segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Henrique VIII |Com a guerra declarada à Igreja Católica o seu reinado ficou marcado como uma dos mais sanguinários da história



Como sua primeira esposa Catarina de Aragão não lhe deu filhos, Henrique VIII tentou junto ao Vaticano, durante quatro exaustivos anos, de 1530 a 1534, a autorização para divorciar-se da infeliz consorte e, não conseguindo, declarou guerra à igreja católica
O papa Clemente VII mostrou-se intransigente em aceitar os rogos do jovem soberano que desejava contrair matrimônio com a bela Ana Bolena. Os tesoureiros da corte calcularam que as despesas com a demanda do soberano orçaram em 100 mil libras, uma fortuna. Henrique VIII, tipo de temperamento explosivo como todo Tudor, resolveu então dar um basta naquilo. 

Em 1534, fez o Parlamento aprovar o Ato de Supremacia que lhe conferia autoridade absoluta (Supreme Head) para assuntos seculares e religiosos. Repudiou oficialmente Catarina e declarou guerra à Igreja Católica, tornando-se o seu mandatário no seu território.

Confisco

Se, hoje em dia, a maior parte da população inglesa está nos grandes centros urbanos industrializados, na época medieval, as famílias viviam nos campos e cultivavam alimentos para consumo próprio. Nesse período, ao romper com a Igreja de Roma, o rei Henrique VIII confiscou as terras eclesiásticas e as vendeu para os proprietários rurais pertencentes à classe gentry. Assim, com a política de cerceamento, as “terras comuns” passaram a serem usadas para fins particulares, beneficiando os grandes proprietários. Dessa forma, pequenos proprietários foram obrigados a vender seus lotes e os camponeses pobres foram expulsos das “terras comuns” e passaram a trabalhar nas lavouras ou pastagens.

A política de Henrique VII favoreceu o desenvolvimento de um mercado sustentado em bases capitalistas, pois se pensava em pagar o menos possível aos trabalhadores, que vendiam sua força de trabalho por pagamentos ínfimos, para lucrar acima do custo de produção. Esse era o cenário político, social e econômico que envolveu o reinado de Henrique VIII – transformação de um mercado assentado em políticas familiares para a lógica capitalista e conflitos com a Igreja Católica.
Os conflitos com a Igreja Católica

Não satisfeito, foram também confiscados todos os demais bens da Igreja Católica, aí incluídos os monastérios, templos e quaisquer outros bens móveis ou imóveis. Contudo, os motivos que levaram à iminente separação tinham também um viés político. O conflito foi intensificado pelas batalhas travadas entre as marinhas inglesas e espanholas, durante o reinado de sua filha, Elisabeth I. O objetivo era impor a soberania inglesa como potência marítima.

O papa Clemente VII enfrentou as ordens de Henrique VIII, em benefício aos tios de Catarina de Aragão, que prestaram favores à Igreja ao impedirem o avanço dos luteranos no Sacro Império Germânio Romano. Dessa forma, o rei obrigou o Parlamento Inglês a sancionar leis que subordinavam a Igreja ao Estado, criando, em 1534, a Igreja Anglicana.

A ruptura da monarquia inglesa com a Igreja Católica foi assinada no chamado Ato de Supremacia (1534). O documento parlamentar declarava o rei como “o único chefe supremo na Terra da Igreja na Inglaterra” e que a Coroa inglesa goza “todas as honras, dignidades, proeminências, jurisdições, privilégios, autoridades, imunidades, lucros, e comodidades para a referida dignidade”.

Henrique VIII tornou-se, assim, responsável por nomear os cargos eclesiásticos, assumindo o papel de soberano nas medidas do Estado e da Igreja. Casou-se com Ana Bolena, destituiu as terras da Igreja Católica e ampliou as influências da burguesia mercantil inglesa. Apesar de ter combatido o catolicismo, o anglicanismo se aproximava da tradição litúrgica católica.

Para alguns teólogos, o Anglicanismo tem como base uma mistura entre preceitos e concepções católicas ecalvinistas. Por exemplo, ela mantém a figura de um soberano (o Papa ou, no caso, o Henrique VIII), mas permite que os eclesiásticos não se casem.

Henrique VIII usufruiu bem do direito ao divórcio e casou-se 6 vezes. A amante mais famosa foi, sem dúvida, Ana Bolena.

Destino das 6 Esposas do Rei Henrique VIII

Tá fácil pra Kate Middleton! No século XVI, a pressão nas esposas da realeza não eram flashs, mas o risco de acabar com a cabeça num cesto. Saiba que fim levaram as 6 esposas de Henry VIII, o Rei Henrique VIII.
1. Catarina de Aragão – Divorciada

Bodas: 1509

A princesa Espanhola foi casada com Henrique VIII por 18 anos antes de o rei pedir o divórcio por sua “falha em produzir um herdeiro macho”.

Como a igreja Católica não reconheceria sua separação, King Henry VIII acabou emancipando a Igreja Anglicana de Roma, se declarando Supreme Governor of the Church of England no processo.

Catarina de Aragão engravidou 6 vezes, mas só Mary I, que ficou conhecida como Bloody Mary, sobreviveu ao parto para virar rainha e cortar cabeças.
2. Anne Boleyn – Decapitada

Bodas: 1533

Ao invés do herdeiro macho que Henry VIII tanto queria, sua segunda esposa lhe deu outra filha, que mais tarde se tornou a Rainha Elizabeth I.

Odiada por muita gente na corte e depois de mais um herdeiro abortado, Anne acabou sendo a primeira rainha decapitada na Torre de Londres em 1536, acusada de adultério e incesto.
3. Jane Seymour – Morta no parto

Bodas: 1536

A única esposa a dar um filho para Henrique VIII faleceu logo depois de dar à luz. O Principe mais tarde se tornou King Edward VI.
4. Anne de Cleves – Divorciada

Bodas: 1540

Henry VIII decidiu que Anne seria uma esposa aceitável depois de ver uma pintura da moça. A princesa Alemã tinha a metade de sua idade aos 24 anos e não falava uma palavra em Inglês.

Desencantado com a princesa de carne e osso, o divórcio veio em menos de 6 meses depois que Henry VIII passou a investir em uma das moças da corte, Catherine Howard.
5. Catherine Howard – Decapitada

Bodas: 1540

Por coincidência, a quinta esposa era prima de 1º grau da segunda esposa, Anne Boleyn, e acabou da mesma forma – com sua cabeça num cesto na Torre de Londres.

A jovem de 17 anos, que se casou com o rei apenas 3 semanas depois de seu divórcio anterior, foi rainha durante 2 anos antes de ser condenada à pena de morte por traição.
6. Catherine Parr – Viúva

Bodas: 1543

A última esposa de Henry VIII já havia sido casada 2 vezes e amava outro homem na corte, o Barão Thomas Seymour, mas não pode recusar a proposta do rei.

Ao ficar viúva em 1547, Catherine se casou com o Seymour, mas acabou morrendo durante o parto em 1548.

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