sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Museu do Amanhã | Mais uma fantástica opção de lazer da Cidade Maravilhosa





Após quatro anos de construção, ‘Museu do Amanhã’ abre as portas trazendo tecnologia de primeiro mundo, com projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e já nasce como símbolo da revitalização da região portuária do Rio de Janeiro
 


O Rio de Janeiro, que já dispõe de um dos maiores conjuntos de atrações do planeta, ganhou ontem, 17, um edifício branco, de traços arrojados, que se destaca em meio à nova paisagem da Praça Mauá. Sai um espaço que já foi porto para a chegada de escravos e reduto da prostituição e entra o Museu do Amanhã, construído a partir dos traços de uma dos mais laureados arquitetos da contemporaneidade, o espanhol Santiago Calatrava.

Antes que todos os canais de TV tivessem mostrado detalhes do equipamento, pairava no ar um misto de curiosidade e dúvidas, mas nesse dia 17, tudo veio à tona e todos, - a entrada é franca, - poderão conferir as atrações do espaço, bem como curtir o viradão cultural no entorno. 
Viagem ao Cosmos


Logo no hall de entrada, contempla-se um globo gigante preso ao teto e enquanto tentamos entender o significado das luzes que o percorrem, alguém explica se tratar das correntes marítimas e climáticas da Terra naquele exato momento. À direita, há uma escada, que nos leva ao Cosmos — esfera negra que nos apresenta imagens sobre a natureza, os seres vivos, as estrelas e as ações do homem, em um domo de 360 graus.

Ao longo do passeio, que é permeado por totens eletrônicos, o visitante pode mapear sua rota com um cartão adquirido na entrada. E, como é muita informação para marinheiros de primeira viagem, na próxima visita ao museu, é só usá-lo novamente que um novo caminho lhe será sugerido

Para retratar tais mudanças, o espaço vai contar com ambientes audiovisuais, instalações interativas e jogos que vão simular desde o aparecimento da matéria ao surgimento do cosmos, passando pela cadeia de DNA e o funcionamento do cérebro humano. Todo esse conjunto de informações servirá para levar o público a examinar o passado, manipular as várias tendências do presente e imaginar futuros possíveis nos próximos 50 anos.

Dentro da nave central do Museu do Amanhã, o conteúdo estará dividido em quatro grandes áreas de exposições permanentes, batizadas de Cosmos, Contexto, Antropoceno e Amanhã. Além delas, o público terá acesso a uma sala de exposições temporária, um centro de referência onde acontecem cursos e palestras, auditório, lojas e cafeteria.

Princípios de sustentabilidade

A importância da sustentabilidade já é ressaltada pelo próprio prédio do Museu do Amanhã. Com 15 mil metros quadrados, o edifício terá uma fachada móvel, com uma estrutura similar a asas, que se movimentarão para melhorar a iluminação do ambiente, além de permitir a sustentação de placas que vão captar energia solar. A água da Baía de Guanabara também será reaproveitada através de um sistema de filtro, permitindo que ela possa climatizar o interior do espaço, além de abastecer o espelho d’água do museu.

O prédio, segundo Calatrava, estará totalmente integrado ao seu entorno. “É um prédio que dialoga com a cidade. Há uma ideia de transformação, uma metáfora de mudança na forma do edifício, que lhe dá a ideia de ser vivente”, afirmou.

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