segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Porque os e-books não emplacaram no Brasil mesmo com o acesso cada mais fácil ao mundo digital, através de PCs, tablets e smartfhones



Em 2012 o mercado editorial brasileiro ficou eufórico em 2012 quando a receita da venda de e-books cresceu 14 vezes no país, mas a grande realidade é que, a despeito do crescimento de todas as vertentes ligadas à internet, os e-book ainda não decolaram para valer
.Nos últimos anos, o número de títulos disponível cresceu muito também: há quanto anos, eram 30 mil. Agora, beira os 50 mil. Mesmo com este crescimento, os e-books representam só 2,3% do mercado editorial brasileiro. Praticamente, um a cada 40 livros vendidos é digital.

Se o mercado de e-books cresceu tanto em tão pouco tempo é por que antes praticamente não existia. Desde o final de 2012, Apple, Google e Amazon começaram a vender livros eletrônicos pelas suas lojas online no país, na inauguração simbólica do mercado no Brasil. Antes delas, o maior nome era a Livraria Cultura. Uma variedade maior atraiu público, mas dá para dizer que os e-books decolaram no Brasil? Ainda não e há exemplos para justificar.

Autores independentes


Na Europa e nos EUA é comum encontrar autores independentes que vivem apenas do que faturam ao publicar livros sozinhos na Amazon, por exemplo (toda empresa tem seu programa de autopublicação). No Brasil, tem escritores que conseguem um bom dinheiro em programas do tipo, mas não o suficiente para viver só disto.

Em um país com mais de 200 milhões de celulares e dezenas de milhões de tablets, o número de leitores dedicados são baixos. Ambos os fatos são só desdobramentos de uma característica do mercado editorial brasileiro mais antiga que qualquer e-book: o brasileiro não é lá muito a leitura e não seria com livros digitais que a realidade seria diferente.

Nossa realidade: o brasileiro médio lê, em média, 4 livros por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em março pelo Instituto Pró-Livro. O número é baixo e ainda está fortemente influenciado por livros didáticos e religiosos. O Kindle, o Kobo, o iBooks ou o Google Play são capazes de mudar isto? Sem dúvida, todos facilitam o acesso, mas mudar um hábito arraigado é tarefa para gerações.

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