Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Com o verão, inflação e, principalmente, a exploração chegam às praias do país






Em praias de todo o Brasil, os preços dos produtos típicos como a cerveja e o coco, por exemplo, estão com preços inimagináveis levando nativos e turistas a buscarem alternativas mais em conta


No verão, além das altas temperaturas, os banhistas sentem a inflação sazonal sobre os preços de itens praianos. Com a chegada da estação mais quente do ano, os vendedores aproveitam para lucrar aumentando, em muitos casos abusivamente, os valores de produtos e serviços nas praias de norte a sul do país.

O fenômeno já é tão tradicional quanto aplaudir o pôr do sol. Nesta temporada, os consumidores terão que desembolsar um dinheiro a mais na cerveja, no coco, no acarajé, no queijo assado, no refrigerante, no aluguel de cadeira e guarda-sol enfim, onde for possível faturar mais. Além disso, há diferenças expressivas no custo, dependendo do trecho ou da fama da praia e o aumento pode duplicar ou até ultrapassar a barreira do razoável.

Cerveja: só em lata
Uma das mudanças mais significativas que vem acontecendo em grande parte do litoral brasileiro é o sumiço da cerveja na garrafa de 600 ml. O que se vê agora são latinhas, sejam elas de 269, 350 ou 473 ml. Tomemos o exemplo da badaladíssima Porto de Galinhas, em Pernambuco. Há pouco tempo atrás, se pagava entre R$ 5 e R$ 6 reais a garrafa tradicional. Desde o final de 2015, só é comercializada em lata e a de 350 ml, por exemplo, já é vendida por R$ 5 e a 473 ml, pode chagar a R$ 7 reais. Enquanto isso, a média de preço da latinha 350 ml nos mercados é de R$ 2,50, uma diferença que pode ultrapassar os 100%.

Se o assunto for refrigerante, a lata é vendida na maioria das praias top do país por R$ 5, e a garrafa de água de 500 ml está por R$ 4. Segundo os barraqueiros e comerciantes, a alta deve-se ao aumento do gelo e da cerveja no mercado, mas o argumento é totalmente falho já que os preços de cervejas, refrigerantes e água estão estáveis e o gelo, não sofreu nenhum reajuste significativo.

Para evitar pagar os preços mais salgados por produtos e serviços é preciso pesquisar antes de ocupar mesas e cadeiras em barracas de praia. Se chegar com a família e for ocupando mesas, cadeiras e guarda-sóis, sem negociar previamente, pode preparar a carteira ou cartão de crédito. Em todas as praias, é praxe cobrar pelo uso dos equipamentos, mas negociando-se previamente, é possível não pagar pelo aluguel, desde que haja consumação de bebidas e petiscos.

Vendedores de cocos, petiscos e produtos típicos vão na mesma balada com preços extorsivos, mas aí entra a arte da negociação e o queijo coalho que custa R$ 4, pode ficar em 3 unidades por R$ 10, o mesmo acontecendo com milho cozido. É preciso negociar e não ter constrangimento para pechinchar.

"Farofeiros"?


Outro hábito que está sendo retomado é o de levar seus próprios utensílios para a paria, sem se importar com o depreciativo rótulo de “farofeiro”. Como a praia é uma das poucas opções de lazer abertas a todas as camadas da população, muitas famílias estão optando por levar sombreiros, cadeiras e guarda-sóis, além das caixas térmicas com bebidas em geral, frutas e lanches, reduzindo drasticamente as despesas no lazer praiano.

Se analisarmos a infraestrutura das barracas e os preços praticados no mercados, - não estamos nem falando das distribuidoras de bebidas, onde o preço é substancialmente menor, -veremos que mesas, cadeiras e guarda-sóis não foram renovados e, em alguns casos, estão em estado lastimável, os alimentos não tiveram aumento que justifique tamanha exploração e, diante disso, o aumento exorbitante não se justifica. O que podemos fazer? Utilizar a lei mais antiga da humanidade: oferta x demanda. Sem demanda, os preços terão que baixar. Simples assim.

Euriques Carneiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!