domingo, 20 de dezembro de 2015

Bike Mensageiros | O serviço sobre duas rodas já compõe a paisagem das metrópoles


Mensageiros que usam a bicicleta como meio de transporte são tão antigos quanto a própria bicicleta






Os bike couriers, ou bike mensageiros, são realidade nas metrópoles em que o trânsito faz muita gente perder tempo. Com a agilidade a favor, já que, diferentemente das motocicletas, a bicicleta pode ser carregada nos ombros ou empurrada e o ciclista pode atravessar canteiros, usar passarelas e passagens de pedestres, sem contar que, na hora de estacionar, basta prendê-la com cadeado em algum ponto seguro sem correr o risco de ser multado, os mensageiros de duas rodas ganham espaço

Mensageiros que usam a bicicleta como meio de transporte são tão antigos quanto a própria bicicleta e remontam ao final do século 19, quando os correios de vários países já utilizavam e ainda utilizam o serviço de bike couriers para a entrega de telegramas e mensagens urgentes.

Empresas privadas de entrega de encomendas, como a norte-americana Western Union, que começou suas atividades em 1890, na época do “Velho Oeste” com as famosas diligências do filmes de faroeste, também confiaram seus serviços a mensageiros em duas rodas em São Francisco, Nova York e outras grandes cidades norte-americanas. Na mesma época, na Europa, a bolsa de valores de Paris também tinha um departamento de entrega de documentos feito por ciclistas.

Uma das primeiras empresas de bike courier que se tem registro foi fundada em 1945 em São Francisco, por Carl Sparks. A empresa mudou de nome para Aero e foi adquirida em 1998 pela CitySprint.
Bike mensageiro aparece em selo de 1902 dos EUA

Na Inglaterra, os bike couriers ressurgiram na década de 80 com as empresas “On Yer Bike” e “Pedal-Pushers”. O serviço começou a ganhar força novamente e alguns fabricantes de bikes surgiram para atender a esse mercado com modelos especialmente construídos para os bike couriers, como as famosas MuddyFox Courier, que eram mountain bikes com quadro de cromo-molibdênio e 10 marchas.

Na mesma época, a cidade de Berlim, na Alemanha, recebeu pela primeira vez o Campeonato Mundial de Bike Couriers, que reuniu mais de 400 mensageiros vindos dos Estados Unidos, Canadá e de vários países da Europa.

O serviço de bike courier foi ganhando cada vez mais adeptos e hoje os mensageiros de bicicleta são presença garantida nas grandes cidades mundo afora, onde se destacam Londres, Nova York, São Francisco, México, Bogotá, Buenos Aires, Tóquio e também em cidades da Ásia e Oceania – até mesmo Istambul, na Turquia, já conta com bike couriers.

OS PERIGOS DO SERVIÇO EM CIDADES BRASILEIRAS


No Brasil, cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e outras capitais já têm empresas que atuam no serviço de entregas rápidas. Apesar de todo o avanço tecnológico dos meios de comunicação, em que e-mail, SMS e aplicativos de trocas de mensagens instantâneas dominam a era digital, o mercado de entrega rápida de documentos e encomendas não para de crescer e exige cada vez mais soluções que driblem o caos do trânsito.

Um entrave para o crescimento do serviço nas grandes cidades brasileiras é trânsito caótico, a falta de educação dos nossos condutores e, principalmente, a certeza de impunidade que faz com que alguns motoristas utilizem seus carros como verdadeiras máquina de guerra. 

Daí, o excessivo número de acidentes envolvendo ciclistas nas grandes cidades do país, inibindo a utilização das bicicletas, seja como meio de locomoção ou como atividades de entrega rápida de documentos e pequenas encomendas.

Como resultado, proliferaram em todo o país o motofrete que aqui ganhou a denominação de motoboy. Nos grandes centros, eles fazem todo tipo de serviços de entregas, de pizzas a peças de carro, passando por documentos e remédios. 

E, para completar a babel do trânsito em todo o Brasil, nas cidades menores e até em bairros das metrópoles, eles fazem também o transporte de passageiros, tudo isso sem ordenação, sem medidas adicionais de segurança e, em grande parte dos casos, o motociclista sequer é habilitado.

E viva o Brasil e as suas especificidades!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!