quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Com "Quitéria e o Bando de Cleonice" Alberto Peixoto aborda a biografia de uma das maiores heroínas de Feira de Santana



Maria Quitéria é uma figura exponencial da historia de Feira de Santana e na Guerra da Independência da Bahia e a saga dessa heroína ganhou mais um capítulo na nova obra do escritor feirense Alberto Peixoto, "Quitéria e o Bando de Cleonice"
O livro foi lançado em Feira de Santana, no último domingo, 13, no Beco da Energia, - quando também foi lançada a segunda edição de "Das Dores, a difícil vida fácil", - mas o escritor fez uma espécie de avant premier no espaço Cidade da Cultura, em Feira de Santana, no sábado, 12.

A nova obra de Alberto Peixoto é resultado de pesquisa histórica feita pelo próprio autor durante três anos e a história tem resquícios fictícios que se confundem com a realidade, proporcionando ao leitor uma verdadeira viagem no tempo.

No enredo criado por Peixoto, Maria Quitéria e Cleonice - uma negra fugida que lidera um bando de saqueadores - lutam juntas na Guerra da Independência. Quitéria de forma oficial, após alistar-se nas Forças Armadas usando a identidade de homem. E Cleonice de maneira "clandestina", entrando no combate contra os portugueses pelo simples e puro sentimento de amor a pátria.

Uma das nuances da narrativa de Peixoto é a inserção no contexto social, presente em situações que mostram as raízes do coronelismo na época, desde a questão política entre fazendeiros e comerciantes, à relação dos coronéis com seus escravos e "escravas-amantes".

Eis um trecho para ilustrar a crítica: “Eu não sou uma negra mufina. Eu fugi do Coroné Paulo Alves quando ele quis me possuir. Com a ajuda do seu dinheiro emprestado eu vivi até quando deu. O dinheiro acabou, intonces eu fui prá fazenda do Coronel Alvarenga e lá, na senzala, fui usada pelos feitor e escravos...”

Sobre Alberto Peixoto



Antonio Alberto de Oliveira Peixoto nasceu em Feira de Santana, a 03/09/1950, é funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda da Bahia e autor do livro de contos “Estórias que Deus Duvida”. É articulista do Jornal Grande Bahia, onde escreve semanalmente sobre assuntos diversos e publicou também “O Enterro da Sogra”, Ed. Òmnira/BA-2006 e “Único Espermatozóide”, Ed. Òmnira/BA-2008.

Como incentivador da nossa cultura, é membro da ALER – Academia de Letras do Recôncavo – ocupando a cadeira de número 26. Participou recentemente da coletânea “Bahia de Todos em Contos”, Vol. III, Ed. Òmnira/BA-2008.

Estudou Administração de Empresas na Universidade Católica de Salvador, hoje se dedica a literatura de forma a desenvolver a cada dia o seu estilo dialeticamente nordestino.

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