quarta-feira, 11 de novembro de 2015

“O Chacal” e “O Dia do Chacal” | Dois filmes baseados na obra de Frederick Forsyth que vale a pena assistir



Zapeando os canas da TV por assinatura, vejo que está iniciando o filme “O Chacal”, inspirado no livro “O Dia do Chacal”, um thriller de Frederick Forsyth, lançado em 1997. No elenco, figurinhas carimbadas como Sidney Poitier, Richard Gere e Bruce Willis, estrelas dirigidas por Michael Caton-Jones

Em 1973, foi lançado The Day of the Jackal (O Dia do Chacal), um filme franco-britânico dirigido por Fred Zinnemann, também inspirado no livro de Forsyth. 

Na obra original do escritor inglês, o objetivo do terrorista Chacal é assassinar o presidente francês Charles de Gaulle e a trajetória do assassino prende o leitor do inicio ao fim do excelente livro. No longa rodado há mais de 40 anos, Alan Badel e Michel Lonsdale com atuação soberba de Edwar Fox no papel do lendário terrorista.

Já na película de 1997, o objetivo de Carlos, o Chacal é eliminar a Vice-Presidente dos Estados Unidos e a riqueza de detalhes com a qual o Chacal planeja o crime é de arrepiar, notadamente por não hesitar em eliminar todos aqueles que cruzam o seu caminho. 

Comparação


Os puristas e mais conservadores cinéfilos, torcem o nariz para o “Chacal”, principalmente pelo fato de ter sido estrelado por Bruce Willis, ator que costuma se destacar muito mais pelas habilidades com os punhos e com armas do que pelos dotes dramáticos, mas se analisarmos apenas pelo discorrer da história, o ator que se notabilizou pela série “Duro de Matar”, não se sai mal na tarefa de dar vida ao terrorista internacionalmente conhecido.

Claro que, até pelos parcos recursos disponíveis em 1973, “O Dia do Chacal” se reveste de valores que o tornam um filme clássico do suspense, mas esse destaque não tira o mérito de “O Chacal”, até porque, nomes como Sidney Poitier e Richard Gere conferem ao longa de 24 anos de idade, um que de qualidade.

Resumo da ópera: o filme de Fred Zinnemann é melhor mas não tira o mérito da obra de Michael Caton-Jones e ambos merecem ser vistos. Mais de uma vez, se possível.

Euriques Carneiro

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