e São Paulo

Um dos gêneros mais prolíficos do Brasil receberá uma homenagem à altura em Porto Alegre. Um supergrupo formado por Paralamas do Sucesso, Paula Toller, Nando Reis e Pitty subirá ao palco em 3 de abril para cantar sucessos do rock nacional – o local exato do show não está confirmado. 

A apresentação, que será gratuita, faz parte do projeto Nivea Viva, que já trouxe à Capital tributos a Tim Maia, Elis Regina, Tom Jobim e ao samba. Além de Porto Alegre, Rio, Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília e São Paulo recebem shows.

A turnê foi anunciada em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira, em São Paulo, com a presença dos astros e de Liminha, produtor musical responsável pelo projeto. Segundo ele, a escolha pelo rock era inevitável, já que a proposta é homenagear marcos da música nacional. Para o produtor – que também subirá ao palco para tocar baixo – os anos 1980 deverão receber maior atenção, devido ao sucesso que o rock nacional fez neste período.

– Não vamos contar só a história da música, mas também a história do Brasil – corrobora Nando Reis, empolgado com os shows e com a amplitude das apresentações.

“A Boca e o Beijo” é o novo trabalho musical de Gilton Della Cella

    
 O baiano da cidade de Ubaíra, no verde vale do Jiquiriçá, Gilton Della Cella, está lançando o seu mais novo CD onde mostra a maturidade e a evolução do cantor e compositor que já contabiliza mais de três décadas de carreira


Gilton iniciou a sua carreira artística em 1984 no festival dos bancários da Bahia, onde arrebatou o 2º lugar com a música “Grande Circo Brasileiro” em parceria com Solon Belo, ganhando também naquela noite, o prêmio de melhor letrista. 

Em 1997 voltou a vencer o mesmo festival desta vez com a música “Canto de Açoite” em parceria com Ito Moreno. Ainda falando de festivais, Gilton Della Cella teve presença marcante, vencendo o Festival Disparada – 1984, promovido pelo Sistema Nordeste de Comunicação (SBT), com a música “Destino Lavrador”, em parceria com Kleber Ramos e Renato Fechine, festival de música de Itaberaba 1984 e 1985 com as músicas “Grande circo brasileiro” e “Canto de Açoite”.

Participante do projeto Banco de Talentos, promovido pela FEBRABAN em 1994-1998-2000-2002-2004-2006-2007-2008-2009, com apresentações no Memorial da América Latina, Tom Brasil e Citybank Hall-São Paulo, sob a batuta do maestro Nelson Ayres e Marcos Romera. Selecionado pelo projeto Circuito Cultural Banco do Brasil - 2003, dividiu o palco com Luiz Melodia. Em 2010 ficou em segundo lugar no festival da Rádio Universitária de Fortaleza, com a música “Pancada da viola”, em parceria com Pedro Sampaio e Marcelo Avattá. Também em 2012 venceu o festival da Rádio Educadora da Bahia, com a música de sua autoria Nação Indígena. Em 2011 ganhou o prêmio de melhor letrista do festival de Angra dos Reis (Ilha Grande) com a música Navegador de Sonhos.

“Bahia de Todos os Forrós” 


Ao lado de outros nomes da música baiana, Gilton foi idealizador, produtor e participante dos CDs BAHIA DE TODOS OS FORRÓS em 2012 e “A BAHIA CANTA DOMINGUINHOS em 2013.

Em 2014, com o show “3 na Estrada” juntamente com Pedro Sampaio e Marcelo Nunes, fora classificados entre 27, de 387 projetos inscritos, através dos editais do fundo de cultura do Governo da Bahia para circulação de shows pela Bahia, os quais foram realizados em Camaçari, Salvador (Pelourinho), Xique Xique, Uibaí, Paratinga e Ibotirama.

Já participou de eventos com Fagner, Zé Ramalho, Dominguinhos, André Rio, Flavio José, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Jorge de Altinho e Marinês.

Discografia: 


“Alma rasgada” (MPB) (1995), “Balanço de rede” (1998), “Forró de Qualidade” (2004), Dos Brasis a Bagdá – (2006) No Olho do furacão (2008), Perfil (2010), Mistura Brasileira (2014) e A Boca e o Beijo (2016).

Depoimento do Secretário de Cultura BA, Jorge Portugal

Sobre a carreira de Gilton, um dos mais laureados compositores baianos, o Jorge Portugal, escreveu:

“Conheço Gilton há muito tempo e desde lá sou testemunha e admirador do seu talento. Dos últimos festivais de música realizados na Bahia ele foi participante ativo. Levando sempre a contribuição de sua destacada inteligência. Músico de melodias invulgares. Poeta de imagens arrebatadoras. Gilton sempre trilhou o caminho da coerência, não se deixando seduzir pela vias fáceis das produções descartáveis.

Agora nos apresenta este belíssimo CD onde confirma, com suas canções, a condição de um dos melhores de sua geração. A atmosfera de sons nordestinos que perpassa o disco, o passeio que a poesia traz através das letras, atestam que é possível ser popular sem inclinar-se à vulgaridade e, quando se é autêntico intérprete do povo, pode-se captar toda a musicalidade essencial de sua gente e devolve-la com lapidação de mestre.

Gilton é isso mesmo: um toque de mestre na alma das canções.”




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O Escaravelho do Diabo | Adaptação de livro nacional chega aos cinemas em abril próximo



Uma série de crimes contra pessoas ruivas assusta uma cidade do interior. Após a morte de seu irmão, Foguinho, Alberto, garoto de 13 anos, decide investigar o que está acontecendo e conta com a ajuda do experiente, porém esquecido, Inspetor Pimentel

A história gira em torno de uma série de assassinatos que ocorrem em Vale das Flores, um pequeno município do interior. As vítimas são todas ruivas legítimas que antes de morrerem recebem, pelo correio, um misterioso pacote contendo um escaravelho. O jovem Alberto Maltese (Thiago Rosseti) e o delegado Pimentel (Marcos Caruso) se juntam para investigar os crimes.

No livro de 1972 da Série Vaga-Lume, Alberto é um estudante de medicina. No filme, sua idade foi alterada e o protagonista agora é um adolescente de 11 anos. Jonas Bloch, Selma Egrei, Lourenço Mutarelli e Augusto Madeira também estão no elenco, entre outros. Melanie Dimantas eRonaldo Santos adaptaram o roteiro, que Carlo Milani dirige.

As filmagens de O Escaravelho do Diabo aconteceram em Amparo, Holambra, Jaguariúna e Campinas.

Serviço:

Lançamento

14 de abril de 2016 (1h30min)

Dirigido por

Carlo Milani

Com

Thiago Rosseti, Bruna Cavalieri, Marcos Caruso mais

Gênero

Suspense , Aventura

Nacionalidade

Brasil




'Programa do Jô' será extinto no final do ano por decisão da Rede Globo



Um das poucas atrações de qualidade da Rede Globo, o "Programa do Jô", que estreia nova temporada em março deste ano, vai sair do ar definitivamente no final deste ano, de acordo com informações divulgadas por sites ligados às redes de televisão

O Programa do Jô, inspirado no The Tonight Show Starring Johnny Carson, é uma criação de Jô Soares e o erudito humorista trouxe o conceito para o Brasil com poucas adaptações no formato, ainda quando criou o Jô Soares Onze e Meia no SBT. 

Da house band à caneca na mesa, Jô estabeleceu o gênero no país, que depois derivou programas similares como o próprio Programa do Jô na Globo. O apresentador Jô Soares tem contrato com a emissora até o final do ano e mesmo com o fim da atração pode vir a renová-lo.

Na ativa

Aos 78 anos, o humorista e apresentador diz que não vai se aposentar e seguirá em algum outro projeto ainda não discutido. Ainda não se sabe quem vai substituir Jô no horário que ocupa na TV desde 2000, mas sabe-se que a Globo já testou um talk-show de Marcelo Adnet, mas é mais que certo que, o público fiel, exigente e cult de Jô Sares, não vai se contentar com o apenas razoável Adnet.

O que fica patenteado mesmo é que a ex-“Vênus Platinada”, - ,passando por dificuldades de toda ordem, de queda de audiência a perda de credibilidade, - não está nem aí para a qualidade da sua programação, deixando o horroroso Zorra Total no ar, além de outros igualmente imbecilizantes como “Esquenta” e “Domingão do Faustão”, retirando da sua grade de programação um dos pilares do eruditismo, tirocínio e humor fino como o Programa do Jô.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Picasso é tido como o paradigma do artista moderno: inventivo, desafiador e engajado em lutas sociais



Todas as características que são apontadas na arte de vanguarda do início do século, Picasso encarnou-as com tal amplitude e intensidade como nenhum outro artista do século XX o fez

Quando todos já haviam se inteirado das novas descobertas plásticas, retoma um estilo classicista totalmente incompreensível para quem não entende seu gênio libertário.Espírito irrequieto, não hesitou em abandonar uma fase extremamente candente e poética, como a denominada fase azul para lançar-se no experimentalismo geométrico do Cubismo.

Por diversas vezes tomou partido em situações sociais que o afligiam. Usou dos pincéis como instrumento de denúncia, tanto durante a Guerra Civil espanhola, quando denunciou o bombardeio nazista sobre a cidade de Guernica, como

Sem dúvida, cada artista possui a sua identidade, a sua própria característica. Muitas vezes, os traços fortes ou leves, o estilo e outros detalhes são os pontos que marcam a carreira e a obra de um pintor
Ousadia

O trabalho de Pablo Picasso, por exemplo, é facilmente reconhecido por suas obras, em função da ousadia característica. No entanto, olhando para quadros produzidos em momentos diferentes da carreira, parece que nem sempre o pintor manteve o mesmo estilo em sua arte.

Segundo uma publicação do site Bored Panda, o artista teria feito a seguinte afirmação: “Os diferentes estilos que tenho usado em minha arte não devem ser vistos como uma evolução ou como passos no sentido de um ideal desconhecido de pintura. Inevitavelmente, temas diferentes requerem métodos distintos de expressão. Isso não implica em evolução ou progresso. É uma questão de seguir a ideia de que se quer expressar e a maneira que cada um deseja para fazer isso”.

Joana D'arc | A vida da heroína francesa inclui realizações, condenação e morte na fogueira, canonização e ainda uma suposta profecia



A saga da heroína francesa intriga historiadores e curiosos há tempos, afinal, sem qualquer treinamento militar, Joana d’Arc reverteu quase um século de derrotas francesas em apenas um ano

Quando Joana d’Arc tinha apenas oito anos de idade, a rainha Isabel da Baviera assinou um contrato com a Inglaterra, no qual basicamente entregava o trono francês ao rei inglês. 
Desesperados, os franceses se apegavam cada vez mais à profecia de que uma mulher salvaria o país. Ou seja: nessa época as pessoas já achavam que uma figura feminina tiraria a França do sufoco.A bravura de Joana d’Arc não é novidade, mas muitas pessoas ainda não sabem que, antes mesmo de ela se tornar uma grande guerreira, os franceses já esperavam por uma salvadora, cuja chegada teria sido anunciada em uma profecia bizarra.

E aí a coisa fica estranha: a tal profecia, aparentemente, foi feita por ninguém menos que Mago Merlin, aquele da lenda do rei Artur. Por mais bizarro que isso soe e que realmente seja, a ligação do Mago aparece no julgamento de Joana d’Arc e em outros documentos históricos da época – parece realmente que todos acreditavam na tal previsão. A única pessoa a negar que Joana d’Arc era a mulher da profecia era sabe quem? A própria Joana.

Trajetória


A história da vida desta heroína francesa é marcada por fatos trágicos. Quando era criança, presenciou o assassinato de membros de sua família por soldados ingleses que invadiram a vila em que morava. Com 13 anos de idade, começou a ter visões e receber mensagens, que ela dizia ser dos santos Miguel, Catarina e Margarida. Nestas mensagens, ela era orientada a entrar para o exército francês e ajudar seu reino na guerra contra a Inglaterra.

Motivada pelas mensagens, cortou o cabelo bem curto, vestiu-se de homem e começou a fazer treinamentos militares. Foi aceita no exército francês, chegando a comandar tropas. Suas vitórias importantes e o reconhecimento que ganhou do rei Carlos VII despertaram a inveja em outros líderes militares da França. Estes começaram a conspirar e diminuíram o apoio de Joana D’arc.

Em 1430, durante uma batalha em Paris, foi ferida e capturada pelos borgonheses que a venderam para os ingleses. Foi acusada de praticar feitiçaria, em função de suas visões, e condenada a morte na fogueira. Foi queimada viva na cidade de Rouen, no ano de 1431.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Depois de sete indicações, Eliane Elias, pianista brasileira radicada há três décadas em NY, ganhou o Grammy Awards




A pianista e cantora brasileira Eliane Elias ganhou o Grammy com o álbum Made in Brazil, considerado o melhor na categoria jazz latino. Lançado em 31 de março de 2015, o álbum é o 24º da artista e o primeiro gravado no Brasil

Eliane Elias representou o Brasil no Grammy Awards Brasil 2016 e ganhou. Com o álbum, 'Made in Brazil' a pianista conquistou a categoria de melhor álbum de Jazz Latino. Lançado em 31 de março de 2015, o álbum é o 24º da artista – primeiro gravado no Brasil – desde que se mudou para os Estados Unidos em 1981.

Atualmente no Brasil, a cantora foi representada por sua filha na cerimônia, e festejou a conquista em suas redes sociais. “Estou tão feliz de compartilhar com vocês, meus queridos amigos, que Made in Brazil acabou de ganhar o Grammy de melhor álbum latino de jazz do ano. Obrigado por todo apoio”, disse a artista em sua conta no Facebook.

Com uma prestigiada carreira, a paulista de 55 anos tem acumulado mais de 2 milhões de CDs vendidos, já foi indicada sete vezes ao Grammy e chegou ao topo da Billboard com o disco de jazz mais tocado.

O premiado 'Made in Brazil' marcou retorno da cantora as suas origens, e contou com participações de Ed Motta e Roberto Menescal. Além de ter alcançado o topo do Amazon, está entre os álbuns mais vendidos.

Com 25 álbuns no total, a maioria das canções de Eliane são interpretadas em inglês. A artista também já fez parceria com um dos maiores nomes do jazz de todos os tempos, Herbie Hancock.

Além de pianista, a cantora também já atuou como produtora, compositora e vocalista. Seu primeiro trabalho ‘Amanda’ foi lançado em 1984.

Em Brasília, forrozeiros reivindicam que São João se torne feriado nacional



Cerca de 20 dos principais nomes do forró tradicional nordestino estiveram no último dia 17 nos ministérios do Turismo e da Cultura para pedir, entre outras reivindicações, empenho dos ministros Henrique Eduardo Alves e Juca Ferreira para que o dia de São João se torne feriado nacional

“Gostaríamos que o São João se tornasse uma festa do calendário oficial do governo brasileiro, que Existe uma dificuldade do trabalhador de outras regiões que não o Nordeste em participar da festa”, disse o cantor baiano Adelmario Coelho, que lidera o movimento “São João – Um Novo Produto do Turismo Cultural para Unir o Brasil”. Atualmente, o São João, comemorado em 24 de junho, é feriado em alguns estados do Nordeste, como Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Paraíba. Em agosto de 2015, o deputado Valmir Assunção (PT-BA) apresentou um projeto de lei na Câmara dos Deputados para que o feriado seja nacionalizado.

Entre as principais queixas apresentadas pelos músicos durante a reunião com o ministro Henrique Eduardo Alves, está a descaracterização das festas juninas. Parlamentares das bancadas da Bahia e de Pernambuco também participaram do encontro.

Segundo os artistas, atualmente, grande parte do dinheiro investido nas festas juninas é destinado a bandas com músicas de apelo sexual, muitas vezes de objetificação da mulher. “Poucos controlam [os patrocínios], inclusive com conteúdo machista, e nós não podemos fortalecer isso com dinheiro público”, disse Coelho.

Garantia de recursos

O grupo que veio a Brasília está preocupado em garantir recursos para a realização das festas juninas deste ano, no momento em que diversas cidades brasileiras enxugaram o orçamento para o setor cultural. Dezenas de prefeituras cancelaram o apoio oficial ao carnaval deste ano, por exemplo.

Uma das principais reivindicações é que os artistas tenham maior inserção no Cadastur, do Ministério do Turismo, para que possam se beneficiar de programas como o Artista do Turismo, que paga cachês para shows por meio de convênios com os municípios.

O secretário de Turismo da Bahia, Nelson Pelegrino, sugeriu na reunião que o cadastro seja aprimorado para facilitar o acesso dos forrozeiros e que empresas públicas, principalmente bancos, repassem mais recursos de patrocínio às festas de São João.

Outra preocupação dos artistas é garantir que sejam liberadas emendas parlamentares destinadas a financiar o São João, tradicionalmente uma das principais fontes de recursos para as festas. No ano passado, devido ao atraso na aprovação do orçamento federal, o empenho dos recursos para as festas juninas foi prejudicado, segundo a senadora Lídice da Matta (PSB-BA).

“Foram também colocados muitas condicionantes para que as emendas de promoção do São João fossem liberadas. Este ano esperamos que seja diferente, embora não tenha sido apresentado ainda nem o contingenciamento fiscal”, disse a senadora.

Promessas

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, se comprometeu a trabalhar para que uma emenda parlamentar de R$ 13 milhões, aprovada pela Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, seja liberada pelo Ministério do Planejamento e empregada integralmente na promoção das festas juninas.

Alves disse que vai conversar com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, para que eventos relacionados à cultura junina do Nordeste e ao forró tradicional sejam incluídos na programação oficial dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

“o 24 de junho seja feriado nacional e que nós tenhamos força como movimento cultural do Brasil, porque o São João é a maior festa brasileira”, disse o cantor e compositor cearense Alcymar Monteiro.

Os artistas argumentam que, enquanto festas como o carnaval têm seus eventos concentrados em algumas poucas capitais brasileiras, o São João está mais presente nas pequenas cidades do interior. Com a nacionalização do feriado, os forrozeiros esperam que os governos de regiões com tradição mais tímida de festas juninas passem a investir mais na data.

O ministro também se comprometeu a incluir a cultura junina nas apresentações de promoção do turismo no Brasil feitas pelo Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) em outros países. “Vamos fazer com que essa festividade, tão entranhada no nosso Nordeste, possa tomar conta do país e do mundo”, disse o ministro.

“Se eles fizerem metade do que dizem, já saímos daqui vitoriosos”, comentou o cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, antigo parceiro de Luiz Gonzaga e um dos artistas mais reverenciados do forró.

Fonte: EBC

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A Maracangalha de Caymmi sob a ótica de outro baiano: o escritor Marcelo Torres



"Brasília já possui um vocabulário para chamar de seu, ainda que seja um linguajar bastante influenciado pelas pessoas de fora, que representam a metade da população. Em Brasília, edifício é bloco; bicicleta é camelo ou magrela; e ônibus tem ao menos quatro “apelidos” – baú, Davi, caixão e GOL (grande ônibus lotado). Em Brasília, micro-ônibus é zebrinha, radar é pardal, retorno é tesourinha, térreo é pilotis, periquito é maritaca, tiara é diadema e meleca é um pequeno adesivo que se cola no peito" 

O texto acima é parte integrante do livro “O bê-á-bá de Brasília: dicionário de coisas e palavras da capital”, de autoria do baiano de Sátiro Dias, Marcelo Torres, escritor e cronista, por paixão e bancário por opção. A seguir uma bem humorada crônica de Torres , onde ele historia a Maracangalha de Dorival Caymmi, imortalizada em uma das suas mais conhecidas músicas.
Caymmi não foi pra Maracangalha

Quando seu Dorival começou a dizer que ia para Maracangalha – dizia e repetia mil vezes -, todo mundo perguntou se aquele lugar existia. Maracangalha talvez estivesse para o baiano Caymmi como Pasárgada estava para o pernambucano Bandeira. Tanto é que Drummond, amigo dos dois, mas um mineiro desconfiado, logo fez uma paródia:

'Já não vou a Maracangalha

Anália: para um pouco e lê-me

O melhor é ficar na praia

de Ipanema, Leblon e Leme.'

Mas Maracangalha existia, sim - assim como Pasárgada existiu-, só não estava no mapa. Era um povoado de boias-frias, escondido, isolado de estradas, perdido entre engenhos de cana de açúcar no recôncavo baiano. Os moradores rejeitavam o termo Maracangalha, preferiam que o vilarejo fosse chamado de Cinco Rios, mesmo não sendo banhado por rio algum – era o nome da fábrica, em torno da qual vivia a pequena comunidade.

De acordo com o Ipac -Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - órgão da Secretaria Estadual de Cultura, “o engenho Maracangalha já existia desde 1757 localizado na Freguesia de Nossa Senhora do Monte Recôncavo, que depois passa à São Francisco do Conde até ser transformado em Usina Maracangalha, com produção de 80 toneladas, conforme registro de1898”.

Em meados do século XX houve a fusão de equipamentos das usinas da região, que passaram a ter o nome de Cinco Rios, hoje desativada e com seu prédio em ruínas. Seu apogeu e queda espelham a prosperidade e decadência dos engenhos, a própria história do ciclo açucareiro no país.

Maracangalha, o nome, nasceu da corruptela de “amarrar a cangalha”. Cangalha é uma espécie de canga colocada sobre o lombo de um burro ou jumento; na cangalha são pendurados dois cestos laterais que servem para o transporte de pequenas mercadorias, gêneros alimentícios e produtos de feira. Recusava-se o nome porque a expressão era associada a burro ou jumento, pois só se amarrava cangalha nesses animais de carga.

O sucesso estrondoso da música, que também era ouvida nos poucos aparelhos de rádio do lugarejo, acabou provocando a ‘ressurreição’ do nome. A palavra antes maldita, que ensejava piadas e anedotas, de repente virou motivo de orgulho, o maior orgulho da história do lugar, que agora virava música, uma música entoada por todos os brasileiros, que não se cansavam de cantar “eu vou pra Maracangalha, eu vou”.

Mas Caymmi, o mulato pescador, o pai de santo, o ‘pai da criança’, por incrível que pareça jamais botou os pés em Maracangalha, palavra que antes nunca tinha ouvido falar. Por trás da letra da canção há uma história, curiosa e pouco louvável, mas que é bom conhecer. Caymmi tinha um amigo, um certo Zezinho, que era casado mas pulava a cerca lá para as bandas de Itapagipe, no subúrbio ferroviário, onde mantinha uma segunda mulher e filhos.

Zezinho, para enganar a esposa, a cada mês inventava um telegrama para si mesmo, no qual registrava que a empresa o mandava comprar açúcar diretamente na Usina Cinco Rios. O malandro então, na maior cara de pau, dizia para a esposa: “Eu vou pra Maracangalha comprar açúcar”. A história nada nobre acabou inspirando Caymmi na composição da letra da canção.

Maracangalha existe - a chaminé sem chamas, as paredes em ruínas, a usina morta. O povoado sobrevive, com seu jardim em formato de violão, na pracinha cujo nome não poderia ser outro: Dorival Caymmi.

Cinquenta anos após a música, a única coisa que aconteceu por lá foi a queda de um avião. Era um bimotor que transportava malotes de banco. Continham cinco milhões e meio de reais. O dinheiro que caiu do céu fez muita gente ir para Maracangalha, sem Anália e sem Caymmi. Mas essa já é uma outra história.

(Marcelo Torres)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasileira de 23 anos é a representante brasileira da Copa do Mundo de Gastronomia


A alagoana no podium com o troféu de primeiro lugar, que lhe garantiu uma vaga na final na França em janeiro de 2017A vitória de Giovanna na final latino-americana é boa notícia para a gastronomia brasileira, sempre às voltas com questões como a formação de seus profissionais e o reconhecimento institucional da área



A0brasileira Giovanna Grossi de apenas 23 anos foi a vencedora da etapa do Sirha México. A etapa continental e está nas finais do maior concurso de alta gastronomia do mundo. 

O resultado foi anunciado nesta sexta-feira, 12, com a presença de uma forte torcida brasileira de amigos, familiares e chefs.A chef Giovanna contou com o chef Laurent Suaudeau para liderar seu treinamento, acompanhando deVictor Vasconcellos. 

O comim foi Nicholas Santos. Eles treinaram juntos por dois meses, todos os dias, oito horas por dia, alternando entre o preparo dos pratos e a análise e aprimoramento das técnicas. Andrews Valentin e Marcelo Pinheiro também fazem parte do Comitê Bocuse d’Or Brasil.“Sinto muita emoção e gratidão. 

A vitória é fruto de trabalho e dedicação sem igual. Agradeço por todo o apoio da equipe, sem a qual não estaria aqui”, fala Giovanna, sem tirar o sorriso do rosto. Este resultado classifica a chef para disputar a final mundial do concurso em 2017 em Lyon, ao lado de outros 23 de chefs de todo o mundo

A chef encantou o júri com ingredientes bem brasileiros. A tilápia foi servida com chicória do Pará, farinha Uarini, flor de jambu e tucupi. Já o filé mignon foi acompanhando de pitanga negra, quiabo, mandioca, foie gras e pimenta de cheiro.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Abordando o tema de crianças e adolescentes em zona de guerra, Naji Abu Nowar surpreende com o seu ‘O Lobo do Deserto’


 

O jovem Theeb inicia uma perigosa jornada junto a tribo beduína que vaga pelo deserto da Província de Hejaz, localizado no Império Otomano. O menino passa seus dias brincando com o irmão mais velho Hussein


Um marco na história do cinema, Lawrence da Arábia (1962) se tornou desde o seu lançamento uma referência absoluta para filmes sobre a vida no deserto. A relação estabelecida entre qualquer obra com esta ambientação e o clássico de David Lean é imediata, e com O Lobo do Deserto não é diferente.

O primeiro longa do cineasta Naji Abu Nowar, britânico de ascendência jordaniana, possui ecos da cinebiografia de T.E. Lawrence, que vão desde locações até a presença de um soldado inglês na trama. Mas diferente do escopo magnificente de Lawrence da Arábia, um épico por excelência, o trabalho de Nowar se utiliza das grandiosas paisagens desérticas para narrar uma história mais intimista, nos moldes do conto de formação.

O longa se passa na província de Hejaz, durante a Primeira Guerra Mundial, e acompanha o garoto Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat) que vive em uma tribo de beduínos com seus dois irmãos: o mais velho – que acaba de assumir o posto de líder após a morte do pai, um respeitado xeique – e o do meio, Hussein (Hussein Salameh Al-Sweilhiyeen) com quem Theeb possui uma relação bastante próxima. Quando um misterioso guia surge no acampamento da tribo acompanhando o soldado inglês Edward (Jack Fox), Hussein é designado para guiá-los até um antigo poço romano, e Theeb, sem permissão, decidir seguir o trio.

O ponto de partida é simples e Nowar o desenvolve com muita segurança, apostando na economia de diálogos e explicações. Seu filme se faz entender pelas imagens e pela criação de atmosferas, que transitam por diversos gêneros. Em seu primeiro ato, o longa busca inspiração nos faroestes de emboscada, quando Nowar faz com que, mesmo com a amplidão do cenário, sua narrativa se torne sufocante. Os caminhos estreitos entre as rochas, o poço abandonado, os sons que vêm do alto dos penhascos, são todos signos familiares aos westerns filmados em Monument Valley por John Ford, por exemplo, e que o longa utiliza de maneira exemplar para criar um clima crescente de suspense e tensão latente.

A violência suprimida, presente desde as primeiras cenas – Theeb e Hussein “brincando” com uma faca, o garoto sendo desafiado pelo irmão a matar um bode para o jantar, em seu primeiro rito de passagem – explode de maneira impactante, sempre filmada com uma crueza bastante realista, mas evitando o sensacionalismo. Esse sentimento de veracidade também acompanha o desempenho do elenco, em especial o de Jacir Eid Al-Hwietat como o protagonista. A espontaneidade do jovem ator é fundamental para que o drama de amadurecimento do personagem seja crível tanto nos momentos tensos – a angustiante sequência do tiroteio durante a noite – quanto nos mais dramáticos.

Partindo de estereótipos para muitas vezes subvertê-los, o cineasta faz da luta de Theeb pela sobrevivência uma batalha pela preservação de sua identidade. Manter-se fiel às suas raízes é a base para a construção de seu caráter, e esta noção fecha o ciclo iniciado pelo provérbio citado ainda nos créditos de abertura. "Se os lobos oferecerem amizade, não conte com a sorte. Eles não ficarão ao seu lado quando você estiver enfrentando a morte", dizia o pai de Theeb (que significa “lobo” em árabe). E ao final, seguindo seus instintos, o garoto compreende com clareza o significado destas palavras.

Referência: papo de cinema

Zeca Baleiro virá com novo disco de inéditas e a nova turnê começa no Nordeste



Zeca é um dos mais conhecidos cantores da música brasileira e é responsável por inúmeros sucessos, além de ter varias regravações de suas músicas, entre elas ‘Proibida pra mim’, que também agradou o publico na voz de Chorão, do Charlie Brown Jr

O décimo álbum solo de inéditas do cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro vai ser lançado até o fim deste primeiro semestre de 2016. Quem vai editar o disco é a Som Livre, gravadora que pôs no mercado fonográfico em 2012 o anterior álbum solo de inéditas do artista, O disco do ano. 

O último CD de Baleiro, Café no bule (Selo Sesc, 2015), foi lançado há um ano, mas foi gravado e assinado por Baleiro com Naná Vasconcelos e Paulo Lepetit.

Turnê inicia no Nordeste

Aproveitando o lançamento do novo álbum, Zeca fará turnê que começa no Nordeste. João Pessoa será a segunda cidade a receber o novo show, dia 20 de maio (uma sexta-feira), no Teatro Pedra do Reino.

A produção é da InCena, que confirmou para depois do Carnaval o início da venda dos ingressos, sem adiantar os locais e os valores das entradas.

A apresentação marca o reencontro do público pessoense com o músico, que não se apresenta na capital paraibana desde 2012, quando subiu ao palco da Festa das Neves, em agosto daquele ano.

A turnê de Zeca Baleiro começa dia 18, em Natal (RN), e depois da capital paraibana segue para Recife (PE).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

LPS ANTIGOS DOS ANOS 70 GANHA MOSTRA DE CAPAS E OS DISCOS MAIS RAROS ATINGEM VALORES IRREAIS



Você também joga no time dos saudosistas? Que tal fazer uma viagem para o ano de 1970 e ouvir o que foi sucesso neste ano com os tradicionais Discos de Vinil ou os bolachões como também era conhecido?

No ano passado, a Casa Cultural Aníbal Khury o “Castelinho”, realizou a Mostra de Capas de LPs antigos dos anos de 1970. O evento contou com várias capas na mostra para a comunidade, que pode reviver este período de muitas músicas e conhecer como era o trabalho de divulgação.
Colecionadores, fãs e sebos, caso os discos raros não sejam relançadas, eles devem desaparecer em um mercado onde há uma demanda crescente e oferta quase inexistente.
LPs raros já não existem nas lojas

A relação de discos já apelidados de “ararinhas azuis”: Cuban Soul 18 Kilates, Cassiano, 1976. Em extinção. Transa, Caetano Veloso, 1972. Em extinção. O Som Psicodélico de Luiz Carlos Vinhas, Luiz Carlos Vinhas, 1968. Em extinção. Big Ben, Jorge Ben, 1965. Em extinção. Tim Maia Disco Club, Tim Maia, 1978. Em extinção.

Diante do quadro as lojas de LPs podem estabelecer uma nova categoria em suas prateleiras: “Álbuns em extinção”. São muitos. E, mais do que raro, esse material produzido sobretudo no período do “sonho da indústria fonográfica”, entre meados das décadas de 1960 e 1970, evapora por uma série de razões que frustram clientes, indignam vendedores e desafiam o próprio tempo.

Em um mundo que ouve música por streaming, como entender o que estão dizendo os lojistas? “Os bons LPs estão acabando”, fala Mauricio Rocha, da Lado C Discos, na Galeria Nova Barão.

Quais as explicações para o sumiço de álbuns sobretudo nos últimos cinco anos? Vejamos alguns deles: 1. O interesse por LPs passa por sua maior alta desde que as prensas começaram a parar, no início dos anos 90. 2. Quem tem esses discos hoje sabe de seu valor artístico e, por isso, não os recoloca no mercado. 3. O definhamento do real diante das moedas estrangeiras faz o brasileiro assistir a uma cena comum: japoneses, americanos e europeus voltando para seus países com sacolas cheias de LPs. 4. As frequentes listas de “melhores álbuns de todos os tempos” criadas por publicações especializadas tornam a produção dos anos 1970 objeto de cobiça ainda maior. 5. A única fábrica de vinil da América do Sul, a Polysom, não dá conta de relançar discos em escala considerável.