quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Algumas tradições do Réveillon no mundo ocidental e os seus significados



A cada virada de não, a proposta é sempre a mesma: começar o ano como uma pessoa renovada, cheia de boas energias e mudanças. Para isso, tem muita gente que recorre a mandingas e seguem tradições que prometem sorte, amor, dinheiro e por aí vai. Mas você realmente sabe o significado de todas elas?

NOVE TRADIÇÕES DE ANO NOVO E SEUS SIGNIFICADOS
Vivemos numa sociedade que comemora intensamente a virada de ano na festa de Réveillon. A tradição ocidental diz que a cor das roupas que usamos durante a virada do ano-novo influenciam as energias para o ano vindouro. 

Crendice ou não, fique por dentro do significado das cores das roupas mais utilizadas pelas pessoas, para festejarmos o Réveillon da melhor forma e atrairmos bons fluidos para o ano-novo.

- Usar roupa branca, tomar vinho e guardar as sementes de romã: descubra o significado dessas e outras crenças

- Presentear Iemanjá: flores, sabonetes, velas ou qualquer outra oferenda a Iemanjá na virada do ano faz com que todos os problemas sejam levados ao fundo do mar, e devolvidos em forma de ondas, resultando em sorte para o ano que está por vir.

- Romã: coma sete sementes de romã e guarde-as com você na carteira até o próximo Réveillon se estiver visando dinheiro. O número sete é muito importante quando você faz simpatias, pois além dos sete chacras, ainda tem sete dias da semana.

- Lentilha: diferente do que muitos pensam, a lentilha não simboliza a vinda de dinheiro, e sim fartura. Se você visa ter um ano farto e com muita comida, uma colher de lentilha na ceia de Ano Novo promete ser tiro e queda – uvas e avelãs também são consumidas para pedir fartura.

- Pular sete ondas: nunca entendeu de onde veio essa história de pular sete ondinhas? Segundo os gregos, o mar tem um poder espiritual e pode renovar nossas energias, mas foram os africanos que trouxeram à tona a tradição de pular as ondas. E por que sete? É um número espiritual e, ao pular as ondas, você invoca iemanjá, que dá forças para passar por cima das dificuldades do ano que está por vir.

- Roupa branca: a tradição de usar roupa branca no Réveillon veio das tribos africanas, que usavam trajes brancos - que significa paz e purificação espiritual -, para homenagear Iemanjá na virada do ano, mas a cor que marcar a chegada de 2016 é o amarelo.

- Vinho Espumante: nas religiões cristãs, o vinho é considerado sabedoria e vida. E por serem feitos com uvas, acredita-se que traz sorte e prosperidade para o novo ano. E é importante lembrar de sempre consumir em taças de cristal, pois a mesma purifica as energias espirituais.

- Evitar consumo de aves: os supersticiosos acreditam que na noite do Ano Novo não se deve consumir galinhas ou frangos, por exemplo, pois elas ciscam para trás e isso significa atraso na vida. Aposte em carne de porco ou peixes que se movimentam sempre para frente, e acredita que tragam prosperidade.

- Frutas secas ou cristalizadas: figo, pêssego, ameixa, damasco e maça, por exemplo, significam sorte e fartura para o próximo ano

- Lingerie colorida: a cor que você usa tanto no Réveillon, como em qualquer dia do ano, reflete na sua vida? É que a cromobiologia estuda o significado das cores e como elas afetam a vida humana, e revela que, quando as cores são captadas pelos olhos, transmitem para o cérebro impulsos que resultam em mudanças comportamentais na sua vida.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Cidadão russo, Gérard Depardieu viverá Stalin no cinema Stalin em filme dirigido por Fanny Ardant



O laureado ator francês Gérard Depardieu será o protagonista da adaptação à grande tela do romance escrito em 2013 pelo francês Daniel Baltassat, 'O divã de Stalin'

Gérard Depardieu, lendário ator francês, atualmente 100% russo, persona non grata na Ucrânia, prepara-se para desempenhar um novo grande papel. 

O astro será Joseph Stalin em Et Derrière Moi une Cage Vide, próximo filme de Fanny Ardant. Baseado no livro Le Divan de Staline, de Jean-Daniel Baltassat, o longa mostrará o ditador comunista em 1950, já no fim da vida, posando para um jovem artista que tem a responsabilidade de criar um monumento em sua homenagem.

Emmanuelle Seigner, Xavier Maly, François Challot, Tudor Istodor e Alexis Maretti completam o elenco e as filmagens acontecerãos logo nos primeiros meses de 2016.

Atriz vencedora do César e lembrada pela parceria com François Truffaut, Fanny Ardant dirigiu anteriormente Cinzas e Sangue e Cadences Obstinées. O mais recente filme de Depardieu foi Valley of Love, exibido no Festival de Cannes.

Fonte: adorocinema

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Não importa se o futebol, o tênis ou basquete têm legiões de fãs em todo o planeta, quando o assunto é cinema, o boxe é o preferido





Esporte coletivos como o futebol, basquete ou automobilismo, têm o resultado final influenciado pela qualidade de técnicos, preparadores, equipamentos, mecânicos e peças, mas o resultado de uma luta de boxe depende quase que exclusivamente do desempenho de um atleta


Apesar das diferenças em suas tramas, praticamente todos os filmes de boxe têm como momento de redenção o confronto entre dois lutadores, ocasião em que os dilemas e as pressões que envolvem o esporte desatam para jabs, cruzados diretos e nocautes.
Como se isso não bastasse, a existência de um circo em torno desses embates é normalmente utilizada por cineastas como metáfora de questões básicas da humanidade - o que significa que cada luta é travada tanto dentro quanto fora das cordas.

Claro que a lista abaixo com dez filmes emblemáticos sobre o esporte não vai agradar à totalidade dos cinéfilos, mas vejamos o rol, que reúne bons longas sobre a história do boxe nas telonas.

Punhos de Campeão (1949
)

O filme conta a história de Bill 'Stoker' Thompson (Robert Ryan), um boxeador de 35 anos que insiste em continuar lutando apesar das condições abaixo da média. Ciente de seu fraco desempenho, seu empresário arma uma luta contra um atleta mais novo na expectativa que Stoker perca naturalmente. Porém, alheio ao trato, o veterano entra no ringue disposto a vencer.

Marcado pela Sarjeta (1956)
A trajetória do delinquente juvenil Rocco Barbella (Paul Newman) é o tema central da história. Após ser destituído do exército por agredir um oficial, o rapaz passa a ganhar a vida como boxeador profissional e, no ápice de uma carreira brilhante, perde o título mundial por nocaute. Enquanto a revanche se aproxima, Rocco é confrontado com fantasmas de seu passado.

A Trágica Farsa (1956)

Quando o jornalista desempregado Eddie Willis (Humphrey Bogart) é chamado para promover a carreira de Toro Moreno (Mike Lane), um falso boxeador argentino que, apesar do tamanho, peca pela ingenuidade, ele não imagina que suas armações chegariam à luta pelo título mundial de pesos pesados - um confronto do qual Toro dificilmente sairá vivo.

Rocky, O Lutador (1976)

A sorte de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), boxeador medíocre que trabalha como capanga de um agiota, muda quando o desafiante do atual campeão mundial, Apollo Doutrinador (Carl Weathers), se machuca. Escolhido para substituí-lo por causa de seu apelido, "o garanhão italiano", Balboa encontra sua chance de redenção na disputa do título.

O Campeão (1979)

Após afundar-se em bebidas e jogos, o ex-campeão do boxe Billy Flynn (Jon Voight) precisa desesperadamente de dinheiro para não perder a custódia do filho, que nunca deixou de chamá-lo de "campeão". Apesar da idade avançada e da falta de condicionamento, ele aceita voltar aos ringues.

Touro Indomável (1980)
O longa-metragem de Martin Scorcese é baseado na história real de Jake LaMotta (Robert De Niro), pugilista de Nova York que ficou conhecido como "O Touro do Bronx" por descontar em seus oponentes todas as frustrações de sua vida fora do ringue. Dentro dele, consegue suportar uma série de golpes certeiros.

Hurricane - O Furacão (1999)

Às vésperas de disputar o título mundial de boxe de 1966, o pugilista Rubin "Hurricane" Carter (Denzel Washington) é acusado de três assassinatos em New Jersey e condenado à prisão. Após cumprir quase 20 anos de cárcere, o boxeador é auxiliado por três canadenses a voltar a lutar por sua inocência.

Ali (2001)

A produção é baseada na trajetória do norte-americano Cassius Clay (Will Smith), que fez fama tanto dentro dos ringues quanto fora deles, impressionando jornalistas e adversários com frases de efeito rápidas e incisivas. No ápice de sua carreira, o atleta converteu-se ao islamismo, trocando o nome para Muhammad Ali, período em que foi proibido de lutar nos EUA por se opor à Guerra do Vietnã.

Menina de Ouro (2004)

A trajetória meteórica da boxeadora Maggie Fitzgerald (Hilary Swank) é narrada com delicadeza pelo ex-pugilista Eddie Dupris (Morgan Freeman), zelador da academia em que a jovem passa a treinar - contra a vontade de seu proprietário, o treinador Frankie Dunn (Clint Eastwood). Após um início de carreira tardio, a atleta surpreende e consegue disputar o título mundial em um combate de desfecho trágico.

A Luta Pela Esperança (2005)

Baseado na história real do boxeador James Braddock (Russel Crowe), o filme mostra como o atleta foi obrigado a abandonar o esporte devido a uma série de derrotas. Nos anos seguintes, recorre a bicos para sustentar sua família. A oportunidade de retornar aos ringues surge quando ele é escalado para substituir um pugilista profissional - uma vitória que o conduz até a disputa pelo título mundial.

A 91ª edição da Corrida de São Silvestre tem, para variar, os atletas africanos como favoritos



Todo ano é a mesma coisa e na edição de número 91 da mais famosa corrida brasileira, a história se repete e os atletas de fora, notadamente os quenianos, são os favoritos para a prova
Atletas do Quênia, Etiópia e Tanzânia assombram os corredores brasileiros que sonham em quebrar a escrita e, enfim, garantir o lugar mais alto do pódio e tremular a bandeira verde e amarela. Este ano não será diferente. Corredores como o etíope Dawit Admasu, atual campeão da prova, e o queniano Stanley Biwott, campeão da Maratona de Nova York em 2015, já garantiram presença.

Quênia e Etiópia são os países que contarão com o maior número de atletas estrangeiros na São Silvestre. Os quenianos Edwin Rotich, bicampeão da prova em 2012 e 2013, Joseph Aperumoi, campeão da Meia Maratona de São Paulo em 2012, Dickson Cheruyiot e William Kibor chegam para brigar pelas primeiras posições.Como quem passeia no parque em ensolarados dias de domingo, os corredores estrangeiros vêm dominando a São Silvestre nas últimas edições.

Já a Etiópia conta com mais quatro atletas, além de Dawit Admasu. O campeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro em 2014, Leul Aleme, Feyisa Lilesa, terceiro na maratona de Berlim de 2015, Getu Mideksa e Hailu Dibaba chegam para fazer frente aos rivais africanos.

Quem também estará presente para amedrontar os brasileiros será a Tanzânia, que contará com Joseph Panga, vencedor da Maratona de seu país, e Fabiano Sulle, campeão da Meia Maratona de Serengeti e dos 21k Inchein (Coréia do Sul).

Sabor especial

Para os atletas quenianos, participar da São Silvestre tem um sabor especial. Seis meses antes da prova, é feita uma rigorosa seleção e, após escolhidos, os agraciados participam de um rigoroso programa de treinamento. Para começar, os treinos têm início às 10 da manhã, sob o sol já bastante forte daquele país africano, tudo para se aclimatar ao que eles vão enfrentar no Brasil.

Outro fator que move os quenianos a participar da são Silvestre é o reconhecimento do público. O pentacampeão Paulo Tergat lembra com emoção da fila que se formou na porta da hotel, em busca de um autógrafo. Esse tratamento compatível com as grandes estrelas do futebol, enchem os atletas do Quênia de orgulho e é um combustível a mais para mover a máquina de correr na qual eles se transformam quando entram na Avenida Paulista, para percorrer os 15 quilômetros que podem levá-los ao estrelato.

História


A Corrida Internacional de São Silvestre nasceu em São Paulo, em 1925, idealizada pelo jornalista Cásper Líbero. A inspiração veio de uma corrida noturna francesa de 1924, em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso. A prova, considerada a mais tradicional e importante do gênero na América Latina, terá sua 91ª edição no dia 31 de dezembro e vai ficando cada vez mais forte.

A mudança do horário de início da corrida, que passou a ser realizada durante o dia de 1988 em diante, aconteceu para cumprir as determinações da Federação Internacional de Atletismo (IAAF). Realizada em grande parte pelo centro da cidade, a São Silvestre já teve vários percursos e distâncias diferentes. A distância a ser percorrida foi definitivamente fixada em 15km em 1991, atendendo ao mínimo exigido pelas regras oficiais. Em 1989, a São Silvestre foi oficialmente reconhecida e incluída no calendário internacional da IAAF.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

1º de janeiro de 2016: o libelo de Adolf Hitler Minha luta (Mein Kampf) estará à venda nas livrarias alemãs



No início de janeiro de 2016, estará disponível a edição comentada de "Minha luta", uma nova publicação em dois volumes, sóbria como um livro didático, mas que gera polêmica antes mesmo de chegar às livrarias

Para alguns, é um cenário de pesadelo; para outros, a tão esperada conclusão de um árduo projeto: a partir de 1º de janeiro de 2016, o libelo de Adolf Hitler Minha luta (Mein Kampf) estará à venda nas livrarias alemãs. 

Especificamente: uma edição crítica comentada, na qual historiadores renomados colocam o texto no contexto da época e o explicam para os leitores de hoje.Escrito cai em domínio público, e edição explicada por historiadores estará à venda a partir de 1º de janeiro de 2016. Mas que riscos oferece esse panfleto em tempos de Pegida e xenofobia contra imigrantes?

Ao contrário da edição original, da capa não constam nem a foto de Hitler nem o famigerado título em macabras letras góticas. A nova publicação, em dois volumes, é sóbria como um livro didático.

No entanto, seu conteúdo ainda agita os ânimos na Alemanha, tendo sido tema de longas discussões nos últimos anos, tanto no Bundestag (câmara baixa do Parlamento) como no Conselho Central dos Judeus ou na Associação dos Historiadores Alemães.

Os direitos autorais de Minha luta para toda a Europa, detidos pelo estado da Baviera, prescrevem 70 anos após a morte do autor (Como se sabe, Hitler se suicidou em 30 de abril de 1945, ao reconhecer que não tinha como vencer a Segunda Guerra Mundial). Assim que 2015 acabar, portanto, o escrito cai em domínio público. Isso significa que, ao menos em tese, qualquer um pode imprimir, distribuir e vender novas edições.

Até agora, apenas uma editora ousou aproveitar a liberalização: o Instituto de História Contemporânea (IZF) de Munique, cujos especialistas começaram em 2009 a elaborar uma versão histórica comentada.

"Não seria bom, para não dizer irresponsável, deixar esse texto circular de forma mais ou menos livre e estar disponível por toda parte", disse à DW o diretor do instituto, Andreas Wirsching, sobre a motivação da equipe. "Trata-se de esclarecimento: esta edição contém muitas informações novas, ajudando a entender melhor o texto, trecho por trecho, e, idealmente, também a se ter uma melhor noção da história do nazismo."

Um libelo e seus mitos


Embora na Alemanha muito se fale sobre Minha luta, quase não há saber fundamentado a respeito: mesmo sendo o único documento de cunho autobiográfico do líder do nazismo, faltam análises mais aprofundadas sobre a origem, estrutura e, principalmente, sobre as repercussões desse panfleto em sua época.

Até hoje se mantém a lenda do "best-seller não lido". Supostamente milhões o teriam comprado ou recebido de presente, mas a maioria não o leu – e, portanto, não poderia também saber que crimes Hitler planejava. Essa era a estratégia de justificação de muitos alemães depois da Segunda Guerra.

Contrapondo-se a esse mito, Wirsching afirma que, a partir de Minha luta, é possível deduzir que papel Hitler de fato desempenhava em numerosos temas. Este é o caso, por exemplo, da ideia de uma guerra pelo assim chamado "espaço vital" (Lebensraum) no Leste Europeu – concretizada na invasão da Polônia, em 1939, e da União Soviética, dois anos mais tarde.

O mesmo se aplica aos temas anti-semitismo, esterilização compulsória e eutanásia. Todos esses crimes, que mais tarde seriam cometidos, já são delineados no libelo de Hitler publicado entre 1924 (primeiro volume) e 1927 (segundo volume).

Assim, segundo Wirsching, os comentários na edição de 2016 teriam funções múltiplas. Eles esclarecem sobre as constelações, personagens e contextos históricos, mas também se trata – o que talvez seja o mais importante – "de interromper Hitler, que aqui fala quase que ininterruptamente, como o demagogo que é. Ou seja, de desmascarar suas meias-verdades, alusões com fim de agitação popular, suas mentiras deslavadas – das quais há um bom número."

Além disso, trata-se de traçar conexões com os acontecimentos históricos futuros, já que "muito do que Hitler escreve em Minha luta se transforma numa realidade brutal após 1933", ano em que os nazistas chegariam ao poder na Alemanha.

Quem vai ler Minha luta?

Diante da prescrição iminente dos direitos autorais, no entanto, uma outra questão se impõe, além de se deve-se publicá-lo e como: quem vai ler Minha luta?

Serão os assim chamados "cidadãos enfurecidos", que povoam as passeatas do Pegida (acrônimo em alemão para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente"), esse movimento cujos slogans xenófobos são atualmente motivo de preocupação para tantos alemães? Gente que porta cartazes dizendo "Lügenpresse" ("imprensa da mentira"), expressão proveniente do tempo do nazismo? Ou mesmo funcionários do partido de extrema direita NPD, cuja legenda está sob ameaça de novo processo de proibição em 2016?

Há tempo longos trechos do manifesto de Hitler estão disponíveis gratuitamente na internet, sem que a Justiça alemã possa fazer muita coisa para impedir isso. Em plataformas de internet que operam legalmente no país, como o eBay, antiquários oferecem edições históricas da publicação. Lê-lo nunca foi proibido, somente publicá-lo.

"Em sentido restrito, o livro Minha luta não representa um perigo iminente", opina Wirsching. Mas ele tem um forte efeito simbólico. "É claro que, lamentavelmente, anti-semitismo e racismo são temas que não perderam totalmente o significado, hoje em dia. Não se pode descartar totalmente que uma ou outra citação do livro seja assimilada."

Impossível prever quem lerá, no futuro, o libelo de Hitler: o que haverá é a nova possibilidade de lê-lo criticamente numa edição comentada. Aliás, continua passível de persecução judicial todo aquele que fizer citações de Minha luta sem atentar para o contexto histórico: a acusação de incitação ao ódio segue valendo.

Referência: DW.com

domingo, 27 de dezembro de 2015

Ana Maria Machado lançou em novembro, o livro ‘Um mapa todo seu’





A autora Ana Maria Machado visitou Vassouras RJ, a cidade natal da personagem inspiradora para lançar seu mais recente livro “Um mapa todo seu”, baseado na vida de Eufrásia e Joaquim Nabuco


"A presença de Ana Maria Machado, uma das escritoras brasileiras mais importantes da atualidade, membro da Academia Brasileira de Letras, além de ser uma grande homenagem à cidade, que tem sua história marcada pela família Teixeira Leite e Eufrásia, especialmente, também demonstra a relevância que esta tem para a história do Brasil. O livro ainda traz luz à trajetória dessa personagem, fornecendo mais elementos sobre sua vida, que gera tanta curiosidade e ainda encanta, seja por suas atitudes de vanguarda, pela fortuna adquirida ou pelo isolamento em que viveu nos seus últimos anos."
O livro
Em “Um mapa todo seu”, Ana Maria Machado transita pelo Rio de Janeiro, por Paris e Londres, no final do século XIX, para recontar a incrível história de amor entre Eufrásia Teixeira Leite, uma mulher independente e bem-sucedida nos negócios, e Joaquim Nabuco, político e jornalista que atuou com firmeza e convicção no processo abolicionista brasileiro.

Nas páginas deste romance, no entanto, eles são Quincas e Zizinha, vindos de famílias e províncias distintas. “A dela, rica e francamente aristocrática. A dele, sempre enfrentando dificuldades financeiras, mas de prestígio e presença marcante na política havia três gerações.” O encontro a bordo do Chimborazo, em 1873, com destino à Europa, marcaria para sempre suas vidas.

Suas aptidões e lutas vão se revelando gradualmente ao leitor, assim como a perseverança de uma mulher para manter sua independência. No final, o que temos não é só uma história de amores e incertezas, mas também um relato que nos mostra a dimensão da luta pela abolição da escravatura no Brasil, as dificuldades políticas de um país em formação, e o mundo dos grandes negócios e investimentos.

Sobre a autora

Ana Maria Machado é carioca. Foi pintora, jornalista e professora universitária antes de se tornar uma das escritoras brasileiras mais importantes da atualidade. Tem mais de cem livros publicados, no Brasil e em outros 18 países, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Ao longo de mais de quarenta anos de carreira, escreveu obras para leitores de todas as idades, incluindo dez romances.

Recebeu inúmeras condecorações por sua produção literária, com destaque para o Prêmio Hans Christian Andersen – o mais prestigioso da literatura infantil – e o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Em 2003, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras. Dela, a Alfaguara publicou, entre outros, os romances “Tropical sol da liberdade”, “Canteiros de Saturno”, “A audácia dessa mulher” e “Infâmia”, vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura em 2013.

Museu da República reabre quarto onde Getúlio se suicidou





Principal atração do Museu da República, o quarto onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, em 24 de agosto de 1954, foi reaberto hoje (22) à visitação pública. Desde março deste ano, o cômodo estava fechado, assim como todo o terceiro andar do Palácio do Catete, que abriga o museu, devido a problemas no sistema de ar condicionado 


A reabertura foi possível devido a um reparo emergencial no aparelho de ar condicionado do quarto e não se estende ao restante do andar, que nos tempos em que o palácio era a sede do governo republicano abrigava os aposentos dos presidentes e suas famílias. A visita completa ao terceiro piso somente poderá ser retomada depois de uma obra maior, prevista para o próximo ano.

“Nós conseguimos segurar a grelha do ar refrigerado só do quarto do Getúlio para não deixar de atender ao público, principalmente agora, nos meses de janeiro e fevereiro, quando recebemos muitos visitantes de outros estados”, explicou a diretora do Museu da República, Magaly Cabral. Segundo ela, a impossibilidade de ver o aposento onde ocorreu um dos momentos mais dramáticos da história republicana do país vinha deixando frustrada boa parte dos visitantes do museu, entre 65 mil e 70 mil a cada ano.

Magaly Cabral informou que já estão assegurados os recursos para a reforma completa do terceiro andar, que vai compreender, além do sistema de ar condicionado, o telhado e a claraboia do palácio. “A obra vai custar R$ 2 milhões e 800 mil e será feita com o apoio do Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] e verba do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] das Cidades Históricas. Já tem uma empresa contratada fazendo o projeto executivo e até abril esperamos abrir a licitação para a obra”, disse a diretora do museu.

Instalado em um palácio do século 19, o Museu da República, a exemplo de outras instituições culturais, tem grande preocupação com a segurança, em relação ao risco de incêndio. “Estamos tendo orientações constantes do Corpo de Bombeiros, e o Ibram [Instituto Brasileiro de Museus] está desenvolvendo um planejamento de segurança contra incêndios para os museus cariocas”, afirmou Magaly Cabral. A preocupação é que não ocorra o mesmo que no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Rio de Janeiro - Museu da República no Palácio do Catete reabre para visitação o quarto presidencial de Getúlio Vargas (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Quarto abriga pertences de Vargas, incluindo a arma usada  no  suicídio   



O Palácio do Catete foi construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo. Em 1896, foi adquirido pelo governo federal para sediar a Presidência da República, até então instalada no Palácio do Itamaraty.

Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. O último foi Juscelino Kubitschek, que encerrou a era presidencial do palácio, com a transferência da capital para Brasília em 1960. No mesmo ano, o Palácio do Catete passou, por decreto presidencial, a abrigar o Museu da República
.

Referência: Fernando Frazão/Agência Brasil

Seca no México revela um tesouro arquitetônico: uma igreja construída no século 16


Iglesia de Quechula



Há décadas a seca castiga o Brasil e tem causado muitos transtornos em diversos estados, notadamente na região Nordeste. Na mídia, por exemplo, as notícias sobre o uso do volume morto do Sistema Cantareira dominam desde o ano passado


Apesar do sofrimento da população, no México a seca revelou um tesouro arqueológico. O nível das águas do rio Grijalva, que alimenta a represa Nezahualcóyotl, baixou mais de 25 metros e trouxe à tona a igreja Quechula, que foi construída no século 16 por monges dominicanos. Ela estava submersa desde 1966, quando foi criada a barragem.Mas se engana quem pensa que o problema da estiagem acontece apenas em nosso país. Em outras regiões do planeta, a falta de chuvas tem deixado muita gente preocupada e baixado o nível de diversas represas.

Tesouros submersos
As caudalosas águas do sudeste do México guardam valiosos tesouros. A falta de chuva deixou descoberto o que resta do templo de Quechula, uma igreja, de 61 metros de comprimento, que está submersa desde 1966, quando foi terminada a construção da represa de Malpaso, no leito do rio Grijalva, o segundo maior do país.

Quatro represas dependem do Grijalva. Uma delas é a de Malpaso, onde está uma importante hidrelétrica que abastece de energia vários Estados do sudeste do México. Em agosto estava onze metros abaixo dos seus níveis habituais. É possível que as águas tenham baixado mais desde então, já que os especialistas calculam que a igreja de Quechula só pode ser vista quando o nível baixa 25 metros. A última vez que isso aconteceu foi em 2002. Na época, vários fiéis caminharam até o templo e realizaram uma missa entre as paredes cobertas de lama seca.


Carlos Navarrete, um arquiteto que elaborou um relatório sobre os vestígios da igreja para o Governo, afirma que o templo foi abandonado entre 1773 e 1776 por conta de uma série de doenças que afetaram as comunidades da região, que hoje é habitada por índios zoques.

Antes de a represa ser terminada, em 1966, existia um pequeno povoado perto do templo. A comunidade era formada por quatro bairros, cada um deles com o nome de um santo. Os familiares dos antigos habitantes da área dizem que o templo era conhecido como a Igreja de Santiago.

Quando o nível de água baixa, os pescadores da região se transformam em guias. Transportam em seus barcos os curiosos que pretendem apreciar os restos do templo. Alguns afirmam que um terremoto na região derrubou um dos muros, de dez metros de altura, na década de quarenta do século passado. Nessa parte do país, a seca dá passagem ao turismo.

Giethoorn: o inusitado vilarejo holandês no qual não existem ruas





Em tempos de engarrafamentos homéricos, trânsito conturbado, uma babel de carros, motos e outros veículos, que tal uma cidade sem ruas? Pois ela existe


O local é simplesmente encantador, e a população — composta por 2.600 habitantes — vive em pequeninas ilhas particulares e circula pelo vilarejo através de pequenas embarcações. Os deslocamentos também podem ser feitos a pé, e as travessias ocorrem por meio das 180 pontes de madeira que fazem a conexão ao longo dos cerca de 6,5 quilômetros de canais.
Amsterdã é uma cidade holandesa onde existem tantos canais que eles somam mais de 100 quilômetros, o que rendeu à cidade o apelido de “Veneza do Norte”. No entanto, essa característica não é uma exclusividade da capital holandesa, pois no país existe um vilarejo chamado Giethoorn no qual não existem ruas e o acesso só ocorre através de barco.

Giethoorn foi fundado no século 13 por um grupo de fugitivos vindos da região do Mediterrâneo, que se estabeleceram ali e começaram a explorar a terra. No entanto, o vilarejo só foi se tornar conhecido em 1958, quando um famoso cineasta holandês usou o local como locação de um filme. Desde então, Giethoorn se transformou em um popular destino turístico.
Roteiro cultural
Além de várias exposições e museus, aos finais de semana uma embarcação em forma de plataforma leva a banda do vilarejo pelos canais enquanto os integrantes tocam para os habitantes e visitantes. Aliás, para os que decidem conhecer Giethoorn, é possível contratar guias especializados ou alugar embarcações a motor, remo e até mesmo as do tipo gôndola, que se movem com a ajuda de varas que são usadas para empurrar o barco pelo leito do canal.

Além de várias exposições e museus, aos finais de semana uma embarcação em forma de plataforma leva a banda do vilarejo pelos canais enquanto os integrantes tocam para os habitantes e visitantes. Aliás, para os que decidem conhecer Giethoorn, é possível contratar guias especializados ou alugar embarcações a motor, remo e até mesmo as do tipo gôndola, que se movem com a ajuda de varas que são usadas para empurrar o barco pelo leito do canal.

Os habitantes locais não ficaram muito felizes com a invasão de turistas, alegando que o movimento tirou um pouco do sossego de todos — já imaginou a tranquilidade de Giethoorn, por onde a circulação de veículos foi proibida a população é superpequena! Isso sem contar que eles também reclamam (e com razão) de que não é nada agradável ter desconhecidos olhando constantemente para dentro de suas casas.

Referência: Mega Curioso

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O simbolismo do Natal |Todos os anos no mês de dezembro, o clima natalino se espalha por muitos países, em especial os de tradição Cristã



O Natal pode ser uma excelente ocasião para refletir e repensar atitudes, lembrando do grande homenageado e aniversariante da data, que é Jesus e seus exemplos transformadores que perduram por mais de dois milênios
Pensar sobre esses autênticos valores, ou seja, o significado espiritual do natal, não quer dizer deixar de comemorar com familiares e amigos ou presentear aqueles que amamos, apenas permitir o despertar para as virtudes que podem fazer diferença na vida de cada um de nós, como um ponto de luz no Planeta.

A lembrança dessa figura que marcou para sempre a história da humanidade, nos convida a buscar sentimentos positivos como: o amor, a gratidão, a caridade, a fraternidade, a amizade e a generosidade.

É tempo de deixar de olhar apenas para si mesmo, abrindo para que possamos oferecer aquilo que temos de melhor dentro de nós, colocando em prática os ensinamentos do Cristo.

Nesta data, nós que fazemos o Artecultural selecionamos o texto abaixo de Anderson Reis, para levar a todos vocês um tema para reflexão nesse aniversário do Nosso Senhor Jesus Cristo. Muita paz a todos!

Euriques Carneiro
                                                           -o-o-o-o-o-o-


Um Natal com significado

Hoje é 24 de dezembro, véspera de natal.
Creio que não exista um dia melhor para refletirmos sobre o verdadeiro significado dessa data já que com o passar dos anos sua razão de ser tem se perdido ao longo do caminho, principalmente no caminho que leva ao comércio e aos shoppings da vida. O natal se transformou na maior data comercial do ano, onde os comerciantes, e a mídia incentivam avidamente esse comportamento que se tornou cultural. Tudo isso construído atrás da figura bonachona do bom e velho Noel que divide com a árvore de natal o título de representante da festa.

Além disso, é lamentável perceber que a grande maioria das pessoas enxergam o natal como mais um feriado, como outro qualquer, o que para maioria dos brasileiros representa um pretexto para comer, beber e se divertir à vontade sem que exista sequer um segundo de reflexão.
Só conseguimos perceber o verdadeiro significado do Natal quando olhamos para a Bíblia. 

O evangelista João escreveu e sintetizou o que representa o nascimento de Jesus, isto é, o natal “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”, então entendemos que o natal é Deus se fazendo homem e pisando nosso chão, vendo nossos dramas, sentindo as nossas dores. Natal é Deus conosco, todos os dias, todas as horas e em todos os momentos. E o porquê disso tudo? Porque Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. É Deus apaixonado, doente de amor dando o primeiro passo para atrair o homem para si através do seu próprio filho, sendo ele o elo entre o homem e Deus.

Natal é Deus interferindo e mudando a história, não apenas a história, história, mas a história de cada pessoa que um dia se encontrou com Jesus, porque é impossível que alguém que o encontre de verdade seja a mesma pessoa. Foi assim com os discípulos, foi assim com Nicodemos, foi assim com os reis-astrólogos que vieram do oriente.

Natal é o nascimento de Cristo, é a maior prova do amor de Deus. É Deus pagando o mal com o bem, é o criador oferecendo a outra face, é o Senhor andando a segunda milha, é o Soberano do universo se humilhando, é o Eterno que não desiste de amar. É Deus sendo bom em troca de nada.
Cristo é o convite de graça para todo pecador que deseja se aproximar de Deus a fim receber misericórdia.

Celebre o Natal.

Celebre o amor de Deus.

Celebre a Cristo.

Feliz Natal.


Maria Gadu, Mariana Aydar e Tulipa Ruiz, realizam show em prol das vítimas de tragédia em Mariana




Em nome da nobre causa, também sobem ao palco Ney Matogrosso, Emicida, Filipe Catto, Thiaguinho, Ana Cañas, Céu, Tiago Iorc, Paulo Miklos, Nando Reis, Marina Lima e Fafá de Belém, todos envidando esforços para que as vítimas sejam socorridas

As cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz e Mariana Aydar realizaram um show beneficente “Sou Minas Gerais”, em São Paulo, nesta segunda-feira (21), em prol das vítimas e regiões atingidas pelo rompimento de barragens da Samarco em Mariana. 

As cantoras ainda receberam artistas como Ney Matogrosso, Emicida, Filipe Catto, Thiaguinho, Ana Cañas, Céu, Tiago Iorc, Paulo Miklos, Nando Reis, Marina Lima e Fafá de Belém. Toda a verba arrecadada com a venda de ingressos será direcionada a um fundo gerenciado pelo Greenpeace. O dinheiro será utilizado na recuperação das áreas degradadas da bacia do Rio Doce, por meio de financiamento de pesquisas, realojamento de moradores e distribuição de filtros. 

O show foi uma iniciativa do coletivo Sou Minas Gerais, que, no início do mês, realizou uma edição filantrópica em Belo Horizonte. De acordo com Maria Gadú, responsável pelo evento desta segunda, os próprios artistas e organizadores arcaram com os custos logísticos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Barbados é um país insular soberano nas Pequenas Antilhas, na América Central e é tido como o país mais oriental do Caribe


Entre as ilhas do Caribe mais visitadas por brasileiros, Barbados é uma escolha segura para quem está a fim de rechear suas férias com programas fora da praia

Cada ponto da costa tem características próprias. Ao norte da capital Bridgetown, a chamada West Coast tem mansões e hotéis de luxo em praias escondidas -- que são mais bem visitadas em passeios de barco, com paradas para fazer snorkel e mergulhar com tartarugas.

Logo abaixo de Bridgetown, a chamada South Coast é mais democrática, com praias de acesso mais fácil, hotéis com preços mais camaradas e polos animados de restaurantes, como Rockley Beach e St. Lawrence Gap. O outro lado da ilha, a chamada East Coast, tem topografia acidentada e praias com ondas, como Bathsheba, a preferida dos surfistas.

Entre uma praia e outra, não faltam passeios -- tanto ao mar quanto em terra firme. Você vai poder penetrar numa caverna lindamente iluminada, alimentar uma colônia de macaquinhos, conhecer uma destilaria de rum, visitar uma propriedade dos tempos coloniais, comer peixe frito com os barbadianos no mercado, fazer safári de jipe em volta da ilha e entrar num Concorde que até 10 anos fazia a rota Londres-Barbados toda semana.

Detalhes importantes: para ir a Barbados é necessário passaporte mas o visto não é exigido. E não se esqueça da vacina contra febre amarela pois lá é obrigatória. No mais é divertir-se e fazer uma excelente e relaxante viagem!