quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Parceria entre a Unesco, Iphan e Prefeitura local, viabilizam o Museu em Congonhas - MG



O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Patrimônio Cultural Mundial desde 1985, está localizado na cidade mineira de Congonhas, a 75 quilômetros de Belo Horizonte, ganhou na última terça-feira (15) um espaço que o homenageia e reconhece sua importância histórica e artística: o Museu de Congonhas
O museu é fruto de uma parceria entre Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a prefeitura da cidade.

O acervo do museu também conta com 342 peças que pertenceram à coleção Márcia de Moura Castro, pesquisadora que se dedicou a adquirir arte sacra e objetos de religiosidade popular, com destaque para ex-votos e santos de devoção. Em breve, o espaço terá também uma biblioteca com a coleção Fábio França, que é referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé. 

Entre os títulos doados ao museu, estão publicações de temas históricos e artísticos, com foco especial nas obras sobre a arte barroca, o barroco mineiro e a temática da vida e obra de Aleijadinho.

Quem se preocupa com a preservação da história vem acompanhando a evolução do tratamento dado à urgente questão da preservação do patrimônio histórico do barroco mineiro, especialmente ao conjunto artístico da Basílica Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas do Campo.

Preservação


O Santuário foi construído entre 1757 e o início do século XIX e é formado pela Basílica, que tem uma escadaria decorada por esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão, todas as obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho; além de seis capelas com cenas da Via-Sacra, somando 64 esculturas em cedro feitas em tamanho natural. No conjunto, trabalhou também o pintor barroco Manoel da Costa Athaíde, conhecido como Mestre Athaíde.

Por se localizar em região de intensa atividade mineradora, a Basílica e as obras de Aleijadinho expostas ao ar livre sofrem com a deterioração natural. Por isso, há cinco anos foi realizado o escaneamento em 3D das 12 esculturas dos profetas, em uma parceria da Unesco com a Universidade Federal do Paraná, a partir do qual é possível construir réplicas que podem, futuramente, substituir as obras originais, que seriam colocadas dentro do museu para maior preservação. 

A ação, no entanto, ainda não está definida e precisa passar por diversas discussões. “O museu já está preparado para uma ampliação; o anfiteatro ao ar livre seria o espaço da galeria que deveria futuramente receber os profetas na mesma disposição do santuário. Mas esse ainda é um debate muito amplo que precisa ser feito”, explica Sérgio Rodrigo Reis.

O Museu de Congonhas teve um custo total de R$ 25 milhões e foi financiado com recursos captados pela Lei Rouanet, recursos próprios da prefeitura de Congonhas e o apoio de patrocinadores. Outros investimentos, como a restauração da parte interna da igreja, estão sendo realizados com verba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

Referência: EBC

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