domingo, 15 de novembro de 2015

Para os fãs do gênero, já está disponível coleções em DVD do Cinema Faroeste


Para quem acompanhou as aventuras do eterno cowboy John Wayne, vibrou com Giuliano Gemma sendo salvo da morte por uma moeda de dólar no bolso ou se divertiu com os westerns estilo comédia de Terence Hill (Trinity), tem agora a oportunidade de revê-los

 

A empresa Versátil tem lançado boas coleções de obras clássicas em DVD no Brasil e a anunciou recentemente mais dois lançamentos, outra vez em DVD, com embalagens Digistak e cards. O primeiro é Cinema Faroeste, que reúne seis produções do velho oeste americano, ao longo de três discos. 

Todas serão apresentadas em seus aspectos de tela originais (variando entre widescreen anamórfico 1.85:1 e fullscreen 1.33:1), com trilhas de áudio em inglês Dolby Digital 2.0 e legendas em português. O preço de lançamento é de R$ 69,90.

Western: Italianos X Americanos


Sempre houve uma briga particular o cinema italiano e americano, sobre quem produzia os melhores filmes de bang bang. Para entender a diferença básica entre os filmes feitos nos Estados Unidos e rodados nos EUA, é necessário viajar até os anos 60 e entender algumas curiosidades sobre a produção desse filmes.

Nesta década, os estúdios da Cinecita em Roma estavam com problemas para realocar toda a estrutura que foi utilizada para fazer filmes épicos, tais como : Hércules, Sansão e Dalila, Cleópatra, Ben Hur, etc.

Os filmes épicos estavam fora de moda, mas a estrutura de figurinos, atores, cenários, etc. Estavam prontas para serem utilizadas, seria uma catástrofe desativar todas essas empresas preparadas para fazer cinema.

Foi neste momento que os italianos, espanhóis e alemães começaram a fazer filmes de faroeste e, acredite, até aqui no Brasil também foram produzidos alguns filmes do gênero.

O faroeste apesar de estar em baixa, era uma alternativa mediana para manter a tal estrutura funcionando. Então, entre os anos de 1965 até 1975 foi o momento mágico para os westerns feitos na Europa.

A maioria das cenas externas eram feitas no sul da Espanha na região de Almeria e as cenas internas nos estúdios da cinecita em Roma - Itália. Incrivelmente a grande maioria do público ainda pensa que estes filmes foram feitos no oeste Norte Americano, mas na verdade foram filmados na Europa.

E foram exatamente os italianos que saíram na frente. Sérgio Leone, Enzo Castelari ,Sérgio Corbuci e tantos outros usaram e abusaram da sua visão sobre o tema faroeste.

Unindo os melhores técnicos em fotografia e os melhores roteiristas deram uma reviravolta espetacular em um tema já desgastado que era o faroeste. Por serem feitos por italianos, estes faroestes foram apelidados de: Western Spaguetti ou Bang-Bang à italiana.

Pra se ter uma ideia de como é natural algumas pessoas acreditar que foi realmente feito nos Estados Unidos, ocorreram filmes que em algumas cenas foram filmadas realmente em território Norte americano.

Veja por exemplo 3 curiosidades nos bastidores do Filme "Era uma Vez no oeste":

1- A cena externa em que Claudia Cardinale percorre com uma carroça o Gran Valley, no deserto do estado de Nevada e Utha , é realmente feita nos Estados Unidos. Porém , todas as demais cenas foram gravadas no sul da Espanha.

2- Na sequência dessa mesma cena ela entra em um saloon no meio do deserto a qual a cena interna foi gravada,por incrível que pareça, em Roma.

3- Quando os pistoleiros de Cheyenne ( capatazes do ator :Jason Robards ) entram nesse mesmo saloon, levanta uma enorme poeira vermelha típica do deserto.

Mas como ? Não existe terra vermelha de deserto em Roma, não é mesmo?

É que se teve o cuidado de colocar terra do deserto dos Estados Unidos dentro de tambores que, posteriormente, foram jogadas por ventiladores no site de filmagem em Roma.

Um comentário:

  1. LEMBRANÇAS DO CINE SALGUEIRO

    Ao ouvir as músicas do álbum “Bang Bang à Italiana”, não contive as lágrimas. Na mente me vieram fortes e inapagáveis lembranças de um tempo em que assistia a uma centena de filmes no Cine Salgueiro. Aquele ambiente físico, de saudosa memória, proporcionou-me grandes alegrias e indeléveis emoções. Os filmes de “faroeste” eram os meus prediletos. Nunca achei que fosse irrelevante citar nomes de filmes e artistas que povoaram o meu mundo particular de tantas ilusões! Talvez fosse uma maneira de esquecer as dificuldades enfrentadas na infância e na adolescência. Eu sempre encontrava uma maneira legal de auferir algum dinheiro: fosse passando jogo de bicho, fosse como ajudante de vendedor de sandálias na feira livre da cidade, fosse como garçom. O que eu queria mesmo era ir ao cinema. Inda hoje sinto o cheiro de pipoca, de chiclete, de drops de morango. Inda hoje sinto saudade dos gibis e do soar da sirene anunciando o início da sessão. Inda hoje queria estar sentando naquelas cadeiras e me comover novamente com Django, Sartana, Ringo, Sabata, Trinity… Queria estar novamente lá para assistir a “Um dólar entre os dentes”, “Cidade sem lei”, “O bom, o mau e o feio”, “Ringo volta para matar”, “Sete velas para sete cadáveres”, “A águia pousou”, “Os canhões de Navarone”, “Coração de luto”, “Ela tornou-se freira”, “Tarzan no vale do ouro”, “Tati, a garota”, “A colina do amor eterno”, “Quo vadis”, “Pompeia”, “Perdido no deserto”, Um dólar furado”…
    Eu queria rever os inolvidáveis protagonistas como Ernest Borginine, Lee Marvin, Franco Nero, John Wayne, Gregory Peck, Giuliano Gemma, Mazzarope, Claudia Cardinale, Robert Hood, Charles Chaplin, Bruce Lee, Teixeirinha, Mary Terezinha, Dina Sfat, Henry Fonda…
    Eu queria que esses momentos magníficos jamais fossem deletados da minha vida e da minha memória, ainda que me venha a velhice, e com ela a esclerose.

    Poeta Ivo Júnior (Salgueiro-PE)

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