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domingo, 3 de janeiro de 2016

Cidade fantasma é construída nos Estados Unidos para testar situações extremas como desastres naturais



Imagine uma cidade perfeita em que tudo funciona muito bem: sistema de tratamento de água, energia alternativa, transporte inteligente, redes de comunicação, prédios, igreja, centros comerciais e até um aeroporto de 38 quilômetros quadrados

Ela tem apenas um problema: ninguém poderá morar lá! É a CITE (Center for Innovation, Testing and Evaluation), destinada para 35 mil pessoas, construída no meio do deserto do Novo México, nos Estados Unidos, pela empresa de tecnologia Pegasus Global Holdings. O empreendimento estará pronto até 2018 e servirá somente para testes. 


Isso mesmo: o objetivo é usar a cidade fantasma para testar situações extremas sem colocar a vida de pessoas em risco. Uma das possibilidades, por exemplo, será testar o impacto de desastres naturais nas construções e nos sistemas de comunicação – terremotos, furacões, dilúvios...

Além dessa infraestrutura visível, que está sendo erguida sobre a areia do deserto, por baixo da terra há um gigantesco sistema de cabeamentos e conexões que mantém a “vida artificial” da cidade. Os carros andam sozinhos por rodovias responsivas, os jardins são regados automaticamente e as luzes são ascendidas e apagadas por sistemas virtuais inteligentes. Tudo monitorado a distância via rede de comunicação e drones.

A Pegasus Global Holdings espera atrair pesquisadores e outras empresas de tecnologia de todo o mundo para desenvolver estudos na CITE – uma espécie de Vale do Silício voltado a modelagem de cidades inteligentes.

Tecnologia precisa de pessoas


Há quem critique o projeto norte-americano. Alguns estudiosos insistem que para desenvolver tecnologia é preciso considerar sempre a interação humana. “A ideia de testar sistemas tecnológicos complexos sem considerar a interação das pessoas vai produzir resultados enganosos porque as pessoas interagem com os dispositivos de maneira que é impossível prever”, diz o professor Steve Rayner, codiretor do programa Cidades do Futuro da Universidade de Oxford.

"Os habitantes das cidades não são apenas indivíduos intercambiáveis que podem ser colocados em configurações experimentais. São diversas comunidades com diferentes culturas, expectativas e padrões de comportamento que evoluem ao longo do tempo”, complementa o professor Rayner.

Referência: History

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